Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

Cerca de 819916 frases e pensamentos: Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais

Eu sei quem eu sou, os outros me imaginam!

Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam.

Uma pessoa para compreender tem de se transformar.

A VALSA

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Valsavas:
— Teus belos
Cabelos,
Já soltos,
Revoltos,
Saltavam,
Voavam,
Brincavam
No colo
Que é meu;
E os olhos
Escuros
Tão puros,
Os olhos
Perjuros
Volvias,
Tremias,
Sorrias,
P'ra outro
Não eu!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
— Eu vi!...

Meu Deus!
Eras bela
Donzela,
Valsando,
Sorrindo,
Fugindo,
Qual silfo
Risonho
Que em sonho
Nos vem!
Mas esse
Sorriso
Tão liso
Que tinhas
Nos lábios
De rosa,
Formosa,
Tu davas,
Mandavas
A quem ?!

Quem dera
Que sintas
As dores
De arnores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas,..
— Eu vi!...

Calado,
Sózinho,
Mesquinho,
Em zelos
Ardendo,
Eu vi-te
Correndo
Tão falsa
Na valsa
Veloz!
Eu triste
Vi tudo!

Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas,
Nem falas,
Nem cantos,
Nem prantos,
Nem voz!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!

Quem dera
Que sintas!...
— Não negues
Não mintas...
— Eu vi!

Na valsa
Cansaste;
Ficaste
Prostrada,
Turbada!
Pensavas,
Cismavas,
E estavas
Tão pálida
Então;
Qual pálida
Rosa
Mimosa
No vale
Do vento
Cruento
Batida,
Caída
Sem vida.
No chão!

Quem dera
Que sintas
As dores
De amores
Que louco
Senti!
Quem dera
Que sintas!...
— Não negues,
Não mintas...
Eu vi!

E nós que morávamos um no outro, ficamos sem casa. Perdoe a falta de abrigo, é que agora eu moro no caminho.

Quando a noite esconde a luz,
Deus acende as estrelas!

Padre Fábio de Melo

Nota: Trecho da música Ao coração.

A gente só conhece bem as coisas que cativou.

Deus é capaz de trocar reinos por ti,
abrir mares para que possas atravessar
e se preciso fosse daria novamente a vida por ti!
Deus só não é capaz de deixar de te amar...

Toda vez que você sorri para alguém, é uma ação de amor, um presente a essa pessoa, uma coisa linda.

Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.

Carlos Drummond de Andrade

Nota: Poema pertencente ao livro "Amar se aprende amando" de Carlos Drummond de Andrade. Link

E mesmo quando a visão se turva e o coração só chora, mas na alma há certeza da vitória.

As estrelas são todas iluminadas... Será que elas brilham para que cada um possa encontrar a sua?
(O pequeno Príncipe)

SONETO

Pálida à luz da lâmpada sombria,
Sobre o leito de flores reclinada,
Como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!

Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era um anjo entre nuvens d'alvorada
Que em sonhos se banhava e se esquecia!

Era a mais bela! Seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...

Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti - as noites eu velei chorando,
Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!

O essencial é invisível aos olhos. Quem ama vê além da aparência física e é isto que ama: a essência.

As folhas das árvores servem para nos ensinar a cair sem alardes.

Manoel de Barros
BARROS, M. Memórias Inventadas: A Segunda Infância. São Paulo: Planeta, 2006.

"Ludus est necessarius ad conversationem humanae vitae."
[O brincar é necessário para a vida humana.]

Antes que elas cresçam

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Quem disse que estar no meio de muita gente é garantia de ter alguém? Cada vez me convenço, talvez você também, de que são poucas as pessoas que na vida são capazes de nos deixar a vontade para gente ser o que a gente é, são poucas as pessoas que diminuem e que cessam a nossa solidão, porque a solidão só vai embora quando o coração consegue ser o que ele é, sem precisar mentir, sem precisar inventar, sem precisar usar máscaras.

Feliz aniversário

Uma data de aniversário é uma data engraçada...
Nos faz recordar bons e maus momentos já vividos até ali...
Nos coloca em contato com pessoas que há muito tempo não falávamos ou víamos...
É uma data em que, normalmente, ou por que não dizer, possivelmente, juntamos aqueles que mais admiramos, que gostamos de estar junto, que amamos, ou até mesmo aqueles que apenas conhecemos...
E juntos celebramos mais um ano de vida! Um ano de conquistas, vitórias, lutas, sofrimentos, decepções, alegrias...
Um ano com um pouco de tudo!

Entretanto...
A data de aniversário muitas vezes pode significar mais para aqueles que comemoram do que para o comemorado....
As pessoas que realmente se importam com você, que querem mesmo o seu bem, que não fazem idéia de como sobreviveriam num mundo de terror como este sem você, elas, elas sim celebram de tal maneira que um bolo, uma viagem, uma festa, um presente.... Nada disso pode explicar! Muitas vezes elas não conseguem demonstrar a alegria que sentem no coração por ter passado mais um ano com uma pessoa tão maravilhosa, carismática, amiga, sincera, humilde, alegre, necessária...
Ao seu lado!

O único que realmente compreende a tamanha alegria dessas pessoas é Cristo, que incessantemente recebe pedidos e súplicas em favor destes...
Que naturalmente conseguem fazer do nosso dia-a-dia...
Momentos inesquecíveis!
Conseguem transformar com palavras, gestos e até olhares a mais profunda tristeza em alegria transbordante...
A ponto de extrair do fundo da alma um sorriso!

E hoje, estou eu aqui, agradecendo a Deus, rogando e pedindo a Ele que continue dando a você a sabedoria e graça que você tem, que nunca tire de você esse sorriso carismático que encanta a todos, essa sinceridade incomparável...

Enfim...
Estou pedindo a Deus que conserve você em vida no mínimo enquanto eu viver!
Pois a vida sem um amigo como você seria muito mais que difícil...
Quase impossível!

Então aqui estou eu...
Dando a você meus parabéns, por ser exatamente aquilo que preciso, na hora exata que preciso...
Deus te abençoe!
E continue cuidando de você como tem feito até aqui!
E espero algum dia poder retribuir tudo o que você tem transmitido a mim!

Felicidades!
E que tenhamos muitos e muitos anos de amizade pela frente para compartilhar!

ELA ERROU,EU ERREI,NÓS DOIS ERRAMOS... (POESIA ALEATÓRIA)

Ela errou,eu errei,
Nós dois erramos.
O que havia entre nós
Foi acabando.
Nada restou,é esta a realidade
Hoje existe apenas a amizade.


Eu falhei,ela falhou,
Nós dois falhamos.
No dia a dia
Fomos nos distanciando.
Uma relação sem contato e sem carinho,
Ela ausente e eu sozinho.


Ela cansou,eu cansei,
Nós dois cansamos.
A magia,aos poucos,
Foi dissipando.
Nada em comum,nem mesmo cumplicidade.
Viver de aparências é a realidade.


Eu me isolei,
Ela se afastou.
Me acomodei,
Ela se acomodou.
Nada restou ,entre nós dois,
Solidão a dois,é isso o que ficou.


Eu errei,ela errou,
Nós dois erramos!!!
Culpado maior,
Não existe,nós falhamos.
Ela errou,tudo bem,eu perdoei,
Condenação maior,
Veio quando eu errei!!!