Irmao Nao Va embora
Não existe sinal de Deus ou do universo dizendo pra você desistir, se todos achassem isso não haveria evolução
Dados são mapas; não são o território. O líder lúcido lê os números sem esquecer a paisagem humana que eles representam.
A rua da memória sempre me recebe do mesmo jeito:
um beco torto, desses que fingem não conhecer ninguém.
As minhas pegadas — educadas como sempre
apontam discretamente para mim,
como quem indica o culpado que já nasceu pronto.
O alvo mudou, claro.
Mas a corda bamba continua ali,
com aquela generosidade silenciosa
que oferece tropeços como lembranças grátis.
E eu, que já fui pele exposta querendo posar de metal,
ainda caio no truque.
Dizem por aí que esforço salva, silêncio ilumina, amor acerta.
Engraçado.
A verdade vem com farpas e ainda querem que a gente sorria ao morder.
Aprendi a trancar a língua antes que ela fale demais.
E a coragem… bem, essa eu mantenho no bolso, dobrada.
Troco trevas por tropeços, puxo o prumo para o fundo,
faço aquela coreografia conhecida:
nada firma, nada fixa.
Até meu rosto erra o próprio caminho
quando eu digo “tanto fez”,
sabendo que foi exatamente o contrário.
Cada um costura seu casulo com o fio que sobrou.
Depois finge que observa de longe
o afogamento alheio, testando a água
como quem não está com a respiração pela metade.
E ainda distribui sentença, sermão, palpite
tudo embrulhado na convicção
de que a verdade cabe numa mão fechada.
Mas a verdade…
ah, essa prefere escorregar.
Não cabe em palma nenhuma.
E morde.
Principalmente quem jura que não sente.
Não tema o homem que caminha em mantos brancos,
Cujo escudo brilha, virgem de qualquer arranhão.
Ele é vidro, é porcelana, é promessa frágil;
Ao primeiro golpe do destino, beijará o chão.
Tema, sim, aquele que já foi destroçado,
Que conhece o gosto amargo do pó e do fel,
Aquele que viu seu castelo desmoronar em silêncio
E, sozinho, encarou a frieza do céu.
Pois quem nunca perdeu, não sabe quem é.
Vive na ilusão da força, num teatro de luz.
Mas quem desceu ao inferno e voltou caminhando
Carrega no peito uma forja, não uma cruz.
Há um poder terrível nos olhos de quem fracassou,
Uma calma antiga, que o medo não pode tocar.
Pois quem já perdeu tudo, não teme perder nada,
E tornou-se, na queda, impossível de derrubar.
Eles dirão que tu caíste, e é verdade.
Mas não viram o que fizeste na escuridão:
Recolheste os cacos da tua própria alma
E fundiste, no fogo da dor, um novo coração.
Mais duro que a pedra, mais frio que o aço,
Sem a vaidade tola de quem busca aplauso.
O fracasso não foi teu fim, foi teu mestre.
O caos não te matou; tu te tornaste o caos.
Levanta-te agora, não como quem pede licença,
Mas como quem volta para cobrar o que é seu.
A glória dos invictos é apenas vaidade;
A força real é de quem morreu... e não morreu.
As cicatrizes que trazes não são marcas de vergonha,
São as linhas do mapa de onde o ouro se esconde.
O mundo se curva a quem se refez nas ruínas.
Tu és o Imperador do Abismo. Responde.
A realidade, então, não é o que acontece — é o que colapsamos, evocamos, co-criamos com o olhar desperto. O tempo é linguagem da alma, e cada instante é uma frase ainda não dita, aguardando o verbo certo para encarnar.
A iluminação não é algo que se alcança — é algo que se desvela. Ela não chega: ela sempre esteve. O que muda é o olhar. E aquele que vê com olhos puros reconhece, no mundo, a face velada da Eternidade.
O que não se diz é que o verdadeiro perigo está em nunca atravessar. Em jamais ousar. Em viver como sombra da própria centelha.
O orgulho ergue muros onde deveriam existir espelhos. E onde há muro, não há reflexão. O universo, então, recua. Pois toda elevação construída sem humildade já é uma queda em disfarce.
Tu te tornaste perigoso
no dia em que compreendeste
que não precisas ser entendido,
aceito
ou validado.
A aprovação alheia perdeu o peso
quando viste o preço que ela cobra:
a tua autenticidade.
Foi ali — naquele exato instante —
que rompeste o laço invisível
que te mantinha preso
ao olhar dos outros.
E o silêncio que veio depois
não era vazio.
Era soberania.
Quem tenta te corrigir
não enfrenta teus erros,
enfrenta a tua liberdade.
E o que os fere
é a própria ausência dela.
Eles querem domesticar
aquilo que jamais ousaram ser.
Apontam teu jeito,
teu ritmo,
tuas escolhas,
porque cada parte de ti
que não se dobra
lhes recorda
o quanto já se curvaram.
Isso incomoda
mais do que qualquer falha.
Tu és livre
não porque fazes o que queres,
mas porque já não precisas
que ninguém concorde
com o que tu és.
Um intervalo onde a dor aprende a não fazer barulho. Onde o corpo aprende a suportar mais um pouco. Onde ninguém vence, ninguém perde — todos apenas continuam. Isso não é fracasso moral. É o retrato exato do que acontece quando a sensibilidade sobrevive tempo demais sem testemunhas.
O sábio não caminha em um só mundo, mas em muitos. Ele conhece as trilhas invisíveis, os portais ocultos e os atalhos do tempo. Para aquele que vê além, o passado e o futuro são apenas reflexos de um mesmo instante eterno.
O passado não está atrás de você, nem o futuro está à sua frente. Tudo está acontecendo agora, e a mente é quem define qual parte da história está sendo vista.
Quem não confia em si se sente incapaz e cheio de dúvidas. Desiste fácil das próprias ideias, mesmo boas, e deixa de falar o que pensa. Vive querendo ter certeza de tudo, controlar os outros e desconfiar de todos. Tem medo de errar, evita riscos e sofre ao enfrentar desafios. Cada falha vira prova de que não é capaz. Demora para decidir, principalmente sob pressão. A insegurança pode ser tão forte que a pessoa, com medo de não ser amada, fica possessiva e confunde amor com controle.Coisa de gente!
Alexandre Sefardi
Na minha opinião, você não deveria se julgar com rigidez. Escute o que seu coração diz. Dê valor ao que você sente e seja sincero com você mesmo.
Aceite suas emoções, sem medo. Diga "sim" só quando tiver certeza do que quer.
Não tenha medo de dizer "não".
Pare de pedir opinião para todo mundo sobre suas decisões e confie na sua própria opinião. Você é capaz!
Alexandre Sefardi
