Ja Chorei de tanto Rir

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Às vezes, a gente cansa de ser forte porque o mundo exige uma versão nossa que já nem existe mais. Só que desistir de você agora é dar razão para cada ferida que te disse que você não era capaz. Aquela sua versão de dez anos atrás ficaria orgulhosa de ver o quanto você aguentou para chegar até aqui. Respeite o seu limite, chore se precisar, mas não vire as costas para a única pessoa que esteve contigo em todas as madrugadas em claro: você mesmo.

Já parou para pensar em como certos líderes religiosos se desestabilizam quando encontram alguém que pensa por conta própria? É quase um padrão: no instante em que você deixa de balançar a cabeça positivamente para cada palavra dita no altar e passa a questionar as incoerências flagrantes, a indignação deles transborda. Eles não se revoltam contra a injustiça do mundo, mas sim contra a sua capacidade de enxergar através do teatro que eles montaram.
A verdade incômoda é que o templo virou um palco de controle. O mecanismo de manipulação é sutil, operando por meio do medo e da culpa institucionalizada. Usam o sagrado como escudo para blindar vaidades humanas e julgar a vida alheia, enquanto nos bastidores sustentam uma conduta oposta àquela que pregam com tanta veemência. Tentam moldar o comportamento coletivo apontando dedos, criando regras que servem apenas para manter as pessoas submissas, dependentes de uma aprovação humana disfarçada de aprovação divina.
No entanto, há algo crucial que precisa ser dito em alto e bom som: religião não define e jamais transformará o caráter de ninguém. Estar sentado em um banco de igreja todos os domingos ou carregar um livro sagrado debaixo do braço não anula a maldade, a soberba ou a desonestidade. A fé deveria ser um caminho de evolução interna, mas frequentemente torna-se um disfarce conveniente para indivíduos vazios de empatia. O verniz moral de um terno elegante ou de um discurso inflamado não esconde a podridão de quem usa a esperança dos outros em benefício próprio. É uma falência ética deplorável ver homens que se autointitulam guias espirituais agindo como mercadores de ilusões e juízes implacáveis da fraqueza alheia.
Para os pastores que utilizam o rebanho como degrau para o poder e ferramenta de controle, fica um aviso severo: nenhuma estrutura construída sobre a mentira e a opressão psicológica permanece firme. Vocês prestarão contas não da quantidade de joelhos que dobraram diante da sua autoridade, mas das mentes que adoeceram sob o peso dos seus julgamentos hipócritas. Liderança real se conquista pelo exemplo, pelo acolhimento e pela transparência, nunca pelo terrorismo espiritual.
E para quem continua frequentando esses ambientes de olhos fechados, aceitando a ignorância como se fosse virtude, é hora de despertar. Deus não habita no monopólio da palavra de um homem que exige sua obediência cega. Espiritualidade legítima liberta; ela não escraviza, não isola e não pune a inteligência. Continuar aplaudindo discursos manipuladores por comodismo ou medo do desconhecido faz de você cúmplice da própria cegueira. Abra os olhos. A sua integridade, o seu discernimento e a sua dignidade valem muito mais do que qualquer ilusão de pertencimento oferecida por quem só quer governar a sua mente

Banho de mar, sal na pele, alma lavada, energia renovada. Não sei quantas vezes já me emocionei ao falar do mar e nem quantas vezes já escrevi versos para ele ao longo da minha jornada. Eu olho para ele em toda a sua imensidão, me pergunto como pode ocorrer tantas mudanças, um processo contínuo de ciclos intermináveis naquele mesmo local, e ainda assim, continuar tão belo.
Sempre tivemos uma conexão profunda desde criança, era olhar para ele e correr para um abraço. Hoje adulta morro de saudade, me emociono em nossos reencontros e despedidas, me conecto com ele sabendo a hora certa de entrar, de apreciar, mas sempre me despeço ao sair e refaço a promessa de que nós não viveremos longe um do outro para sempre!

Se já viveste numa casa com telhas de céu, paredes de vento, janelas de chuva, portas de solidão e cama de pedra, aprendeste o quão é fria a humanidade.

Já acabou o verão,
mas ainda sinto
no meu peito
os nossos poentes
a derreterem devagar.

No avesso da tua pele a paz existe
num lugar onde tu ainda não chegaste, mas que já te habita.

O futuro não existe, o passado já foi vivido; só existe o dia que estás a viver. Nesse dia encontra a felicidade e partilha-a.

Eu não terminei porque não senti.
Terminei porque senti demais.
Porque a pureza assusta
quem já aprendeu a sangrar em silêncio.
Teu sorriso inocente
pedia um cuidado
que minhas mãos, trêmulas,
não sabiam se mereciam tocar.
Não foi sobre você.
Foi sobre o medo
de quebrar algo bonito
com minhas próprias cicatrizes.
Eu fui embora não por falta,
mas por excesso.
Porque às vezes amar
é também saber recuar.

Política é como nuvem: você olha e ela está de um jeito; olha de novo e ela já mudou.

No Brasil, porém, parece que o céu político ficou permanentemente dividido entre dois extremos: de um lado, o PT; do outro, os bolsonaristas. No meio dessa tempestade de polarização, discursos radicais e uma crescente influência da extrema direita, surge um psiquiatra chamado Augusto Cury.

Será apenas coincidência?

Ou, diante de tanta confusão, o país finalmente está precisando de uma boa dose de reflexão?

Talvez não seja remédio que esteja faltando.
Talvez seja lucidez.

“Quando o Estado pode definir o pensamento legítimo, a liberdade já morreu antes que a censura lhe anuncie o funeral.”

“A liberdade não começa quando o Estado deixa o homem partir, mas quando já não precisa lhe dizer para onde ir.”

A morte é a última coisa que devemos pensar, dicas do motivo?


Pois estamos atarefados demais já e temos que resolver coisas da vida antes de pensar nela e, como disse deixá-la por último.

Um novo ano já começou.
Ha apenas algumas horas
E assim os dias passarão
Um a um
Minuto a minuto
Dia após dia...
Novos dias, novas oportunidades.
São mais 365 dias
365 oportunidades para fazer melhor
Fazer diferente
Novas tentativas, propositos de mudanças
Que ao final desse tempo
Possamos contabilizar
Quantas estrelas
Fizemos brilhar


O pouco com Deus é muito
O muito sem Deus é nada
Já diz o velho ditado
Muitos se enganam
Vivem pela ambição
desprezam um pássaro na mão
preferem esperar
por aquele que ainda
está a voar
Uma oportunidade desprezada
é flecha atirada
que não volta jamais
aproveite ao máximo
cada oportunidade na estrada
Dali é que pode surgir
uma nova porta a se abrir
Cada oportunidade
Mesmo que não pareça grande
seja ela simples , seja insignificante
esteja atento
àquilo que cruzar seu caminho
tenha sabedoria
pois ali pode estar o ninho
onde ovos de ouro
podes encontrar.

editelima 60
Fevereiro/2025

"O ontem já se tornou história e o amanhã é uma promessa; o único momento em que você pode decidir ser alguém melhor do que foi é o agora."

O futuro é o presente
E o presente já passou.

O mundo está tão seco que um copo d'água já refloresta.

A Arte da Necrofagia


O homem já não caça.


Habita corredores de luz artificial,
onde cadáveres repousam
sob o brilho estéril das vitrines.


Não há grito.
Não há perseguição.
Não há olhos fitando olhos
antes do fim.


A morte lhe chega limpa.


Lavada em conservantes,
selada a vácuo,
temperada com ervas
para que a consciência
não reconheça o odor da ruína.


E então mastiga.


Mastiga distraído,
enquanto conversa sobre o tempo,
sobre dinheiro,
sobre a próxima manhã.


Como se não houvesse um corpo
silenciosamente desfeito
entre seus dentes.


Há um necrófago refinado
sentado à mesa da civilização.


Usa perfume,
traja linho,
ergue taças em celebração
sobre túmulos invisíveis.


Especializou-se na arte
de consumir a morte
sem precisar contemplá-la.


Porque o homem moderno
não suporta o peso daquilo que devora.


Por isso cobre o cadáver com molhos,
renomeia músculos como iguarias,
transforma vísceras em tradição
e sangue em mercado.


O abutre, ao menos,
desce faminto sobre a carne exposta
e não profana a verdade do apodrecimento.


Mas o homem…
o homem embalsama a própria cegueira
e, com requinte, a serve quente no jantar.

Mundos ficcionais já resolveram todos os nossos problemas políticos, sociais e econômicos; só precisamos implantar.

Caixa que respira, isso tudo já elimina a vergonha
Anjo, padre, calcinha
Eu tenho referências estranhas para minha vida morna
Ainda morna
Folha de pavão
Pena de pavão
Não sinto vontade de ficar de pé
É estranho a desistência proto-exponencial
Falas difíceis, falas difíceis em potes


Socorro


Viva antes da vida e não morra antes da morte.