Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Cuidar de um amor Ă© como cuidar de uma flor... Precisa de tempo, atenção, compromisso... VocĂȘ estĂĄ disponĂvel?
Na falta do que fazer, inventei o amor. Ao fazer tanta falta, inventei a saudade.
Sem ter que fazer, inventei a dor. Faltando-me tanto, inventei a verdade.
Fazendo por fazer, inventei a traição. Fazendo-me muito, inventei o pecado
Por falta de fazer, inventei o perdĂŁo. Fazendo-me poeta, inventor apaixonado.
NĂŁo consigo mais disfarçar, os meus sonhos jĂĄ desmascaram os meus medos. Hesitava ao amor, pensando que ele fosse cĂclico. Nascer, viver e morrer, assim como havia constatado por experiĂȘncia - leia-se inexperiĂȘncia - prĂłpria. Por sorte, por acaso ou por mim, vejo que me enganei. Relutava Ă aceitar a ideia da felicidade como algo plural, pois a singularidade sempre acenava-me com boas novas. Hoje percebo que cĂclicos sĂŁo as minhas ideias, conceitos e mĂ©todos. Orgulho-me dos meus erros, mesmo que nĂŁo os cometa outra vez. Arrependo-me de alguns acertos, mesmo que os queira vivencia-los outra vez, algum dia. Crescer independe de escolha, pois sĂŁo essas escolhas, caminhos reproduzidos pela sua felicidade. Uns vĂŁo a pĂ©, outros de formula 1. Mas veja bem, todas essas palavras para afirmar que eu nĂŁo fiz nada, o destino tĂŁo pouco, meus sonhos vieram depois e minhas ideias nĂŁo modificaram-se por força divina. Quem fez tudo, certamente sem pensar no tamanho das mudanças, foi vocĂȘ. Percebo que nĂłs nĂŁo aceitamos o sentimento, ele que nos aceitou. NĂŁo escolhi me apaixonar, nĂŁo preferi tornar-me plural. Acredito em vocĂȘ, acredito em nĂłs. Em mim nĂŁo acredito, jĂĄ que percebo que longe de vocĂȘ e ausente de nĂłs, me torno pouquĂssima coisa. Pois bem, e por vocĂȘ, o destino me estendeu a mĂŁo e "ĂĄi" de mim caso nĂŁo a segure. VocĂȘ vem comigo?
Perdem-se as horas lembrando daquele minuto. A vida Ă© simples: enquanto alguns choram por amor, outros choram de luto.
O amor sozinho Ă© teoria. O amor a dois Ă© alquimia. Aos ausentes de amor, melancolia. Aos indiferentes sobre o amor, ironia. Ă vocĂȘ, que procura por sua companhia, um atĂ© breve.
Talvez eu ame com a Ășnica, insensata e perigosa intenção de descobrir o por quĂȘ do amor trazer-me tudo, mesmo que ainda receba uns pingados de nada em troca. Talvez eu ame por a vida ser chata demais, tediosa demais, parada demais e entendida de menos. Essa coisa que me aparece a cada "NĂŁo vai acontecer outra vez" ou "Eu duvido que seja assim". Sim, coisa. Pejorativamente necessĂĄria.
Ainda nĂŁo faço ideia do que seja isso que me arranca sorrisos e me impĂ”e Ă s lĂĄgrimas numa fração de sonhos, verdades ou terceiras intençÔes. Uma coisa que me transforma em vilĂŁo de uma histĂłria narrada por duvidosas escolhas, ao mesmo tempo em que torno-me herĂłi da que escrevo por linhas dĂșbias. Talvez eu ame por ser Poeta, mas seria Ăłbvio demais. Talvez eu nem ame, sĂł escreva. Ou talvez sĂł escreva por que ame. O amor jamais deixarĂĄ de ser talvez, mesmo que nos proclamemos "felizes para sempre". Sentimentos sĂŁo seres masoquistas que habitam Ănfimos - ou nĂŁo - pedaços de talvez dentro de um coração inexplorado. JĂĄ o amor, mesmo estando nesse grupo de interrogativas viscerais, continua sendo o melhor "talvez" das minhas escolhas. Para sempre, mesmo que sĂł talvez.
O amor bate a minha porta repetidas vezes. NĂŁo tenha medo que seja um engano. Atenda, sorria e lhe estenda a mĂŁo. Enganos que vem para o bem.
Deus inventou o amor para que nĂŁo nos afogĂĄssemos no nosso prĂłprio egoĂsmo, pois apenas amando conseguimos pensar em alguĂ©m que nĂŁo seja em nĂłs mesmos.
Que o universo se resolva
e a alma aconteça...
que o tempo chegue ao fim,
quando as asas do amor...
transformarem as pessoas
na essĂȘncia desta vida.
"De todos os sentimentos,se tiver que priorizar um priorize o amor,
pois o amor pode te levar ao infinito de todos os outros sentimentos"
