Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Diante dissoâŠ
Diante de tudoâŠ.
Da vidaâŠ.
Da dorâŠ.
Diante de tudoâŠ
Da saudadeâŠ
Do amorâŠ.
Diante de tudoâŠ
Do abandonoâŠ
De todos os dias do anoâŠ
Diante disso tudoâŠ
Eu ainda te amoâŠ.
â O casamento Ă© o jardim onde duas almas plantam a semente do eterno, regando diariamente com amor, respeito e perdĂŁo.
â Quem encontra um cĂŽnjuge sĂĄbio, acha um espelho de si mesmo; e quem o cultiva com amor, colhe dias longos e fecundos.
â O amor mais bem correspondido da HistĂłria da Humanidade sempre serĂĄ o amor prĂłprio regado a alta autoestima.
â â Aquele que busca o amor no dinheiro e na aparĂȘncia encontrarĂĄ apenas o vazio do efĂȘmero. A verdadeira uniĂŁo nasce onde a alegria reside, no simples prazer de ver o outro feliz e, com isso, serem felizes juntos.
â nĂŁo merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras
nĂŁo merece amor quem
os nervos nĂŁo esfrega em mel em cinzas
e no zinabre de fagulhas e salivas
arrastando a lĂngua nas flechas
contra postes paredes e pedras
nĂŁo merece amor quem vive em si
esquĂĄlido como um cristo que nĂŁo pesca
como um cachorro que tem dor de barriga
e flores e gramĂneas nĂŁo mastiga
nem faz compressa
nĂŁo merece amor quem vive em si
sem esfolar a ponta das vértebras
Sim, acredito no amor
No amor que cuidamos
No amor que sentimos
No amor bobo
No amor romĂąntico
No amor incondicional.
O amor tem suas limitaçÔes quando não é correspondido.
â Pai,
Nada sou sem VĂłs.
Nada sou sem o Seu amor.
Sua vontade de amar.
Enche todos de esplendor.
Arregaçais as margens de vida.
Melhorais a vida de cada um de nĂłs.
Ensinai-nos o que Ă© amar de verdade.
O que Ă© crer em vez de querer.
VĂłs, Pai, escutais cada um de nĂłs e perdoais nossos pecados uma vez deles verdadeiramente arrependidos.
Pai, só vós para suportar tantos erros nossos e mesmo assim estais pronto para nos recebes no vosso regaço.
Obrigado Meu pai.
Fantasma do amor
â FĂĄcil Ă© fazer coraçÔes se perderem
DifĂcil Ă© encontrar motivos para nĂŁo sofrerem
Sou abrigo, a paz a fluir
Onde sonhos se encontram e podem ressurgir
conforto onde muitos se aquecem
o calor que abraça
fogo que nunca se apaga
Figurante a brilhar
Modéstia disfarçada, sabendo meu valor no ar
VocĂȘ Ă© o sol, o centro a reluzir
Desejo que brilhe que venha a surgir
Posso ser um caminho, luz em sua jornada
abrindo espaço para a vida sonhada
Mas nem sempre o amor Ă© um mar profundo
no primeiro erro me afasto desse mundo
Como um sussurro no vento
serei sempre parte do seu mais intenso momento
Apenas um fantasma que passa a vagar
ecoando na sua mente, deixo imaginar
Perdeu-me e nunca vai me encontrar
Fazia sentir-se Ășnico na multidĂŁo
Vi sua essĂȘncia e perfeição
Agora restou um eco, um vazio profundo
tentando preencher com coisas do mundo
Mas saiba que nada preencherĂĄ essa dor
VocĂȘ busca o que Ă© vazio, e nĂŁo o amor
E eu sigo aqui, sombra de quem fui
o amor que deixou escapar
Um lembrete do amor que nunca mais construiu
â Agora Ă© hora de recolher o amor
Agachar diante dos pedaços,
catar o que foi espalhado com tanta esperança
e trazer de volta
Pra dentro
Pra curar
Sem pressa
Com ternura
â "Soneto breve Ă força"
NĂŁo te rendas Ă dor, amor meu,
nem ao peso sombrio das horas vazias.
Dentro de ti, arde um coração de fogo,
e nenhum inverno serĂĄ capaz de extingui-lo.
Mesmo que a noite se feche sobre teus olhos,
e as pedras sangrem os teus pés cansados,
sĂȘ rio, sĂȘ raiz, sĂȘ espada, sĂȘ flor:
nĂŁo te rendas, amor, nĂŁo te rendas.
â "Soneto do Amor Sem Medidas"
Amo-te assim, sem tempo e sem medida,
como a maré que se entrega à lua cheia.
Em teu silĂȘncio, minha voz vagueia,
e, em teu olhar, vejo a luz da minha vida.
Sou teu no vento, na manhĂŁ erguida,
na rosa que, do inverno, ainda semeia.
Ăs minha sede, a fonte que clareia
os becos escuros dessa alma ferida.
NĂŁo te amo como quem deseja posse ou nome,
mas como quem respira, sente e some
nas mĂŁos daquilo que nĂŁo se explica.
Amor que arde sem queimar o peito,
mas faz do mundo um verso mais perfeito,
onde o teu ser, no meu amor, habita.
â Quero a leveza de um amor sincero,
o brilho nos olhos, a lĂĄgrima em festa,
ao te ver chegando, rompendo o mistério.
Quero a doçura da tua mão em minha,
o arrepio quente que tua alma despeja,
como o sol da manhĂŁ na frieza dos dias.
Quero que sejas, no deserto sem vida,
o orvalho raro que a esperança semeia,
e que tua presença no meu horizonte
seja a razĂŁo entre viver... ou morrer de amor
â Quero a leveza de um amor sincero, com brilho nos olhos da lĂĄgrima de alegria ao te ver chegando. Quero a suavidade das tuas mĂŁos tocando as minhas, e sentir o arrepio do calor que sĂł a tua alma emana, tal qual o sol da manhĂŁ na superfĂcie gelada dos castelos da solidĂŁo. Quero que sejas pra mim gotas de orvalho num deserto que jamais chove, e que a tua presença em meu horizonte,seja a importĂąncia de viver ou morrer de amor
â Fragmentos para um amor morto
Teu nome
ainda arranha
meu sono.
No prato vazio,
mastigo tua ausĂȘncia
como pĂŁo duro.
Minha boca chama â
mas sĂł responde
o silĂȘncio.
Um lençol,
um cheiro,
uma falta.
Teu corpo foi,
mas tua sombra
nĂŁo desaprende.
Grito teu nome
e ele volta
sem carne.
A noite me veste
com tua ausĂȘncia:
lĂŁ fria,
sangue lento.
â JĂĄ escrevi sobre o amor,
rabisquei sobre a paixĂŁo entre versos e vivĂȘncia, hoje escrevo gratidĂŁo:
nĂŁo como quem agradece por conquistas,
mas como quem reconhece a travessia.
GratidĂŁo pelo impermanente,
pelo que nasce apenas para morrer,
pelas perguntas sem resposta,
pelos caminhos que, ao se perderem, me encontraram.
A vida â este breve suspiro entre o acaso e a eternidade â
se escreve em mim com tintas invisĂveis,
e a gratidĂŁo Ă© o silĂȘncio que compreende o indizĂvel.â
