Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

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Direitos humanos, dizem os cartazes bonitos, são para todos. Que engraçado, porque na prática parecem um clube fechado, com lista de convidados e segurança na porta.
Tem uma parábola antiga sobre um rei que criava leis para proteger o reino, mas esquecia sempre de mencionar os mendigos nos portões. Séculos depois, mudamos o cenário, trocamos a coroa por terno, mas o mendigo continua do lado de fora, agora pedindo apenas para ser visto, ouvido, notado como gente.
E que engraçado como certas piadas nunca saem de moda. Pessoas com nanismo ainda viram atração de circo em pleno século vinte e um, como se existência fosse motivo de riso.
Ah, e não podemos esquecer os outros "convidados especiais" dessa festa tão exclusiva: pessoas em situação de rua tratadas como sujeira urbana, o negro retinto ainda hoje seguido dentro de lojas como suspeito, idosos ignorados como se já tivessem validade vencida, pessoas com deficiência esquecidas em calçadas sem rampa.
Direitos humanos parecem menu de restaurante caro: bonito no papel, mas a maioria nem consegue sentar à mesa. Talvez a piada maior não seja o corpo do outro, seja a nossa capacidade infinita de fingir que não vemos quem mais precisa ser enxergado.

A vida às vezes parece uma ponte seguida de uma montanha, seguida de outra ponte. Um roteiro escrito por alguém que claramente não conhecia o conceito de descanso.
Mas existe um detalhe extraordinário.
Você observa antes de agir.
Você olha para os buracos.
Olha para a árvore.
Olha para os galhos.
Analisa onde as pessoas estão se apoiando.
Percebe que existe um trecho estreito depois da subida.
Você não simplesmente se joga.
Você tem medo, mas pensa.
Isso é importante.
Porque coragem não é ausência de medo.

Você está dentro de uma caçamba de lixo.
Você foi levada para algum lugar por engano.
Você grita.
Pede socorro.
As pessoas avisam o motorista.
Ele para.
E então ele te abraça.

"Quando eu resolver isso, finalmente estarei tranquila."
E então aparece outro problema.
Você atravessa uma dificuldade e encontra outra.
Resolve uma questão e surge outra.

Há determinadas travessias que ninguém consegue fazer por nós.
Podemos receber amor.
Podemos receber apoio.
Podemos ser abraçados.
Podemos receber uma mão.
Mas existem determinados momentos em que precisamos colocar o próprio pé no próximo degrau.

Você teve medo, congelou, pensou em desistir, olhou para o abismo, procurou apoio, avaliou os riscos e, aparentemente, continuou.
Às vezes, sobreviver não parece uma vitória cinematográfica.
Às vezes é apenas segurar firme no próximo galho.
E depois no próximo.
Até perceber que os seus pés finalmente encontraram terra.

Uma ponte instável.
Uma tempestade.
Uma subida impossível.
Um abismo.
Uma pessoa que você gostaria que estivesse ali para ajudá-la.
E, finalmente, alguém percebendo que você estava no lugar errado e dizendo, sem precisar de muitas palavras:
"Está tudo bem."

A falta é o caminho para a completude.

A dúvida é o caminho do conhecimento. É a jornada do PODER ser e fazer.

⁠Se vocês observarem alguém ajudando o seu próximo, se alegre; pois o amor de Deus é manifestado na vida daqueles que se colocam no lugar do próximo, como Jesus Cristo se colocou.

⁠Nem todos sabem como é a vida, somente aqueles que refletem sobre ela.

“O poder nas mãos de mentes fracas é capaz de corromper todo o sistema.”

Porque, às vezes, acreditamos que aquilo que ocupa nossa mente está bloqueando completamente o nosso horizonte.
Até levantarmos os olhos e percebermos:
ainda existe céu.

Os pássaros estavam lá.
Enormes.
Inúmeros.
Observando.
Mas o céu continuava azul.

Nem toda resposta precisa nascer de uma ação imediata. Algumas nascem da observação.

É quase como uma assembleia silenciosa no céu.
Nenhum fala.
Nenhum se aproxima.
Nenhum voa.
Eles simplesmente estão ali.
E você está sendo observada.

Padres e pastores evangélicos praticam estelionato todos os dias diante de uma Justiça completamente inútil e cega.

⁠Em meio ao mar de inseguranças, eu continuo navegando; por isso o barco que eu navego se chama Resiliência.

Título: Cheio de si até transbordar


Antes de você ser suficiente para alguém, você tem que ser suficiente para si mesmo, assim a sua essência, seu caráter, seus princípios, a sua personalidade, os seus defeitos e virtudes vão transbordar e você vai poder dar de si mesmo para outra pessoa sem perder quem você é.

O corpo é uma metáfora ambulante da alma.