Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
O que é Libras�??
(Nilo Ribeiro)
Uma lĂngua completa,
ela tem fonética,
uma lĂngua complexa,
ela é poética
tem variação,
ela Ă© gestual,
tem conjugação,
ela Ă© gramatical
ela nĂŁo Ă© mĂmica,
tudo ela pode nomear,
pode versar sobre a quĂmica,
e tudo mais ela pode explicar
ela trata do concreto,
trata também do abstrato,
ela tem dialeto,
Ă© um sistema exato
fala-se com a mĂŁo,
ouve-se com a visĂŁo
de um morfema,
até um discurso,
ela nĂŁo tem problema,
ela tem todo recurso
uma lĂngua importante,
um prestigioso idioma,
dizer que ela Ă© relevante
seria quase um axioma
LĂngua Brasileira de Sinais,
uma lĂngua oficial,
cumpre seus papéis sociais,
para inclusĂŁo Ă© primordial
nĂŁo Ă© justificativa,
nem mesmo apologia,
mas a Libras pode mudar uma vida,
Ă© isso que diz a poesiaâŠ
O sorriso dela
Mexeu com a minha imaginação
FragrĂąncia de Malbec
E tranquilidade de um furacĂŁo !
Um completava o outro
Ele era uma mistura de frio com geada
E ela, o cobertor com um filme de madrugada
Ela elogiou o meu sorriso
NĂŁo me contive, tive que replicar
Confesso que passei duas vezes na fila do sorriso
PorĂ©m hĂĄ anos vocĂȘ jĂĄ morava por lĂĄ
As suas tristezas serĂŁo minhas lagrimas
E suas alegrias serĂŁo minhas medalhas
E por essas medalhas eu não quero nenhuma finança
Apenas o privilégio de pendurå-las
Nas paredes das minhas lembranças.
Era quase penumbra total,
Numa noite de clamor,
Quando um brilho no céu fez crescer,
A esperança em meu coração,
Num incĂȘndio interior.
Um meteorito que passara,
LĂĄ em cima, na atmosfera terrestre,
Como estrela cadente o conhecera,
E mesmo que eu fale a verdade,
NĂŁo confiaria se eu dissesse.
LĂĄ de cima me sorriu,
Como alguém a anunciar,
Uma grande notĂcia proferiu,
Com leveza e sutiliza,
Venho a me comunicar.
Meu amigo, caro amigo,
Um pedido lhe concedo,
Faça certo, meu querido,
Porque quando eu me for,
Com certeza teu amor,
Pra vocĂȘ terĂĄs surgido.
Oh estrela bela, bela e passageira,
Tu conheces minha tristeza?
AĂ de cima, oh linda, sĂĄbia,
Pra minha vida, alguém trarå,
Uma alma nobre, com certeza!
Eu ando sĂł, tu sabes disso,
Na companhia de vielas
tenho andado cabisbaixo,
Sem saber pra onde ir,
Sem conhecer o meu caminho,
NĂŁo posso dar nem mais um passo.
Se ao menos alguém me acompanhasse,
Minha mĂŁo a segurar,
Maior leveza teria ao andar,
E quando perto estivesse a chegar,
Meu coração se faria acelerar.
Tic-tac vai passando,
O tal do tempo avançando.
Confiei naquela estrela,
Que tĂŁo bela e passageira,
Fez a esperança me acender.
Num sopro do vento olhei pro oeste,
De forma despretensiosa e até muito respeitosa,
Vi uma moça vestindo preto.
Ela andava ou flutuava?
Em um instante eu jĂĄ surtava,
Na bagunça de seus medos
O medo da vida lhe acompanha,
Vou crescer ou vou cair?
O amanhĂŁ sĂł cabe aos astros,
Que guiando nossos passos,
A esperança faz surgir.
Tenha calma, nobre alma,
O sol brilha pra todos,
NĂŁo permita que a chuva longa,
Da sua vida tome conta,
E entristeça seu belo rosto.
Confia em mim, olha pra cĂĄ,
Mostre-me a janela de sua alma,
Por favor, mantenha a calma,
Deixe-me contato fazer,
Deixe-me seus olhos desvendar.
Segurei a sua mĂŁo, a medida que me encarava,
Senti na pele um calafrio,
Uma sensação em mim surgiu,
Ao tatear suas mĂŁos frias,
Como uma triste enseada.
Reconheci o seu olhar, que brilhava como poucos,
Oh estrela bela, bela e duradoura,
Meu coração é sua morada, fique quanto precisar,
Enfim quando se cansar, tu poderå ao céu voltar,
Pra lĂĄ de cima enxergar, minha derradeira morredoura.
Foi Deus quem escreveu. NĂŁo eu. NĂŁo tu. Um som. Um timbre. TĂŁo baixinho como o canto dos anjos. Passe-se o tempo que se passar, venham as alegrias que vierem, sucedam os temporais que se sucederem. Eu sou una, verdadeira e imperfeita, mas se nĂŁo me vĂȘs com o mesmo olhar com que te sinto, afasto-me, nĂŁo para desistir, mas para nĂŁo continuar a sofrer. Eu posso nĂŁo fazer parte de ti, mas tu sempre estiveste dentro de mim. A minha eternidade Ă© a Deus e Ele Ă© bondoso na saudade que tem de nĂłs e no Seu amor mĂĄgico pelos valores de cada um e de ambos.
Ela encostou o seu rosto tĂŁo perto do meu, que consegui sentir os batimentos da sua alma. Apertei-a nos meus braços e fechei os olhos, recordando a caminhada mais longa da minha vida num percurso curto de passos decididos, aquela em que caminhei resoluta e de cabeça erguida, ainda que completamente desfeita por dentro. Tanto tinha mudado, tanto mudou, mesmo tendo eu pago um preço bem alto por isso, que tudo agora era doce, pacĂfico, interessante, e muito mais suave e edificador.
Quando me devolves a metade do meu coração?...
Quando o fizeres, não te esqueças de com ele vir também.
A vista do céu é refugio
O sol que nasce entre ĂĄrvores e predios, ilumina o morro
O sol é a inspiração do céu e da minha janela eu contemplo
O sorriso dela é a inspiração do meu céu e eu perdi a hora
No silĂȘncio dos cĂŽmodos degusto minha solidĂŁo
Nos berros do peito, aprecio o silĂȘncio
E ai, por onde anda nĂłs?
Deixo os gritos na mente até perderem a voz
Mas menina, por onde anda nĂłs?
Eu responderia, mas acho que perdi a voz.
Me perdi entre letras do meu caderno de rascunho
Caneta Ă© tipo arma em punho
Na busca pelo meu eu, sigo rasbiscando textos tortos
Na busca pelo nós, sigo recomeçando em outros corpos.
"Se em cada segundo escrevesse uma palavra para vocĂȘ, no final de um dia teria composto um livro sobre nĂłs dois."
(07.11.2004)
Esse percurso eu me recuso, sem vocĂȘ nĂŁo adianta, nĂŁo vou fazer.
Essa estrada esqueça de uma vez, sem vocĂȘ nĂŁo adianta, nĂŁo vou correr.
Todo dia, pra todo lado, a cada canto vejo um tanto de vocĂȘ.
Estou agora olhando para fora querendo mesmo te ter. Se eu for aĂ promete pra mim que de " nĂłs " nĂŁo mais vai fugir?
E, se assim ainda pensar, deixe-me outra vez te mostrar os motivos para ficar.
FIQUE.
A corrida, o banho de rio, a estreia do filme vocĂȘ deixou para depois.
Os planos, os sonhos e os nossos encontros vocĂȘ deixou para depois.
O show de uma banda legal, o sorvete no meio da tarde e o almoço em um domingo qualquer vocĂȘ deixou para depois.
Beijos, cheiros e abraços tudo isso ficou para depois.
Até para o nosso infinito que podia voltar, ficou para depois.
Adiando, nem se importando, brincando de " estĂĄ tudo bem!".
Sinto dizer.
Mas um amor de depois nĂŁo merece um Caio de agora.
NĂŁo importa que nĂŁo tenhas conseguido ver-me. Ou que o tenhas feito usando os olhos dos outros.
Não importa que me tenhas ignorado sempre que fui até ti. Ou que o tenhas feito para te protegeres de mim.
Importa que nĂŁo tenhas ficado. Ou que o tenhas feito para nĂŁo sentires a minha profundidade em ti.
Importa que tenhas ido embora. Ou que o tenhas feito para nĂŁo te inebriares de mim.
NĂŁo importam as lĂĄgrimas que chorei e as saudades que senti, mas, sim, as alegrias que vivi nos breves momentos ao teu lado, e aqui.
NĂŁo sei se foste tu que foste ou se sou eu que estou indo. Vives dentro de mim, no meu peito, livre no meu sentido de amizade imenso e na minha intensidade de mulher, com alguns resquĂcios de criança.
SerĂĄs sempre o meu amigo, serĂĄs sempre o meu amor.
Ăs vezes â muitas vezes â encho a cabeça de mĂșsica ensurdecedora sĂł para nĂŁo escutar os teus passos caminhando no meu coração.
CoraçÔes covardes
Passam-se os dias
CapĂtulos angustiantes
Saudade que fica
Esperança que vai
Entre idas e vindas
Ficou somente a ida
Pausada na vida
Esperando um final
Entre pontos e virgulas
Ficaram as reticencias
Um desejo de mais
Um adeus evitado
Caminhada interrompida
Sem atalhos, sem saĂda
Uma vontade de voltar
Um querer continuar
Nesse jogo sem regras
O certo e o errado se confundem
A razão e a emoção se misturam
E um suspiro morre na imensidão de uma lembrança
O barco do amor segue sereno
Agora vazio no mar perene
Sem culpas nem dĂșvidas
Apenas com a covardia de dois coraçÔes.
