Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â O Amor estĂĄ em dar-se de corpo, alma e coração, mesmo sabendo que o outro nĂŁo tem mais nada a te oferecer
â Fazer o bem por Amor sem esperar nada em troca, nem mesmo gratidĂŁo, pois suas açÔes nĂŁo devem tornar as pessoas eternamente refĂ©ns de sua bondade
â O Bom CristĂŁo oferece bondade, caridade, doa Amor, prĂĄtica sua fĂ© e anuncia o evangelho de Jesus Cristo
â
Amor platĂŽnico
Terreno abandonado,
espaço baldio.
Dia amanhecido
casa abandonada
alma desolada.
Amar sozinho,
coração estarrecido.
Telhado cantante
amor de ilusĂŁo, paixĂŁo
de estudante.
Passarinhos soltos,
lua nova, deslumbrante.
A solidĂŁo aumentando
a paz vai acabando...
Olhos tristes, repletos
de sonhos vazios.
Desejos perdidos,
largados num terreno
da alma,
totalmente esquecidos.
â â Passamos uma vida inteira tentando explicar o que sentimos e o que chamamos de amor, em nossas buscas o cotidiano Ă s vezes traz uma fadiga, Ă© quando a nossa mente por sobrevivĂȘncia busca no universo, algo que mexa com a nossa alma, e que aqueça os nossos sentidos e nos tome para si, a sensação de infinito sem cuidado de afetar o nosso sentimento nos domina...
só que o amor não tem explicação.
Vivemos num mundo de vaidade, de egoĂsmo, sem ter um tempo em especial para dedicarmos ao outro, e quando encontramos alguĂ©m que nos dĂĄ atenção, que nos escuta, quando esse alguĂ©m Ă© delicado, centrado e vĂȘ a vida de um modo contente, nos encanta com uma palavra, um olhar, um jeito diferente... começamos a alimentar a esperança, de que encontramos a alma gĂȘmea da gente. O amor quando desperta em nĂłs, ele fica, mesmo se o outro nĂŁo ficar.
O que chamamos de amor nĂŁo Ă© quem encontramos pelo nosso caminho, nĂŁo Ă© alguĂ©m que teremos para uma vida inteira, esse alguĂ©m pode atĂ© passar e para trĂĄs nos deixar, mas deixa em nĂłs o ideal do que seria uma convivĂȘncia de amor, de compreensĂŁo e da paciĂȘncia de parar para prestar atenção no instante em que nos cruzamos, nĂŁo importa de que forma foi, aquele momento mĂĄgico gruda de tal maneira na alma da gente, que nos marca como amor, e daĂ em diante sabemos que amamos aquela pessoa enquanto vivermos, mas a vida Ă© assim, mostra a nĂłs o que Ă©... e quem Ă© o nosso amor, mas nĂŁo necessariamente viveremos uma vida juntos. Amor Ă© para sempre, mesmo se seguirmos sozinhos, guardaremos aquele eterno gesto de carinho.
Sem explicar ou vivermos um amor, seguimos amando, e lembrando daquele olhar, em cada påssaro que canta, em cada dia frio de chuva, em cada melodia... ou olhando a lua, enquanto estamos sentados diante do mar, e a noite nos embriaga de desejo e de tanta vontade de perto dele, estar, e vamos vida à dentro com ele sonhando sem realizar. O amor não tem mesmo explicação, amamos tão somente.
Liduina do Nascimento
Asas do tempo
Sejamos uma leve poesia, ou um poema de amor, levados nas asas do tempo, feito as folhas secas⊠aos ventos, que partem em seus voos sem saber se irĂŁo voltar, (e retornarĂŁo?) Ou serĂŁo somente tĂmidas e simples sementes. Somos feito viajantes de uma era, deixando as nossas marcas, boas ou nĂŁo.
Sem ajuda nĂŁo se aprende, nĂŁo se sabe e mais se erra; O mar nĂŁo bate, o sol esfria e o amor encerra;
Sem ajuda nĂŁo hĂĄ raiva, nĂŁo hĂĄ Ăłdio e nĂŁo hĂĄ guerra; NĂŁo se nasce, nem se vive e nem se enterra.
â Quem âama loucamenteâ nĂŁo passa de um apaixonado, pois o amor verdadeiro Ă© lĂșcido, frio e calculista.
Não hå prisão mais cruel do que aquela em que o carcereiro é alguém que te chamava de amor, de mãe, de pai ou de amigo.
