Ja Amei e não fui Amada
Quando a exceção se torna método, a ilegalidade já não precisa esconder-se: ela passa a administrar o Estado.
Quando infringir a lei se torna racional, o problema já não está apenas nos indivíduos, mas nas instituições.
Quando o cidadão precisa conhecer alguém para obter aquilo a que tem direito, o Direito já começou a falhar.
O perigo não está apenas em alguém saber quem somos, mas em uma máquina acreditar que já sabe quem seremos.
Quando a máquina conhece nossas preferências melhor do que nossos amigos, o problema já não é tecnológico; é antropológico e jurídico.
“Quando a vida precisa provar perante o poder que merece ser protegida, alguma coisa essencial já fracassou no Direito.”
“Uma sociedade que precisa de uma lei para ensinar alguém a não abandonar um animal já revelou, antes mesmo da sentença, uma parte de sua falência moral.”
“O abandono transforma um animal em problema urbano depois que a humanidade já o transformou em vítima.”
“O amor é liberdade compartilhada; quando exige submissão, já começou a abandonar a linguagem do amor.”
“A justiça é o amor pela dignidade quando o afeto pessoal já não pode escolher quem merece proteção.”
“A liberdade não começa quando o Estado deixa o homem partir, mas quando já não precisa lhe dizer para onde ir.”
“Quando o Estado pode definir o pensamento legítimo, a liberdade já morreu antes que a censura lhe anuncie o funeral.”
“Quando o Direito protege o mais forte porque ele já é forte, deixa de administrar a justiça e passa a administrar o privilégio.”
“Quando o homem invoca Deus para justificar a injustiça, já não defende a fé: protege o próprio poder.”
