Irmao Nao Va embora
O que há de errado com o tempo?
Talvez o erro seja o intento
de não aprendermos, enquanto vivemos,
a contá-lo no convívio, no movimento.
Enquanto ele ecoa, convivemos, às vezes,
sós entre nós mesmos.
E não percebemos que o tempo pode afastar
ou atrair sentimentos.
Bons ou ruins, eles vão e vêm
sem que percebamos.
Ele nos leva por caminhos
e cria atalhos inteiros.
Ele vai passando como quem escorre
entre nossos dedos,
sem aviso às vezes rápido,
às vezes lento, mas sempre indeciso.
Vivemos tudo o que nos permitimos:
com a família, sozinhos ou entre amigos.
Ele corre quando queremos presença,
nos arrasta quando a dor pede licença.
Ele voa quando estamos atrasados,
e para, sem que percebamos,
no sorriso de quem somos apaixonados.
Vinte e quatro horas nos são dadas,
todos os dias, sempre depositadas.
Caem em nossa conta sem permissão,
sem pedido, sem merecimento ou explicação.
Prometemos a nós mesmos
não deixar o tempo passar em vão.
Quando crianças, o tempo era mágico,
e não tentávamos controlá-lo com um celular nas mãos.
Estávamos ocupados colecionando momentos,
dádivas nos dadas pelo próprio tempo,
para que, quando estivermos perdidos,
possamos lembrar… e voltar ilesos.
Há dias em que queremos doar,
nem que seja um fragmento do que nos resta guardar,
quando percebemos que o outro já não terá
o tempo que a vida prometeu entregar.
Então entendemos o inevitável:
o tempo, sim, ele é temporário.
Nascemos, crescemos e morremos
um roteiro que segue fiel itinerário.
Mas como se espera? pergunta o coração.
O tempo do último olhar, da despedida em vão?
Ou o tempo que passa sem quem amamos,
tentando ser inteiros… quando já nos faltamos?
Repente
“O ser humano contra o ser humano”
E se votar fosse consciência,
não favor nem barganha dada?
Se a escolha viesse da mente
e não da promessa encenada?
Talvez o palco ficasse mudo,
sem mentira bem ensaiada.
Prometem o que já é do povo,
tá escrito, ninguém inventou,
mas entre a lei e a vida real
algo sempre se desviou.
Vai nos cofres, vira silêncio,
e o direito nunca chegou.
No fim não tem lado certo,
nem esquerda, nem direita, não,
a máquina pública gira
moendo sonho e intenção.
Quem sustenta paga a conta,
quem comanda faz sermão.
É a desunião que sustenta
corrupção e desigualdade,
desemprego bate à porta
com nome falso de oportunidade.
Troca a roupa, muda o rótulo,
mas é a mesma crueldade.
É o ser humano contra o humano,
irmão virando adversário,
dividido por fronteiras
desenhadas num cartório.
Língua, moeda e passaporte
definem quem vale salário.
Divide pela fé que se reza,
pela cor, pelo amar,
por ideologia e partido,
por camisa de jogar.
Criamos muros invisíveis
que nem o tempo vai quebrar.
Tentamos nos tocar em redes,
mil amigos numa tela,
mas falta abraço verdadeiro
na vida que nos revela.
Conectado com o planeta,
desconectado da janela.
Queremos cura instantânea,
emprego com solidez,
um amor sem imperfeição,
um futuro de uma vez.
Queremos filho salvador
pra corrigir nossa vez.
E mesmo assim eu acredito
nesse povo resistente,
que cai, levanta, se quebra
e recomeça diferente.
Que chora pouco em público
e luta bravamente.
Somos duzentos milhões sonhando
nesse chão chamado Brasil,
e oito bilhões no planeta
num destino tão frágil.
Tanta boca, tanta língua,
tão pouco diálogo civil.
E se o mundo falasse igual?
Sem moeda pra separar?
Com fronteira só no mapa
e humanidade no olhar?
Quem seria rico de verdade?
Quem ia pobre se chamar?
Talvez a maior fronteira
não seja terra nem chão,
seja o medo de enxergar
o outro como irmão.
(pausa)
O ser humano contra o humano…
essa é a guerra em questão.
Segredo, desejo e medo
Caminham juntos; vencer começa em acordar cedo.
Anseando por mais, não por vaidade nem exagero,
mas porque, no fundo, sabemos: merecemos.
Largar na frente não garante chegar primeiro,
o caminho é longo, o tempo é rei, mas somos príncipes, meus guerreiros.
Às vezes a vida te põe em segundo ou terceiro,
pra ensinar que pressa não forma caráter verdadeiro.
Chegar por último não é sinal de fracasso,
é um convite claro pra um belo recomeço.
Novas estratégias pedem treino e dedicação,
verdade consigo mesmo e firmeza na execução.
Olhe ao redor, observe os mais experientes,
há conselhos que só o tempo torna evidentes.
Na linha de chegada veremos, conscientes,
quem caiu, levantou e seguiu resiliente.
Seguir firmes pelos percursos que nossas pernas ousam percorrer,
só você precisa entender o que lhe motiva e lhe dá força a se tornar
o vencedor que habita aí dentro de você.
Não é a bagunça que você faz ao chegar que me causa medo.
Ela apenas revela o que eu deveria ter organizado antes.
O que pesa é o depois,
o espaço que você deixa,
o vazio que insiste em ficar quando você vai.
O Dia Internacional da Mulher não é sobre aplausos.
É sobre consciência.
Não é sobre presentes.
É sobre postura.
Não é sobre discurso.
É sobre prática.
Que o respeito deixe de ser exceção.
Que a igualdade deixe de ser promessa.
Que a segurança deixe de ser sorte.
E que nenhuma mulher precise ser forte
apenas para sobreviver.
Porque respeito não é homenagem.
É dever.
E igualdade não é gentileza.
É justiça.
E justiça…
não se pede.
Se faz.
“A verdade lançada pela lógica não escolhe alvos; ainda assim, somente mentirosos e idiotas sangram com o impacto.”
"Um desapego saudável não se define apenas pela aceitação do que houve, mas pela decisão de não prolongar sentimentos que já cumpriram sua função."
Sabe como ter certeza de que ama alguém?
Quando, mesmo procurando, não encontra dentro de si razões verdadeiras para negar o que sente.
E sabe como provar o quanto ama a si mesmo?
Pelas atitudes e escolhas de todos os dias: praticando o autocuidado e tratando-se com a mesma gentileza com que trataria quem ama.
Sob a perspectiva do horizonte, o gelo eterno não guarda apenas o frio do mundo. Os fluxos da Lua deslizam sobre a geleira como marés de luz aprisionadas; ali, onde o oceano parece silenciar e a gravidade escreve sua linguagem invisível, reside o silêncio de uma verdade que a humanidade esqueceu de aquecer.
Reno Fioraso
Os quatro rios não correm pela terra; eles convergem no silêncio de Göbekli Tepe. O que nos resta quando a memória decide esquecer a própria origem?
Reno Fioraso
— De nada adianta eu ser o guerreiro mais forte
do império se eu não puder manter segura a
única pessoa que me faz querer viver — ele
continuou, aproximando seu rosto do dela. —
Deixe-me ser o seu escudo, Mei Li. Meu coração
bate apenas por você.
Livro: "O Lírio de Seda e o Guarda de Aço"
Próxima obviedade
(Mauro A Evaristo)
Alguns, diversos, poucos, muitos, vários
Não significa que sejam todos
E interpretar fora do eixo feito louco
Poderia ser resolvido com dicionário.
Cada época tem suas necessidades,
Cada era tem seu peso e valor
Agora, acorde, desperte, faça o favor
Não veja tudo pela próxima obviedade.
Você tem um privilégio neste trafegar
Que muitos abrem mão de aprimorar
O que se identifica neste viver
Que é a oportunidade de estudar
Lição diária dada para aprender
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
“Chegar a si mesmo não é descobrir quem nunca fomos. É ter coragem de reconhecer quem sempre esteve esperando por nós.” (Os`Cálmi)
"QUANDO NÃO ESTAMOS BEM E LEVAMOS ESTÁ INFORMAÇÃO PARA OS OUTROS, DE NADA ADIANTA, ARRUMAMOS MAIS UMA PREOCUPAÇÃO" Ademar de Borba
