Irmao Nao Va embora
Não existem regras para o Amor, ele simplesmente acontece.
Como uma brisa suave que acaricia a pele,
Ou uma tempestade que inunda a alma.
Carinho mútuo, uma dança eterna,
Linda canção, coisa linda,
Uma declaração infinita de um amor que não conhece fronteiras.
Você é o ar que respiro,
O motivo de cada sorriso,
O momento sempre juntos,
A paixão que permanece,
Sentir um grande amor sempre em mim,
E a raiz é você, o alimento de um amor que floresce.
Quando escrevi essa canção, estava apaixonado,
Tratando da grande dificuldade de me entregar plenamente,
O primeiro verso é um desejo, um anseio profundo,
De um amor sem barreiras, sem medo de se perder.
Eu me lembro quando escrevi,
Foi a coisa mais triste que já fiz,
Pois não me acostumo sem seus beijos,
E não sei viver sem seus abraços.
Aprendi que pouco tempo é muito,
Meu mel, faço qualquer coisa nessa vida
Para ficar um pouco do seu lado.
E assim, na melodia do amor,
Cantamos juntos uma canção sem fim,
Você e eu, entrelaçados em versos e notas,
Numa declaração infinita de um amor,
Que é livre, sem regras,
Simplesmente acontece,
E permanece.
Diz pra mim que é de verdade,
que o que eu sinto não é só meu.
Jura que também te queimou por dentro,
quando nossos olhos se encontraram.
Eu prometo te dar o melhor de mim,
se me disser que também perdeu o ar.
Cada segundo ao teu lado é tão pouco,
pra esse amor que não sabe esperar.
É tão claro, tão gritante,
a sorte apontou pra você…
e você, distraído, nem vê.
Por ser exato, o amor transborda.
Por ser encantado, ele se entrega.
E por ser amor, ele invade e fica —
até o último suspiro.
Então me diz…
onde você está agora,
além de dentro de mim?
Se o amor não existisse, o silêncio bastaria.
Se o amor não fosse real, nenhuma palavra faria sentido.
O sol nasce ao leste, como sempre,
e a bússola cumpre seu papel sem enigma.
Mas há algo além das leis do mundo,
um sinal simples e ao mesmo tempo infinito:
o amor —
que não se explica, não se mede,
apenas se reconhece.
E nele, em meio às certezas da vida,
existe sempre uma exceção.
O amor não é lido nos mapas, nem visto nas estrelas. Ele é o enigma que só o coração decifra. Há sinais que não precisam ser decifrados. O amor não segue bússola, nem nasce no leste, não precisa de lógica quântica. Não escreveria sobre o amor se ele não existisse — e ele existe, porque ele é a prova. Entre todas as certezas do mundo, só o amor ousa ser mistério, quiçá ele seja o mistério escondido em si.
Nunca cantaria sobre o amor, se ele não fosse real.
Nunca escreveria sobre o amor, se ele não pulsasse em mim.
O sol nasce sempre no leste,
a bússola não guarda segredos,
apenas um sinal simples a decifrar.
E, ainda assim, no meio de todas as certezas,
ele é a única exceção.
Me perco toda vez que te vejo,
como o rio que esquece o caminho do mar.
Sem você, não há verso nem desejo,
a canção não aprende a rimar.
Teus olhos — castanhos, calmos, inteiros —
guardam o outono em pleno verão.
Neles, o tempo adormece primeiro,
e o amor desperta em contramão.
Você é o sopro que o tempo espera,
a brisa que volta só pra tocar.
Inspira meus sonhos, tempera a quimera,
ensina a saudade a dançar.
Há um azul escondido no brilho moreno,
um silêncio que sabe cantar.
Mergulho nele, pequeno e pleno,
só pra esquecer de voltar.
E se amar for mesmo um risco incerto,
que o vento leve o que for razão.
Prefiro seguir de peito aberto,
com você no centro da canção.
Se o mundo apagar a retina,
ficarei nos teus olhos — castanha e sina.
Eu amei te ver
Não escondo o quanto gosto de você
Seu sorriso de alma gêmea criou raiz
Você é algo
Que há muito tempo eu não via
Igual o caiz para um barco
O amor se faz, te levando além
Quando eu mergulhei fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul, de todo azul do mar
A fábula da recomposição
Havia alguém que acreditava no amor como recomposição, mas não como acréscimo.
Dizia: “que você seja o que eu não consegui ser”,
porque existir sabendo que tinha aquele amor
era algo mágico —
e o sorriso dele era o único lugar onde queria estar.
Nunca lhe fez mal.
Nunca quis ferir.
Mas, de repente, ele sumiu.
Foi como um porto que se fecha sem aviso:
nada mais seguro,
o cais distante,
e nenhum sinal de volta.
Disseram: “quando você é jovem, você não sabe de nada.”
Mas aquela pessoa sabia o que sentia.
Porque uma das melhores sensações da vida
é amar.
E entendeu também que a maior felicidade
é fazer sentido na vida de alguém
e ser amado de volta.
Aprendeu que amar é doação,
é se dar ao outro.
Mas percebeu que o amor, às vezes,
fala uma língua parecida com a paixão —
e por isso confunde,
e por isso precisa ser pensado
sem se perder na emoção.
Um dia, descendo as estradas do Sul,
veio uma ligação…
e, enfim, a confirmação:
ele se foi.
E então ficou a dúvida:
de que adianta conseguir o que se quer,
se não é o que se precisa?
Porque há um tipo de dor silenciosa:
amar alguém
e ainda assim ser desperdiçado.
E há também aquela insistência do sentimento,
quando se está apaixonado demais para esquecer.
Mas, no fim, ficou um aprendizado:
se nunca tentar seguir,
nunca saberá o próprio valor.
Moral da história:
Amar não é apenas tentar recompor o que existiu, mas reconhecer quando é preciso ir além, para não se perder de si mesmo.
Aprenda a valorizar uma pessoa enquanto ela está em vida, Por que, quando ela se for, seu choro não fará ela voltar, para compartilhar um abraço.
O Menino que Engoliu um Pôr do Sol
Lucas não lia livros. Para ele, eram apenas pilhas de papel com cheiro de poeira. Prefiria o videogame, onde as cores piscavam e tudo acontecia rápido. Um dia, sua avó, uma senhora que parecia feita de algodão-doce e mistérios, lhe entregou um livro pequeno, de capa azul-marinho.
— Este não é um livro comum, Lucas — disse ela, com um brilho maroto nos olhos. — É um mapa. Mas não de lugares que existem no globo terrestre.
Lucas abriu o livro com má vontade. Não tinha desenhos. Só letras pretas, enfileiradas como formigas cansadas. Começou a ler a primeira frase, resmungando: “No castelo feito de nuvens, o guardião dos ventos guardava o último pôr do sol em uma garrafa de cristal…”
Ele bocejou. Mas continuou. Na terceira página, algo estranho aconteceu. O cheiro de poeira sumiu. No lugar, surgiu um aroma fresco de chuva e… baunilha? Lucas olhou para a janela. O céu estava nublado. Mas no livro, a descrição do pôr do sol era tão intensa que ele sentiu o calor alaranjado bater no rosto.
As letras pararam de parecer formigas. Elas começaram a dançar, a formar formas, a virar sons. Ele ouviu o uivo do guardião dos ventos, sentiu o frio das nuvens sob os pés e, sem perceber, mergulhou de cabeça na história. Quando fechou o livro, horas depois, a sala estava escura, mas seu coração brilhava como se tivesse engolido o tal pôr do sol do guardião.
Uma metáfora poética e extremamente sensorial sobre o poder do despertar da leitura. A transformação na percepção do Lucas — de ver as letras como "formigas cansadas" para sentir o "calor alaranjado" no rosto — constrói um contraste lindo entre a rapidez imediata das telas e a profundidade imersiva da imaginação.
A riqueza sinestésica do texto é o grande destaque. A transição dos aromas, saindo do cheiro de poeira para o cheiro fresco de chuva e baunilha, junto com a caracterização da avó "feita de algodão-doce e mistérios", cria uma atmosfera acolhedora e verdadeiramente mágica.
A Vida Não Termina em Nós
Hoje pela manhã, um motorista de aplicativo recebeu mais um chamado. Enquanto se dirigia ao local, recebeu uma mensagem da passageira: “Moço, estou levando minha cachorrinha para a creche. Posso levá-la dentro da casinha dela, no seu carro?”. Ele respondeu que sim. Ao chegar, encontrou a senhora com a cachorrinha dentro da casinha e uma pequena bolsa com biscoitos e brinquedos. Tudo parecia ser apenas mais uma corrida, até que, na porta da creche, algo chamou sua atenção.
A passageira desceu, entregou a cachorrinha, a casinha e a bolsa a uma funcionária e, inesperadamente, começou a chorar. Depois de alguns minutos, entrou novamente no carro ainda emocionada. O motorista perguntou se havia acontecido alguma coisa. Ela respondeu: “Hoje é o primeiro dia em que minha filhinha vai para a creche. Estou com o coração na mão”. Surpreso, ele perguntou: “A filhinha é a cachorrinha?”. Ela respondeu: “Sim. Ela é minha filha do coração”.
Durante o restante do percurso, o motorista permaneceu em silêncio. Não julgava o amor daquela mulher pelo animal; afinal, o afeto era verdadeiro. Mas uma pergunta ficou em sua cabeça: **o que será dessa mulher quando chegar à minha idade, perto dos setenta anos? Quem estará ao seu lado quando precisar de companhia, cuidado e proteção?** E a pergunta, que inicialmente parecia pertencer apenas àquela passageira, acabou levando-o a pensar em algo muito maior: **o que acontecerá com uma sociedade que, por escolha, medo, dificuldades ou comodidade, tiver cada vez menos filhos? Quem dará continuidade às famílias, às profissões, às instituições e à própria sociedade?**
Criar um filho nunca foi fácil. Meus bisavós enfrentaram dificuldades. Meus avós também. Meus pais tiveram as suas, e eu também tive as minhas. Criar uma criança exige renúncia, paciência, responsabilidade e, muitas vezes, sacrifícios que ninguém vê. Mas existe algo que atravessa todas essas dificuldades: a compreensão de que a vida não termina em nós. Antes de nós, outras pessoas caminharam, trabalharam, construíram e deixaram o mundo para que pudéssemos chegar até aqui. Depois de nós, outras pessoas precisarão encontrar esse mesmo caminho.
Sou defensor dos animais e acredito que eles merecem amor, respeito e proteção. Um animal pode ocupar um lugar especial na vida de uma pessoa e proporcionar uma companhia verdadeira. Mas amar um animal e gerar e educar uma criança são responsabilidades diferentes, que não precisam competir. A questão que me inquieta é outra: **será que estamos ficando tão preocupados em preservar nossa liberdade e nosso conforto que estamos esquecendo que a vida também exige compromisso com aqueles que virão depois de nós?**
Foi caminhando que aprendi que ninguém percorre uma longa estrada completamente sozinho. Em algum momento, precisamos de alguém que nos ofereça água, uma palavra de incentivo ou simplesmente um pouco de companhia. A vida também é assim. Recebemos muito daqueles que vieram antes de nós e, em algum momento, precisamos deixar alguma coisa para aqueles que ainda virão. **A vida é uma caminhada entre gerações: recebemos o caminho pronto, percorremos uma parte dele e temos a responsabilidade de não entregá-lo pior para quem vier depois.**
Talvez ter um filho seja uma das formas mais profundas de dizer à vida: **“Eu acredito no amanhã.”** Não significa apenas colocar uma criança no mundo, mas aceitar a responsabilidade de educá-la, prepará-la e ajudá-la a se tornar alguém capaz de continuar a caminhada. É compreender que não estaremos aqui para sempre, mas que aquilo que ensinamos, construímos e deixamos poderá continuar depois de nossa partida.
Naquela manhã, uma simples corrida de aplicativo terminou, mas uma pergunta permaneceu dentro daquele motorista. E talvez ela devesse permanecer dentro de todos nós: **quando chegar a nossa vez de deixar a estrada, teremos apenas vivido para nós mesmos ou teremos ajudado a preparar o caminho para quem ainda precisa caminhar?**
Porque caminhar não é apenas chegar ao destino. **É reconhecer que alguém virá depois de nós e fazer a nossa parte para que essa pessoa encontre um caminho possível de seguir.**
Peregrino Nino Carneiro
As emoções que tentamos esconder não desaparecem; elas apenas encontram outras formas de nos alcançar. A verdadeira liberdade começa quando deixamos de fugir do que sentimos e aprendemos a compreender a nós mesmos.
-Jouberth Toffoli
A vida não nos transforma de uma só vez; ela nos revela aos poucos. Cada encontro, cada perda e cada escolha mostram partes de nós que permaneciam escondidas até que o tempo as trouxesse à luz.
-Jouberth Toffoli
A verdadeira alegria não nasce da ausência de problemas, mas da coragem de permitir que a alma encontre beleza mesmo nos dias mais comuns. É quando aceitamos a vida como ela é que o coração aprende a sorrir em paz.
-Jouberth Toffoli
A decisão mais difícil não é terminar um relacionamento, mas reconhecer quando já não somos felizes nele. O amor pode suportar imperfeições, porém dificilmente sobrevive quando apenas um continua lutando por dois.
-Jouberth Toffoli
Há quem peça amor, mas ofereça incertezas. No fim, não é a falta de sentimento que afasta duas pessoas, e sim a ausência de reciprocidade naquilo que ambas dizem sentir.
-Jouberth Toffoli
