Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Quero amor ora com dose angĂ©lica e ora com dose de malĂcia, Que o nosso jardim seja secreto, E que nele seja abrigado a essencial delĂcia.
Meu amor, onde quer
que vocĂȘ se encontre
te ofereço o azul
do mar e do horizonte.
Nos meus lĂĄbios
estĂŁo a paixĂŁo
o sabor cereja
da Lua de Sangue.
Meu amor, onde quer
que vocĂȘ esteja,
para te aquecer
Ă© sĂł pensar em nĂłs:
não te esqueça.
No meu doce sentir
e fascinação
somos mais
do que um lance.
Meu amor, onde quer
que vocĂȘ encontre
te dou o inevitĂĄvel
e sentimento sublime.
Ă pela minha pluma
que vem a poesia
que te pede todo o dia
para ser sĂł toda tua
sob a luz da querida Lua.
Nos passos
do meu soldado
cansado voltando
da guerra disposto
a cantar o amor
para o mundo,
nĂŁo duvide nem
por um minuto.
Os meus olhos
hĂŁo de cantar
a canção silente
de felicidade
no aconchego
destes braços
sem regresso.
Na tranquilidade
da luz da lua
iluminando
os poros trigais
desta tua pele,
oferto-te a paz
que sĂł os meus
quadris podem
te conceder,
e nenhum mais.
Os meus beijos
irĂŁo se expressar
em desejos totais
e sensualidade
na corporificação
desta paixĂŁo
onde nem o céu
hĂĄ de ser o limite.
A Lua me conhece
como a perpétua
fugitiva de qualquer
amor clandestino
rumo além do infinito,
escrevendo sobre
os amores dos outros
e em preparação
para o amor que virĂĄ.
Ă muito mais que
um sonho de uma
noite de verĂŁo
que vivencio
para fazer a gente
se encontrar
muito além da paixão.
O vento dançarino
da noite abriu
neste momento
as cortinas de nuvens
para a Lua beijar
a gentil lagoa
e de amor
para o campo
ela se embelezar.
As dificuldades diĂĄrias nĂŁo podem diminuir o amor ao nosso berço e origens. Precisamos aprender a abençoar o nosso paĂs e parar de maldizer.
Eu tenho explicação para tudo,
E também o maior amor do mundo.
O teu sorriso esboçado denuncia,
Que mora em mim a tua alegria.
Eu tenho a solução para tudo,
Vestida de letras e de poemas.
O teu abraço me procura,
Falta na tua vida a minha ternura.
Eu sou a tua vida, o teu mundo,
A fera dentre as feras: a mais bela.
O teu traço sempre relembra,
Faz de mim eterna: a tua prenda.
Eu sou o tempo que nĂŁo passou,
Talvez a mulher que vocĂȘ mais amou.
O tempo evidencia a insatisfação
Por nĂŁo ter-me ao teu lado,
Passaram-se os anos e o fogo da paixĂŁo
SĂł aumenta de forma incontestĂĄvel;
Porque me desejas eternamente perto
Com o meu corpo ao teu colado.
Dos resquĂcios de amor
Em nĂłs permaneceram
Os deliciosos indĂcios,
Das loucuras em flor
Em nĂłs fixaram
Os previstos inĂcios,
Dos maliciosos beijos
Em nĂłs sempre [pairam...,
As memĂłrias sem medos.
Do teu abraçar em festa,
Eu me aproveitei,
Do teu aroma de terra,
Eu jamais [desistirei.
Dos desejos represados
NĂŁo podemos nos negar,
Das carĂcias recolhidas
NĂłs podemos recapitular,
Dos tempos tĂmidos
NĂŁo quero nem lembrar,
Os versos indeclamĂĄveis
Em nĂłs ficaram reunidos,
NĂŁo quero ainda [revelar..,
De tudo o quĂȘ nĂŁo vou negar.
Do teu olhar em festa,
A tua roupa eu arranquei,
Da tua ternura em pele,
Eu senti e me [arrepiei.
Das intensidades impublicĂĄveis,
Os teus beijos bem guardados,
Eu jĂĄ te revelei, e me entreguei!
Das verdades incontĂĄveis,
Os teus cortejos eu registrei;
Dessa cor de amor que tens,
Os meus suaves desejos
Desabrocharam em mil [amores...,
SĂł para ver se um dia tu vens.
Das amenidades apaixonadas,
Os teus enleios fascinantes,
Eu hei de vĂȘ-los em noites estreladas!
Dos aromas orientais,
Os meus poemas sĂŁo ofertĂłrios,
Ao delicado colibri amado
Que tanta falta sempre me [faz].
Sinto o aroma do infinito em nĂłs,
O flagrante de amor no ar...,
Por ti nĂŁo me canso de esperar.
Vejo o horizonte se abrir por nĂłs,
O instante nĂŁo vai passar...,
Ăs inteiro e virĂĄ para sempre ficar.
Sinto a falta do teu abraço,
Do brilho do teu viço...,
Forte como as chuvas de março.
Vivo a alegria de ser por nĂłs,
O meu olhar nunca se perdeu...,
Do teu olhar o peito nĂŁo esqueceu.
Sinto todas as faltas do mundo,
O teu calor solar primaveril...,
NĂŁo pode me faltar no 'profundo'.
Quero adormecer com a tua voz,
O amor nasceu em nĂłs...,
Ele Ă© livre como um albatroz.
Sinto que o teu olhar leve,
O teu observar Ă© energia...,
E o meu corpo Ă© sĂł alegria.
Aonde estĂĄs? NĂŁo sei.
O teu amor serĂĄ a lei...,
O meu obedecer - a grei.
Sinto o teu beijo de colibri,
O amor saĂșda logo ali,
Amo-te em silĂȘncio aqui.
Aonde estĂĄs? NĂŁo sei.
O teu amor jĂĄ Ă© lei...,
O teu querer Ă© a fina grei.
Em vias de nĂłs obtermos
- a consumação -
O teu olhar nĂŁo me perde,
E nem se perde de uma linha
- da nossa paixĂŁo -
Alvissareira coroação,
- somos poetas -
Com todas as cordas e linhas
Da vida e do coração,
Plenos de ternura e oração.
Dos teus olhos cheios de mar
do amor que mora em nĂłs dois,
Temos um destino a cumprir
a vida para viver sorrindo,
O amor nĂŁo vivido para cultivar.
Verdade, céu, inferno e amar,
no teu coração eu vou chegar.
Demos as mĂŁos, vamos seguir
a vida nĂŁo hĂĄ de atentar...,
O Universo irĂĄ sereno se abrir.
Dos beijos que eu nĂŁo lhe dei,
eu vou em versos contar:
- Meu delĂrio em noite de luar
Berço esplĂȘndido de amar,
Riacho imenso e lĂmpido;
Ă este corpo feito para navegar.
O amor virĂĄ para sempre ficar,
ainda que mui menino,
TĂŁo lindo moreno e poeta do mar,
Ă©s meu seguro e secreto refĂșgio,
Doçura de (arrebatar),
Espero que venhas em breve,
Fazendo nĂŁo sĂł a dedicatĂłria,
Escrevendo o meu poema
E me tirando para dançar.
Ao poeta do mar...
NĂŁo existem sobras, e nem instantes
- o amor nasceu precioso
TĂŁo sublime que nĂŁo ligo para nada;
Rejeito qualquer colar de diamantes.
Vi entre os cetins e plumas
- a escolha talhada
No calor do teu abraço,
NĂŁo sei o quĂȘ Ă© que eu faço:
Se devo ir para a certeza das brumas.
Bem persistem as dĂșvidas, e nĂŁo poucas
- o amor surgiu caloroso
Na tua pele repleta de verĂŁo,
capaz de encantar em qualquer estação.
Te vi nas grandezas e nas larguras
- o desejo pleno pulsando
No andor dos meus passos,
Eu descobri o mistério do caminho:
-VocĂȘ gosta e deseja o nosso ninho.
NĂŁo devo confessar ainda os ledos
- mistérios
Dessa devoção e desse contentamento
Por alguém que se faz de pequeno,
Mas no profundo Ă© imenso, gigante
Devo a ti mil reverĂȘncias ao tempo,
Que se dedica a fazer girar o mundo
Gostaria de falar tudo, mas nĂŁo devo;
Dos meus enleios e do recomeço,
Do amor que Ă© salto, poesia e altura,
A tua escrita deixa a minha na fervura.
O céu se desdobra em luzes,
O amor se enfeita de brilho,
A alma se abre de satisfação,
Conhecendo a origem de tudo
Em busca da felicidade,
E de um paĂs que trata bem
A sua gente e a sua flora,
Em honra de tudo o quĂȘ foi,
E daquilo que serĂĄ construĂdo;
E serĂĄ pelo seu povo amado.
O Sol acariciando as plantaçÔes,
E deslizando nas montanhas...,
O herĂłi voltando Ă s origens
E se aproximando das estrelas...,
O coração batendo emocionado
Diante do cortejo das borboletas.
A Lua dançando nas emoçÔes,
Ă chegada a eterna primavera...,
A estação das maiores sensaçÔes,
O Universo conspirando a favor...,
- de nĂłs dois -
Nos aproximarå com a força do amor,
- que aceita -
Imensamente da forma que ele vier,
- mansamente -
Fazendo de mim a tua amada mulher.
Quando os olhos descobrirem,
que escrevo em busca do amor,
Dedicando-me a ter o vero [bem,
que aguardo desde sempre,
Um dia eu sei que ele [vem...
Quando a tua razĂŁo compreender,
que aqui existe arte inconfundĂvel:
Poesia casta e [imprescindĂvel
Que nĂŁo quer nada mais nada menos
Do que viver um amor [incrĂvel...
Quando os teus sentidos sentirem,
que escrevo com a fé mais [feliz,
Entregando-me com o mapa Ă CĂĄdiz,
que aguardo desde sempre,
Como o florescer da flor de [aniz...
Quando a tua compreensĂŁo [captar,
que escrevo com os meus versos
- solares -
Versos latinoamericanos e audazes
Para com o amor poético [libertar...
Sagrada com as marcas das guerras,
Experimentada pela vileza dos algozes,
Marcada por duas Ditaduras,
Que ainda querem calar as vozes...
Se calam um poeta, registre:
Mil outros hão de vir, é premonição!
Poetas nĂŁo sĂŁo como as espumas,
Que as ondas do mar nĂŁo hĂŁo de apagar!...
Os poetas são as constelaçÔes,
Que na constelação tĂȘm a sina,
De serem para sempre lembrados
E no firmamento viverem a brilhar.
Parte da minha natureza Ă© tua:
Sou estranho delĂrio de amor,
Que se declara, e se insinua
No meio de um banho de chuva.
Gotas de chuva deslizam em mim:
Sou brasa declarada que queima,
Que na tua pele insiste - teima
Em cair em completa perdição
Cresci, e o meu nome Ă© paixĂŁo.
Porque de tanto lhe desejar,
Respiro de tanto lhe querer,
Escrevo um tanto por nĂłs,
Resolvi te desvendar...
Gotas de chuva amainam em mim:
Sou letra que nĂŁo se sonega - teima,
Que quando se perde, se encontra
Vira e se desvira - solicita
Reza, espera, confia e vira poesia.
Deixa eu te dizer:
- Que o amor existe;
E que sem vocĂȘ
A minha vida Ă© triste.
Deixa eu te dizer:
- Que eu te amo;
E que eu sem vocĂȘ
NĂŁo tenho nenhum plano.
Deixa eu te dizer:
- Que te namoro,
E que nĂŁo fico sem vocĂȘ
Nem no outono,
Eu nĂŁo te abandono
Nem no inverno,
Porque entre nĂłs hĂĄ um verĂŁo,
- e uma primavera
E o nosso amor que Ă© eterno.
As estrelas riscam o chĂŁo,
E escrevo sobre o amor
Na palma da minha mĂŁo,
Ăs Universo e intimidade
Vou reverenciar cada minuto
Em nome da nossa paixĂŁo.
As estrelas iluminam
Os teus tontos passos...,
Porque no fundo és menino
Pleno e do mundo desprotegido;
Precisando dos meus afagos,
Para nĂŁo temer o infinito.
Segue os meus passos
Como o Sol descobre a sombra,
Sinal de que nĂŁo havia percebido
Da libertinagem com pompa,
Rimado pelas estrelas aos estalos.
Pecado inconfessĂĄvel,
Chama secreta,
Perfume inefĂĄvel,
Rosa mĂstica,
OĂĄsis no deserto,
Ilusionismo perfeito,
Soneto d'alma,
PorĂŁo aberto,
Algema quebrada,
Coração inteiro,
Flutuação perfumada,
Estou hipnotizada,
Completamente dominada.
Obedeço com louvor
Sereno como um rio,
Assim te tenho amor.
Brindo com doçura
Carinhosa como ĂĄgua,
Que beija, rega e passa.
Temo nĂŁo te rever mais
E perder das estaçÔes
A imagem que trouxe paz.
Canto a derradeira canção
De ninar a noite do meu bem,
Quem sabe um dia vocĂȘ vem?
A chuva de prata anuncia:
o amor que vocĂȘ confidencia.
O sabor da vida desafia...,
é amor que também escandaliza.
A artista desenhando a estrada,
a alma de um homem estradeiro,
A vitĂłria de um amor perfeito,
a vida celebrando cada passada.
A janela do tempo aberta,
- o amor que vocĂȘ acredita
Ă flor desabrochando no canteiro,
- a poesia antes desconhecida.
O rouxinol na mĂŁo saudando
o dono do viveiro,
O fado manso na tua mĂŁo,
o mel em forma de canção.
O vento batendo na janela,
a Lua iluminando o chĂŁo,
O Sol projetando o amanhĂŁ,
a vida Ă© sempre uma promessa.
O teu coração tem asas
Batendo ao vento,
O teu amor nĂŁo passa
Seguindo em cĂrculos,
Levitando o teu corpo
Que Ă© ferro e brasa.
A tua oração denuncia
Coração estremecido:
- Orgulho de joelhos
Moro nos teus segredos
Voltados para o sul,
Sou o teu melhor dos medos.
Estou na tua mĂŁo,
Se me tocas, sou cĂtara,
Jardim recurvado,
No profundo dos desejos,
Arco em busca da flecha,
Descrita pelo ZodĂaco,
Lida nos arcanos,
Composta pelos poetas,
Prevista pelos profetas,
Sou o maior amor da tua vida.
Abraça a tranquilidade do amor,
Que te faça sentir bem vivo,
Removendo toda a neblina,
Navega em ĂĄguas mansas,
Entregando-se de vez ao desejo,
Que cresce dia apĂłs dia;
NĂŁo desiste, e no peito cadencia
No ritmo das ondas do mar...,
Esse amor existe, e ele nĂŁo vai passar.
Ninguém me contou,
VocĂȘ virĂĄ ao meu encontro,
Eu te sinto, e nos pressinto,
Brindando como reis a tua vitĂłria;
NĂŁo duvide, faremos histĂłria.
VocĂȘ nĂŁo precisa me contar
Confias em mim
Ao ponto da tua vida me dar
De tanto me adorar
Em raios de luar e me ver
Sempre e em todo o lugar.
Persiste o rastro deste amor sofrido,
A tua voz pairando na memĂłria
Sempre me tranquiliza;
Mesmo no meio da noite surgida,
Ela vem me cobrir de todo o (frio).
A lembrança das horas é o destino
A reavivar o tempo que nos amamos;
A minha fé sempre me reanima,
A ternura redesenha o novo caminho.
O brilho trĂȘmulo das estrelas sinalizam,
Para que tu nunca emudeças de mim,
Que ainda hĂĄ o vestĂgios desse amor
Fulgurante, cĂĄlido e perfumado;
Como o aroma das rosas que plantamos,
Neste nosso canteiro cultivado por anos.
A intensidade deste beijo jerez,
A bondade que me conquistou,
A carĂcia que vocĂȘ me fez,
A tua loucura vocĂȘ me entregou.
O infinito sempre nos consola,
Somos artesĂŁos da nossa vida,
Médicos especialistas para curar
Toda e qualquer indiferença;
Escolhemos nos (amar)...
Tece quem se entrega,
Cura todo aquele que ama,
O amor cura com o tempo,
Quem ama nĂŁo engana,
E jamais se engana;
O amor Ă© puro
Poema aberto a todo momento.
