Isso Ja Nao me Pertence mais

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Não acumuleis para vós outros tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar.

Perdoar não é esquecer a história que passou, mas sim dar uma chance de escrever uma nova história.

Não é bem assim. Houve um tempo em que as palavras eram tão poucas que nem sequer as tínhamos para expressar algo tão simples como Esta boca é minha, ou Essa boca é tua, e muito menos para perguntar Por que é que temos as bocas juntas.

(O homem duplicado)

Sempre me intrigaram os olhares.


Não aqueles que passam por nós distraídos, mas os que permanecem.
Os que pousam devagar sobre a nossa existência e parecem recolher fragmentos que nem sabíamos ter deixado expostos.


Há quem olhe para um rosto e veja apenas traços. Há quem olhe para uma fotografia e veja apenas uma imagem. Mas existem aqueles raros olhares que atravessam a moldura, a pele, as palavras e alcançam aquilo que não foi dito.


Talvez seja por isso que me encanto tanto pelos detalhes.


Porque a alma dificilmente se apresenta inteira. Ela se revela aos poucos: em um silêncio prolongado, em um sorriso que vacila antes de nascer, em uma saudade escondida atrás de uma frase comum. E é preciso sensibilidade para perceber.


Quem enxerga por dentro compreende que cada pessoa é um universo guardado sob aparências. E que reconhecer alguém é mais do que vê-lo; é acolher sua história sem precisar conhecê-la por completo.


Também acredito que todo olhar é uma espécie de espelho.


Aquilo que conseguimos reconhecer no outro fala, de alguma forma, sobre aquilo que habita em nós. Talvez seja por isso que certas pessoas nos alcançam tão profundamente. Não porque nos revelam algo novo, mas porque iluminam algo que já existia e permanecia adormecido.


No fim, penso que a vida é feita desses raros reconhecimentos.


Instantes em que alguém nos vê para além do que mostramos. Instantes em que nos sentimos encontrados sem termos pedido para ser procurados.


E talvez seja esse o maior desejo da alma: não ser admirada, nem compreendida por completo.


Apenas ser vista.

Há dias em que a saudade chega sem aviso.


Não faz barulho. Não bate à porta. Apenas ocupa os espaços, senta-se ao meu lado e me acompanha em silêncio.


Nesses dias, tudo continua igual por fora. O mundo segue seu ritmo, as pessoas seguem seus caminhos, os compromissos continuam existindo. Mas por dentro, algo caminha mais devagar.


Sinto falta de presenças que nem sempre estiveram perto, mas que encontraram morada em mim.


E é estranho como algumas pessoas conseguem permanecer mesmo quando estão ausentes.


Talvez a solidão não seja a falta de companhia. Talvez seja a distância entre aquilo que sentimos e aquilo que conseguimos dizer.


Por isso me recolho.


Não porque queira me afastar do mundo, mas porque existem sentimentos que precisam ser ouvidos antes de serem explicados.


E enquanto escuto o que meu coração tenta me contar, sigo.


Com saudade, com esperança, com dúvidas às vezes.


Mas sigo.


Porque algumas ausências doem, é verdade.


Mas também revelam o tamanho daquilo que um dia tocou a alma e decidiu permanecer.

Não vou casar porque estou gostando de voce agora, mas porque me vejo te amando no futuro.

Dou valor para aqueles que, na alegria ou na tristeza, não abandonam os seus amigos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M., Estrela da Vida Inteira, Poesias Reunidas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973

eu só posso dizer que não sei,falta pouco pra me convencer da inexistência de um futuro,na verdade não falta nada,já me covenci,só não abandonei meus sentimentos porque eles são como filhos,(e eu jamais abandonaria meus filhos),afinal eu que os criei eduquei (por mais mal educados que sejam).os alimentei,os ví crescer,não os ví evoluir,e deveria vê-los morrer um dia,porém é exatamente aí que mora a diferença,meus sentimentos são crianças travessas demais,tomaram o elixir da longa vida,e não adianta,por mais que eu lhes dê veneno eles são imortais,assim como um fiozinho de esperança que nos mantém ligados,não sei como lidar com eles,não sei se um dia saberei lidar com eles,e não sei se quero aprender,são a minha parte mais humana,é o pouco que sobrou de uma existêncis vazia,dói,mas no fundo no fundo eu gosto,se não gostasse,assim como tantas mães fazem,eu os largaria na rua e mais cedo ou mais tarde eles iriam embora,não eles são meus e como prometi a você ficarão comigo até o fim.

Malandro é o pernilongo, que quando morre com um tapa não derrama o sangue dele, derrama o seu.

Eu te amo com todas as minhas forças, eu amo o seu olhar, eu amo o seu jeitinho, não vivo sem você. Meu amor, não importa o que esteja fazendo ou pensando, eu vou sempre amar você. Você é o amor da minha vida!

Não sei exatamente quando a transição se deu! Um dia acordei mulher, mas não me desfiz da menina
Carrego em mim toda sua intensidade
Às vezes me visto de dentro para fora e a doçura aflora como se o tempo não tivesse passado
A vida te permite essa sutileza, mesmo entre as rugas, vais encontrar a pureza sem perder a maturidade alcançada, pois o tempo não é nada, nos quem escolhemos como viver.

“Preste atenção aos sinais, quando
a vida dá um momento assim é um
pecado não aceitar!”

Na verdade, se o próprio Cristo estivesse no meu caminho eu, como Nietzsche, não hesitaria em esmagá-lo como um verme.

Che Guevara
O'Donnell, Pacho. Che: El argentino que quiso cambiar el mundo (2012).

Nota: Citação atribuída a Che Guevara por Dolores Moyano Martín, amiga de infância da irmã de Che, a partir de uma entrevista com Pacho O'Donnell, realizada em 2002.

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Algumas pessoas simplesmente não valem a pena. Não valem o esforço e nem mesmo o tempo perdido.

Você não pode lutar consigo mesmo, pois essa batalha tem apenas um perdedor.

Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.

Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.

Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.

Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.

Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.

E há algo ainda mais profundo nesse encontro.

Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.

Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.

E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.

Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.

Mantenha-me quente, acesa.


Não sirvo fria. Mas também não me mantenha morna, guardada para um momento oportuno, para um "quem sabe", um "talvez".


Ou me aqueça por inteiro e me prove quente, ou permita que eu esfrie.
Porque a mornidão é espera demais para quem nasceu intensidade. E eu não sirvo morna.

⁠Não era à toa que eu não tinha amigos. Estava óbvio que era péssima em cultivá-los.

As aparências não enganam. A falha é do observador.