Irmao Nao Va embora

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Estações da alma

O fim não existe
enquanto há vida.


Encaramos muitos finais,
mas em cada um deles
nasce a oportunidade
de recomeçar.


Assim como as estações
mudamos ao longo da vida.


E por mais que existam
outonos e invernos,
verões e primaveras
sempre retornam.


Enquanto há vida, recomece.
Enquanto há vida, viva.
Enquanto há vida, aproveite.


Pois enquanto houver vida,
as primaveras sempre voltam

O lugar em mim

Preciso viajar,
não para conhecer um lugar novo,
mas para reencontrar
o lugar que, em mim, outrora se perdeu.


Um lugar onde eu possa
reencontrar sonhos de infância,
momentos simples
cheios de significado.


Um lugar onde, no mesmo dia,
eu poderia ser Superman ou Batman,
ou apenas uma criança da Terra do Nunca,
onde tudo era pura diversão.


Preciso reencontrar esse lugar
e voltar a acreditar que a vida
é como uma festa de aniversário,
o Dia das Crianças
ou o encanto de se apaixonar
pela professora Helena, da novela Carrossel.


Uma vida feita
de sentimentos simples
e de uma infância feliz.

"Não preciso de palcos ou grandes feitos para me sentir vitoriosa. Minha maior obra é o sorriso dela todas as manhãs.

----------- Eliana Angel Wolf

⁠A vida não é fácil, em vários momentos você tem de se reiventar, recomeçar ou mudar totalmente seu rumo, não tenha medo das mudanças elas fazem parte da sua jornada, siga em frente e viva o que tem de ser vivido!!!

“Difícil é esquecer quem deixou marcas que o tempo não apaga.”

Entre as cinzas do que fui, floresceu o que me tornei.
Deus não reergue ruínas — Ele cria templos onde o desespero achou que havia fim.

“A sabedoria não grita; ela sussurra. E só os que silenciam o orgulho conseguem escutá-la.”

“O sábio não tem pressa de vencer; ele tem constância para permanecer.”

“A verdadeira sabedoria não é saber tudo, mas discernir o que realmente importa.”

“Alguns bloqueiam o contato, mas não bloqueiam a verdade. Cada um segue o caminho que o coração permite, e eu sigo em paz.”

Quem decide se desafiar descobre que os limites não são barreiras, mas pontos de partida para uma nova versão de si mesmo.

Certos processos não podem ser evitados, apenas vividos.

O tamanho do seu sonho não impressiona Deus.


O que move o céu é a sua disposição de lutar, mesmo que o sonho pareça pequeno aos olhos dos homens.

"Ela me ensinou que ser forte não é não ter medo, é saber acolher o cansaço no colo e levantar no dia seguinte. Meu amor-próprio nasceu do amor que ela plantou em mim. Feliz dia para todas as leoas, lobas e anjos que chamamos de Mãe."

------------ Eliana Angel Wolf

“Buda não era Budista, Jesus não era Cristão, Krishna não era Vaishnava, Maomé não era Islamita, Eles eram professores que ensinavam AMOR.
AMOR era a religião de cada UM“.
(Autor desconhecido)

Não estou enfatuado de tristezas tão pouco presumido de alegrias, estou neutro e sem sentimento. Então posso me dirigir a minha amada e mostrar-lhe as cores da minha paz, e ela perceber a pureza da alma que lhe leva ao banquete. Não pode , não pode ser uma lembrança do passado, nós somos o próprio tapete em espelho, tu e eu matamos a abelhudice de milhões e o céu azul com as suas estrelas aparecem no nosso leito em resposta.

o que verdadeiramente importa não é quem eu sou, mas o que eu faço; é isso que define quem eu sou

⁠Emanuel Andrade não desistir

Pode estar tudo nivelado, ou com sol radiante, a vida é assim, uns dias bons, outros maus, com erros, fracassos, e coisas certas e as pessoas assertivas a nossa volta, filtramos o que é proveitoso para nós, por vezes mesmo não gostando temos que aceitar, não sabemos o propósito, a verdade é que na caminhada não possamos desistir, e vamos sentir o sabor de pequenas e grandes vitorias, umas alcançadas e outras por alcançar, a vida é uma luta constante, entre o nosso eu e o todo é um conflito que flui com um atrito entre tempo e o espaco e se manifesta na sua essência numa realidade onde paira o sopro da força do viver e do querer viver, com um padrão um código que nos liga por hierarquias, o respeito por nós e pelos outros é primordial, e a gratidão é fundamental, A forma mais coerente de agradecer é continuar...

Amor de amigo


O meu peito arde num fogo que não consome — ilumina.
É um ardor antigo, anterior às palavras, mas reconhecível nos gestos simples da vida.
Não se vê, mas respira-se.
É emoção que caminha descalça pelos sentidos, deixando marcas invisíveis no tempo.
Há uma harmonia boa que me sustém, como a presença silenciosa de uma amiga justa e fiel.
Aceito-me nos dias que passam, e os dias, por instantes raros, aceitam-me também.
Pairam tempos em que és mel no meu sangue, doçura que dá sentido ao acto de viver,
e nesses instantes reclamo ao universo:
— não deixes que o caos me devore.
Venho de um ponto infinito, de um sopro cósmico sem nome,
atravessei constelações para chegar a este eu profundo,
onde o teu balanço oscila na balança da justiça cega,
essa que diz igualdade mas pesa com dois pesos e duas medidas.
Mesmo assim, permaneço.
Olho o todo.
Beijo o céu.
E no azul distante reconheço Vénus, Deusa-mãe,
ventre da razão de existir, espelho do desejo e da consciência.
Nela me deleito, não por vaidade, mas para compreender a origem,
para perscrutar o rasto antigo dos Neflins,
essas criaturas entre a luz e a queda,
sinais de que somos mistura, travessia, contradição viva.
Procuro a razão de sermos unos,
ligados por uma corrente que pulsa entre o vivo e o morto,
entre o amor que arde e o silêncio que ensina.
E nesse fio invisível descubro:
existir é arder sem se apagar,
é amar mesmo quando o cosmos treme,
é continuar —
com o peito em chama e a alma em vigília.

#portugal

O ano de 2026 em Portugal ficou marcado na memória coletiva não pelos avanços tecnológicos ou metas económicas, mas pela vulnerabilidade humana perante a magnitude da natureza. O texto que partilho serve como um testemunho vívido dessa época, funcionando como um diário de uma nação que aprendeu, pela dor, que a vida é um fluxo contínuo e indomável.

Aqui está uma descrição histórica e narrativa desse período, refletindo a essência das suas palavras:

Portugal 2026: O Ano do Reencontro com a Essência
1. A Natureza como Força Implacável
Em 2026, o território português enfrentou o que muitos descreveram como o "princípio das dores" da crise climática. Não foram apenas previsões estatísticas; foram lágrimas devastadoras caídas do céu. Rios que transbordaram as suas margens, submergindo lares e transformando bens materiais — acumulados durante uma vida inteira — em nada.

Neste cenário, a sociedade portuguesa confrontou a sua impotência perante o comando da vida. Onde as palavras falharam em conter a força das águas e o sopro do vento, restou o silêncio da alma e o reconhecimento de que nada é um bem contínuo ou garantido.

2. A Transmutação do Valor
A história deste ano não se escreve pela perda financeira, mas pela mudança de paradigma. As populações, fustigadas pelo terror de verem as suas vidas destruídas, foram obrigadas a passar por metamorfoses de humor e espírito.

O Valor da Vida: Percebeu-se que o objeto só tem valor através do olhar de quem o possui. Sem a vida, o material é vazio.

O "L" de Ligação: No auge da calamidade, surgiu uma união que as crises anteriores não tinham conseguido consolidar. A "entre-ajuda" tornou-se a moeda de troca, e o amor, o único refúgio seguro contra a convulsão do mundo.

3. A Resiliência e a Espiritualidade
Perante o véu da incerteza, o povo português de 2026 encontrou-se "por sua conta". Esta solidão perante o destino forçou um olhar para o transcendente. A esperança, muitas vezes vista como uma ilusão, tornou-se o único elo de libertação para um povo que nunca se sentiu tão preso às circunstâncias.

A fé e o pedido de misericórdia deixaram de ser rituais vazios para se tornarem gritos de socorro por alívio e consolo. Aprendeu-se o "verso da moeda": a ideia de que as coisas más contêm em si a semente do crescimento e da adaptação.

Reflexão Final
Portugal em 2026 foi um país que chorou com o céu, mas que descobriu que a generosidade é o único gesto capaz de vencer a paralisia do pânico. Foi o ano em que se compreendeu que a maior proteção não vem de muros, mas da união entre corações que batem em uníssono entre a terra e o céu.

"A força da natureza não se vence por palavras, mas sim com gestos de generosidade."