Irmao Nao Va embora
A liberdade das escolhas, DEIXE IR, ninguém vai embora sem realmente querer ir.
O que não gosta não gostará por nenhuma vontade alheia a própria.
Segurar não resulta em mudanças, só atrasa o seu caminho. Solta, deixe - a partir.
Uma mulher interessante não é a que “convence alguém a ficar”
É a que sabe ir embora quando percebe que não está sendo escolhida.
Direito não se limita ao Poder Judiciário: embora este formalize e garanta leis, é a própria sociedade que, na prática, dita quais direitos serão aplicados, negados ou respeitados no cotidiano.
- João Luiz S. Baptist
Se alguém gosta de você, ficará. Se não, irá embora. Pare de dar desculpas pra que confie na sua intuição para evitar sofrimento.
Não mude quem você é por um relacionamento forçado. Vá devagar e descubra sua própria felicidade antes de se dedicar totalmente a alguém.
Se terminar porque ele te desrespeitou, não podem ser amigos. Não espere que ele mude; você se arrependerá. Lembre-se: você só pode controlar a si mesma. Mantenha sua independência e amigos. Nunca o coloque num pedestal.
Embora eu não experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuará vivendo sem mim
Por um segundo eu vejo você ir embora,
mas não consigo te esquecer,
preciso fazer algo a respeito,
Pois há de virar um motivo para entristecer,
Viver sem você ao lado é triste,
Pois não há um outro amor que me cative,
Desculpe-me por ter ciúmes,
Mas odeio o fato de outros querer você,
Uma ação moralmente relevante pode exigir sacrifício pessoal, embora o Direito não possa transformar toda moralidade em obrigação jurídica.
A ética não deve ser limitada às fronteiras da própria espécie, embora o Direito ainda organize grande parte de sua proteção em torno da pessoa humana.
Aprendi a Ir Embora
Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.
Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.
Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.
Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.
Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.
Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.
Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.
Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.
Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.
Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.
Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.
Hassamo Abdurrahimo
... um missionário,
em tempo algum, será maior do que a sua missão,
embora tal missão não o trate com um ser menor
diante da tarefa que, dedicado, se dispôs a cumprir; poistodo propósito, seja ele de maior ou menor
relevância, demandará considerável
estatura e desprendimento de
seu fidedignoporta-voz!
Isso é um pedido de socorro.
Embora eu não saiba exatamente a quem socorrer, nem de que maneira se socorre alguém que já se acostumou a naufragar em terra firme. Talvez seja justamente esse o problema: tenho me afogado em lugares onde sequer deveria haver água, e, ainda assim, aprendi a respirar como quem pede desculpas por ocupar espaço.
Isto é um pedido de socorro, embora não haja gritos, embora não haja sangue, embora eu ainda responda quando me chamam e sorria quando esperam que eu sorria. Porque há uma crueldade particular em continuar funcionando quando já não se sabe ao certo o que, dentro de si, permanece em funcionamento. Como um relógio que, mesmo parado, continua certo duas vezes ao dia. Como eu, que, mesmo perdida, ainda sei apontar o caminho de volta para casa, mas já não reconheço a casa quando chego.
E tenho chegado a lugar nenhum com uma frequência assustadora.
Há dias em que me sinto demasiadamente viva para a vida que levo e demasiadamente morta para a vida que poderia levar. Permaneço nesse intervalo indecente entre o que sou e o que suponho que deveria ser, como se existir fosse uma prova cuja questão principal estivesse escrita em uma língua que todos compreendem, menos eu. Leio, releio, interpreto, sublinho. E, no fim, entrego a folha em branco, porque até as minhas respostas parecem perguntas mal formuladas.
Talvez eu esteja cansada de tentar fazer sentido de tudo aquilo que me acontece. Ou talvez esteja cansada de acontecer a mim mesma. Ou melhor, talvez esteja cansada de mim mesma.
Porque me aconteço todos os dias, e, a cada acontecimento, alguma coisa deixa de acontecer. Perco um pouco de mim para compreender o mundo, compreendo um pouco do mundo para perceber o quanto me perdi. E quanto mais me procuro, mais me proporciono ausências. Sou a procura que não encontra, o encontro que não reconhece, o reconhecimento tardio de que passei tanto tempo tentando me tornar alguém que me esqueci de perguntar se ainda queria ser alguém assim.
Há uma diferença entre mudar e ser mudado. Entre crescer e ser crescido à força pelas circunstâncias. Entre amadurecer e apodrecer antes do tempo, embora, de longe, ambos possam parecer frutos de uma mesma árvore. E eu já não sei dizer se tenho florescido apesar das intempéries ou se apenas aprendi a chamar de primavera os períodos em que a dor não faz tanto barulho.
Tenho essa mania miserável de transformar tudo em alguma coisa. A tristeza em texto, o medo em prudência, a ausência em saudade, a saudade em esperança. Como se, ao nomear o que me fere, eu pudesse diminuir a ferida. Mas nomear não é sanar. Conhecer a causa não significa cessar o efeito. E compreender a própria tristeza, às vezes, é apenas descobrir novas palavras para continuar triste.
Escrevo porque sinto. Sinto porque existo. Existo porque, até agora, não encontrei maneira de deixar de existir dentro de mim mesma sem levar comigo tudo aquilo que ainda gostaria de descobrir. E assim sigo, sobrevivendo às minhas próprias sobrevivências, fazendo da permanência uma espécie de partida que nunca se completa. Há algo de profundamente irônico em passar tanto tempo tentando encontrar um sentido para a vida e, no processo, perder o sentido das pequenas coisas que a tornam suportável.
Eu queria descansar sem precisar merecer o descanso. Queria poder não saber, não entender, não prever as consequências de cada escolha como quem calcula os prejuízos de um desastre antes mesmo de construir alguma coisa. Queria errar sem transformar o erro em identidade, falhar sem fazer da falha um sobrenome. Queria, sobretudo, deixar de me cobrar por não ser capaz de oferecer a mim mesma aquilo que mal consigo oferecer ao mundo.
Porque tenho sido generosa com tudo aquilo que me esgota. Dou tempo ao que me consome, atenção ao que me dispersa, afeto ao que me afasta de mim. E, nesse gasto constante, desgasto o pouco que me resta. Distribuo pedaços como quem distribui pão, sem perceber que também tenho fome. Alimento expectativas, sustento aparências, mantenho promessas que fiz a versões de mim que já não existem. E quando finalmente me falta alguma coisa, ainda me pergunto se não estou sendo egoísta por precisar.
É estranho como posso compreender tão bem a necessidade alheia e tratar a minha como um inconveniente. Como posso reconhecer o cansaço na voz de alguém e ignorar o cansaço que se instalou na minha. Talvez eu tenha aprendido a ouvir para não precisar ser ouvida. Talvez tenha me tornado tão boa em acolher que já não saiba como pedir abrigo sem me sentir um peso. Ou talvez tenha confundido independência com inexistência de necessidades, autonomia com abandono de mim, força com a capacidade de suportar indefinidamente aquilo que nunca deveria ter precisado suportar sozinha.
E, se for esse o caso, tenho sido forte por tempo demais nas coisas erradas.
Não quero ser admirada pela maneira como suporto. Não quero que chamem de maturidade a minha facilidade em silenciar o que me machuca. Não quero que confundam a minha capacidade de continuar com a ausência de motivos para parar, respirar e reconhecer que alguma coisa não vai bem. Há sofrimentos que não se tornam menores porque aprendemos a carregá-los; apenas nos tornamos maiores ao redor deles, até que já não saibamos distinguir o tamanho daquilo que nos dói do tamanho que precisamos assumir para escondê-lo.
E eu tenho me escondido de mim com uma habilidade que, se não fosse triste, seria admirável.
Às vezes, penso que o futuro é uma promessa feita por alguém que não conhece as condições do presente. Dizem que tudo passa, mas raramente explicam o que fazer enquanto não passa. Dizem que o tempo cura, mas não mencionam que o tempo também cobra, corrói, consome. Talvez o tempo não cure coisa alguma por conta própria. Talvez apenas nos conceda distância suficiente para que algumas dores deixem de ocupar todos os cômodos da casa. Ainda assim, há lembranças que permanecem como móveis antigos: mudamos tudo de lugar, reformamos as paredes, abrimos as janelas, mas continuamos esbarrando nelas no escuro.
E eu estou cansada do escuro, embora já conheça os móveis de cor.
Isto é um pedido de socorro.
Não porque eu tenha uma explicação definitiva para o que sinto, mas porque já não quero precisar de uma explicação definitiva para admitir que sinto. Não porque saiba exatamente do que preciso, mas porque reconhecer a necessidade deveria ser suficiente para começar a procurá-la. Não porque espere que alguém venha decifrar todos os meus silêncios, mas porque gostaria de aprender que posso falar antes de transformar tudo em silêncio.
Talvez o socorro não seja uma mão que me retire imediatamente de todos os lugares em que me perdi. Talvez seja alguém que permaneça enquanto aprendo a reconhecer as saídas. Talvez seja a possibilidade de dizer que não estou bem sem precisar apresentar provas, laudos, argumentos ou uma redação dissertativo-argumentativa que justifique a minha própria dor. Talvez seja compreender que nem toda tristeza precisa produzir alguma coisa, que nem todo sofrimento precisa virar aprendizado, que nem toda ferida precisa ser bonita para merecer cuidado.
E talvez eu precise aprender a não fazer da minha dor uma dívida que pago a mim mesma todos os dias.
Porque não quero passar o restante da vida tentando compensar a existência de quem sou. Não quero transformar cada amanhecer em uma nova oportunidade de me corrigir, como se houvesse alguma versão impecável de mim esperando do outro lado de todas as minhas renúncias. Quero poder existir sem estar constantemente em revisão. Quero escrever sem precisar justificar cada palavra, mudar sem precisar condenar quem fui, permanecer sem me sentir estagnada e partir sem interpretar toda partida como fracasso.
Quero descobrir que ainda existe diferença entre estar perdida e não ter salvação, entre estar cansada e ter chegado ao fim, entre não saber o caminho e não poder encontrá-lo.
Talvez amanhã eu ainda não saiba responder quando me perguntarem como estou. Talvez continue procurando palavras, tropeçando nas frases, confundindo o que sinto com o que consigo dizer. Mas gostaria que, algum dia, a minha resposta não fosse uma tentativa de parecer bem. Gostaria que a verdade pudesse sair de mim sem que eu precisasse primeiro torná-la aceitável.
Por enquanto, só consigo dizer isto: estou aqui dessesperadamemte viva, mas estar viva não signfica estar a viver. Com isso concluo que mesmo morta continuo, mas continuar não significa que não precise de ajuda. Sorrio, escrevo, estudo, converso, faço planos; sou capaz de todas essas coisas ainda que morta e, ainda assim, sou um morto-vivo que posso precisar que alguém perceba quando o peso delas se torna excessivo.
Não quero que me salvem de ser humana. Quero apenas deixar de acreditar que preciso sofrer em silêncio para provar que sou capaz de viver e não somente de sobreviver.
Isto é um pedido de socorro.
Desculpa por não saber me auto socorrer.
Deixo a TV ligada para ter a falsa sensação de que não estou sozinho. Embora, sei que Deus está dentro de mim.
Parte de mim veio de muito longe
e outra parte nasceu enraizada,
Embora visivelmente não evidente
a minha realeza é ameríndia,
Absoluta como a Tapirira nativa
florescida celebrante em novembro.
Não sonho e nem vejo florescendo
fora da minha América do Sul;
os meus caminhos austrais conheço,
e deles abertamente me envaideço.
Os teus caminhos apenas respeito,
apenas não posso falar que
de volta ando recebendo o mesmo;
Caso tropeçares nos meus,
não espere nada menos do que reação,
Vivem em mim filiação, pacto e devoção,
que nunca irão na primeira embarcação.
Não preciso entrar em modas
e usuais jogos de sedução,
Embora aposte alto
e com total dedicação
para não ser mais uma opção.
Diante dos teus olhos envolventes
e da tua boca com total
tendência a boa perversão,
Assumo a dissimulação
por pura provocação
para brindar a tua imaginação.
Sem esbarrar no Capim-cambu,
na ponta dos pés colho Umbu,
Enquanto o vento abana
o meu vestido escolhido
para os teus mais famintos ensejos
inquietantes para que tudo
entre nós se cumpra sem segredos.
Adaptabilidade e transição
tecnológica são necessárias,
Embora não superem andar
contigo de mãos dadas ao ar livre
para que o amor não nos evite.
Colher Capinuribas-amareladas,
ouvir a cantoria dos pássaros
e mostrar as ideias românticas
nunca serão por nada superadas;
porque somos pessoas atlânticas.
Quero sair com você pelo mundo
afora e inspirar o mais profundo
para que outras almas se sintam
a ter orgulho do amor e inspiradas.
Que digam que incansavelmente
toda a poesia não deu em nada,
que a glória de ter seja eternizada.
Com os sentimentos,
as sensações e as emoções
não se faz esporte,
Embora eu reconheça
que todos são coisas sérias.
O coração não é pista
de skate em praça pública,
Um amor que se orgulhe
de verdade em praça pública,
é talvez questão de sorte.
[Você é a direção e eu o seu norte.]
O Refúgio da Ludicidade
Embora o adulto não deva ser infantil — plenamente imaturo — precisa guardar consigo a ludicidade do seu tempo de criança: uma forma de deixar a vida mais leve, de alegrar o próprio mundo mesmo quando algo ou alguém lhe aborrece, encontrando na simplicidade, o seu refúgio e o seu fortalecimento. Pois Graças a Deus, nem tudo se trata de seriedade; também faz parte o divertimento.
