Ja Amei e não fui Amada
Você já parou para pensar o tanto de livramento que Deus já te deu, o tanto de pessoas que queria estar aí agora onde você está, então por que você está reclamando? Agradeça por estar onde você está, agradeça por estar falando, por estar andando, por estar vendo, por estar ouvindo, porque muitos queriam ter o que você tem, e não podem. Deus ainda está te dando uma chance, é hora de escolher o caminho certo, olhe sua trajetória, e lembre-se de tantos que tiveram essa oportunidade de mudar e não mudaram, e são poucos que têm a chance que você está tendo agora.
Tem dias que dá vontade de esquecer tudo que já fizemos no passado, tudo de ruim, mas sempre o destino nos mostra na frente e faz a gente lembrar do que fizemos lá atrás.
Nem sei mais o que fazer, já estou tanto no limite que, praticamente, a minha mente não consegue mais raciocinar o que eu devo fazer, parece que um buraco negro de passado está me engolindo, e eu não tenho outra alternativa a não ser enfrentá-lo.
É engraçado e triste como muitos esquecem o que você já fez por eles.
Mas deixa eu te dizer uma coisa com carinho:
quem faz o bem com verdade não perde. Só revela o coração que tem.
Tem gente que esquece porque só precisava de você enquanto era conveniente.
Tem gente que esquece porque lembrar significaria admitir que recebeu mais do que deu.
E tem gente que simplesmente não tem a profundidade que você tem.
Mas o que você fez continua sendo parte de quem você é.
Bondade não é investimento para retorno. É reflexo de caráter.
Odeio a sensaçao de despedida, mas quando ela chega, chega...Fernando Pessoa já fala ''tudo que chega chega por uma boa razão''. A despedida chegou, e com ela, vai um pouco de mim, do que eu senti. Mas prefiro encarar a despedida como um vagão de trem, estou pronto para ir em busca de novas estações, com novos inicios e novas partidas. Respiro fundo, olho para ela, e falo, foi muito bom enquanto durou, percebi coisas que pensei que estivessem adormecidas. Mas se não estamos na mesma estaçao deixa eu partir....
Uma vez já escutei que é possível ser feliz sozinho.
Mas a vida é muito bela, pra gente assistir Netflix sozinho.
Você já está há tanto tempo subindo a escada, e quando está próximo de chegar ao fim, o destino faz questão de te empurrar e faz você começar do zero de novo e de novo.
Sou prisioneira
de um amor que
já morreu...
Jamais me
amou,com
meu coração brincou.
Feriu - me com
suas verdades,
quando na
verdade compromisso
nunca assumiu...
Eu que estava ao seu lado,
muito amor lhe dei.
Mas atenção e carinho
para outras ele ofertava,
enquanto isso meu
ser se dilacerava.
Quanta dor...
Basta!
Liberta estou
desse amor
que só me magoou.
Quando há amor de verdade, não se desiste.
Se já não insiste, nunca houve amor.
Quando o amor é de verdade,
queremos florir em todas as estações, mesmo quando a chuva teima em cair.
Mesmo quando a escuridão nos atinge,
o amor se verdadeiro nos aconchega,
nos abraça, acalma.
Traz o sol para nos aquecer, iluminar o nosso viver.
Não desista se o amor te toca a alma, te faz florescer.
O amor é poesia que a cada dia nos
mostra que amar é um eterno amanhecer.
AQUI JAZ
Conheci já maduro, formoso, robusto, viril.
Quando cheguei, me lembro bem, já estava lá,
sossegado encostado no canto do muro,...
Era Abril.
Vi que estava tímido, é verdade, parecia esperar por alguém.
Tive sorte, era tudo o que eu sonhava, lembrou minha infância pobre,
meus passeios no cerrado, maria pretinha, azedinha,
bacupari e meu pé de amora.
Foi amor à primeira vista.
Ele estava lindo, viril, não tinha como não me apaixonar...
Hoje, coitado, já não está entre nós,
Sua beleza foi apagada, sua formosura e virilidade,
Literalmente violentada.
Está morto, sepultado... eu realmente o amava, o respeitava...
Não o vejo mais todas as manhãs...
Hoje, apenas seu canto vazio,
em seu lugar, concreto, frio como uma lápide...
Vive apenas na memória...
Agora só resta tristeza e a saudade de você,
meu pé de acerola...
JACKSON (15/08/2009).
Choverá
Essa solidão que, há tanto tempo, venho preenchendo com histórias que já não fazem sentido.
Viver essa mentira de que “não estamos sozinhos” tirando todas essas crenças
Humanamente, somos todos assim: a ânsia, o medo do vazio, e o que ele faz com você.
Certa vez, eu estava sentado em uma praça.
E o que restou foi apenas o fim da tarde.
O sol estava prestes a ir embora, e eu pensava
“Como isso é doloroso. Já não tenho mais por que desviar o olhar do sol.”
As coisas aconteceram tão rápido,
que o tempo que passou já não importava.
Tornaram-se partes no tempo:
momentos, sonhos, esperança, desejo, apreço, culpa, decepções.
O sol, enfim, desapareceu.
Me levantei do banco.
E depois disso, só me restou voltar pra casa,
apreciando cada parte da rua:
o céu já escuro,
pessoas sorrindo,
pensando no outro dia.
E sem que eu percebesse… choveu.
Choveu tanto que precisei me esconder.
Naquele momento, enquanto chovia,
o que passava na minha cabeça é:
“Eu gostaria de ir pra casa.”
Uma vez, uma pessoa me disse:
"Você pode ignorar a realidade, mas não as consequências de ignorá-la."
E, de fato, ignorei.
Vivi na minha bolha de que “tudo bem, não vou ficar sozinho, independente dos meus atos”.
E agora…
lido com as consequências.
Mesmo que eu não queira sentir isso,
eu devo sentir.
E quando não suportar, eu sei que... vai chover
"Quando me olha com esses olhos, eu já sei.
E quando me beija com essa boca, eu sempre sinto.
Quando me toca com esse toque, eu esqueço o mundo.
E quando vai embora por essa porta, eu quase morro."
Nada nasce pronto, mas tudo nasce com uma promessa. A semente já carrega o DNA da árvore, mas precisa do tempo, da terra e da chuva para se tornar floresta. Assim somos nós: nossa essência é o ponto de partida, mas o nosso potencial é um convite diário ao movimento. Não somos um rascunho acabado, somos uma obra que se descobre enquanto se faz. Respeite o que você é, mas nunca pare de florescer o que você pode ser
“O estruturalismo não revela a realidade: ele a constitui com a maior coerência simbólica já alcançada.”
Toda fotografia já nasce passado.
A luz do Sol leva oito minutos para tocar a Terra.
Quando aperto o obturador, o instante já não existe mais.
Nunca fotografo o presente absoluto.
Fotografo aquilo que acabou de deixar de ser.
A fotografia não é captura.
É testemunho.
É memória luminosa.
Fotografar é aceitar que o agora já passou.
A luz sempre chega depois.
E o que chamamos de instante
é apenas passado revelado.
A luz viaja a aproximadamente 299.792 quilômetros por segundo.
Do Sol até a Terra, ela percorre cerca de 150 milhões de quilômetros
em aproximadamente 8 minutos e 20 segundos.
Isso significa que o Sol que vemos agora
é o Sol de mais de oito minutos atrás.
Quando o obturador se fecha,
a cena já percorreu uma distância no tempo.
Não existe presente absoluto na fotografia.
Existe informação luminosa que levou tempo para chegar.
Toda imagem é física aplicada.
É relatividade cotidiana.
É passado transformado em memória visível.
Livre-pensar é só pensar; livre-cheirar já é estatística.
Entre a Direita que não cheira e a Esquerda que não fede, o Brasil só se equilibra com o Partido do Suvaco (PSuv): a única via que assume o próprio odor.
Carlos Alberto Blanc
