Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
As vezes penso se nĂŁo tivesse te conhecido, nĂŁo estaria sentindo sua falta, mas tambĂ©m nĂŁo teria vivido momentos tĂŁo lindos e inesquecĂveis.
MANIA DE EXPLICAĂĂO
Era uma menina que gostava de inventar uma explicação para cada coisa.
Explicação é uma frase que se acha mais importante do que a palavra.
As pessoas até se irritavam, irritação é um alarme de carro que dispara bem no meio de seu peito, com aquela menina explicando o tempo todo o que a população inteira jå sabia. Quando ela se dava conta, todo mundo tinha ido embora. Então ela ficava lå, explicando, sozinha.
SolidĂŁo Ă© uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança pra acontecer de novo e não consegue.
Lembrança Ă© quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capĂtulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco Ă© menos da metade.
Muito Ă© quando os dedos da mĂŁo nĂŁo sĂŁo suficientes.
Desespero são dez milhÔes de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.
AngĂșstia Ă© um nĂł muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia Ă© quando o maestro de vocĂȘ se perde completamente. Preocupação Ă© uma cola que nĂŁo deixa o que nĂŁo aconteceu ainda sair de seu pensamento.
IndecisĂŁo Ă© quando vocĂȘ sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e påra.
Intuição é quando seu coração då um pulinho no futuro e volta råpido.
Pressentimento Ă© quando passa em vocĂȘ o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
RenĂșncia Ă© um nĂŁo que nĂŁo queria ser ele.
Sucesso Ă© quando vocĂȘ faz o que sempre fez sĂł que todo mundo percebe.
Vaidade Ă© um espelho onisciente, onipotente e onipresente. Vergonha Ă© um pano preto que vocĂȘ quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho Ă© uma guarita entre vocĂȘ e o da frente.
Ansiedade Ă© quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada especialmente.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento Ă© a lĂngua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva Ă© quando o cachorro que mora em vocĂȘ mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria Ă© um bloco de Carnaval que nĂŁo liga se nĂŁo Ă© fevereiro.
Felicidade Ă© um agora que nĂŁo tem pressa nenhuma.
Amizade Ă© quando vocĂȘ nĂŁo faz questĂŁo de vocĂȘ e se empresta pros outros.
Decepção Ă© quando vocĂȘ risca em algo ou em alguĂ©m um xis preto ou vermelho.
DesilusĂŁo Ă© quando anoitece em vocĂȘ contra a vontade do dia.
Culpa Ă© quando vocĂȘ cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, nĂŁo podia.
PerdĂŁo Ă© quando o Natal acontece em maio, por exemplo.
Desculpa Ă© uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino Ă© um desataque de prudĂȘncia.
PrudĂȘncia Ă© um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez Ă© um acesso de loucura ao contrĂĄrio.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção estå dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda Ă© quando a vontade estĂĄ no meio do caminho.
Vontade Ă© um desejo que cisma que vocĂȘ Ă© a casa dele.
Desejo Ă© uma boca com sede.
PaixĂŁo Ă© quando apesar da placa "perigo" o desejo vai e entra.
Amor Ă© quando a paixĂŁo nĂŁo tem outro compromisso marcado. NĂŁo. Amor Ă© um exagero... TambĂ©m nĂŁo. Ă um desaforo... Uma batelada? Um enxame, um dilĂșvio, um mundarĂ©u, uma insanidade, um destempero, um despropĂłsito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque nĂŁo tivesse sentido, talvez porque nĂŁo houvesse explicação, esse negĂłcio de amor ela nĂŁo sabia explicar, a menina.
Nota: VersĂŁo adaptada de Link
Parabéns!
Felicidades pelo seu aniversĂĄrio! Que os seus sonhos e desejos possam tornar-se realidade, principalmente se eu fizer parte dele.
Sabe, eu gostaria de ter o dom de expressar em palavras tudo o que eu sinto por vocĂȘ, mas infelizmente nĂŁo sou um poeta. Ăs vezes acho que nem mesmo seu eu fosse um poeta conseguiria explicar para vocĂȘ esse meu sentimento.
Pois como explicar com palavras algo que se sente tĂŁo profundo? Como explicar o que Ă© esse coração acelerado, quando vocĂȘ chega? Ou esse desespero quando vocĂȘ sai? Essa alegria sem fim quando vocĂȘ me abraça? Ou esse calor imenso quando vocĂȘ me beija?
VocĂȘ consegue desestruturar o meu ser de uma forma deliciosa, e eu chego Ă conclusĂŁo apenas de uma coisa: eu te amo com todas as forças do meu ser, de maneira egoĂsta, pois eu quero sĂł para mim; de maneira suave, porque me sinto flutuar quando estou ao seu lado, mas principalmente de maneira plena, pois vocĂȘ me completa.
ParabĂ©ns! Eu amo vocĂȘ.
CARTA PARA O HOMEM QUE MORREU E UM POUCO DE VERDADE VIVA
(...)Eu passo quieta por vocĂȘ, vocĂȘ passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
(...)E vocĂȘ jĂĄ abalou tanto a minha vida. Que pena, agora vocĂȘ morreu.
(...)NĂŁo morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vĂȘ.
Mas vocĂȘ nunca mais me olhou quase chorando, vocĂȘ nunca mais se emocionou, nem a mim.
VocĂȘ nunca mais pegou na minha mĂŁo e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem vocĂȘ, eu treinei porque vocĂȘ sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de vocĂȘ para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
(...)Eu sĂł queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nĂł.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e nĂŁo dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei vocĂȘ.
Antes que eu morresse de amor. Matei vocĂȘ.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu nĂŁo.
SensaçÔes, como sĂŁo difĂceis de serem expressas...
O coração bate tresloucadamente, as mãos suam, nervos à flor da pele e aquela incerteza latente: ligar ou não ligar? E se ele não lembrar de mim? E se simplesmente me ignorar? O que fazer...
Coração retumbando dentro do peito, ansiedade pura, pulsação como se tivesse acabado de correr uma maratona... E então ela decide: vou ligar e seja o que Deus quiser!
Levanta de sua mesa de trabalho, atrolhada de processos complicadĂssimos que destrincha com a maior facilidade e o medo se apodera dela... NĂŁo vou desistir, hoje eu vou ligar... Seus dedos tremulam ao digitar os nĂșmeros, cĂłdigo da operadora,2 nĂșmeros, cĂłdigo da ĂĄrea, + 2, nĂșmero do telefone, + 08, sĂŁo doze interminĂĄveis nĂșmeros que ela digita durante os quais ela simplesmente nĂŁo raciocina para nĂŁo desistir.
NĂșmeros discados, telefone chamando, toca uma, duas, trĂȘs, ela jĂĄ atĂ© estĂĄ querendo desligar pensando âviu, ele nĂŁo atendeu, a culpa nĂŁo foi minhaâ! Quando ouve um alĂŽ do outro lado, daquela voz tĂŁo conhecida, jamais esquecida, apesar do tempo passado, ela tira uma forca que nĂŁo sabia que possuĂa e começa a falar... Primeiro coisas triviais, âcomo tu estĂĄs, e o trabalho, saĂșde?â e todo aquele papo educado que aprendemos a ter, como dizem os franceses âcome il fautâ... Perguntas que vĂŁo, respostas que vĂȘm, questĂ”es respondidas e o tempo passando e ela pensando: âeu nĂŁo vou conseguir...â Mas ela Ă© uma mulher determinada, que aprendeu a lidar melhor com suas emoçÔes e que acha extremamente injusto esconder seus sentimentos dos outros e de si prĂłpria...
EntĂŁo menciona: "isto nĂŁo tĂȘm nada a ver com vocĂȘ, eu Ă© que preciso te dizer isso..." respira fundo e solta o verbo, com uma coragem que vem das entranhas: âtu nĂŁo sabes como eu te amei naquela Ă©poca...â, ela nunca havia dito isso com todas as palavras: EU TE AMO! Apesar das atitudes indicaram, os olhos falarem, mas a boca era reprimida... NĂŁo conseguia dizer durante todos os momentos apaixonados e maravilhosas vividos, essas palavras mĂĄgicas... ela ainda era uma menina-mulher, confusa, apaixonada... e achava que nĂŁo dizendo isso, deixava de entregar o que jĂĄ havia sido entregue hĂĄ muito tempo: sua alma, seu coração e seu corpo... Quanta bobagem... sĂł o tempo e a experiĂȘncia a deixaram ver isso... VitĂłria! Ela disse! Conseguiu! EstĂĄ em paz com sua consciĂȘncia. Disse a quem nunca havia dito que o amava, apesar de um atraso de dez anos, mas isso Ă© detalhe! Ela deixou de dizer, ele deixou de ouvir, serĂĄ que mudaria algo? Agora isso nĂŁo interessa... Ele pareceu um pouco perturbado e diz que ficou emocionado... RetribuĂ com o velho jargĂŁo âeu tambĂ©m gostei muito de tiâ...
Ela nĂŁo acredita que cumpriu a missĂŁo que tinha estabelecido para si mesma, entĂŁo se despede: âum beijo para tiâ e desliga.
Volta para sua sala, senta em sua mesa, em frente ao seu computador, como se nada tivesse acontecido! Tudo parece igual, seus colegas sérios trabalhando, os processos se avolumando e ela tenta se concentrar, seus olhos enchem de lågrimas, ela havia vencido mais uma batalha! Ela era uma mulher de verdade que não esconde o que sentiu, sente e sentirå! Cresceu e amadureceu!
Se parabeniza mentalmente e pensa: âa liberdade realmente Ă© azul!â
Nunca amamos alguém. Amamos, tão-somente, a idéia que fazemos de alguém.
Ă um conceito nosso - em suma, Ă© a nĂłs mesmos - que amamos.
Isto é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma idéia nossa.(...)
As relaçÔes entre uma alma e outra, através de coisas tão incertas e divergentes como as palavras comuns e os gestos que se empreendem, são matéria de estranha complexidade. No próprio ato em que nos conhecemos, nos desconhecemos. Dizem os dois 'amo-te' ou pensam-no e sentem-no por troca, e cada uma quer dizer uma idéia diferente, uma vida diferente, até, porventura, uma cor ou um aroma diferente, na soma abstracta de impressÔes que constiui a atividade da alma.
Eu sou assim, eu vou sumir quando vocĂȘ menos esperar, eu vou surtar com vocĂȘ, vou querer que vocĂȘ sinta medo, orgulho, paixĂŁo, tesĂŁo, fome de mim. Eu vou ter as vontades mais loucas , eu vou sentir inveja atĂ© da sua sombra por estar perto de vocĂȘ de dia, e do seu travesseiro por estar com vocĂȘ a noite. Eu vou aparecer sĂł pra vocĂȘ me perceber, eu vou sumir e aparecer milhĂ”es de vezes pra vocĂȘ me notar. Eu vou ter sede da sua atenção, eu vou querer seu "mais eu te amo" quando eu disser "eu te odeio, e nĂŁo quero mais te ver por aqui", eu vou querer um beijo roubado no meio daquela briga, eu vou querer seus elogios quando o espelho estiver de mal comigo, eu vou querer sua sinceridade quando for necessĂĄrio, e a sua doce mentira quando minha vaidade precisar, eu vou querer surpresas no meio do dia, ligaçÔes inesperadas, eu vou respirar vocĂȘ, eu vou amar vocĂȘ...
E aĂ vai querer mesmo cruzar meu caminho?
A vida Ă© complicada porque nĂłs mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo, ou justamente o que nĂŁo deverĂamos.
A gente faz planos mesmo em cima dos silĂȘncios deles, a gente vĂȘ beleza em cada sumiço, a gente vĂȘ olhares de amor no mais puro olhar de tesĂŁo, nĂłs temos a mente completamente diferente da deles. NĂŁo precisa procurar no meio da multidĂŁo, coisas acontecem quando vocĂȘ desiste de procurĂĄ-las, posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossĂvel de nĂŁo o invadir. NĂŁo hĂĄ como garantir que nĂŁo possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero Ă© ser o melhor que vocĂȘ merece. E de tudo que posso ser pra vocĂȘ eu sĂł pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razĂŁo eu deixasse a mĂĄscara cair, eu irei segurar sua mĂŁo como quem segura a mĂŁo de alguĂ©m que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração atĂ© que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder, e jamais te limitar mas chorar quando decidir ir embora, e esperar suas mudanças naturalmente sem forçar vocĂȘ, roubar mil beijos seus quando vocĂȘ decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a vocĂȘ. E eu nĂŁo somente diria que canta mal como cantaria com vocĂȘ, provando assim que existem pessoas que cantam horrivelmente, e que vocĂȘ nĂŁo Ă© a Ășnica, mas a que eu estaria disposta a escutar, e quando vocĂȘ decidir falar demais, que eu debruasse sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer, e quando for desastrado que haja fĂŽlego para nĂŁo morrermos de tanto rir.
E que vocĂȘ sinta vontade de precisar de mim, mas nĂŁo sĂł quando houver necessidade, que vocĂȘ sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que nĂŁo veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que vocĂȘ sempre sinta vontade de mais, mais e mais. E que vocĂȘ suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de nĂŁo ter uma beleza extrema, poder fazer com que vocĂȘ enxergue que gostar de alguĂ©m vai muito alĂ©m de beleza fĂsica, e tentar tambĂ©m de algum jeito (infelizmente sĂł tentar) fazer com que vocĂȘ nĂŁo precise olhar em outras direçÔes, porque seus olhos vĂŁo estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar vocĂȘ, seja lĂĄ aonde vocĂȘ estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito.
Por que sinto falta de vocĂȘ? Por que esta saudade?
Eu não te vejo, mas imagino suas expressÔes, sua voz, seu cheiro...
Se um dia vocĂȘ se apaixonar e a razao pedir pra vocĂȘ desistir e o coraçao para vocĂȘ lutar, lute...
pois nĂŁo Ă© a razĂŁo que bate para vocĂȘ existir.
(...) Que dias hĂĄ que na alma me tem posto
Um nĂŁo sei quĂȘ, que nasce nĂŁo sei onde,
Vem nĂŁo sei como, e dĂłi nĂŁo sei porquĂȘ.
Nota: Trecho adaptado de soneto de LuĂs de CamĂ”es.
Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso e eterno e me deixe em seus pensamentos, para que a distĂąncia nĂŁo apague em ti minha existĂȘncia.
Hoje me bateu uma saudade enorme de vocĂȘ...
Lembrei-me do seu rosto,
dos seus olhos,
da sua voz,
dos seus carinhos...
A saudade foi apertando cada vez mais,
e quanto mais lembrava de vocĂȘ,
mais vontade eu tinha de te ver...
Tentei pensar um jeito de te encontrar,
mas todas as idéias que me vinham,
nĂŁo eram possĂveis para hoje...
Pensei entĂŁo
numa maneira de chegar atĂ© vocĂȘ
este grito de saudade.
Estas flores
Ă© para te dizer do meu sentimento...
Sabe o que sinto por vocĂȘ ?
AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR AMOR
Assim, bem exagerado!
Se um dia quiser chorar, me chame. NĂŁo prometo que te farei sorrir, mas posso chorar com vocĂȘ.
Se um dia quiser fugir, nĂŁo hesite em me chamar. NĂŁo prometo que irei pedir pra vocĂȘ parar, mas eu posso fugir com vocĂȘ.
Se um dia não quiser dar ouvidos a ninguém, me chame. Eu prometo ficar bem quietinho.
Mas se um dia vocĂȘ chamar e nĂŁo receber resposta, venha depressa. Talvez eu precise de vocĂȘ!
NĂŁo perguntes a felicidade quem ela Ă©, nem de onde veio.....
Apenas abra a porta para que entre......
E feche-a para que nĂŁo fuja!
Sabe, eu me perguntava atĂ© que ponto vocĂȘ era aquilo que eu via em vocĂȘ ou apenas aquilo que eu queria ver em vocĂȘ, eu queria saber atĂ© que ponto vocĂȘ nĂŁo era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, atĂ© quando eu conseguiria ver em vocĂȘ todas essas coisas que me fascinavam e que, no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era sĂł conseguir ver, e desamar era nĂŁo mais conseguir ver, entende?
Para quĂȘ mentir, fingir que perdoou...
tentar ficar amigos sem rancor...
A emoção acabou, que coincidĂȘncia Ă© o amor
a nossa mĂșsica nunca mais tocou.
AlguĂ©m entra na sua vida, rouba seu tempo, destrĂłi sua confiança, agride sua autoestima, estilhaça o pouco que resta da sua esperança no amor. E sai ileso. NĂŁo adianta desperdiçar sofrimento por quem nĂŁo merece. Ă como escrever poemas em papel higiĂȘnico e limpar o cu com os sentimentos mais nobres.
Como Viver Juntos
Conta uma lenda dos Ăndios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem azul chegaram de mĂŁos dadas Ă tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:
- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Hå algo que possamos fazer?
E o velho, emocionado ao vĂȘ-los tĂŁo jovens, tĂŁo apaixonados e tĂŁo ansiosos por uma palavra, disse:
- HĂĄ o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difĂceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcĂŁo mais vigoroso e trazĂȘ-lo aqui, com vida, atĂ© o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lĂĄ em cima, encontrarĂĄs a mais brava de todas as ĂĄguias. Somente com uma rede deverĂĄs apanhĂĄ-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves.
O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.
E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.
-Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres.
Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pĂĄssaros. A ĂĄguia e o falcĂŁo tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vÎo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
EntĂŁo o velho disse:
-Jamais esqueçam o que estĂŁo vendo, esse Ă© o meu conselho. VocĂȘs sĂŁo como a ĂĄguia e o falcĂŁo. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, nĂŁo sĂł viverĂŁo arrastando-se como tambĂ©m, cedo ou tarde, começarĂŁo a machucar um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocĂȘs perdure, voem juntos, mas jamais amarrados.
Libere a pessoa que vocĂȘ ama para que ela possa voar com as prĂłprias asas.
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