Irmao Nao Va embora

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Quando o ontem fica aberto como ferida mal costurada,
o amanhã vira palco de ensaio —
não porque superamos,
mas porque ainda tentamos entender onde sangrou.

Pq amar de verdade não combina com máscaras, combina com coragem.

E talvez amar de verdade seja isso:
aceitar que certas dores não pedem cura, apenas pedem um lugar seguro no peito, onde a esperança possa, enfim, descansar.

E é justamente nessas marcas
que o amor aprende a ficar.
Não para apagar o passado,
mas para caminhar com
ele sem medo.
Porque amar também é segurar
a mão do outro onde ainda dói.

É nas cicatrizes que
o amor decide permanecer.
Não para consertar o que foi quebrado, mas para provar
que ainda há beleza no que sobreviveu.
Porque amar é escolher ficar,
mesmo onde a dor já morou.

Porque é nas cicatrizes
que o amor cria raiz.
Elas não afastam
— aproximam.
E quando dois corações
se reconhecem feridos,
descobrem que curar juntos
também é uma forma de amar.

Que seja só 1% —
eu coloco nele toda
a coragem que me resta.
Porque às vezes o amor não nasce da certeza, nasce do salto que a gente dá mesmo tremendo.


Os 99% são medo, eu sei.
Medo do silêncio depois da pergunta, do olhar que não fica,
da resposta que desmonta o coração.


Mas esse 1%
carrega esperança demais
pra ser ignorado.
É o instante em que penso em você
e tudo dentro de mim decide tentar.


Se eu for rejeitado por você, vou seguir a minha vida sem você — mesmo que os 99% já tenham tomado conta de quem eu sou.”

⁠Não te perdi por falta de esforço,
perdi porque amor não recompensa ninguém.
Alguns corações são só passagem,
e o meu foi morada que você nunca quis manter.

⁠E dói saber que não falhei em te amar,
falhei apenas em ser suficiente.
No amor, não vence quem mais se doa
— vence quem o outro sente.

Não perdi porque amei pouco,
perdi porque amar não garante lugar.
O coração não premia quem insiste,
ele só decide quem vai ficar.

Eu digo que tô bem
como quem fecha a porta devagar.


Por dentro,
tudo faz barulho.


Não é dor,
é cansaço de existir acesa.


Queria um lugar sem nome,
onde eu pudesse cair
sem ninguém me pedir força.


Se eu ficar em silêncio,
talvez eu me encontre.

⁠Não há tempestade que nos separe,
nem vento que leve a força que sinto.
Teu amor é abrigo que nunca desaparece,
um fio invisível que me liga ao infinito.

Estou com estabilidade com a conexão,
Não só da rede que nos mantém juntos,
Mas da chama que acende no coração,
Do toque suave que dissolve todos os pontos.


Cada palavra tua é sinal constante,
Que me alcança mesmo na distância e no tempo,
E sinto o mundo inteiro mais vibrante,
Quando me perco no teu silêncio
e alento.


Não há falha,
queda ou interrupção,
Que apague a força do
que temos em nós,
Porque a tua presença
é a minha razão,
Meu porto seguro,
meu rastro de luz e voz.


E assim, com cada gesto e intenção,
Reafirmo, com amor e devoção,
Que mais que uma conexão de transmissão,
És a frequência pura do meu coração.

Feito de Teixo





Feito de teixo,
não dobra fácil.
Aprendeu cedo a ser madeira firme
enquanto o mundo testava o peso.


Carrega flechas que não disparou,
dores que não nasceram nele,
mas que aceitou guardar
pra ninguém sangrar ao redor.


É arqueiro que vigia em silêncio,
olhos atentos mesmo quando cansam, corpo erguido no
meio do colapso
— não por heroísmo,
mas porque alguém precisa ficar.


Quando tudo racha,
vira apoio.
Quando todos falam,
escuta.
E quem encosta
sente segurança
sem saber por quê.


O erro foi aprender a ser muralha
antes de aprender a pedir abrigo.
Confundiu força com solidão,
resistência com fechamento.


Mas ainda permanece de pé.
Marcado.
Mais denso.
Inteiro.

Teixo curvado, arqueiro paciente:
da madeira que espera nasce a flecha que não erra.

Palmeiras


Verde que não é só cor,
é promessa,
é peito aberto cantando no escuro do estádio.
Cada passo no gramado carrega história,
cada grito na arquibancada vira destino.


Forjado na luta, gigante no silêncio,
vence quem aprende a cair sem perder a fé.
Quando o jogo aperta,
o coração responde:
ser palmeirense é ficar
quando todos duvidam.


Há títulos, sim
— mas há algo maior:
o laço invisível entre gerações.
Avô, pai, filho, o mesmo escudo no peito, omesmo amor que não se explica, se herda.


E quando a bola beija a rede,
não é só gol
— é catarse, é lágrima, é chão tremendo.
Porque esse verde não passa,
ele mora.

Aprender a ser delicado


Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.


O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.


O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.


Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.

Escreves


Tuas palavras me encantam
Tua leveza me atrai
Não sei como resistir
A força de mim se esvai...


Escreves como um sábio
Que do amor entende tão bem...
Da vida e tudo ao redor falas
Mas és das paixões refém..


Queria dar-te o que procuras
Mas temo não te-lo em mim
Queres o amor que cura,
E eu afasta-lo enfim...


No amor já não acredito
Da paixão já me desvencilhei...
Hoje eu cultivo amizades
São melhores do que pensei.


- Pekenah...

O amor me amou


O amor me amou
quando eu já não sabia ficar,
sentou ao meu lado no silêncio cansado, fez morada no que em mim era medo e chamou de lar aquilo que eu chamava de fim.


O amor me amou
sem pedir forma ou promessa,
tocou minhas falhas com mãos pacientes, ensinou que até o que dói pode florescer quando alguém escolhe ficar.


O amor me amou
— e nisso eu renasci:
não inteiro, não perfeito, mas verdadeiro, aprendendo que ser amado, às vezes, é simplesmente
existir sem fugir.

Antes da dor, depois da luz


O amor me amou
quando eu já não acreditava
que fosse possível amar de novo.


Quando a luz virou sombra,
a felicidade virou mágoa,
e o dia que era sol
fez noite dentro do meu peito.


Mas você chegou…
viu quem eu era antes da dor
e quem sou depois da escuridão.
Viu-me num quartinho,
feito um garotinho chorando, quebrado,
enquanto ao meu redor
era breu, tempestade e trovão.


Você não teve medo,
lutou contra meus próprios sentimentos,
gritou meu nome no meio do caos.
Olhei pra trás
e vi a tempestade
e a solidão daquele quarto.
Não saí do lugar.


Mas você se aproximou.
Me abraçou.
E tudo o que em mim estava morto
floresceu de novo.
Ficaram apenas as cicatrizes —
pois o seu abraço me curou,
me conectou de um jeito que palavras não alcançam.