Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Resolveu que iria parar de procurar um amor no mar, cansou das tempestades, ondas raivosas, da inconstĂąncia, cansou e notou que o amor nĂŁo habitava no mar. O amor estava em um pequeno lago, suave, belo, silencioso, aquele lago que a lua usava de espelho, colocou seu barco lĂĄ e amou em paz e para sempre.
E Sabiam-se olhar. Sabiam-se amar sem verbalizar o amor. Eram feitos assim, de silĂȘncios interminĂĄveis entre almas que se entreolhavam sem malĂcias, mas com um gingado de matar quaisquer dĂșvidas sobre o amor ainda desconhecido entre ambos.
Um amor nĂŁo se mede pelo tempo que durou, mas sim, pela intensidade da entrega e pela saudade que deixou.
O que tira o prazer do amor, nĂŁo sĂŁo os afastamentos, mas a rotina, o arroz com feijĂŁo de sempre.
A falta de fantasias, brincadeiras, piqueniques, a inocĂȘncia, aquele como se fosse a primeira vez entre principiantes.
O amor se torna grande, gigante nĂŁo pelo tamanho, mas pela intensidade e maestria com que se vive a sua nudez.
Ă preciso saber, entender, que no amor nem sempre se estĂĄ nas nuvens. Que diante das tempestades Ă© necessĂĄrio um equilĂbrio enorme para resistir Ă s turbulĂȘncias, quem nem sempre sĂŁo passageiras. Que haverĂĄ alguns dias nublados e outros ensolarados, nessa incessante busca pela estabilidade na relação.
A felicidade Ă© o prĂȘmio para aqueles que ousam viver suas tristezas. E o amor, o bĂŽnus, a cereja do bolo, para aqueles que aprenderam a renunciar as suas dores.
O amor nĂŁo necessita de permissĂŁo para acontecer. Acontece e pronto. Ă o olhar que bate ao meio-dia.
SĂŁo corpos que se cruzam no metrĂŽ. Ă a brincadeira entre amigos, que se transforma em paixĂŁo.
Ă o toque entre almas num pequeno esbarrĂŁo. Pronto, nasce o que chamamos de âpeleâ. Despertou arrepios, borbolĂȘtas no estĂŽmago,
Disparou o coração, pronto. à amor. E vem mil e uma desculpas na cabeça, entre negaçÔes e recusas.
Tenta virar a cabeça, desviar o pensamento e quanto vĂȘ bateu de novo. Ă coincidĂȘncia, reincidente, Multa na certa. Uma dose extra de amor.
NĂŁo adianta o desejo jĂĄ nasceu, bateu a vontade e vem aquela louca ansiedade. NĂŁo sai do pensamento. Ela passa a freqĂŒentar suas noites, sonhos,
SaĂdas e silĂȘncios. AliĂĄs, Ă© um silĂȘncio que fala e, ao mesmo tempo em que desperta, acalma, anestesia, seda o corpo, a mente, a alma e o coração.
Vem àquela tresloucada vontade de perder a razão e declarar-se, razÔes não faltam, sobram, mas é preciso um sinal claro. Avance! Siga em frente.
E vive-se essa eterna espera pela oportunidade que nunca chega. Talvez tenha passado, ou quem sabe essa seja a hora.
Vai lå e diz para ele: Toma! Meu coração é teu!
Faça o que bem quiser ou simplesmente me ame. Apenas ame, sem porquĂȘs e nem deixas fatais.
Deixe na sua face o sorriso aparecer, a felicidade transparecer e o amor fluir! Todo sorriso Ă© radiante, contagiante e sĂł aumenta a beleza de quem o exerce.
Empresta-me esssa flor;
Empresta-me o remédio para curar a dor;
Empresta-me um pouco do seu amor;
Empresta-me nunca o teu rancor;
Empresta-me o teu valor;
Empresta-me o teu coração e teu ardor ;
Tome as minhas palavras para ser um leitor;
Leias bem porque posso ser um bom escritor.
Vale mais uma palavra amarga acompanhada de amor do que uma palavra doce acompanhada de mås intençÔes.
O amor que causa dependĂȘncia Ă© uma droga. Se liberte.
NĂŁo haverĂĄ barreira e clausura para quem tem as chaves das algemas da vida.
