Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
Eu não vou me esconder,
porque você já conhece o fogo que trago no peito.
Sabe das minhas intenções,
essas que não cabem em silêncio nem em disfarce.
Intenções de te amar sem limites,
de incendiar teu corpo com meus desejos furiosos,
de te tomar pela paixão extravagante
que nasce só quando teu nome toca minha pele.
Você está aqui, mulher,
vivendo em cada parte do meu mundo,
respirando dentro dos meus sonhos,
ocupando o espaço onde antes só havia vazio.
E se o amor é tempestade,
eu aceito ser o vento, o trovão, o relâmpago —
tudo,
desde que você continue sendo
a razão ardente da minha vida.
Não quero enganar o destino,
mesmo sem te conhecer já sinto que és parte de mim.
Carrego cicatrizes, marcas de batalhas,
mas nelas floresce a esperança de um encontro.
Hoje a tristeza me visita,
a fúria me atravessa,
a saudade me consome sem nunca ter tocado tua pele,
sem sentir o calor do teu abraço.
Mas antes de te encontrar,
queimar lembranças de angústia sofrimentos toda forma de dor em poʻ,
abrir espaço para o perfume da vida,
para o riso que virá quando teus olhos encontrarem os meus.
Quero que o amor seja mais forte que qualquer sombra,
que o teu corpo seja o refúgio onde minha alma descansa,
que os teus abraços sejam muralhas contra o medo.
E quando enfim eu te amar,
não haverá espaço para sofrer,
apenas para viver intensamente,
como quem dança no fogo da paixão
e descobre que o amor é a cicatriz mais bela:
a que nunca dói, apenas ilumina.
O ser humano que não tem audácia para ser honesto já anuncia sua própria derrota.
Porque a honestidade exige coragem — coragem de assumir erros, de falar a verdade, de encarar a vida sem máscaras.
Quem não faz o bem não representa ninguém.
Não representa família, não representa valores, não representa nem a si mesmo.
É apenas um vazio ambulante, um corpo caminhando sem propósito, sem raízes, sem honra.
Afinal, caráter não se herda, não se compra, não se finge.
Caráter se prova.
E só quem tem coragem de ser íntegro, mesmo quando ninguém está olhando, é que pode dizer que realmente vale alguma coisa.
O resto… é só aparência tentando se passar por gente.
Por favor, mantenha a porta fechada.
Não temas — não há risco de invasão.
Eu já estou do lado de fora,
e não existe em mim sequer a sombra de voltar.
Quando a porta se fecha, não é apenas madeira e ferro.
É escolha. É sentença.
É o fim que não precisa de palavras,
apenas do silêncio que pesa e confirma.
Alguns caminhos não se desfazem em gritos,
nem em despedidas longas.
Eles se encerram assim:
com a firmeza de um gesto,
com a certeza de que não há retorno,
com a dignidade de quem sabe que partir também é necessário.
Floresça mas não se esqueça dos espinhos que te feriu, floresça e não se esqueça que você já superou suas feridas, floresça e não se esqueça que você pode viver mesmo que com cicatrizes, floresça e não se esqueça de todos os dias tentar ser um pouco mais feliz!
Nosso Salvador, Jesus Cristo, morreu na cruz.
Nela, sangrou por nós.
Muitos já não acreditam mais.
Um homem sem fé é como um homem sem olhos e sem ouvidos.
No mundo em que vivemos, muitos vivem apenas pelos prazeres da carne
e se esquecem da alma e do Espírito Santo.
Pois Ele nos deu o livre-arbítrio
para fazermos o que quisermos de nossas vidas.
Mas, ao longo do tempo, nós, seres humanos, erramos demais.
Chegamos a um nível de pobreza espiritual,
de inveja, ganância, egoísmo e tristeza.
O poder enlouqueceu o homem.
O poder muda todos.
Já não podemos confiar em ninguém.
A vida é traiçoeira.
O mundo é ilusão.
Tudo é passageiro.
Quem tem, chora miséria;
mas quem não tem é quem sempre tem para dar.
E assim sobrevivemos
neste mundo louco.
Já não escrevo como antes.
Esta metamorfose é notória demais.
Houve tempos em que escrever não era um exercício exaustivo — era apenas uma forma de conversar comigo mesmo.
Hoje, parece-me que o meu Eu e eu sofremos uma mudança drástica. Sentar-me para dialogar com ele tornou-se uma tarefa árdua, quase impossível.
Mas o que julgavam? Que era apenas acordar e escrever? Não. Nunca funcionou assim.
A verdade é que percebo, aos poucos, que estou a perder um grande amigo: o meu Eu.
Riamo-nos tanto das complexidades e banalidades… e nunca partilhei algo tão íntimo com outro alguém senão com ele.
Nem sei por que vos escrevo isto. Talvez não me entendam. Não estais preparados para compreender-me. Já é tarde demais. Estive acessível durante tanto tempo, esperando ser entendido, mas o meu Eu decidiu libertar-me deste tédio.
Encarnei uma introspecção feroz, que me levou a muitos estágios: da lógica à filosofia, dos delírios ao retorno — sempre o retorno.
O lado sombrio cessou por um tempo, mas agora que o meu Eu se esvai, sinto que não terei mais controle sobre as trevas que habitavam o meu ser.
Antes de conhecer o meu Eu, eu e elas — as trevas, o abismo — éramos um só. Eu ia para a cama, mas elas não; eu ficava de vigia para não sucumbir. O meu universo não tinha colorações, apenas escuridão.
Com a chegada do meu Eu, tudo mudou. Olhámo-nos nos olhos com sinceridade.
Quando vos digo que não sou pertença vossa, ignorais o facto. Apenas quereis ouvir o que convém ao vosso ego.
Mas o meu Eu esvai-se… esvai-se e nunca mais retornará.
E quando eu também me for, não me sigam.
Tentei trancar-lhe as portas dentro de mim, implorei que ficasse. Disse-lhe que ninguém o poderia substituir, que sem ele eu sucumbiria.
Ele ajoelhou-se para me alcançar. Questionei-o: “Porquê tudo isto?”
Mas apenas partiu.
E eu morri com a sua partida.
Morri, porque a minha paz era a única força que me mantinha longe das sombras.
Morri sem remorso, apenas para reencontrar o meu fiel amigo — o meu Eu.
Não compreendereis isto.
Não me sigam.
Vivam a vossa vida.
Há em mim tremores de mundos complexos, de uma aura tenebrosa.
Apartai-vos de mim.
Não pedi socorro.
Livrem-me da vossa pena.
Tirai-me do alcance da vossa visão.
— SUSATEL
"Não consigo perder o que já perdi, nem ganhar o que já ganhei, meu apetite esta nos sonhos que somos "squads smarts", seria, esse pensamento, coisa de, "familiares inteligentes", no mundo dos negociadores"
Só porque já é outono.....
Os teus cantares,
Por aqui já não ouço.
O! cigarra de alegre canto,
e de frágil encanto,
em que salgueiro estás?
Ah! agora entendo o teu silêncio.
Só porque já é outono
abandonas os salgueiros
por uma fábula secular?
Poema de J.A.Lopes
O tempo/sonho
Correndo pela campina
tento alcançar a minha infância.
O céu já não é o mesmo
nem o vento, nem as flores…
Vou no dorso de um besouro,
mas, seu voo é tresloucado e curto.
de repente, veio um pássaro, e…
Poema de J.A.Lopes
A certeza já não existe, o que eu tenho é o agora e o agora também é breve. A única e bela memória de um grande amor é capaz de fazer renascer a esperança de viver.
Já não dói tanto escutar um não.
Já não assusta tanto dizer não.
Não verdade, tem sido libertador tanto escutar quando dizer "não ".
A isso chama-se maturidade.
Já não me sinto tão dilacerada depois que passei a dispensar os pedidos de desculpas, a pronúncia do "sinto muito".
Carta para depois de mim
Talvez um dia, quando eu já não puder explicar nada, alguém leia estas linhas e compreenda: eu tentei. Tentei de verdade. Chamem-me de exagerado, de fraco, de “peneirado”. Mas só quem sangra por dentro sabe o peso de continuar respirando quando a alma já está cansada.
Desde cedo, meu corpo foi ferido e minha voz calada. Dentro da escola, por pessoas mais velhas, sofri abusos que ninguém quis ouvir. Fui criança demais para entender e condenado a lembrar para sempre. Houve um dia em que cinco pessoas me violentaram, amarraram meus pés e me arrastaram. Eu lutei. Mesmo ali, eu lutei. Mas há dores que não passam — elas apenas se instalam.
Com o tempo, algo em mim se rompeu. Não foi um grito, foi um estalo silencioso. O espírito foi se quebrando aos poucos, até não haver mais como consertar. Hoje carrego um cansaço que não dorme, uma tristeza que não descansa, um medo que me acompanha até quando fecho os olhos.
Sempre tentei encostar na minha própria família. Sempre esperei um convite, um chamado, um gesto simples que dissesse “você pertence”. Nunca veio. Nunca fui convidado para nada. Fui ficando de fora, sendo esquecido, rejeitado. Não por falta de amor da minha parte, mas por ser quem sou. Ser gay foi o suficiente para me afastarem. Isso também dói. Isso também mata um pouco a cada dia.
Tentei amar. Tentei me apaixonar. Tentei existir perto das pessoas. Mas colecionei recusas, silêncios e portas fechadas. O que hoje chamam de desejo de morte é, na verdade, o que sobrou de alguém exausto de lutar sozinho, magoado demais para continuar fingindo força.
Se alguém disser que quer morrer, escute com o coração. Não é fraqueza. É um pedido tardio de socorro. O que salva não é conselho, é presença. Não é julgamento, é acolhimento. Eu nunca aprendi a ser socorrido — por isso escrevo, mesmo com a alma quebrada.
Se estas palavras ficarem, que sirvam para lembrar que eu lutei por muitos anos. Lutei até não restar quase nada. E que ninguém diga que foi falta de tentativa.
Não tenho pena dos mortos, tenho pena dos vivos, ainda por cima que vivem sem amor.
"Não me interessa o comum , o já visto ...o banal
Interessa-me e não resisto ao incomum, o nunca visto,o transcendental"
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