Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â O Amor Sincero Do Candeal
TĂŁo longe numa antiga cidade
Um jovem em plena mocidade
Por uma bela mulher se apaixonou
Tinha uma beleza por raridade
E logo que teve oportunidade
A ela, ele se declarou
Ela sorrindo uma graça achou
E dizendo assim com voz doce
Palavras que ele amou
Eu adorei o seu jeito sincero
E este amor puro Ă© o que eu mais quero
Assim sua mĂŁo o tocou
E untaram os dedos num abraço profundo
JĂĄ compreendia que naquele segundo
O amor nasceu e prosperou
Dançaram a noite toda na festa
Um amor puro que se manifesta
E seu coração assim suspirou
Soube que aquela noite mĂĄgica
Uma paixĂŁo nascia serena
E da sua boca pequena
Proferiu uma vida nostĂĄlgica
Para dar vida ao amor
No jardim colheu uma rosa
E deu a amada esta flor
De perfume assim tĂŁo cheirosa
Mas mal sabia ao fim
Que ao sair daquele pavilhĂŁo
Encontraria assim
A morte por ocasiĂŁo
Pedindo por que sofre tanto
E escorria ao rosto o pranto
De alguém agora na solidão
Passou um carro correndo
Numa velocidade tĂŁo grande
E viu sua amada morrendo
AlĂ na rua ofegante
Foi uma noite chuvosa
De tempestade trĂĄgica
Que numa extensa verborrĂĄgica
Proferia palavras chorosas
O corpo foi enterrado
Numa alcova profunda
Enquanto o pranto vasado
O mundo assim inunda
Mas um amor tĂŁo sincero
Dura pela eternidade
E cura qualquer enfermidade
Ă algo que tanto esmero
Ao raiar do segundo dia
Ao chĂŁo daquela alcova
Ouvia-se uma gritaria
Era uma voz dolorosa
Que da terra entĂŁo se via
Uma mĂŁo que saĂa
E na palma havia uma rosa
Voltou aqui neste mundo
Pois o amor era tĂŁo profundo
Que nem mesmo estando ao fundo
Esqueceu quem tanto a amou
E daquele solo fecundo
O corpo que estava ao fundo
Ă superfĂcie retornou
Veio buscar quem um dia
Com tamanha alegria
Sua mĂŁo tocou
Dançou pela noite eterna
E ao amanhecer do dia
Para sua cova voltou
Levando consigo a alma
Daquele que por ato verdadeiro
Tocando-a palma a palma
Num amor que nĂŁo foi passageiro
Esta histĂłria Ă© real
Acredite vocĂȘ ou nĂŁo
Mas dizem que no candeal
Pode-se ver um cadĂĄver
Com uma rosa na mĂŁo
â Em cada vinho que consumo.
Gostas de sabedoria inspiram dentro de mim.
PartĂculas de amor, saudade, alegria, e paixĂŁo.
Todas compartilhadas com sua presença, querido e amado vinho.
â NĂŁo seja egoĂsta quando ao expressar sentimentos como: amor, carinho, afeto, ternura e paixĂŁo. PorĂ©m seja seletivo. Expresse apenas para quem conhece a palavra RECIPROCIDADE.
Quando o assunto pautado for o amor eu jogo sujo.
Amo de verdade, nĂŁo finjo amar quem eu nĂŁo amo.
NĂŁo amo quem nĂŁo merece, mas me entrego para quem Ă© recĂproco.â
â Mesmo se for apagado, esquecido, foi dedicado tanto amor Ă© carinho quando foi escrito, momentos nĂŁo voltam mais, Ă© a saudade que se faz, de nĂŁo ter vivido o que se foi escrito...
â no sorriso
no olhar
me prende
acende
a chama
puro Amor
preenche
compreende
me faz ser
alguem melhor
da sentido
ser sentido
Ă© com vocĂȘ que quero acordar todas as manhĂŁs..
**Despertar
â SONETO PERDIDO E TORTO
Se prosar que ignoro estou mentindo
Mas falar de amor eu nĂŁo mais tento
Por essa tal poética eu vou convindo
Sem mais entender deste sofrimento
Se da saudade atormento vai saindo
Nesta sensação nada mais fomento
De tuas rememoraçÔes vou fugindo
Destinta quimera eu lanço ao vento
Se a prosa é de que me ama, maço
E se silencia, nem sei o que eu faço
Com a solidão na minha inspiração
Quanto mais o sentimento absorto
Mais o soneto se vĂȘ perdido e torto
Na prosa de um apaixonado coração
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 janeiro, 2022, 10â16â â Araguari, MG
â A lucidez do louco
Meu amor, isso magoa
Ser eu e ser outra pessoa
JĂĄ escrevi coisa parecida
EntĂŁo liberto a minha loucura escondida.
Quando a coisa aperta sĂł quero ir embora
Para ver se tudo melhora
Ăs vezes sĂł quero pegar as malas e fugir
E essa covardia toda me faz rir.
Toda essa confusĂŁo Ă© lucro
Nunca me chame de sĂŁo, me chame de maluco
Querem me enforcar
Pois o louco que reconhece a sua loucura Ă© demais para decifrar.
â Dizem que quando a gente ama a gente fica melhor, mas o amor machuca. O amor machuca tanto que Ă s vezes vocĂȘ nĂŁo consegue nem respirar e fica um vazio que dĂłi a alma. O amor dĂłi, dĂłi muito, e a gente precisa aprender a conviver com essa dor porque nĂŁo tem outro jeito.
VocĂȘ sabe o que Ă© maior que o amor que sinto por vocĂȘ? Ă a responsabilidade de nĂŁo estragar tudo, por conta de um erro.â
â O amor Ă© comparado a uma ĂĄrvore. Sem cuidados, as folhas caem, os galhos secam e ela morre. Regada e cuidada novamente, ela renasce. Assim Ă© o amor mesmo se acabar ou morrer, se começarmos a cuidar ele renasce.
â Amor e Desamor
Se o amor for uma prisão, serei réu. Se a liberdade for o desamor, assumo a culpa e amena måxima da prisão perpétua.
â Nas linhas que escrevo..cada palavra nesse vazio do branco;
Ă preenchido com o amor...o mesmo que preencheu minha vida enchendo de alegria e encanto.
â Eu tento explicar meu amor por vocĂȘ;
Mas eu nĂŁo consigo me expressar com palavras o que a alma sente com sentimentos inexplicĂĄveis.
â Complicado Ă© quando o Ăłdio se torna maior que o amor, devido o livre arbĂtrio, este sentimento serĂĄ revertido somente se vocĂȘ quiser.
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