Isso Ja Nao me Pertence mais
A NECROSE SILENCIOSA DA ALMA.
Morre lentamente o ser humano que já não contempla a aurora como um milagre cotidiano. Morre quem desperta sem gratidão, quem atravessa as manhãs como um espectro automatizado, incapaz de perceber que cada raio solar constitui um testemunho da continuidade divina da existência. Há uma forma de sepultamento que antecede o túmulo. Ela ocorre dentro da consciência. Ela se instala nos territórios invisíveis da sensibilidade anestesiada.
Morre lentamente quem esqueceu de olhar as estrelas na noite anterior. Quem já não ergue os olhos para o firmamento perde gradativamente o senso de transcendência. O céu noturno sempre foi um dos maiores tratados metafísicos da humanidade. Civilizações inteiras compreenderam a pequenez humana diante da vastidão cósmica. Quando o indivíduo deixa de contemplar o infinito, passa a viver encarcerado nas estreitas muralhas do imediatismo material.
Morre lentamente quem não mais se encanta com a magnificência da natureza. Quem atravessa florestas sem reverência, quem observa rios sem assombro interior, quem pisa sobre a terra sem reconhecer nela o laboratório sublime da criação divina. A natureza não é mero cenário biológico. Ela é pedagogia silenciosa da Providência. Cada árvore ensina resistência. Cada estação ensina renovação. Cada flor revela que a delicadeza também constitui força.
Morre lentamente quem já não encontra beleza em si mesmo. O autoabandono emocional corrói a estrutura psíquica com intensidade devastadora. O amor-próprio equilibrado não é vaidade. É reconhecimento da dignidade espiritual que habita a criatura humana. Quem se odeia gradativamente destrói os alicerces interiores da esperança. Quem não se permite ajuda fecha as portas da própria regeneração.
Morre lentamente quem se transforma em servo dos hábitos petrificados. Quem percorre eternamente os mesmos caminhos mentais, emocionais e existenciais, recusando-se a experimentar novos horizontes da experiência humana. A estagnação da alma produz uma espécie de mumificação psicológica. O indivíduo permanece biologicamente vivo, mas espiritualmente imóvel. O medo da mudança converte-se em cárcere invisível.
Morre lentamente quem faz da distração superficial o centro absoluto da própria vida. Quem substitui reflexão por ruído constante. Quem abandona o diálogo profundo consigo mesmo para entregar-se inteiramente às dispersões hipnóticas do mundo moderno. A consciência necessita de silêncio para amadurecer. Sem introspecção, o espírito enfraquece-se.
Morre lentamente quem permanece infeliz em sua vocação e ainda assim não move uma única força interior para transformar a própria realidade. A resignação passiva jamais foi virtude. O conformismo diante da infelicidade representa uma das formas mais perigosas de renúncia existencial. Sonhos sufocados tornam-se sepulturas íntimas.
Morre lentamente quem vive aprisionado à reclamação incessante. Quem transforma a própria linguagem em instrumento contínuo de pessimismo. A palavra possui profunda força psíquica. O pensamento repetido estrutura estados emocionais permanentes. Quem apenas amaldiçoa a chuva, o calor, o destino ou a própria sorte passa a habitar atmosferas mentais de autodestruição silenciosa.
Morre lentamente quem abandona projetos antes mesmo de iniciá-los. Quem teme errar mais do que deseja aprender. Quem deixa perguntas sufocadas pelo orgulho e respostas aprisionadas pelo medo. A ignorância não constitui vergonha. Vergonhosa é a recusa deliberada ao crescimento intelectual e moral.
Morre lentamente quem já não agradece. A gratidão é uma das mais elevadas expressões da lucidez espiritual. A criatura ingrata obscurece a percepção das bênçãos que a cercam. Pais, filhos, amizades, oportunidades, afetos, reconciliações e até mesmo as dores educativas da existência constituem patrimônios invisíveis da alma.
Morre lentamente quem não sorri para uma criança. Quem já não percebe o sublime mistério do nascimento humano. O olhar de um bebê ainda carrega vestígios de eternidade. Existe uma pureza metafísica nos primeiros instantes da vida que desmonta os orgulhos endurecidos da maturidade enferma.
Morre lentamente quem já não abraça. Quem não beija. Quem não acaricia. Quem desaprendeu a linguagem silenciosa do afeto. O ser humano necessita de vínculos emocionais tanto quanto necessita de alimento e respiração. A ausência de ternura resseca as regiões mais delicadas da afetividade.
Morre lentamente quem adota filosofias permanentes de desesperança. Expressões como “o mundo não tem mais jeito” revelam frequentemente uma desistência íntima diante da própria responsabilidade moral. Civilizações não se regeneram por discursos pessimistas, mas pela transformação individual de consciências despertas.
Morre lentamente quem acredita que o fim de um amor representa o fim absoluto da capacidade de amar. O amor verdadeiro não se reduz à posse emocional. Amar é potência da alma. É faculdade expansiva do espírito. O coração humano permanece capaz de reconstrução enquanto ainda houver sensibilidade.
Morre lentamente quem jamais se dedica à felicidade alheia. Quem não reparte. Quem não consola. Quem não serve. A existência exclusivamente centrada em si mesma degenera em aridez emocional. A criatura humana encontra significado profundo quando se transforma em instrumento de amparo para outros seres.
Evitemos, portanto, a morte em doses suaves. Respirar não basta para caracterizar a plenitude da vida. A verdadeira vitalidade exige consciência, esforço moral, discernimento e transcendência interior.
Estar vivo pressupõe ação consciente e não mera reação instintiva. A reação impensada frequentemente nasce dos impulsos inferiores da personalidade. A reflexão, ao contrário, representa uma das mais elevadas expressões da maturidade psicológica e espiritual.
Estar vivo implica examinar-se continuamente. Não para cultivar culpa mórbida, mas para desenvolver autoconsciência. Quem se analisa com honestidade descobre possibilidades profundas de renovação interior. A reforma íntima constitui uma das maiores tarefas da existência humana.
Estar vivo significa carregar entusiasmo autêntico. A própria palavra entusiasmo deriva do grego “entheos”, expressão que significa “ter Deus dentro de si”. O entusiasmo verdadeiro não é euforia superficial. É a convicção silenciosa de que a vida possui finalidade superior, mesmo em meio às tribulações mais severas.
Vivo para que o sol encontre significado em sua própria claridade. Vivo para que a chuva purifique não apenas o ar, mas também os territórios ocultos da alma fatigada. Vivo para que o amor transborde sem exigir justificativas utilitaristas, porque o amor legítimo dispensa condições para existir.
Vivo para florescer jardins que talvez jamais verei completamente. Toda bondade sincera multiplica-se invisivelmente nas estruturas morais da humanidade. Nenhum gesto elevado perde-se no universo.
Vivo cada dia como realidade irrepetível. Nem o primeiro. Nem o último. O único. O instante presente constitui a matéria-prima sagrada da existência.
A morte mais perigosa não é a biológica. É aquela que apaga lentamente a sensibilidade, a esperança, a coragem, a contemplação e a capacidade de amar.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a Lei.”
Marcelo Caetano Monteiro .
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É um jogo que obriga a fazer o que não gosta para poder manter o que gosta, porém, já precisando escolher entre descansar.
Estar vivo já não bastou e proceder com calma é difícil, então muitos estão disponíveis para receber mais graças ainda de Deus, mas poucos estão dispostos a pagar o preço.
Nao existe ninguem perfeito...
Cale - se .. nao precisa me dizer nada...
Seus gestos ja falam..
Suas atitudes te condenam...
Eu sei..foge do seu controle...
Mesmo nao querendo desejar..vc deseja...
Mesmo nao querendo pensar... vc pensa...
Mesmo querendo me esquecer..vc nao me esquece...
Quando a cabeça é teimosa..o coracao padece...
Vc finge que nao se importa e eu fingo que acredito nisso... porque nao e bem isso que vc demonstra quando fala comigo...
Suas reacoes demonstram outra coisa...
Já faz tanto tempo...
Tantos anos...
E eu não consigo esquecer aquele dia..
A gente no carro..
Nossa música tocando...
Friozinho lá fora....
O vidro embaçando...
E seu toque em minha pele..
Suas digitais percorrendo meu corpo..
Seu beijo gostoso.. olho no olho..
Suspiros...respiração ofegante...
Gostinho de te quero..E quero mais..
Eu ainda não superei isso até hoje..
Eu ainda fecho os olhos e me lembro..
Foi tão mágico..
E eu ainda ouço love bites...
Sim eu ainda penso.. com todo meu coração...
Com toda minha alma...
Onde está o seu brilho?
Onde está o seu brilho?
Há tempos já não lhe vejo sorrindo,
Você está sempre aflito, preso entre pesadelos e medos.
Dois bandidos: essa tal da depressão e seu cúmplice, a ansiedade.
Levam seus sonhos e trazem várias tempestades.
Não descansamos um segundo,
Perdemos nossa identidade, sujeitamos-nos ao submundo.
Invisível, em nossos pensamentos, tristeza e abandono de si mesmo.
Não sei mais quem você é, já não lhe reconheço.
Onde está o seu brilho?
Mas ainda ouço, lá no fundo,
Um sussurro pedindo socorro,
Pedindo perdão por sentir demais, sem explicação —
Indício de que ainda existe um coração,
Que anseia o dia em que o sol traga o verão,
A um lugar frio, adormecido, sem cor.
A alma se esconde, cansada da dor,
Sem dormir, com medo de outro amanhecer.
O corpo é abrigo de um grito contido,
Eco perdido, jamais esquecido.
Um alguém que clama, refém da esperança,
E mesmo que a noite pareça infinita,
Há sempre um sopro que ainda acredita
Que um dia a dor se cansará de ficar.
Sussurros e desejos, a alma no escuro,
Absorve medos, abraça o impuro.
No silêncio das esquinas, eu ainda te vejo,
Entre lágrimas e pensamentos em vão,
A mente trava, mas luta o coração,
Que insiste em crer na salvação.
Pois entre um pedido de socorro,
Habita o amor — e o perdão.
— Luís Takatsu
Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.
HOMENAGEM AO PAI QUE JA SE FOI.
Meu Pai,
Não posso lhe dar um abraço carinhoso, como gostaria, em homenagem ao Dia dos Pais, mas rogo ao Pai Celestial, em cuja morada se encontra, que permita ouvir o que tenho para lhe dizer.
Desejaria que estivesse aqui conosco, mas Deus quis que ficasse junto a Ele, cuja vontade devemos acatar.
Tenho certeza de que você teria orgulho em ver meu progresso familiar, nos estudos, no trabalho, e a minha própria evolução espiritual. Teria orgulho também em saber que sempre procuro agir com honestidade, perseverança, bondade, respeito, procurando dar amor e felicidade aos que me são próximos.
Tudo isto devo a você e a minha mãe que souberam me transmitir essas e outras virtudes.
Minha gratidão a vocês é enorme.
FELIZ DIA DOS PAIS!
Olhei no fundo dos olhos dela e disse:
"Não quero me ferir de novo, eu já me feri tanto... Sabe?, quero que seja uma rosa para mim, mas que não tenha espinhos."
E no outro dia...
-Ela me abraçou com seu perfume.
"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio.
O que sei? Meu amor não é de veraneio.
Meu joelho ainda se recorda de cada prece, cada oração; minha boca ainda roga por um beijo.
A madrugada ainda me açoita a alma, o vento frio ainda tem seu cheiro.
Vejo sua foto; na memória ainda fantasio-nos um futuro, meu algoz ainda me açoita o peito.
Minhas mãos almejam o aveludar da tez e do sedoso cabelo.
Vultuoso e negro.
Volúpia, meu eu em ti, desejo.
Anseio.
Aconchego.
No taciturno seio.
Se n'outro plano, eu vejo.
Meu reflexo em seus olhos, como em espelho.
A memória me trai, mas de ti não me esqueço.
Recordo-me das juras, das promessas, de cada letra a ti escrita, cada texto.
As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, minha cela, em devaneio..."
Quando a exceção se torna método, a ilegalidade já não precisa esconder-se: ela passa a administrar o Estado.
Quando infringir a lei se torna racional, o problema já não está apenas nos indivíduos, mas nas instituições.
O deserto não revela
o seu coração para Deus.
Ele já te conhece por completo.
O deserto revela o seu coração
para você...
e para o mundo.
O deserto não revelou
o coração de Jó para Deus.
DEUS
já conhecia
o seu coração.
O deserto revelou
ao DIABO
que a fé de Jó não dependia
das bênçãos de Deus.
—
"Homens começam a morrer, já quando nascem. Ou antes, se não chegarem a nascer. Mulheres, também. Animais, também. Vegetais, idem."
Da Série TAMBÉM SEI ESCREVER TOLICES
MAS SÓ POR GRAÇA E SOMENTE ESTA
NÃO INSISTAM
Esta Série é NADA-SÉRIA
Texto Meu 0922, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
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