Isso Ja Nao me Pertence mais

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#BORBOLETA

A primeira estrela no céu se revela...
Caminha pela rua a brisa fria...
Finda já a tarde...
Tão bela...

No mundo bordado...
Cheio de maravilhas...
Tão longe...
De mim distante...
Num ondulante respingo de melancolia...
Uma borboleta me faz companhia...

Tranquilos e tristemente...
Caminham pelas ruas...
Um pingo de gente...
E vão... E vem...
E voltam... E passam...
Em tão poucas companhias...

Mudam-se as coisas...
Muda-se a vida...
E os sonhos,
Um dia perdidos...
Não voltam mais...

Não sei se penso em tudo...
Ou se de tudo me esqueço...
O que na alma vai...
Às vezes penso que enlouqueço...

Levo os meus sonhos para sempre...
Mesmo com as lembranças roubadas...
Levando num sorriso...
Indeciso...
Os restos de mim...

A vida é este palco...
Sem que se entenda o sentido...
Uma órbita suspeita...

Borboleta...
Obrigado pelo carinho de sua visita...




Sandro Paschoal Nogueira

⁠Quando adolescente...
De tudo, na vida, já fiz um pouco...
Até permente...

Fiz coisas do arco da velha...
Que até Deus duvida...
Nessa vida pregressa e já ida...

Agora quero paz...
Bem quieto em meu recanto...
Vestir e comer bem...
Uma tv...
Um filme...
Seriado...

Sozinho ou com alguém ao meu lado...
Tanto faz...
Pouco importa...
Mas que não me falte...
Um pouco de charme....
E uma boa pipoca...

Dormir de conchinha...
Me incomoda...
Um capuccino cai bem...
E assim passo adiante...
Sabe?
Sou um rapaz...
Fino e elegante...

Tem gente que de mim fala mal...
Praga de urubu magro ...
Não pega em cavalo gordo...
Meu burro está na sombra...
Já pouco me importo...

Vivo feliz...
Por Deus abençoado...
Chic Chic...
Bem obrigado...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#SOU #POETA

Já contei todas as vaidades que senti...
Que devorou parte de mim enquanto vivo...
E no instante em que escrevo esse poema...
Ilustro um sonho...

Quero contar-lhe a beleza que não vês...
A lua no céu, esplendorosa...
As fadas que escondidas brincam...
Nas gotas dos orvalhos...

Que vales a desilusão dos homens?
Diante do tempo que desarvora?
Diante do canto dos querubins...
Enquanto o céu chora?

E por isso sou poeta...
Poeta que respira o suave sono...
A paz, o último bem, último e puro...
Murmurando ao vento o desalento...

Tênue neblina vaga na rua...
Em companhia à minha alma calada...
Diante dos anseios que tive...
Quantas, quantas vidas passadas...

Anos após anos, vem e vão...
Tal qual flor aberta e fresca junto a pedra...
Que agora jaz no chão...

Que pede o poeta de seu amante coração?
Apagar algumas lembranças?
Criar outra ilusão?

A minha alma, talvez, não é tão pura,
Como era pura nos primeiros dias...
Sob o clarão da silente lua...
Nas alta horas, vaga nas rua...

Na triste estância do abandono...
Na esperança em luz no futuro...
Pouso meus olhos fundos...

Vi correr os meus dias...
Vida que fatiguei...
Em toda parte busquei...
Cântaros de alegria, cálices de fel...
Muitos provei...

Noite adormecida...
Nessas horas lânguidas...
Possa novo ardor florescer...
E da crisálida...
Nova alma resplandecer...

Então sim, essa alma de poeta...
Cantará a ventura, o amor e a paz!

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#ADIANTE

Só compreendo quando olho para trás...
Só vivo quando sigo em frente...
Entre o já e o jamais...
Nascente e poente...
Pouco quero ou quero mais...

Sempre prudente olhar adiante...
Até onde a vista alcança o horizonte...
Mas tão difícil é passar do além...
Sonhar então se faz necessário...
Superar é preciso...
Esconder as lágrimas ou o sorriso...

Na vida é assim...
Cada um tem a idade do seu coração...
E agora eu decidi...
Afogar a traição...
E prosseguir...

Provavelmente vou, olhar para trás...
Faz parte...
Um sorriso levado no rosto...
Sem medo de mudar...
Sem medo de ser feliz...
Como sempre eu quis...

Quando tudo parece escuro ao nosso redor...
É que percebemos a luz...
Uma hora a gente tem que olhar nos olhos dos medos...
E sem receio...enfrentar...

Admito que me consumiu, que me despedaçou...
Mas agora aqui estou...
Juntei os cacos do que sobrou...
Reparei minha dor...

Faço tudo o que posso...
Um pouco a cada dia...
Em pequenos momentos...
Navegando em maresia...

Verei, na verdade, já vejo...
Que você foi um adereço...
Uma fantasia...
Em tempo perdido de falsa alegria...

Deixar o vento agora bater...
A brisa levar pra longe os pesares...
Já não quero mais seus olhares...

Minha caminhada nunca termina...
Há uma longa e infinita estrada a ser vencida.

Sandro Paschoal Nogueira

Conservatória - Caminhos de um poeta

⁠#MANACÁ

O agora escorre pelos dedos...
O ontem já se fez eternidade...
Junto ao meu manacá...
Lembrando minha tenra idade...

Agora, em desespero urgente e sem destino...
No tempo que urge...
Ponho-me a recordar...

Se em meus delírios...
A tristeza vir me visitar...
No perfume da bela flor...
Irei me banhar...

Assim sendo...
Lembrarei...
Quando a saudade apertar...
Que todos os meus sonhos me conduziram e conduzem...
Ao desejo de eternamente lhe amar...

Ouso ser atrevido...
Dispo-me da pele em que existo...
E em tudo que sou e sinto...

Abrirei meu coração como uma flor...
De singelas e variadas cores...
Lhe darei o meu amor...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠#ANJO E #DEMÔNIO

Os amores já passaram...
Como as flores que vieram...
Enfeitaram o meu jardim...
E no tempo sucumbiram...
Sem muitas vezes...
Eu me dar por mim...

Também passa a juventude...
Diante dos espelhos...
Deixa o seu sinal...
Mostra o que é o bem...
Mostrar o que foi o mal...

Minha inocência foi perdida...
Em alguma esquina...
As lágrimas e alegrias sentidas...
Compuseram a minha vida...

Quando quis me encontrar...
Me perdi no além...
Ainda faço minha trilha...
Por mim escolhido...
Tornei-me uma ilha...

Consumido em pó e devaneios...
Continuo a sonhar...
De asas feridas...
Quero muito ainda voar...

Ah como tenho me enganado...
Por demais ter confiado...
Mesmo andando certo...
Dizem-me que estou errado...

Qual o segredo profundo...
Ainda por mim a ser desvendado?

A paixão que me devora...
Ainda vai me matar...
Porém sigo adiante...
Não deixo minha luz apagar...

Como uma estrela que brilha...
E todos os dia renasce...
Me conduz a uma certeza...
Antes que a morte me abrace...

O inferno é passageiro...
E o céu é o limite...
Devo sempre ser verdadeiro...

Quem me vê assim...
Não sabe nada de mim...
Apenas supõe...
Sem poder me definir...

Mas lhe asseguro...
Aqui dentro tem um anjo...
E um diabo que ri...

Sandro Paschoal Nogueira

facebook.com/conservatoria.poemas

⁠Ai, ai de mim...
Enquanto caminho eu já sou o passado...

Todos os momentos que nos coroaram...
Todas as estradas que abrimos
irão achando seu fim...

Dessa procura extenuante e precisa...
Não teremos sinal senão o de saber que iremos, por onde formos, de encontro de um para o outro...

Cinzenta é a cor do céu... Decerto vai chover...
Soa um cântico antigo no vento dessa tarde...

Nos bancos tristes que há na cidade...
Sobe em mim próprio como um desejo
Ou um remorso da mocidade…

Gente igual por dentro...
Gente igual por fora...
Não sei qual abismo temo...
Salvo, apenas, o meu sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Já bebi da Sabedoria...
E questionei os enigmas sem fim...
Já puxei da faca...
Fiz muitas coisas...
E tantas me arrependi...

Já fugi de encontros marcados...
Alguns nem cheguei a ir...
Já deixei de aceitar um abraço...
Como também com muitos dormi...

Já fui esperto...
Também tolo fui...
Já tive pressa...
E andei devagar...
Sorri, chorei...
Mas nunca deixei de sonhar...

Já enterrei todos os meus...
E com eles à cova quis descer também...
Conheci o purgatório e o paraíso...
Na saudade que vai e vem...

Por esse mundo de meu Deus...
Ingênuo sempre fui...
Alguns de mim se aproveitaram...
Hoje, cansado, deles não quero mais nada...
Já que tantos em minha jornada me faltaram...

Alguns segredos foram rompidos...
Confiei demais...
Boca fechada não entra mosca...
Aprendi como se faz...

Incompreendido eu fui...
Aprendi a dizer adeus...
Também aprendi a perdoar...
Erros alheios relevar...
Não sou perfeito...
Não sei aonde vou chegar...
Mas se Deus perdoa...
Quem sou eu para contrariar?

Tive ouro...
Tive prata...
No bolso alguns cobres...
Passei fome e aprendi a dividir o pão...
Já tomei tapa na cara...
E encontrei quem já me estendeu a mão...

Fui motivo de riso...
Fui motivo de chacota...
Muitas vezes magoado...
Mas a vida tudo ensina...
Nos ensina a ter mais cuidado...

Se um dia a juventude voltasse...
Erros e acertos sei que os repetiria...
Vivendo e aprendendo sempre...
Sendo grato pelo nascer de mais um dia...

Tenho cá comigo...
Que o céu devo esperar...
Do inferno me afastar...
E de nunca me perder...

Mas carrego em minha alma...
De ambos um bocado...
A colheita é justa...
Devo aprender a plantar com cuidado...

E assim sigo...
Todo dia aprendendo...
Entre erros e acertos...
Feliz vou vivendo...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Por que vieste?
Já nada é o que foi...
Conheço os começos...
E sei como serão os fins...
Rasgas-te o meu peito em pedidos...
Disses-tes a mim o que há muito não ouço e nem sinto...
Destes a minha vida novo sentido...
E partis-tes deixando-me sem abrigo...

Ah...
O medo vai ter tudo...
E cada um por seu caminho...
Minha vida em desalinho...
Sem ti...
Agora tão sozinho...

Vida parada antes de ti...
Eram inúteis e magoadas as noites da minha rua…
Já me bastava tudo isto...
E com tão pouco importava-me...

Me custa acreditar...
Que infelizmente eu não posso amar...
Sou a cada instante o que já não sou...
Mas tu vieste...
E acendeste a chama...

Agora sou saudade...
Ânsia do longe...
Alma sonâmbula...
Cada parte minha permanece quieta...
Vivendo apenas no sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...

Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...

Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...

Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...

Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...

Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?

Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Com dura e branda cadeia...
Já esqueci-me de quem eu fui...
E nesta incessante lida...
Já nem sei quem ou o quê serei...

Com o mal, e com o bem...
Já não me dá beijos qualquer passageiro...
Entre o que vai e o que vem...
Entre lágrimas, um sorriso faceiro...

Anjos ou deuses, sempre nós tivemos...
Nossa vontade é o nosso pensamento...
Tão pouco me agrada...
O ardor do inferno...
Ou a paz do céu verdadeiro...

Se eu fosse tão feliz...
De viva voz eu diria:
Que pouco ou muito é dito...
Mas é certo tudo terminar um dia...

Há fogo que devora…
Há frio que abraça...
Há amor que entre nós volteia...
E também o descaso que se semeia...

Eu te abençôo...
Não desejando amaldiçoar...
Mas se o faço...
Não permito ninguém me julgar...

O coração que vive ainda...
E pulsa e quer pulsar...
Ainda sonha...
Em sua metade encontrar...

Oh...
Pudesse durar sempre...
As venturas por quais passei...
Mas compreendo que assim o mundo não seria o que é...
Só lamento por quem tolamente me entreguei...

Tive soluços, febre, e absurdos desejos...
De nada me arrependo...
Mas quisera eu...
Poder voltar no tempo...

Façamos nossa vida um dia...
Que há noite antes e após...
O pouco que duramos...
Ninguém sabe o que vai por esse mundo...
Na eternidade - não é mais que poucos segundos...

Sandro Paschoal Nogueira

''O Encanto do Perder''
essa vida anda mesmo
me pregando peça
e já há algum tempo
que estou caindo em todas elas

sempre após cair em uma
eu ainda ficava aliviado
pois quando eu era pequeno
ganhei um bracelete
e eu sempre o levava para todo lado

vivia com ele no meu braço
e o amava mais que tudo
e sempre após me machucar
eu olhava para ele
e de alguma forma me trazia conforto

porém com o passar do tempo
ele começou a ficar torto
a cor do bracelete já havia desbotado
e por um momento até cogitei em ficar louco

mas ao me acalmar eu pensei melhor
que mesmo ele tendo se despedaçado
graças a ele aprendi
a lidar com acontecimentos
de forma melhor.⁠

Inserida por cazzubat

⁠A ausência de minha mãe, que já se estende por quase dois anos, é como uma sombra que se projeta sobre minha realidade. Às vezes, é como se estivesse preso em um sonho, onde sua presença é tão vívida que mal consigo distinguir entre o mundo dos sonhos e o despertar. Mas então a dura realidade se impõe, e percebo que é na efemeridade da vida que residem nossos mais profundos enigmas.

Neste Dia das Mães, enquanto as redes sociais ecoam homenagens e memórias amorosas, encontro-me mergulhado em um oceano de lembranças e saudades. Para mim, este dia é como uma ilha solitária, onde a única companhia é a lembrança do amor materno que um dia aqueceu meu coração.

Mas mesmo na escuridão da perda, encontro consolo na certeza de que a vida é apenas uma etapa passageira, um sonho fugaz que em breve dará lugar à verdadeira realidade. Um despertar final, onde espero reencontrar minha mãe, abraçando-a como se o tempo nunca tivesse passado. Até então, resta-me navegar pelos mares da existência, carregando comigo as memórias preciosas que ela deixou para trás, até o momento em que finalmente alcançarei a margem do eterno despertar.

Inserida por italo0140

⁠Já caminhei por muitos caminhos com a cabeça erguida e o peito cheio de bravura. Na juventude, acreditava que a força se media pela intensidade das batalhas que travávamos. Cada desafio era uma arena, cada obstáculo, um inimigo a ser vencido. Eu me jogava de peito aberto, confiando na minha própria determinação, na vontade inabalável de conquistar o mundo.

Mas hoje, na meia-idade, vejo a vida com olhos mais serenos. Aprendi que nem sempre é preciso guerrear para alcançar a vitória. Há um poder sutil, quase invisível, na arte de aquietar o coração. Descobri que, muitas vezes, é no silêncio que moram as maiores respostas, que a fé não é uma arma a ser brandida, mas uma luz a ser sentida por dentro.

A sabedoria, entendi agora, não é medida pelas batalhas ganhas, mas pela paz que conseguimos cultivar em meio ao caos. O verdadeiro triunfo não é sobrepor-se aos outros, mas harmonizar-se consigo mesmo. Então, cada vez que escolho a serenidade em vez do combate, sinto que realizo o maior ato de coragem: acreditar que, ao confiar no fluxo da vida, o universo conspira a meu favor.

E é assim, com o coração aquietado e os olhos no horizonte, que sigo o meu caminho. Hoje, minha vitória é interna, é sobre mim mesmo. Atravesso os dias não com menos vontade de vencer, mas com a certeza de que, muitas vezes, a verdadeira vitória é aquela que só o coração entende.

Inserida por italo0140

Já tenho uma certa idade e, nessa minha caminhada, desde a adolescência, já distribuí "te amo" tanto quanto "bom dia". Algumas vezes foram de forma honesta, outras, mentiras sinceras. O fato é que a frase "eu te amo" foi corriqueira na minha vida, quase como um mantra, com a finalidade mágica de despir corpos para o meu deleite. Sim, levava uma vida hedonista, na qual o "prazer" era o meu deus. Doravante, serei diferente. Cansei de correr atrás do vento, pois, como concluíra o rei Salomão, tudo isso se revelou inútil, é pura vaidade. Então, mais perto dos 40, tenho refletido muito, ainda que tardiamente, sobre o tal do "felizes para sempre". E, quando penso que deve ser para sempre, o meu coração só bate por você. No entanto, não me expressarei levianamente com o meu trivial "te amo" de sempre... Mas, posso lhe afirmar, sem margem de erro, que você é especial na minha vida porque, geralmente, eu odeio todo mundo, menos você... Não gosto de quase ninguém, mas, de você, até que eu gosto!

Inserida por italo0140

Como eu queria ser jovem novamente! Os amigos da minha idade já estão todos casados e com filhos. Se esse é o rumo natural das coisas, não sei onde vou parar. Sempre preferi andar mal acompanhado do que sozinho, mas, até as más companhias viraram pais de família... isso me faz pensar que eu era o pior dentre as más companhias!

Inserida por italo0140

Conservatória bom dia...
Preparando o café...
Sem muito rapapé...
Já cuidei dos patos...
Dei, também, comida aos pássaros...
Ontem não vi a seresta...
Chovia...

No bar 3 catuabas...
Até a vista esmaecer...
Logo peguei meu rumo...
Antes do que bobagens fazer...

Abri Facebook...
E fiquei sabendo...
Do que rola por aí...
Enquanto que por aqui...
Ainda estou com sono...
Quero voltar a dormir...

Mas são ossos do ofício...
E a Deus agradecer...
Pelo menos tenho hóspedes...
Já outras pousadas...
Sem ninguém a receber...

53 anos...
Ainda um menininho...
Tudo em cima, em forma...
Desse lindo corpinho...

Não tenho nenhuma pelanca...
Pode supervisionar...
Deixo...
Até onde sua vista alcançar...

É de fato...
Amanhã em Valença...
Farei um eletro...
Mantendo o coração ...
Em destino certo...

Menina ou menino...
Não sei quem está lendo...
Mas eu quero lhe falar...
Quando vierem em #Conservatória..
Na Casa do Sandrinho Chic Chic...
Venham se hospedar...

Pensando em me iludir?

Desculpe...

Já estou iludindo você...


Lhe entreguei tudo..

E tudo, agora, lhe tomo...

Realidade, de mãos dadas, estou...

Esperei por tanto tempo...

Um tempo que já acabou...



A vida é uma viagem...

Vou usar minha passagem...

E olhar pra esse mundo...

Bem além do horizonte...

Adiante...avante...

Onde o longe não será distante...



Sandro Paschoal Nogueira

— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.

⁠A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado.

Ernest Hemingway
Paris é uma festa. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2024.
Inserida por pensador

"Nada na vida se baseia no depois..estamos prontos pra viver o agora,o ontem ja se foi e o amanha pode nao surgir"...

Inserida por cleia211mm