Ja Amei e não fui Amada
No Brasil os clérigos de um modo geral já fizeram parte do governo em épocas imperiais mas com a chegada da republica e por seguinte na democracia, optou se por constitucionalmente a adoção de um estado laico, onde o arcebispo e o bispo devem ser tão homenageados e prestigiados quanto os pais e as mães de santo, lideres espirituais de antigos terreiros, das matrizes afro-brasileiras.
Iniciei me na gemologia bem cedo, por volta de 1970. Anos mais tarde, já conhecedor do oficio da lapidação de gemas de um modo geral iniciei uma grande amizade e parceria com o artista plástico joalheiro Caio Mourão, o verdadeiro percussor da arte jóia assinada no Brasil. A ourivesaria e a prataria é muito antiga no Brasil, desde os anos iniciais do período colonial, mas na verdade como advinham do oficio de oficiais ourives e prateiros, muito ligados ao clero, na sua grande maioria portugueses, trouxeram as técnicas e padrões utilizados na Europa. Talvez por conta disto, antes de Caio, a maioria dos joalheiros e ourives eram meros copistas pela imagem de obras de grandes e famosas grifes.
Hoje a Igreja Católica Apostólica, já ultrapassa mais de 2000 anos de historia e ainda não aprendeu perdoar, acolher, diminuir as diferenças, cantar, distribuir alegrias sobre a vida e compartilhar abundantemente as refeições. Sendo assim, ano a ano perde mais fieis felizes e livres só angariando poucos personagens, tristes, amargurados e ofendidos. Ainda não entenderam que Deus é vida para viver e conviver em liberdade. Admiro a alegria das Casas de Santo, e das boas vindas dos orixás. Se houvesse um orixá na Igreja Católica, de certo seria Nossa Senhora que acolhe os aflitos, sem nada julgar e confortar com o que mais se necessita por maternidade infinita.
O sonho acabou
Já é hora de acordar
Se despertar
Buscar novos
Horizontes
Novas histórias
Novos sonhos
Para ser feliz
O fim terminou.
Bora ser feliz!!!!
A vida fica sem valor
Quando o presente acaba
Quando uma lágrima solitária e teimosa,
cisma em descer pelo meu rosto, ignoro-a,
porque já não tenho mais a ansiedade
da espera e nem o temor da ausência.
Neusa Marilda Mucci - Poetisa
Registrado na B.N. 2.012
Já pensou ?
Já pensou em jogar uma moeda para cima para definir se você está com azar e sorte ?
Que triste, você está um passo da morte.
Como todos os lutadores quero tudo simples, claro e prático, já sei o que é a verdade e o erro...mas no meio de tudo isso, ainda gosto de poesia, acredito em promessas e no amor.
“Já ouvimos que muitas vezes iremos plantar e outros colherão os frutos. Sinto-me feliz por procurar plantar para que outros sejam beneficiados"
"com outras já Vivi com outras já me deitei mas somente por você _________ todo o meu amor eu verdadeiramente dediquei , embora tenha dedicado a você todo o meu carinho amor e atenção me tratastes com indiferença e jogastes tudo ao chão. Como podes ser tão indiferente a todo esse amor ❓Pois sem você a vida perdeu o propósito a razão, e eu como um tolo apaixonado estou sem chão , imagino que no meio do seu peito não tenhas um coração ❤️ ")
Há mais poesias em uma gota de amor do que em todas as palavras já escritas no universo.
A linguagem guia o desejo, mas é pequena demais para expressar a alma.
Cravemos os dentes
na carne um do outro,
em busca do sangue
de um amor já morto.
A fatalidade do acaso
fez do instinto o desejo
e a sobrevivência do querer:
sangrar para existir.
Cravemos os dentes
na boca um do outro,
em busca da saliva
de um beijo roto.
Não leio mais. Todo mal que a filosofia poderia me fazer, já fez. E, quanto à poesia, esta também não tem mais nada a me dizer.
Eu já fiz o bem sem olhar a quem. E hoje reconheço: essa frase é bonita demais para ser totalmente verdadeira.
Não existe gesto humano absolutamente puro. Sempre há um traço de expectativa, ainda que mínimo, quase imperceptível. Pode não ser dinheiro, pode não ser vantagem material, mas há um desejo íntimo de retorno. Um reconhecimento. Um agradecimento. Uma sensação de justiça moral. Até mesmo a paz interior é, de certo modo, uma recompensa.
O ingrato não frustra apenas porque é ingrato. Ele frustra porque revela a expectativa que fingíamos não ter. Dizemos que não esperávamos nada, mas a ausência de resposta nos incomoda. Isso já é prova suficiente.
A filosofia do “fazer o bem sem olhar a quem” funciona como ideal, não como descrição fiel da natureza humana. Somos seres conscientes de consequência. Sabemos que nossas ações geram efeitos, e no fundo acreditamos que o bem, de alguma forma, retorna. Nem que seja como equilíbrio espiritual, aprovação divina ou serenidade de consciência.
Há quem afirme que Deus recompensa o bem feito ao necessitado. Pode ser. Mas também pode ser apenas uma tentativa humana de manter coerência moral no mundo. Afinal, se Deus nos dá mais do que merecemos, como distinguir recompensa de graça? Como saber se o que recebemos é pagamento ou simples generosidade divina?
Talvez a lucidez esteja em admitir: fazemos o bem também porque isso sustenta a imagem que temos de nós mesmos. Porque precisamos acreditar que somos justos. Porque queremos viver num mundo onde a bondade tenha algum sentido.
Isso não invalida o bem. Apenas o humaniza.
A pureza absoluta pertence às ideias. A prática pertence aos homens. E os homens são mistos, contraditórios, conscientes e desejantes.
Ser lúcido não é deixar de fazer o bem. É fazê-lo sabendo que não somos santos — e ainda assim escolher agir com dignidade.
Errar, errar e errar faz parte da vida; mas continuar errando, sem aprender, já dizia o poeta, é burrice
Por que mudei?
Ahhh…
me perguntam por que mudei.
E eu simplesmente digo:
mudei porque já não cabia
dentro das minhas antigas versões.
A pele que um dia me serviu
começou a apertar,
os caminhos que antes me encantavam
já não levavam para onde eu queria chegar.
Então, precisei me despir
de algumas certezas,
de velhos medos,
de quem eu achava que deveria ser.
Não foi de repente.
Foi aos poucos,
como quem aprende a respirar
depois de passar muito tempo
tentando caber em espaços pequenos demais.
Mudei porque cresci.
Porque me ouvi.
Porque descobri que permanecer a mesma
só para não incomodar os outros
também é uma forma de se abandonar.
Hoje, não sou quem fui.
E ainda bem.
Carrego minhas antigas versões comigo,
não como arrependimento,
mas como raízes.
Afinal,
foi preciso ser todas elas
para chegar até aqui.
Não mudei para ser outra pessoa.
Mudei para, finalmente,
caber inteira dentro de mim.
"Aquele que semea boas sementes, colhe bons frutos, já aquele que planta espinhos, não colherá rosas"
"Se eu conseguir salvar uma alma, já ganhei o dobro da minha vida, se eu conseguir ganhar duas, então eu ajudei a derrotar o inferno"
"Se estiver que desistir de algo, que seja de pecar, o precavido nunca cai em ruína, já o tolo, faz parte dela"
