Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
De que adianta?
De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
Nildinha Freitas
Eu não sei escrever poemas, sei escrever sentimentos,
Vontades não ditas, pensamentos reprimidos,
Desejos escondidos sob uma camada grossa de medo.
Medo das pessoas, medo dos julgamentos, apenas medo.
Poderia dizer que andei por mares e viajei por céus.
Mas não fiz isso, essa é minha verdade nua e crua,
Estou numa sala, em um pequeno apartamento
Escrevendo enquanto minha xicara de café esfria
Escrevendo o quanto eu sinto,
e não consigo falar.
Eu escrevo porque não consigo falar.
As palavras se recusam a sair da minha boca,
então derramam-se no papel.
Queria poder me desfazer em teus braços,
encontrar neles um lugar onde o mundo
parasse de pesar.
Queria que cuidasses de mim,
como o Pequeno Príncipe cuidou de sua rosa.
Queria ser tua.
E, mais do que isso,
queria que escolhesses ser meu.
Não por obrigação,
mas por paixão.
Há quem me corteje.
Há quem tente conquistar meu olhar.
Mas de que me serve qualquer cortejo,
se o único que desejo
é o teu?
Se não tens intenção de permanecer,
tem a delicadeza de partir dos meus pensamentos.
Não é justo.
Toda vez que fecho os olhos,
és tu quem encontro.
Vejo tua postura ereta,
teus dedos ligeiros dançando sobre o teclado.
Revivo o nosso abraço,
o calor do teu corpo envolvendo o meu.
Vejo teus olhos por trás das lentes redondas,
e descubro, mais uma vez,
que teus óculos parecem ter sido feitos
para o contorno do teu rosto.
Então meu olhar encontra teus lábios.
E, nesse instante,
o mundo deixa de existir.
A aflição de não poder responder e dizer que me senti da mesma forma.
Eu também não estava me aguentando de ansiedade de falar e dizer que fiquei tão destreinada a ponto de não saber mais nem como andar.
É curioso pensar que hoje eu posso ler algo escrito por alguém que viveu dois séculos atrás e me reconhecer ali, como se aquela pessoa ainda respirasse no mesmo tempo que eu.
Há uma comunhão invisível entre quem escreve e quem lê, uma ponte que desafia a distância do tempo.
Escrever é, de certa forma, se eternizar no efêmero.
Como se o tempo não bastasse
Eu me basto, meu amor!
Como se o tempo não vastasse
Eu me vasto, meu amor!
O homem se adapta e vive!
Há lugares que eu nunca imaginei viver, mas quem vive lá ama.
Tudo é adaptação e suas raízes.
#bysissym
Tu me usas e eu permito, sem dizer nada.
Como se eu fosse outra pessoa que não notasse teus passos.
Eu te deixo ir até onde queres.
Dou-te corda.
E no final, tu mesmo te enrolas nela, e cais.
Se eu pudesse ter um superpoder, seria o de não sentir nada; ninguém imagina as inseguranças que existem nesse meio, ou os sentimentos que nos machucam e, mesmo assim continuamos e permanecemos fiéis a quem somos, tudo em nome do amor, porque o amor também pode ser dor.
Tentamos esquecer muitas coisas para seguir em frente em paz, mas, hora outra, sentimentos de rejeição, nojo e incompreensão voltam pra lembrar nossos enormes erros, e somos injustamente culpados por tudo o que pensamos; ninguém compreende verdadeiramente a sensação de querer ficar bem, apenas para ser puxado de volta à estaca zero.
Até ficar preso eternamente em um trilho emocional de : Você já disse o que queria dizer, então por que repetir? E por que continua pensando nisso, se ela sempre afirma o contrário?
É do orgulho, mas também da dor, da insegurança e do medo. Muitos estão confusos, mas também muitos verdadeiros que sofrem por esses confusos e suas histórias tumultuadas.
"Ser feliz não é fácil. Dá medo, sim. Pouca gente topa esse desafio.
Eu topo, mas confesso: sinto um frio na barriga.
Quem é feliz de verdade já fez as pazes com a vida e com a morte. Às vezes, quando estou muito feliz, bate um aperto no peito. Me assusto. Sou medrosa, sim.
Tenho medo de viver porque viver um dia acaba.
E o mundo, muitas vezes, é duro com a gente. Mas mesmo com medo, mesmo com o mundo sendo difícil,
eu escolho ser feliz.
Não porque é fácil, mas porque vale a pena.
E cada dia de alegria é uma coragem que a gente treina,
um passo de cada vez, com o coração aberto."
Coisa de Gente!
Alexandre Sefardi
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