Injustiça

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Injustiça perpetrada é, em essência, uma violação da própria humanidade, pois aprisiona o coração em correntes de culpa e ressentimento. O ato de perdoar e buscar a justiça com compaixão não apenas liberta o injustiçado, mas também oferece ao injusto a oportunidade de redenção e paz interior

O dinheiro é um reflexo de trocas equilibradas e não tolera injustiça⁠

"Justiça na mente dos injustos se torna injustiça na pele dos justos".

⁠Não há neutralidade diante de uma injustiça, mas sim cumplicidade disfarçada de neutralidade.

"Aquele que aceita a injustiça, não tem o direito de escolher, sempre ficará com as sobras que lhe oferecer, aquele que luta por justiça sempre multiplicará ainda que pouco o que conquistar"

Errar de volta não transforma injustiça em justiça.

"Calar-se contra injustiça também é cometer uma injustiça."

Se tivéssemos governantes honestos e uma justiça mais severa... injustiças não prevaleceriam. Mas... como os maiores corruptos e bandidos estão nos itens citados. Futuramente não vejo solução e sim... mais desgraças...!

⁠O homem de caráter nobre nunca dará descanso à injustiça

"⁠Mas o tempo, às vezes, não recompensa esforços. Às vezes, apenas revela injustiças."

O ser mais indigno que pode haver é aquele que prática a injustiça, pior que esse, é só quem compactua e tolera sem se posicionar!

O preço de se amar é a injúria e injustiça. Nunca doe amor esperando ser correspondido. Amor não é moeda de troca, é dor e solidão.

O domínio da injustiça prevalece pela ausência de conhecimento, pois a ignorância é a mais poderosa arma que sustenta a pobreza de um povo e de toda uma nação.

Os fariseus tinham muita Fé em Deus, mas cometiam muitas atrocidades e injustiças em nome de Deus, tanto é que Jesus o Cristo sempre advertiam eles com suas doutrinas tolas humanas em nome de Deus que mais matavam seus fiéis do que salvavam suas vidas materiais, eles eram os "guias cegos guiando outro cegos" pela ignorância(agnosis).

A injustiça é algo com o qual não se deve compactuar. Na hora certa, a verdade aparece. Falar nunca será mais forte do que fazer. Entre teoria e prática, vivemos muitas vezes uma dualidade hipócrita.

O raciocínio e a lógica nos salva de muitas injustiças

Nem toda frustração é injustiça; às vezes, é apenas sinal de que precisamos rever pretensões, métodos ou ambos. O mundo não se amolda a nós.

Carta III — A Injustiça dos Homens: Crítica moral, política e social


Sete anos já se passaram desde que o inferno da terra abriu-me as portas para este calabouço. Ainda é uma sorte possuir alguma porção de fôlego para respirar. Afinal, o problema nunca foram as leis, mas aqueles que as criam e os fins para os quais as aplicam. Cada gota de oxigénio que inalo está infestada de dor, angústia, fome e sede. Enquanto os reis da terra convocam reuniões, os lares transformam-se em cemitérios: cada quarto, uma campa; cada cama, um caixão. E, ao passo que os lordes repousam sobre o conforto da riqueza, as mãos pobres de quem trabalha repousam na indigência.


Então disseram os opressores:


— Enquanto houver um que governe, haverá sempre um que sirva.
— Enquanto houver um que dite as leis, haverá quem as obedeça.
— Enquanto houver um que mande, haverá quem cumpra.


Esta é a lei dos antepassados e é hereditária a todas as gerações. Não há quem mude essa lógica: o que já está estabelecido, ninguém altera.


Então o povo gritava:


— Longa vida aos que nos governam; que os vossos dias se multipliquem na terra!
— Que a riqueza, o luxo e a abundância nunca vos faltem!
— Viva aos reis da terra, pois não há entre nós quem se compare a vós!
— Que os antepassados vos protejam das desgraças deste mundo!


Cada um bajulava da melhor forma, na esperança de ganhar a atenção e o reconhecimento deles. Elogiavam, veneravam e presenteavam aqueles que os oprimiam, intimidavam e matavam.


Ainda assim se curvavam em adoração e exclamavam:


— Viva! Viva! Viva aos reis da terra!
— Viva! Viva! Viva aos que nos governam!
— Viva! Viva! Viva aos que nos orientam!


Os poderosos, então, criaram leis que os protegessem daqueles que mais necessitavam de proteção, para que permanecessem aquecidos no trono do poder, enquanto o povo continuava cego rumo à decadência. O cheiro sanguinolento de suas atrocidades chegava até aqui embaixo. Eu ouvia o choro dos inocentes subjugados ao martírio. Sentia o grito de socorro de mulheres violentadas pelos lordes. Sentia o desespero dos maridos assistindo ao sofrimento de suas esposas.


Nada me vinha à mente senão o ódio ao escrever:


Morram, miseráveis. Vós que governais sobre a penúria dos mais vulneráveis; vós que julgais o futuro de uma criança ainda no ventre da mãe; vós, poderosos que proclamais hipocrisia diante do sangue derramado por milhares de mártires. Vós que vestis túnicas de ouro, sapatos de prata, mitras de diamantes, cintos de escarlata e colares de esmeralda: saciai o gosto da opulência enquanto vos resta tempo. Comei e bebei enquanto o galo ainda não cantou. Dançai e alegrai-vos das vossas atrocidades.


Pois a vingança está às portas daquele que bate. O meu espírito perseguirá os injustos e não cessará a busca até que todos sejam consumidos. Morram, malditos. Arrepender-se-ão de não me terem enterrado. Eis que venho sobre vós com uma espada de dois gumes para completar a minha ira e derramar sobre vós a minha justiça. Vós que comeis sobre a desgraça dos pobres tereis as entranhas cheias de dor e angústia. E vós, ó plebeus, por serdes cúmplices dos opressores provareis também a desolação de tudo aquilo que construístes com músculos abatidos. Preferistes aplaudir aqueles que vos oprimem e condenastes aqueles que vos defendiam.

Quando a malevolência gritou, silenciastes a benevolência.


Que o castigo seja convosco. Que o tormento, a dor e a desgraça vos acompanhem até a sepultura.


Morram, corruptos. Trocais a justiça por moedas e jade. Deixastes que o brilho funesto da riqueza e o prazer transitório da concupiscência vos corrompessem. Escrevo-vos com o mesmo sofrimento que me fizeram suportar, com o mesmo tédio com que me lançaram nas sombras destas paredes escuras, com a mesma dor em cada dedo que perdi. Naquele momento, a sede de vingança, a ânsia pela justiça e o cansaço de continuar a escrever dilaceravam-se dentro de mim.


Afinal, quando a injustiça canta, os tolos dançam.


Quando a justiça fala, a sociedade censura.


Mas quando a verdade retalia, não há quem se desvie da sua cólera.


A ignorância torna os homens cegos à verdade; a ganância envolve-os com o manto da cobiça; o egoísmo conduz ao assassinato da guerra. E é aqui que nasce a injustiça dos homens: todos querem reinar sobre os outros; todos querem ser distintos dos comuns; todos querem ser senhores e receber o serviço dos servos. É aqui que nasce a indiferença dos homens: na criação de castas e estratos para evitar o semelhante — nobres e humildes, fracos e poderosos. Diz-se que a maioria vence sempre. Mas a lei pertence aos poderosos; o mundo é dos poderosos, daqueles que detêm a força.


Por isso, não importa a quantidade: diante da minoria rica e soberba, nem mesmo Deus pôde impedir que nos pisassem.

Quando alguém se acha demais e talvez único, ela pode ser levada a cometer certos tipos de injustiças, descriminações e tolices.

Diante dos problemas e injustiças da vida se o cristão se calar Deus agirá! Se ele adorar Deus antecipará!