Isso Ja Nao me Pertence mais
"Deus não precisa provar nada a ninguém. Ele é Deus, ponto. A verdade já foi dita: 'Quem crer será salvo, quem não crer será condenado.' Isso não é arrogância divina, é justiça. Se você crê, então valorize o privilégio de servir a um Deus que é santo, justo e misericordioso. Mas se você escolhe não crer, entenda: a eternidade também é uma escolha."
Minha querida,
Escrevo-te do futuro. De um lugar onde o teu choro já não ecoa nas paredes de um quarto vazio. De um tempo em que já não precisas de esconder as lágrimas no travesseiro ou de engolir a dor entre uma dúvida e outra.
Escrevo-te com o coração cheio — não apenas porque estás à espera de alcançar objetivos, mas porque finalmente estás em paz contigo mesma.
Lembro-me de ti... sentada sozinha num quarto frio, com o telefone na mão, à espera de uma mensagem que nunca chegou.
Lembro-me do peso do silêncio, do corpo dorido pelo cansaço mental, da alma cansada de tentar ser forte. Lembro-me da dúvida que te corroía: "E se eu estiver a lutar sozinha por um sonho que não é partilhado?"
Sim, estavas. Mas sabes o que é mais bonito nisso tudo? Não desististe.Mesmo quando ele te virou as costas, mesmo quando te disse que não te amava, mesmo quando te fez sentir pequena... tu escolheste continuar. Escolheste a ti. Escolheste o teu sonho.
Sei que doeu. Sei que foi como rasgar a pele por dentro. Que houve noites em que te sentiste usada, abandonada, descartável. Que viste a tua juventude passar ao lado enquanto te prendias a promessas que nunca foram reais.
Mas sabes que mais? Tu és feita de uma força que nem sabias que tinhas.
Hoje, olho para ti com um orgulho imenso.
Porque tiveste a coragem de largar tudo — para seguires a tua verdade. Para ouvires aquela vozinha dentro de ti que dizia: "Vai. Mesmo sozinha. Mesmo com medo. Vai."
E foste.
Agora estás aqui. À espera de uma nova vida.
Não apenas dos sonhos que já alcançaste é porque cresceste dentro de ti, mas a tua nova vida - como mulher inteira, dona de si, curada por dentro, mesmo que ainda tenha cicatrizes.
Agradeço-te. Porque se não fosses tu, com a tua coragem silenciosa, eu não estaria aqui.
Não conheceria esta paz. Não estaria a viver este milagre.
Tu não foste fraca. Foste gigante.
E agora, finalmente, chegou o tempo de viveres a tua vitória.
Com amor eterno,
A mulher que és hoje.
AÍNDA BEM QUE NÃO SOMOS TODOS
Você já imaginou se todos fôssemos apenas turistas?
Só escolheríamos mostrar as partes boas, as paisagens perfeitas, os sorrisos fáceis. Não falaríamos do mendigo que, pela fome, é agredido no mercado por tentar levar um pedaço de carne.
Esconderíamos as estradas mal feitas, que não chegam onde deveriam, e as doenças que os hospitais não conseguem curar, apesar dos esforços. Focaríamos nas praças brilhantes e nos monumentos grandiosos, mas jamais mostraríamos as sombras, os cantos esquecidos, as lutas diárias de quem vive nas margens.
Ainda bem que não somos todos.
Porque como turistas, deixaria de ser nossa missão contar a verdade crua, de expor as feridas da sociedade. Mas é justamente dessas feridas que vem o real aprendizado, a verdadeira transformação. Somos todos, no fundo, mais do que turistas. Somos habitantes, parte de um todo que precisa enxergar além do óbvio, compreender a dor para poder mudar.
A perplexidade do viver é permanecer vivo na memória, mesmo quando o corpo já não caminha entre nós.
" SER OU NÃO SER "
Pois é: ser ou não ser! Eis a questão…
Serei o que já sou sem o saber
ou não serei o que nem sei dizer
já visto que ando sempre à contramão?
É para ser ou não? Vou me abster…
Não tenho, para tanto, compreensão
e já nem sei se sou quem sou, então…
Melhor nem crer que sou do que descrer!
Me dizem para ser, mas não o são…
Contesto e já escuto um palavrão
que não condiz também com o ordenado…
Não ser, ou ser… Questão ainda aberta
que põe meus pés na via, a mim, deserta
sem dar resposta alguma ao questionado!
" A MORRER "
Durante o tempo todo já sabia
que ao fim, na apoteose, o seu enredo
não mais teria encanto e nem segredo
restando só manter a fantasia!
Fez de confete o anseio seu, o medo,
e a serpentina envolta na magia
foi toda essa paixão que lhe envolvia
que, bem sabia, acabaria cedo.
Mas desfilou seu sonho na avenida
completamente tendo, a alma, cingida
a congelar, o tempo, um só instante…
Viveu intensamente o seu momento
com todo o ardor real do sentimento
como a morrer pra tudo o mais restante.
"A Fúria que Não Tem Nome"
(versos de fogo para uma alma que já cansou de engolir fumaça)
I
Há um nó aqui dentro.
Não sei há quanto tempo ele mora em mim,
mas sei que ele cresceu.
Como tumor que ninguém vê,
mas todo mundo sente o cheiro.
Um cheiro doce de podridão.
Um perfume de promessas esquecidas,
de perdões que eu concedi,
mas que ninguém nunca me pediu.
II
Quantas vezes calei?
Mais do que se conta com dedos,
mais do que se escreve com sangue.
Porque sim, já sangrei.
E ninguém percebeu.
Ou perceberam...
mas disseram que era drama.
III
Eles sempre dizem.
Drama.
Mimimi.
Vitimismo.
Mas não vi ninguém rindo quando precisei sorrir por todos.
Não vi ajuda quando o peso era meu,
mas as mãos? Nunca.
IV
Segura tua raiva, diziam.
Seja maior.
Engole.
Sorria.
Concilie.
Ceda.
Por quê?
Por que sempre eu?
Por que sempre os bons precisam ajoelhar?
Por que sempre quem ama é quem apanha mais?
V
Ah, como me disseram que isso passaria.
Que o tempo cura.
Mas o tempo só deixa a ferida cheirar mais forte.
Ela não cicatriza.
Ela lateja.
Ela me acorda às 3 da manhã,
quando lembro do que fiz por quem não faria nada por mim.
VI
Fui escudo.
Fui abrigo.
Fui chão.
E agora sou caco.
Cacos que ninguém quer varrer.
Porque ferem.
E ninguém quer se cortar com os pedaços da dor que causaram.
VII
Quanta covardia com nome de amor.
Quantas mentiras com cheiro de cuidado.
Quantas mãos estendidas, mas só para me empurrar.
VIII
Sabe aquela vontade de gritar?
Ela já virou música dentro de mim.
Sinfonia de gritos mudos.
Orquestra de socos que nunca dei.
De tapas que minha alma levou —
e que ninguém viu,
porque eram com palavras.
E palavras doem mais.
IX
Às vezes quero quebrar tudo.
Mas não por fúria.
Por justiça.
Por sanidade.
Por mim.
X
Já perdi a conta de quantas vezes repeti:
"tá tudo bem."
Mentira.
Nunca esteve.
Mas era mais fácil assim.
Mais fácil do que explicar um coração que transborda raiva
e ninguém quer ouvir.
XI
Agora chega.
Se você leu até aqui,
sinta.
Não fuja.
Essa ardência nos olhos não é fraqueza.
É acúmulo.
É história.
É verdade que ninguém quis escutar.
XII
Deixa arder.
Deixa queime.
Não por vingança.
Por libertação.
Mas escolha bem:
não se torne quem te quebrou.
Não mude tua essência —
mude tua direção.
XIII
O ódio, sim, é uma faca.
Mas quem segura decide onde cortar.
Se nas correntes…
ou nos outros.
XIV
Olha em volta.
Olha dentro.
Lembra de tudo.
Lembra de cada vez que engoliu seco.
De cada ‘deixa pra lá’.
De cada ‘tanto faz’.
De cada ‘isso passa’.
XV
Agora, grita por dentro.
Mas grita alto.
Até que só reste o eco.
Até que tua garganta interna sangre.
E então…
silêncio.
XVI
Porque depois do grito, vem a decisão.
Não te direi quem merece tua fúria.
Teu ódio.
Tua ruptura.
Teu fim.
Mas eu sei que você sabe.
E saber já é o começo da vingança que liberta.
" Ainda não havíamos nascido e Deus já havia estabelecido o que haveria de nos acontecer. "
Romanos 9x11 _ 16
Maktub
Está escrito vai acontecer.
Há um engarrafamento em minha cabeça.
Não de carros — desses já me cansei nas ruas —
mas de pensamentos.
Ideias que bateram uma na outra como caminhões desgovernados.
Palavras estilhaçadas. Conceitos esmagados.
E eu, no meio,
como um pedestre distraído que atravessou fora da faixa da lógica.
Meu psicológico está acidentado.
Não é figura de linguagem, não!
É um fato clínico — e ninguém sinalizou o caos.
E tudo continua fluindo lá fora —
gente indo, vindo, vivendo!
E eu? Eu estou aqui, preso entre as ferragens,
num cruzamento sem sinal,
onde todos os caminhos levam ao mesmo lugar:
nenhum.
Não existe ideal
Luto para ser profunda,
Mas também, já fui rasa.
Já implorei por sinceridade,
Mesmo não tendo falado a verdade.
Já lutei contra injustiças,
Mas já causei também discordia.
Almejei um amor puro
E deixei ele ir embora.
Me amassei para ser aceita,
E no fim fui rejeitada.
Aceitei humilhações para não magoar o outro,
E depois me afoguei em mágoas.
Vivi com uma culpa que não era minha,
Mas hoje, escolho abrir pra ela, a porta.
24/08/2024
Sou o que sou
Já quis ser perfeita,
Queria me sentir amada.
Não gostava de olhar para trás,
E aceitar o meu passado não idealizado.
Parecia que a vida tinha sido injusta.
Me senti órfã, rodeada de pessoas,
Veio o desespero para pertencer em algum canto.
Que abismo que cai,
Desconheço a pessoa que construí,
Um verdadeiro castelo de areia,
Que ao primeiro vento, desmorona.
Desmoronei muito e não restou mais nada.
Mas hoje tento encontrar força,
Projeto em mim, o que sempre busquei,
Me dar o direito de recomeçar.
Me perco menos,
Sigo mais perto do meu íntimo.
Feliz por tentar outra vez.
Hoje só quero viver,
Sem mais me maltratar,
Sem dar vazão a opinião do outro,
Ela não me diz respeito.
Ninguém sabe a minha história,
Portanto eu sei quem sou,
Sou o que quero ser,
Sou o que sou.
23/08/2024
"Freud já dizia: antes de diagnosticar alguém como louco, verifique se ele não está cercado de idiotas. E não é que ele tinha razão? A maioria se protege na bolha da normalidade estatística, achando que sanidade é seguir moldes. Mas poucos se perguntam: o que realmente diferencia um são de um iludido?"
"A mente que só pensa, mas não age, é como um campo fértil sem chuva. Já a ação sem direção é como chuva sem propósito: molha, mas não frutifica."
Quem promete aquilo que não é capaz de cumprir, já se acostumou com a mentira e vive de delírios, sua alma bastarda de ilusão
Manter o foco não é fácil. Mesmo que estudar já tenha virado um vício, tem dias em que a preguiça bate forte. Ainda assim, um dia sem ao menos uma leitura não é um dia normal. Para mim, um dia só está completo com pelo menos 30 minutos de estudo.
"Pra que estudar tanto? Não tem medo de ficar doido?" — essa é uma pergunta que ouço com frequência. Mas não, não tenho medo de enlouquecer… até porque, já sou louco. Louco por conhecimento!
Não me julgue pela única coisa que deixei de fazer, quando olhas para tudo o que já fiz com tanto empenho e dedicação.
A ingratidão corrói, mas o esforço nunca se apaga."
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