Invisível
"Cuidando das nossas raízes, mudamos nossos frutos. A transformação do que está invisível, é que gera a colheita no que esta visível. Não é ver para crer e sim crer para conquistar. O que está abaixo do solo invisível, gera o visível acima dele. Fé para crer no que não vemos, resulta em sucesso para conquistar aquilo que queremos e precisamos".
A Teia Invisível
Em uma pequena cidade cercada por montanhas, vivia Ana, uma jovem que sempre prezou pela independência. Desde cedo, aprendeu a confiar apenas em si mesma, acreditando que depender de alguém seria sinal de fraqueza. Construía sua rotina com disciplina, evitava pedir ajuda e mantinha as pessoas à distância, como se pudesse controlar tudo ao seu redor.
Certo inverno, uma tempestade inesperada atingiu a cidade. As estradas ficaram bloqueadas, a energia caiu e o frio apertou com força. Ana, sozinha em sua casa no topo da colina, percebeu que sua reserva de alimentos estava quase no fim. Tentou sair para buscar suprimentos, mas uma queda a deixou com a perna machucada, impossibilitada de andar.
Imobilizada, Ana sentiu pela primeira vez o peso da solidão e da vulnerabilidade. O orgulho que a acompanhava parecia pequeno diante da necessidade urgente de ajuda. Foi então que ouviu batidas na porta. Era João, seu vizinho, que havia notado a tempestade e decidiu verificar se todos estavam bem.
Sem hesitar, João entrou, cuidou da ferida de Ana, trouxe comida e companhia. Nos dias que se seguiram, ele ajudou a limpar a neve, a consertar o aquecedor e a reacender a esperança na jovem que tanto temia depender dos outros.
Ana entendeu que a força verdadeira não está em ser invulnerável, mas em reconhecer que, às vezes, a vida nos entrelaça em uma teia invisível de apoio e confiança. Depender de alguém não diminui a nossa coragem; pelo contrário, revela a coragem de aceitar que juntos somos mais fortes.
E assim, entre montanhas e tempestades, Ana aprendeu que a verdadeira independência nasce do equilíbrio entre o cuidar de si e o permitir-se ser cuidado.
“Quando o coração aprende a ver, o invisível vira abrigo — e toda ausência encontra um jeito de continuar presente.”
Citação do capítulo 16 - Livro: Tobias: O Elo Invisível por Roberto Ikeda
"Refém do Invisível"
Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.
Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.
Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.
Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”
O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?
Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.
Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.
Não somos senão artífices do invisível, forjando sentidos na vastidão do incognoscível, enquanto o tempo escapa pelas frestas do ser.
O pastor batalha em 7 frentes:
Espiritual - guerra invisível constante.
Emocional - ansiedade, solidão e esgotamento.
Familiar - filhos carentes, casamento fragilizado.
Financeira - salários baixos, sem segurança.
Social - críticas, julgamentos, pressões externas.
Cultural - oposição à fé e à liderança espiritual.
Pessoal - autocobrança, medo, insegurança
Grito invisível
Lâmina rasga,
almas despedaçam.
Sangue é silêncio,
dor que não passa.
No corte, a urgência,
no sangue, a prisão.
Corpo em guerra
grito sem voz,
mutilação.
“O Escudo Invisível"
Não há soro em minhas veias..
Não há laboratórios secretos, nem cientistas moldando meu destino..
O que pulsa em mim é carne e decisão..
É o sangue que escolhe correr, mesmo quando o mundo manda parar..
Como Sam Wilson,
eu também fui visto como “menos”..
Menos forte.. Menos capaz.. Menos digno..
Mas o que eles não viram, foi a minha alma..
Aquela que acorda cedo, que corre no campo sob a garoa,
que escolhe o silêncio em vez da gritaria vazia,
que se alimenta de verdade enquanto o mundo se entope de distrações..
Eu vi no espelho o garoto que um dia odiou o próprio corpo..
As marcas do bullying, da rejeição, do riso maldoso ecoando nos corredores da infância..
Mas eu me levantei..
Não com ódio, mas com fogo e consciência..
O mesmo fogo que Sam carrega quando ergue o escudo com mãos humanas,
mas com a firmeza de um Deus..
Eu não uso uniforme azul com estrela no peito..
Mas cada gota de suor no meu treino é um emblema..
Cada refeição consciente é um ato de rebeldia contra o caos..
Cada corrida ao redor do campo é um grito:
“Eu estou vivo.. E eu escolho ser forte..”
E quando o mundo zomba de mim, me chama de louco por não beber, por não ir a festas,
por não querer as migalhas de um prazer passageiro…
Eu apenas sorrio..
Porque eles não sabem o que é ser livre..
Livre do vício, livre da aprovação dos fracos,
livre do medo de ser quem se é..
Eu sou o meu próprio projeto..
Treinado, lapidado, forjado em decisões e dor..
E como Sam, eu não fui escolhido por um soro,
fui escolhido pelas minhas ações..
Eles perguntam:
"Como você consegue?"
"Por que você corre sozinho enquanto todos descansam?"
Eu não respondo com palavras..
Eu respondo com passos..
Com pulmões queimando e músculos ardendo..
Com a glória invisível de saber que estou fazendo o que a maioria jamais ousa tentar..
E no fundo… há uma criança em mim que sorri..
Aquela criança que um dia quis ser herói,
e que hoje entende: Ser herói não é voar..
É resistir..
É amar sem se perder..
É cuidar do corpo como quem cuida de um templo..
É tocar-se com respeito..
É desejar com consciência..
É pensar com profundidade..
É servir sem esperar cargos..
É carregar um escudo invisível, feito de valores e verdades..
E mesmo que ninguém veja…
Eu vejo..
E isso basta..
Poço Invisível
Há um poço invisível dentro de mim,
feito de ecos, silêncios e memórias.
Nele caem as palavras que não digo,
as histórias que jamais terão glórias.
Ali moram os dias em que falhei,
as vontades que nunca encontrei forma,
as respostas que calei por medo,
e o amor que parti antes que se conforma.
Não tem fundo, mas tem espelho.
Não tem água, mas afoga.
É onde mergulho sem grito,
é onde a ausência me embriaga.
Mas também dali brota algo vivo,
um fio tênue de lucidez.
Do poço nasce o que escrevo,
da sombra, a minha altivez.
Tudo o que é real nasceu primeiro no invisível da mente, o mundo é a aosmbra dos nossos pensamentos.
Invisível — mas sentindo tudo
Tem lugares em que eu estou, mas não estou.
Estou com o corpo presente, o sorriso contido, a intenção boa.
Mas dentro de mim… um vazio.
Eu observo, ouço, me esforço pra caber —
mas é como se o mundo à minha volta seguisse sem me perceber.
Sou uma pessoa introspectiva.
Não sou de grandes conversas, nem de me jogar nas rodas com facilidade.
Mas isso não significa que eu não sinta.
Na verdade, talvez eu sinta até mais do que a maioria.
Cada olhar que não cruza com o meu.
Cada palavra que não me inclui.
Cada cumprimento morno.
Cada silêncio que me cala ainda mais.
Ontem, mais uma vez, eu me senti invisível.
Estava ao lado dele… mas parecia tão longe.
Ele, tentando ser pai, homem, presente —
sem perceber que, aos poucos, eu me apagava ali.
Esperando em um canto.
Andando sozinha.
Me escondendo por dentro pra não mostrar o quanto doía.
Eu não quis reclamar.
Não quis parecer frágil demais, exigente demais, dramática demais.
Mas a verdade é que eu só queria pertencer.
Só queria que alguém percebesse que eu também estava ali.
E que estar ali era um esforço meu. Um gesto de amor.
Eu não quero ser o centro de nada.
Só quero ser alguém que importa.
Que é vista. Que é acolhida.
Mesmo que quieta, mesmo que na dela.
Porque ser introspectiva não é ser ausente.
É só amar em silêncio, sentir em profundidade e querer, de verdade, fazer parte.
