Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Oh, dor! Como Ă© triste o amor, poeta!
Nosso coração, pulsando forte, em vão
Busca alguém a quem possamos cantar
Mas, no fim, amor e poesia nĂŁo se dĂŁo
Somos poetas, fadados Ă solidĂŁo
Buscamos em vĂŁo, um sorriso apaixonado
Em cada amor, hĂĄ sempre desilusĂŁo
E, como sĂĄbio, desiste do ser amado
Oh, sapiĂȘncia! Pois sabemos nĂłs
Que para o poeta, amar Ă© um martĂrio
O amor Ă© um sentimento sĂł para tolos
Não temos tempo para distração
Feitos para para o fogo-eternidade
Julgados insensĂveis sem coração
â O amor Ă© um sentimento sem tamanho
Que faz da alegria a tristeza num segundo
Transforma a vida num abismo estranho
E deixa no peito um amargo tĂŁo profundo
Pois Ă©, como disse o poeta tempos atrĂĄs
O amor Ă© um fogo que arde sem se ver
E hoje eu entendo o que ele quis dizer
Queima e destrĂłi, e rouba a paz
Mas ainda assim, meus versos eu tecido
Com um fio de esperança no horizonte
Que um dia o amor construa a ponte
E enquanto isso, deixo aqui o meu lamento
E as palavras que vĂȘm do meu eterno ser
SĂł sssim a poesia traz o amor perdido
â Mas a cegueira do amor Ă© um fardo pesado,
Que nos faz perder o juĂzo e a razĂŁo.
Dizem que o amor Ă© um caminho iluminado,
Mas para mim, Ă© uma estrada de escuridĂŁo.
Esse sentimento nos guia sem rumo,
Nos faz ver beleza onde nĂŁo hĂĄ,
E nos leva a acreditar em tudo,
Quando sabemos que nĂŁo Ă© verdade.
Ah, amor, tu és um veneno disfarçado,
Que nos cega e nos faz sofrer sem razĂŁo.
Mas ainda assim, eu te amo, apaixonado,
E nĂŁo consigo escapar dessa prisĂŁo.
Meu coração talvez possa ouvir um dia
A cegueira do amor, esta linda melodia
â Meu coração arde em chama, Ă© amor,
E em teus olhos vejo o brilho do céu,
Anseio teus lĂĄbios e o teu calor,
E em teus abraços sou prisioneiro, réu.
Ăs um sonho que se torna real,
Com tua beleza e graça sem fim,
Minha paixĂŁo por ti Ă© tĂŁo leal,
Que nunca mais serei feliz assim
A cada olhar que troco contigo,
Sinto meu peito bater mais forte,
quando me tocas, o mundo Ă© sĂł isso.
Neste amor intenso, de vida e morte
Juntos seguiremos o mesmo caminho
Até o fim, lado a lado, com essa sorte
â O amor parece ridĂculo aos olhos meus
TĂŁo incerto, tĂŁo volĂșvel, tĂŁo errĂĄtico
Um jogo de azar, feito de modo tétrico
Um ĂmĂŁ que atrai, com poder hipnĂłtico
Inebriado por seu efeito etĂlico
CaĂmos na sorte do sentimento Ășnico
TĂŁo clichĂȘ, tĂŁo banal, parece satĂrico
Mas Ă© real, Ă© verdadeiro, Ă© mĂĄgico
Por vezes nos perde, prova a bondade
Mas nos ensina a perdoar, a sermos fortes
Nos faz ver alĂ©m, do Ămpeto da vaidade
O amor pode ascender, e nĂŁo ser ridĂculo
Basta deixar de lado o medo da sorte
E acreditar na sua pura verdade.
Evan do Carmo
â ImpossĂvel viver sĂł, sem amor ao lado,
A vida, entĂŁo, seria um engano profano,
Pois o amor, divino sentimento abençoado,
Ă o doce canto que transforma o ser humano.
Como um vinho que embriaga a alma inquieta,
O amor encanta e envolve com sua magia,
Em seus braços, a solidão se desfaz completa,
E a vida ganha uma nova sinfonia.
No encontro dos coraçÔes, nasce a poesia,
Um vĂnculo eterno, sublime e sagrado,
Do amor, a essĂȘncia que nos guia e alumia.
ImpossĂvel ser feliz, solitĂĄrio e isolado,
O amor Ă© o elo que entoa a melodia,
Um abraço divino, um encanto enlaçado.
Evan do Carmo
â Depois das palavras que ouvi,
Teu rosto mudou, se afastou de mim,
O amor que era fogo e abrigo,
Agora Ă© silĂȘncio, vazio e frio.
Vivo ao teu lado, mas me sinto sĂł,
Cada palavra tua jĂĄ nĂŁo entendo,
O abismo entre nĂłs Ă© um golpe,
um soco no estĂŽmago.
Quem és tu, que jå não reconheço?
SerĂĄ que mudaste, ou fui eu que mudei?
Ou sempre foste assim, sĂł eu que nĂŁo via?
Esse estranhamento Ă© uma ferida
que arde em meu peito.
E me pergunto se um dia ainda te acharei.
â Sombras da existĂȘncia
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, jå sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vĂŁos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que jĂĄ nĂŁo clama,
Na noite que se alonga, sĂł o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restarĂĄ? SĂł a voz que chama.
â Nem com Vinicius nem com o Tom
Que um amor, tem que triste pra ser bom,
com isso eu NĂŁo posso concordar,
nem com o Vinicius nem e o Tom.
Que o amor, nĂŁo Ă© belo assim
como se canta, nĂŁo suporta
a miséria que o espanta
Quando falta o pĂŁo, pede perdĂŁo
e desencanta.
Quando falta o pĂŁo, pede perdĂŁo
e desencanta.
â
Se o meu amor fosse canção
Se o meu amor fosse canção
Seria mĂșsica de Tom Jobim
Seria mĂșsica de Tom Jobim
De natureza, bela, de luz e de sol
Seria pra mim sinfonia perfeita
Do começo ao fim.
Se o meu amor fosse canção
Seria Ăłpera de Wagner
Romance de Isolda e TristĂŁo
Queixa do Caetano
âQualquer Coisaâ vĂŁ
Travessia do Milton
Sina do Djavan.
Se o meu amor fosse canção
Seria assim, cheia de defeitos
Melodia incompleta
Rascunho de poeta
Poema sem som.
â Soneto ao meu amor
A lua brilha, espelho do luar,
Reflete a luz que vem do seu senhor.
Assim sou eu, que busco o teu olhar,
E encontro em ti a fonte do amor.
No céu sereno, a lua em esplendor,
Inspira sonhos, faz o mar cantar.
Mas, sem o sol, Ă© triste e sem valor
Perdida e fria, nĂŁo pode brilhar.
Assim era eu, sem tua luz em mim,
Um ser sem rumo, triste a vagar.
Contigo, amor, conheci vida enfim,
E em teu carinho, volto a resplandecer.
Ăs meu sol, que me faz renascer
E sem ti, nĂŁo saberia sequer viver.
â
Oração do SilĂȘncio
Ouvi o som do vazio, meu amor,
o eco de mundos suspensos no espaço,
como se o universo guardasse um segredo
no instante em que tua prece tomou forma.
Era um murmĂșrio antigo,
feito da respiração das estrelas,
um canto sem voz
celebrando a existĂȘncia
num espelho onde o infinito se reflete.
Nos teus låbios, senti o renascer da matéria,
nĂŁo como milagre, mas como fluxo,
como se o beijo fosse a maré se entregando ao vento.
Era a força que tudo move,
o gesto eterno que o cosmo repete
quando o dia se dissolve em sombras
e a noite se abre em promessas veladas.
Na reverĂȘncia do teu gesto,
teu amor, meu amor,
era mais que oferenda:
era força que unia nossos mundos,
era órbita e atração em harmonia,
era o corpo compreendendo os ciclos do tempo
no instante em que se curvava.
Tu me tocaste com a alma entregue,
nĂŁo em servidĂŁo,
mas na dança de corpos celestes
que encontram equilĂbrio na troca.
Fomos constelaçÔes em convergĂȘncia,
nĂŁo por acaso,
mas porque o universo escolheu
aquele momento para ser eterno.
E ali, onde o vazio tornou-se canção,
onde a matéria renasceu em ternura,
aprendi que amar é dançar com o cosmo,
sem nunca precisar de respostas.
"Quando tiver a oportunidade de orar... ore!
Falar com Deus Ă© um ato de amor, com Ele vocĂȘ nĂŁo gasta tempo, pelo contrĂĄrio, vocĂȘ ganha!"
â "Jesus chorou, porque entendeu, que o sĂł o amor era capaz de curar as feridas da alma e do mundo, e salva-los da morte eterna"
â "Amor nos traz felicidade
Raiva nos traz tristeza,
mas Indiferença adoece
o corpo e destroça a alma"
â "O amor Ă© como um
pĂĄssaro, por suas asas.
As vezes voa pra la, voa
pra cĂĄ, e depois volta
pra casa."
