Já Entendi Você Românticos
Já vi prioridades
Sendo jogadas na lata do tanto faz,
O caminhão de recolha passando,
E arrependidos correndo atrás.
“O estruturalismo não revela a realidade: ele a constitui com a maior coerência simbólica já alcançada.”
Já fui furacão,
Já fui tornardo,
Já fui tempestade,
Já fui ventania,
Agora sou chuvisco,
Mas, ainda molho....
Você não sabe o que é o silêncio.
O silêncio de quem já dormiu
com a desilusão debaixo do travesseiro,
e acordou sabendo que o amor é palavra vazia,uma invenção do carteiro, do padeiro, do coveiro.
Tínhamos planos traçados no vento,
risadas que enchiam o silêncio,
porque estar contigo já bastava.
Dividíamos sonhos, quase tudo,
a casa, a rotina, a alma cansada.
Era simples, era bonito
era o tipo de amor que a vida raramente dá.
Mas um dia o som da tua voz calou,
o abraço virou lembrança,
e a saudade fez morada
nas horas em que o mundo pesa demais.
Será que você também sente falta?
Das fotos, das bobagens, das conversas que curavam?
ou será que o "nunca mais"
foi mesmo pra sempre?
A dor vem mansa, de madrugada,
quando lembro da tua risada.
E eu me pergunto, baixinho, pra não acordar o coração:
se eu fui tão pouco pra você,
por que ainda dói tanto em mim?
Ela vem.
Mais cedo ou mais tarde,
já não importa —
ela vem.
Obscuridade,
vazio existencial,
abismo além do bem e do mal.
Nos tornamos parte
daquilo que tememos,
acolhidos por um frágil mecanismo de fuga,
despertados como nunca antes.
Vida — eu vi a sua face.
Quando percebi o seu olhar voltando-se para mim,
eu sofri.
Eu desejei voltar,
não ao coma,
mas ao nada,
bem além da morte.
Não dá pra escrever em cima de uma folha que já foi escrita, tampouco, apagá-la sem que fique rasuras, marcas e manchas. Por isso, a cada amanhecer Deus nos dá um novo dia para que tenhamos a oportunidade de reescrever a nossa história em uma folha em branco.
Sobre a beleza de ser pai… Segunda parte.
Já falei antes que não me via sendo pai, eu continuo assim, o aprendizado que se colhe ao longo do caminho, é feito de cuidados, de carinho, amor, carões e dias indigestos.
Mas, isso faz parte do processo, não atoa essa tarefa vem abarcada de outras situações externas.
Saber lidar com isso é uma tarefa árdua e pensante, a medida que os filhos vão crescendo, nossa responsabilidade aumenta.
Nos vemos mais protetores, nos vemos mais cobradores, e a saga se repete, dia a dia, como se “chronos” nos fizesse reviver o mesmo dia, várias vezes.
Mas, passa, a ideia de juventude e de liberdade que a sociedade prega nem sempre é a que queremos para nossos filhos.
A inquietante dor que nos pega e nos sacode como um vendaval é somente o nosso corpo buscando formas de defender aquele filho.
Relativamente alinhado ao “nosso querer” estão as vontades deles, opostas nesse caso.
Como fazer, como indicar o caminho sem ser “chato”, antiquado e as vezes bravo? Como orientar no caminho que se deve andar, se ela já escolheu trilhar seus próprios caminhos.
Continua a tarefa, continua a peregrinação na busca do aprendizado que ser pai requer.
Ainda estou me remontando e criando expertises para ser o melhor pai, o melhor amigo, a melhor companhia, o melhor parceiro que um filho deve ter.
Essa é Mirla, de sorriso largo, mas, nem sempre pronto, de olhar discreto, reto é contraponto, ela é como ela é, a modelo da família.
P.S: Ela vai dizer que a foto não ficou boa.
𓂃༅•Junho•༅𓂃
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E aí JUNHO chegou!
Quase meio ano já passou e nós demos conta?… Vamos lá a abrir os olhos e VIVER sempre pois o tempo não para.
Pessoalmente estou pronta para Junho e todo o mês, hoje e sempre pois aprendi que num flash tudo acaba por aqui!!!
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Tc.01062025/081
“O racismo mais perigoso é aquele que já não precisa de branco para existir: é o racismo plantado na mente dos próprios negros.”
"se não pensamos naquilo que pensamos, não estamos pensando de fato"
Você já parou pra pensar nisso?
De um lado está o "eu" de hoje, com as marcas do tempo no rosto e os olhos que já viram e aprenderam tanto. Carrego na memória as histórias vividas e os desafios superados. No colo, o "eu" de ontem, transbordando inocência, com um olhar de curiosidade inesgotável e a promessa de um futuro a ser escrito.
É impossível não sentir uma mistura de emoções. Há uma pontada de saudade por aquela inocência, mas também um profundo senso de gratidão a Deus por cada etapa percorrida. Embora o tempo avance, a essência daquela criança sonhadora ainda reside em mim.
Já sobrevivi a tantos fins do mundo,
cada ruína vestida de silêncio.
E logo depois, entre cinzas e respiros,
vieram tantos Gênesis.
O fim sempre chega,
mas o começo sempre insiste em um novo renascimento.
Só quem já escreveu um livro sabe, que depois do ponto final, qualquer acréscimo, não fica em consonância com o texto.
