Ja Chorei de tanto Rir

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A mulher infiel não tem muito do que se orgulhar na vida, pois a sua maior virtude já foi destruída: o caráter.




Sim.⁠⁠

Se uma mulher não pode me oferecer
uma vida melhor do que a que eu já
tenho sozinho, é melhor eu continuar
solteiro.⁠


____Sim__
Boa noite
😴

Poema - Idolatria


Na Bíblia já dizia
Sobre a idolatria
Será que existe cura?
Idolatram mais a criatura
Padres, bispos e pastores
Do que o Criador
Seguindo suas religiões
Odiando os próprios irmãos
Chegam até a comparar políticos
Com Jesus Cristo.


A idolatria é cega
Seus ídolos na terra
Podem cometer desvios éticos e crimes
Mas por causa da religião, do gênero musical ou dos times
Tudo será tratado como mentira ou perseguição
O maior exemplo está nas eleições
Maldito o homem que confia no homem
O seu santo nome
Não está vinculado a nenhum lado político
Precisamos de mais estudos bíblicos.

Poema: Respeito.

Gosto da paz
Mas já dizia Sabotage
“Respeito é pra quem tem”
Quem não tem, fica sem
Mano Brown também falou
“Se quer paz, quero em dobro”
Tudo é consequência
Que vem na sequência
Apesar de qualquer coisa
Vem das suas escolhas.

Tem que saber chegar
Não tô aqui pra julgar
Muito menos pra defender
Vai depender do seu proceder
Respeito não se compra
Nem se ganha
Respeito você conquista
Com o que faz durante a vida
Deixará um legado
E pra sempre será lembrado.

Gosto da paz
Mas já dizia Sabotage
“Respeito é pra quem tem”
Quem não tem, fica sem
Mano Brown também falou
“Se quer paz, quero em dobro”
Tudo é consequência
Que vem na sequência
Apesar de qualquer coisa
Vem das suas escolhas.

Gosto da paz
Mas já dizia Sabotage
“Respeito é pra quem tem”
Quem não tem, fica sem
Mano Brown também falou
“Se quer paz, quero em dobro”

Seu cliente já está no WhatsApp. A pergunta é: ele está comprando de você ou do seu concorrente?

As Lágrimas que Não Caem

Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.

Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.

Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.

Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.

Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.

Quis chorar...

Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.

E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.

Então sigo...

Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,

que existem lágrimas que nunca tocam o chão.

Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.

Porque nem todo choro molha o rosto.

Há lágrimas que escolhem o silêncio.

E são justamente essas...

as que mais doem.

Quem Aprende a Minha Música

Já dancei outras canções,
já troquei passos pelo caminho,
já ouvi ritmos diferentes
e aprendi a dançar sozinho.

Já deixei algumas melodias,
já recomecei sem direção,
mas há certas notas antigas
que ainda ecoam no coração.

E talvez seja esse o perigo:
quando o coração quer acreditar,
ele inventa novos sentidos
onde os olhos deveriam enxergar.

Por isso, talvez a dança mais difícil
seja manter os pés sobre o chão,
sem fechar as portas da alma,
sem transformar cautela em prisão.

Quero sentir sem me perder,
quero sonhar sem me enganar;
quero manter o coração aberto,
mas nunca deixar de enxergar.

Não procuro quem já saiba dançar,
nem quem conheça todos os meus passos.
Procuro quem tenha paciência
para descobrir comigo os compassos.

Porque não é sobre chegar pronto,
nem sobre saber qual nota tocar;
é sobre ter sensibilidade
para aprender onde meu coração faz morada.

Há notas que ninguém percebe,
silêncios difíceis de interpretar,
pequenos detalhes escondidos
que só quem realmente escuta
consegue encontrar.

Talvez seja difícil essa companhia,
alguém que consiga acompanhar,
mas talvez seja preciso enxergar além
da música que se pode escutar.

Porque há melodias que não pertencem aos ouvidos,
há ritmos que só a alma consegue ouvir;
e existem pessoas que não precisam
conhecer a canção inteira
para saber quando permanecer.

Já dancei.
Já aprendi novos passos.
Já ouvi novos ritmos pelo caminho.
Talvez só falte uma companhia
que não tenha medo
de aprender o meu ritmo.

Alguém que não tente conduzir sozinho,
nem queira me fazer mudar;
mas que saiba alternar os passos
e, quando a música mudar,
ainda escolha continuar.

Talvez a companhia certa
não seja aquela que sabe a coreografia,
mas aquela que, mesmo sem conhecer a música,
olha nos meus olhos
e diz, sem dizer:

“Eu aprendo.”

E então, quem sabe,
a música deixe de ser procura,
o passo deixe de ser dúvida,
e duas pessoas descubram,
no meio da dança,
que algumas melodias
não precisam ser encontradas.

Precisam apenas ser vividas.

JÁ SOU TUA FÃ


Talvez a natureza, por um instante,
parasse só para contemplar
a beleza que você carrega
sem sequer perceber que sabe encantar.


Talvez qualquer olhar mais atento
encontrasse em você algo diferente,
mas eu tive a sorte de enxergar além:
a pessoa, a essência, a alma…
e foi aí que você me ganhou também.


Não vou negar:
teu corpo chama a minha atenção.
Seria impossível esconder
o que os olhos insistem em dizer
quando o coração começa a querer.


Mas a tua alma…
ah, essa é a minha parte favorita.


É nela que existe o mistério,
o encanto que não sei explicar,
aquilo que me faz querer conhecer
cada pedacinho seu
sem nenhuma pressa de chegar.


Então, se um dia você quiser,
deixa-me conhecer você por inteira.
Sem medo, sem roteiro,
sem precisar transformar sentimento em promessa.


Só deixa acontecer.


Deixa-me ficar por perto,
ser tua segunda a sexta-feira,
a conversa que chega sem motivo,
a companhia leve e verdadeira.


E, se aos finais de semana
você quiser dividir um pouco mais de você,
eu estarei por aqui também.


Não quero antecipar o destino,
nem escrever por nós duas o final.
Quero apenas descobrir, devagar,
se aquilo que parece tão bonito
pode ser ainda mais especial.


Eu quero ficar.
Quero permanecer,
mas sem pressa, sem cobrança,
sem pedir que você seja nada além
daquilo que já é.


Porque eu já sou tua fã.


E talvez o mais bonito de tudo
seja justamente isso:


eu não preciso saber onde vai dar
para gostar da vontade
de continuar.

TALVEZ O VENTO JÁ SOUBESSE


Dizem que o dente-de-leão
guarda desejos que ninguém consegue dizer,
e quando o vento espalha suas sementes pelo chão,
leva consigo aquilo que se deseja viver.


Eu nunca fui de acreditar em sinais,
nem em destinos desenhados no céu;
sempre achei que encontros eram apenas acasos,
até você atravessar o caminho meu.


Você chegou sem aviso ou previsão,
sem promessa, sem hora, sem direção,
e, ainda assim, alguma estranha sensação
fez morada silenciosa no meu coração.


Foi só um olhar — talvez coincidência.
Foi só um sorriso — talvez distração.
Mas certas coisas desafiam a ciência
quando encontram a exata frequência do coração.


Porque existe alguma coisa em você
que eu não consigo simplesmente ignorar;
quanto mais tento não perceber,
mais meu pensamento encontra um jeito de voltar.


E talvez seja isso que me assusta:
não parece apenas vontade de querer.
Existe uma certeza quieta e justa
de que há algo entre nós para acontecer.


Talvez você não tenha percebido,
talvez ainda duvide do que pode ser;
mas há encontros que chegam despercebidos
e mudam tudo antes mesmo de a gente entender.


Eu poderia chamar de acaso,
culpar a lua, o tempo ou o luar;
mas seria covardia esconder o que sinto
atrás de palavras que tentam disfarçar.


Porque, se existe uma pergunta
que insiste em voltar para mim,
não é mais “será que pode dar certo?”,
é “por que não tentar até o fim?”


Não quero prometer um conto perfeito,
nem dizer que não haverá medo ou contramão;
quero apenas mostrar que, se houver um jeito,
eu escolho tentar com o coração.


Se você me der uma chance,
uma brecha pequena, um instante sequer,
eu não prometo saber o que o futuro alcança,
mas prometo descobrir com você o que ele quer.


Porque eu não preciso de certezas absolutas
para acreditar no que sinto por você;
algumas verdades nascem justamente das dúvidas,
e a minha já começou a florescer.


É estranho...


Eu não sei quando começou,
nem em que momento deixou de ser acaso;
só sei que, quando o teu olhar me encontrou,
alguma coisa mudou de lugar dentro do meu espaço.


E se isso for loucura,
que o vento carregue minha razão;
mas se for verdade, que nenhuma dúvida
seja maior que aquilo que diz o coração.


Então, quando encontrar um dente-de-leão
e suas sementes dançarem sem direção,
não pense que é somente o vento em vão —
talvez seja o universo testando uma intenção.


Porque eu já sei qual seria meu pedido
se pudesse escolher uma única coisa para acontecer:


que você me dê uma chance,
não a promessa de ficar,
apenas a coragem de tentar.


Tentar sem saber onde vamos chegar,
mas sabendo que existe algo para descobrir;
tentar sem medo de se entregar ao acaso,
mas com vontade suficiente para insistir.


E talvez, depois de algumas tentativas,
de alguns medos vencidos e noites sem fim,
a gente descubra que certas histórias bonitas
não começam com certeza —
começam com um simples “sim”.


Eu não sei se o destino escreveu teu nome,
nem se o vento já sabia onde te levar;
mas sei que, entre tantos caminhos possíveis,
você foi justamente quem veio me encontrar.


E hoje já não parece apenas desejo,
nem sonho que a manhã pode desfazer.
Há uma certeza escondida em cada ensejo:


eu sinto que é você.


Talvez você seja a pessoa certa,
não porque tudo será fácil ou perfeito,
mas porque, mesmo diante da incerteza,
meu coração ainda escolhe o teu jeito.


E se você também sentir, nem que seja um pouco,
se houver em você a mesma vontade de tentar,
talvez não seja preciso entender tudo agora —
talvez só seja preciso começar.


Deixar o medo para depois.
Deixar o destino respirar.
Dar uma chance para nós duas
e descobrir o que pode se revelar.


Porque talvez o amor não seja uma certeza
que chega pronta para a gente compreender;
talvez seja uma semente delicada
que só floresce quando alguém decide não correr.


Então eu deixo meu desejo voar,
como as sementes que o vento conduz.
Não para pedir que você venha me amar,
mas para pedir que descubra se existe luz.


E, se alguma delas pousar no teu caminho,
talvez você finalmente possa entender:


não era só o vento me trazendo até você.
Talvez fosse você
a pessoa certa
que o meu coração já sabia reconhecer.


E se você me der uma chance,
se permitir que a história comece a acontecer,
eu não prometo que o caminho será perfeito —
mas prometo que vale a pena tentar.


Porque, entre todos os desejos que o vento poderia levar,
existe apenas um que eu escolheria guardar:


você.


E talvez essa seja a única certeza
que eu não precise mais questionar.

Talvez o vinho não aqueça nada.


Talvez ele apenas revele
o que já estava quente por dentro.


E você fica especialmente bonita nessa cor —
como se tivesse sido escolhida
para carregar todos os tons que eu não sei dizer.


Minha camisa da SZA em você,
o preto quebrando o vinho,
e minha imaginação completando aquilo
que meus olhos nem sequer tiveram permissão para conhecer.


Mas existe algo ainda mais curioso…


São os teus olhos.


Castanhos, eu sei.
E, ainda assim, quando me veem, parecem mudar de cor.
Aquele brilho que antes parecia apenas razoável
se transforma em alguma coisa quase impossível de explicar.


Como uma esmeralda cintilante
quando encontra a luz certa.


E talvez eu esteja enganada…
talvez seja só a minha maneira de enxergar você.


Mas gosto da possibilidade
de que, quando seus olhos encontram os meus,
alguma coisa também mude aí dentro.


E existe a tua boca…


Não preciso dizer muito sobre ela.
Talvez seja justamente o silêncio que diga mais.


Só consigo imaginar aquele instante tranquilo,
quando o espaço entre nós diminuiria devagar,
como se até o tempo soubesse
que certas coisas não precisam de pressa.


Um beijo calmo,
daqueles que não pedem explicação,
apenas deixam uma pergunta no ar:


“E se a gente tivesse deixado acontecer?”


Curioso…


Será que você sente alguma coisa parecida
quando percebe que existe alguém
pensando demais em uma simples imagem sua?


Ou será que certas ideias
só ficam perigosas
quando existe a possibilidade
de serem compartilhadas?


Porque talvez o verdadeiro mistério
não seja aquilo que eu imagino sobre você.


Talvez seja descobrir
o que você imagina quando pensa em mim.


E é justamente nessa diferença
que mora a minha curiosidade:


entre aquilo que eu digo,
aquilo que você entende
e aquilo que nenhuma de nós
tem coragem de dizer.

"Chega uma hora em que proteger a própria saúde mental exige aceitar que a história já deu o que tinha que dar."

"Quando o relacionamento exige que você anule quem você é para dar certo, ele já deu errado."

Upgrade
Quando o pobre chega a rico.
Já o rico é milionário.

Há verdades que chegam a tempo de corrigir um erro.
Outras chegam quando já não há erro para corrigir, apenas consequências para compreender.

Ao certo
quando olha-se
pro céu
sem querer comprometer-se,
certamente
já se comprometeu.

INSIGHTS. PARECE QUE ISSO JÁ ACONTECEU.
Quantas vezes nos encontramos diante de uma paisagem, de uma pessoa, de uma situação ou mesmo de uma conversa e somos tomados por uma estranha sensação de familiaridade. Surge então a impressão de que aquele instante já foi vivido anteriormente. Para muitos, trata-se apenas de uma curiosidade psicológica. Sob a ótica espírita, entretanto, esse fenômeno pode encontrar explicação mais ampla na continuidade da existência da alma.
Em "O Livro dos Espíritos", ao abordar a pluralidade das existências e as ideias inatas, os Espíritos esclarecem que nenhum progresso legítimo se perde. Cada experiência vivida, cada aprendizado conquistado e cada vitória moral alcançada permanecem gravados no patrimônio espiritual do ser.
Quando Allan Kardec pergunta se o Espírito encarnado conserva algum traço dos conhecimentos adquiridos anteriormente, a resposta é clara:
"Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos ideias inatas."
Essa vaga lembrança não se manifesta como uma recordação completa dos acontecimentos passados. Ela surge sob a forma de tendências, aptidões, percepções intuitivas e inclinações naturais que muitas vezes surpreendem o próprio indivíduo.
Assim compreendemos os casos de crianças prodígio, de pessoas que demonstram extraordinária facilidade para línguas, música, matemática, filosofia ou artes sem aparente preparação proporcional. Segundo a Doutrina Espírita, não se trata de privilégio arbitrário, mas de conquistas realizadas em existências anteriores.
O Espírito afirma ainda que os conhecimentos adquiridos jamais são perdidos. Durante a encarnação, a matéria impõe um véu temporário sobre as recordações do passado, mas a intuição permanece atuando silenciosamente. É ela que auxilia o progresso contínuo da alma, impedindo que cada existência seja um recomeço absoluto.
Também é importante compreender que as vidas sucessivas não são cópias umas das outras. As circunstâncias podem mudar profundamente. Um indivíduo rico pode renascer pobre. Um governante pode retornar em posição humilde. Um sábio pode reaparecer em ambiente simples. Todavia, o patrimônio moral e intelectual conquistado acompanha o Espírito, constituindo a base de seu desenvolvimento futuro.
Dessa forma, certos "insights" repentinos, determinadas afinidades inexplicáveis, talentos precoces e percepções intuitivas podem ser compreendidos como reflexos dessa memória profunda da alma. Não são recordações precisas, mas ecos sutis de experiências acumuladas ao longo da jornada evolutiva.
O Espiritismo nos convida a enxergar o ser humano como um viajante milenar. Aquilo que hoje somos resulta não apenas das experiências da presente existência, mas também da longa sucessão de aprendizados que o Espírito realizou através dos séculos. Cada conquista permanece. Cada esforço edificante se conserva. Cada virtude desenvolvida torna-se patrimônio imperecível da consciência.
Fonte: O Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo IV, "Pluralidade das Existências", item 218 a 219.
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EIS A FRIA.

Eis aqui a fria, já morta, curvada sobre o teu cadáver. Silêncio. Nem a noite ousa respirar.

As mãos que outrora acariciaram o mundo agora repousam sobre a matéria vencida, como se a morte aprendesse, pela primeira vez, o peso da eternidade.

Mas quem morreu? A carne... ou o sonho que nela habitava?

Os astros prosseguem o seu caminho, indiferentes ao pranto dos homens, e, no entanto, há uma estrela que parece deter- separa contemplar teu último repouso.

E será ela, agora, o deslumbre do universo?

Talvez a morte não seja o apagar da luz, mas o instante em que o infinito abre, silenciosamente, os seus olhos sobre nós.

Porque toda sepultura é apenas uma porta para aqueles que aprenderam a escutar o invisível.

CHEGASTES ATÉ AQUI.
Tu já percorreste tantos caminhos. Não, não é da idade que falo. Falo das braçadas que deste contra as correntes revoltas do oceano da existência. Falo das tempestades que enfrentaste quando ninguém via. Das noites em que o coração parecia um campo devastado. Das manhãs em que te levantaste sem vontade, mas te levantaste mesmo assim.
E chegaste até aqui.
Parece simples dizer isso, mas não é.
Chegar até aqui é um feito silencioso.
Neste exato momento, enquanto teus olhos percorrem estas palavras, reflite: o que significa este instante?
Este momento é o ponto de encontro entre tudo o que viveste e tudo o que ainda viverás.
Aqui estão reunidas as tuas derrotas e as tuas vitórias.
Aqui estão as lágrimas que derramaste por dores que pareciam eternas e aquelas poucas, porém preciosas, lágrimas de alegria que a vida te concedeu como flores nascidas entre os escombros.
Aqui estão os sonhos que se realizaram e os que ficaram pelo caminho.
Aqui estão as despedidas que dilaceraram tua alma e os encontros que devolveram luz aos teus dias.
Tudo isso vive neste instante.
Tu vieste do ontem.
Um ontem que já não pode ser alterado.
Um ontem que te feriu algumas vezes, mas que também te ensinou.
Um ontem que te roubou pessoas, ilusões e certezas, mas que, em compensação, entregou-te experiência, sensibilidade e profundidade.
E agora estás aqui.
Respirando.
Pensando.
Sentindo.
Existindo.
Talvez não da maneira que imaginaste quando eras mais jovem. Talvez carregando cicatrizes que ninguém conhece. Talvez ainda procurando respostas para perguntas que a vida nunca respondeu.
Mas estás aqui.
E isso possui uma grandeza que muitas vezes esqueces de reconhecer.
Teu amanhã chegará.
E quando chegar, provavelmente encontrará os mesmos céus, os mesmos desafios, as mesmas responsabilidades e muitos dos mesmos valores que hoje orientam tua caminhada.
Contudo, haverá uma diferença inevitável:
Tu já não serás o mesmo.
Nenhum ser humano atravessa um único dia sem ser transformado.
Mudam-se as idades.
Mudam-se os pensamentos.
Mudam-se os sonhos.
Mudam-se as prioridades.
Mudam-se as dores.
Mudam-se até mesmo os amores.
Mas existe algo que permanece crescendo silenciosamente dentro de ti:
A vastidão que construíste através de cada escolha.
Cada renúncia.
Cada gesto de bondade.
Cada erro reconhecido.
Cada perdão concedido.
Cada vez que decidiste continuar quando desistir parecia mais fácil.
A verdadeira riqueza de uma existência não está naquilo que ela acumulou, mas naquilo que ela se tornou.
Por isso, não te diminuas.
Não te definas apenas pelos fracassos.
Não te condenes pelas quedas.
As montanhas não são feitas apenas dos seus cumes. São feitas também dos vales, das fendas, das pedras quebradas e dos precipícios que as compõem.
Assim também és tu.
Uma obra em construção.
Uma alma que ainda aprende.
Uma consciência que ainda floresce.
Um viajante que continua atravessando estradas visíveis e invisíveis.
Se hoje estás cansado, descansa.
Se estás ferido, permite que o tempo e a esperança trabalhem em teu favor.
Se estás desanimado, recorda quantas vezes acreditaste não conseguir prosseguir e, ainda assim, prosseguiste.
Olha para trás não para viver no passado, mas para contemplar a distância que já percorreste.
Olha para frente não com medo, mas com a serenidade de quem já sobreviveu a inúmeras tempestades.
E, acima de tudo, honra este instante.
Porque a vida acontece aqui.
Neste exato momento.
Neste respirar.
Neste pulsar.
Neste pequeno fragmento de eternidade chamado presente.
E enquanto houver um único sonho em teu coração, uma única semente de bondade em tua alma ou uma única centelha de esperança em teu espírito, tua jornada continuará possuindo sentido.
Portanto, segue.
Com lágrimas, se for necessário.
Com passos lentos, se assim precisares.
Mas segue.
Porque a história que te trouxe até aqui é prova de que existe em ti uma força muito maior do que imaginas.
E a vastidão que construíste ao longo da caminhada ainda não encontrou seus limites.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.