Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

O amor que me cura não exige perfeição. Ele pede apenas coragem para chegar com as mãos vazias. Acolhe os termos e as condiçÔes sem contrato. E na simplicidade do gesto, tudo se transforma. Porque amor que exige pouco é o que mais då.

Guardo um amor que perdeu o destinatĂĄrio. Como nĂŁo teve onde pousar, virou peso, virou verso e, por fim, virou parte de mim.

O amor, quando chega para alguĂ©m como eu, nĂŁo entra pela porta da frente com flores, mas infiltra-se como a umidade nas paredes, gelando os ossos antes de se tornar parte da estrutura. É uma dor bonita, um jeito de sofrer acompanhado por alguĂ©m que tambĂ©m tem medo do escuro.

O amor Ă© um exercĂ­cio de vulnerabilidade que eu jĂĄ nĂŁo pratico com tanta frequĂȘncia, por medo de que o que sobrou de mim nĂŁo suporte mais uma decepção. Fechei as janelas do peito, nĂŁo por Ăłdio, mas para proteger as Ășltimas velas que ainda insistem em nĂŁo apagar.

O amor verdadeiro Ă© aquele que permanece quando a beleza se vai e a saĂșde se despede, deixando apenas dois espĂ­ritos cansados se apoiando um no outro. É a caridade do olhar que nĂŁo julga a falha, mas acolhe o que restou de humanidade no outro.

O amor é um hóspede barulhento que bagunça toda a casa da nossa alma e depois vai embora sem ajudar na limpeza, deixando apenas o cheiro de um perfume que odiamos lembrar. Mas, no fundo, a gente sabe que a casa vazia e limpa é muito mais triste do que o caos que ele causou.

O amor Ă© como as GymnopĂ©dies de Erik Satie: Uma repetição hipnĂłtica de melancolia e paz, onde o vazio entre as notas diz mais que o som. Amar exige a coragem de ser vulnerĂĄvel em um mundo que idolatra a frieza e o descarte imediato das emoçÔes. É aceitar que a tristeza faz parte do arranjo, e que sem o grave, o agudo nĂŁo teria onde se apoiar para brilhar. Que o seu afeto seja profundo o suficiente para nĂŁo temer o silĂȘncio do outro.


- Tiago Scheimann

O amor real nĂŁo Ă© um refĂșgio covarde contra a tempestade, mas o compromisso inegociĂĄvel de dois nĂĄufragos que decidem construir uma ilha de paz no centro exato do furacĂŁo. Exige a coragem brutal de mostrar as prĂłprias ruĂ­nas sem maquiagem e a paciĂȘncia de reconstruir, pedra por pedra, o altar da confiança em solo movediço e incerto. NĂŁo aceite afetos rasos que temem a profundidade das suas ĂĄguas escuras e a complexidade do seu arranjo interior mais Ă­ntimo e sagrado. Quem nĂŁo sabe lidar com a gravidade do seu silĂȘncio, jamais terĂĄ o direito de reger as sinfonias que pulsam em suas veias abertas. O amor Ă© para os que nĂŁo temem a intensidade de uma nota sustentada atĂ© o limite do fĂŽlego.


- Tiago Scheimann

Que cada palavra aqui escrita seja um semente de superação, um escudo de honra e um hino de amor pela vida que nĂŁo se rende Ă  mediocridade do deserto rasteiro e sem alma. VocĂȘ Ă© o mestre da sua sinfonia, o autor da sua histĂłria e o arquiteto da sua paz interior sob as estrelas infinitas de um destino que vocĂȘ mesmo esculpe. Toque a sua mĂșsica com todo o seu ser, ame com toda a sua verdade e viva com a dignidade suprema de quem sabe que o sublime Ă© o seu Ășnico e verdadeiro lar.


- Tiago Scheimann

A disciplina Ă© a forma mais alta e pura de amor-prĂłprio, o escudo de aço que protege a sua chama interna contra os ventos do cinismo e da mediocridade social reinante. É a decisĂŁo de sentar-se diante da vida todos os dias e executar o seu dever com a precisĂŁo de um mestre, mesmo quando o coração, exausto, pede por uma trĂ©gua. NĂŁo espere que o mundo te entenda ou que a sorte te favoreça para começar a construir o seu impĂ©rio de significados, valores e virtudes. O sucesso real Ă© o resultado de mil pequenas vitĂłrias silenciosas sobre a vontade de desistir e de se entregar ao nada absoluto. Sua rotina Ă© o seu altar, nĂŁo profane o seu tempo com o que nĂŁo te torna eterno.


- Tiago Scheimann

A espera pelo primeiro amor nĂŁo foi apenas tempo, foi vida doada. Foi a paciĂȘncia de quem cultiva uma flor em solo estĂ©ril, acreditando que o amor, por si sĂł, teria o poder de fazer brotar a reciprocidade.

Um amor transcende o outro. No final, a dor de não ser correspondido revela a nossa própria capacidade de amar além da lógica, de esperar além do limite e de sobreviver ao próprio naufrågio.

O amor-prĂłprio nĂŁo Ă© um estado de espĂ­rito ensolarado, Ă© um trabalho de mineração em solo rochoso, onde vocĂȘ retira os entulhos do que os outros disseram sobre vocĂȘ atĂ© encontrar aquela pequena pepita de verdade que diz: vocĂȘ ainda Ă© digno de ser amado, apesar das rachaduras.

Mesmo cercado de pessoas e de amor, a solidão é uma companhia eterna. Não no sentido de estar sozinho, mas no de saber que ninguém compreende plenamente o que sinto, o motivo das minhas lågrimas ou a profundidade das minhas dores. Elas são particulares, habitam um lugar onde apenas eu consigo entrar.


As pessoas ouvem falar delas, podem atĂ© imaginar o que representam, mas jamais poderĂŁo vĂȘ-las ou senti-las da forma como eu as vejo e sinto. Minhas dores crĂŽnicas sĂŁo aquilo que mais detesto em minha vida e, ao mesmo tempo, aquilo que estĂĄ mais presente nela. Nunca me abandonam. Fazem-me chorar, refletir e imaginar como seria existir sem elas.


Às vezes penso que, se nĂŁo as tivesse, talvez este texto jamais existisse. Talvez eu fosse uma pessoa diferente, com outros pensamentos, outras sensibilidades e outros silĂȘncios. Por isso, gostando ou nĂŁo, elas fazem parte de quem sou. NĂŁo as escolhi, mas aprendi que carregĂĄ-las tambĂ©m moldou a forma como enxergo o mundo, a dor e a prĂłpria vida.


- Tiago Scheimann

Passei tanto tempo construindo muralhas contra a dor que, quando o amor finalmente chegou, encontrou apenas ruĂ­nas e portas enferrujadas.

A complexidade do amor jamais deveria ter sido reduzida Ă  banalidade que, lamentavelmente, hoje o circunda. Esse sentimento de natureza sublime nĂŁo Ă© um fenĂŽmeno que simplesmente irrompe na consciĂȘncia; Ă© uma construção meticulosa, quase quĂąntica, arquitetada por duas existĂȘncias que, outrora, eram universos absolutamente desconhecidos uma da outra.


Talvez muitos jamais alcancem sua verdadeira dimensĂŁo, nem experimentem sua essĂȘncia em sua forma mais autĂȘntica. Contudo, aqueles que efetivamente o vivenciam compreendem uma verdade inexorĂĄvel: o amor transcende a linguagem. Qualquer tentativa de defini-lo com absoluta precisĂŁo fracassa diante de sua profundidade, pois existem sentimentos cuja magnitude excede a capacidade das palavras e sĂł podem ser plenamente compreendidos por aqueles que os experimentaram.


- Tiago Scheimann

Chamamos de saudade aquilo que resta quando o amor perde o seu objeto, mas conserva intacta a sua capacidade de ferir. Ela nĂŁo diminui com os anos; apenas abandona o escĂąndalo da dor e aprende a agir em silĂȘncio. HĂĄ dias em que acreditamos tĂȘ-la vencido. Basta, porĂ©m, um perfume, uma fotografia ou o acaso de uma voz semelhante para que todo o edifĂ­cio da serenidade desmorone. A alma nunca esquece onde foi destruĂ­da pela primeira vez.


- Tiago Scheimann

HĂĄ dois mil anos, o cristianismo fala de amor, mas o cristĂŁo ainda nĂŁo aprendeu a amar

Mundo, fundo e imundo... que amor estĂșpido pode ser este que dĂłi, fere, magoa, machuca e mata.

NĂŁo se nasce patriota, torna se os nascidos em todos os lugares por amor ao lugar, que chama de seu.