Inocência
Só a simples ideia de que fosse possível voltarmos à infância, sentimos regozijo, alegria e nostalgia.
Voltar a ser criança é o sonho que a vida nos priva em absoluto.
A inocência e a paz interior das crianças não tem preço.
A criança que eu era, sem lembranças e nem recordações, sem dor e sem tristeza, e sem mágoas e sem decepções, a criança que eu era ficou lá no passado quando o tempo decidiu levar a minha inocência.
Falta-nos a candura e o amor (verdadeiros) que sobeja aos anjos, que não sejam necessariamente divinos.
Sendo que nos sobeja o orgulho (malícia) que nos distancia das coisas palpáveis e também das abstratas; que teima em nos afastar da simplicidade, da naturalidade e da inocência.
É preciso que criaturas irracionais nos comovam com pequenos gestos, para que possamos sentir falta e perceber que, a nossa humanidade nos torna a cada dia em irracionais ambulantes.
Aquele Olhar
Inocência, malícia, deboche, desejo, graça ou questionamento... aquele olhar, que não sei descrever.
É tão intenso que, me faz envolver... me faz querer ir atrás e ver o que vai acontecer.
Vou rir, vou chorar, vou gritar ou vou desabafar? O que ele vai dizer?
Coração apertado, coração acelerado... só quero que chegue mais perto, para que eu possa decifrar.
Mas esquenta, a tensão aumenta e só consigo me embolar.
Recuo inseguro, não sei o que expressar.
Seu olhar, tão doce e inocente, acabaria sendo o desejo e vontade? Ou a graça e vaidade?
Tão lindo sorriso... tão bobo sentimento.
Eu fico sem fôlego, sem jeito e sem coragem.
Agora não posso te olhar, por que esse olhar me faz querer voltar.
E se eu te abraçar? Vou infartar. Já não consigo encarar, tá difícil suportar.
Quero te beijar.
Mas será só isso um desejo? Que intenso, não quero me descontrolar.
