Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

Talvez o problema seja o conceito de "amor": para o religioso médio, amar parece ser o ato de odiar fervorosamente qualquer um que não se curve ao seu delírio coletivo.

Se deus é amor, então por que as religiÔes são baseadas no ódio?

O poder renovador do amor Ă© o sentido da vida

Embora eu nĂŁo experimente mais o amor quando morrer, o amor provavelmente continuarĂĄ vivendo sem mim

DEUS NÃO É AMOR


1. O amor é uma relação direta entre humanos (e requer provas e atitudes).


2. Deus nĂŁo se relaciona diretamente com seres humanos (nĂŁo hĂĄ provas de fala direta).


3. Logo, Deus nĂŁo Ă© amoroso (ou nĂŁo hĂĄ provas do amor divino).

POESIA:
PERFIL DE DOIS AMORES DISTINTOS. BY: Harley Kernner


ELA!
Seu amor Ă© como um vestido de seda, que desliza suave, sem pressa, sem pressĂŁo.
É como um vinho envelhecido em adega, de sabor refinado, cheio de emoção.

É a luz de um candelabro antigo, que ilumina com brilho calmo e nobre.
Palavras escolhidas, gestos precisos, cada detalhe, um cuidado que cobre.

É arte que se aprecia gradualmente, beleza que não grita, mas encanta.
É a harmonia de uma melodia suave, que no coração, para sempre se planta.


Igualmente Ă  elegĂąncia que mora no sentir, ternura com classe e requinte.
O amor dela Ă© poesia em cada instante, profundo, leve e infinitamente distinto do amor masculino.

EU!
Meu amor nĂŁo tem roupas caras nem palavras estudadas, Ă© feito de mĂŁos calejadas e olhares que dizem tudo.
É arte extraída de um coração semianalfabeto e iletrado no amor.

NĂŁo sabe de regras, de modos ou de formas, mas sabe estar presente, firme e seguro.

É como a terra que segura a árvore, ou o vento que sopra sem se mostrar.
Não tem brilho de joias ou luzes de salão, mas tem força que nunca se acaba em meio às provaçÔes.

Falo o que penso, sem enfeitar a voz, faço o que sinto, sem medo de errar.
Meu carinho é um abraço apertado, um café quente, um ombro de apoio.

Não sou de promessas bonitas ou juras ensaiadas, sou de açÔes que falam mais do que qualquer frase.
Amor que Ă© raiz, que cresce devagar, simples, forte e, para sempre, inteiro e capaz: renova-se a cada amanhecer.


Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e CrĂŽnicas
Escritor Particular

⁠Na quietude da espera e na ousadia de recomeçar, o amor encontra solo fértil.

O amor genuíno não é um caminho sem medos. Quando alguém passa a ter um valor tão grande em nossa vida, é natural surgir o receio de perder aquilo que se tornou tão importante para nós.
Amar Ă© se permitir ser vulnerĂĄvel, Ă© expor e entregar ao outro o seu lado mais indefeso sem ter garantias absolutas sobre o amanhĂŁ. E, justamente por isso, o medo nĂŁo deve, nunca, ser considerado um sinal de fraqueza. Muitas vezes, ele Ă© a prova de que o sentimento Ă© autĂȘntico e sincero.
Quem ama de verdade sabe que existem incertezas e desafios, mas ainda assim escolhe permanecer, pois, no fim, o amor Ă© um ato de coragem.
NĂŁo Ă© a ausĂȘncia de medo que sustenta uma relação, mas a decisĂŁo de continuar, apesar da persistĂȘncia de sua existĂȘncia.

O amor nĂŁo Ă© uma alucinação romĂąntica; Ă© o Ășnico ato polĂ­tico capaz de sabotar o niilismo e a indiferença.

O amor nĂŁo dĂłi por ser intenso, dĂłi porque revela o quanto somos dependentes do reconhecimento do outro.

O medo pode impor regras, mas sĂł o amor transforma regras em valores.

Se a moral fosse filha do medo, ela desapareceria na ausĂȘncia de vigilĂąncia; mas o amor a mantĂ©m mesmo no silĂȘncio.

Se deus é amor, alguém esqueceu de atualizar o manual de instruçÔes da realidade.

Um deus que exige obediĂȘncia absoluta nĂŁo quer amor, quer servidĂŁo.

A moral, o amor, a própria continuação da vida são resultados dum cålculo mental de utilidade, que sentimos sem jamais acessar seus mecanismos internos.

Encontro de Almas
Real, mas espiritual.
Amor sincero, de mĂștuo sentir,
Sentimentos reais, sob proteção divina.
Era revelação: protetor e assustador,
Mas sentia o meu pranto na dor.
As madrugadas eram encontros de almas
Que se amavam e se pertenciam;
Viam-se ao deitar, no fechar dos olhos,
Na ansiedade das duas da manhĂŁ,
Onde o corpo, vulnerĂĄvel, mergulha no sono.
Sim, ele era real, do outro lado do oceano.
Cartas e ligaçÔes matavam a tristeza;
Sua deficiĂȘncia nunca foi o problema,
Mas a distĂąncia, sim.
Cinco anos... Loucura? NĂŁo sei.
Mas foi intenso, verdadeiro e ingĂȘnuo.
Acima de tudo, foi amor.
Dedicação a: Cipriano Manuel Esteves Matias. Cidade Monteiro Portugal
Ass: Roseli Ribeiro

Onde Havia Dois, Restou o Amor
Éramos dois, agora sou só eu.
Meu irmĂŁo, protetor do frio e da lida,
Em noites densas, o calor era o teu,
No agito constante de nossa vida.
O medo e a ansiedade tentaram ficar,
Mas o amor transbordava em nosso segundo lar.
Entre sons e mimos, sem hora ou rigor,
Eu obedecia ao seu tom mais gentil, com louvor.
Mas o meu inseparĂĄvel irmĂŁo partiu,
Deixando-me sĂł, em um mundo vazio.
A idade avançou, o silĂȘncio chegou,
E em um sopro de susto, o AVC me tocou.
Julgaram-me finda, deram-me o adeus,
Mas o amor de meus donos era maior que os céus.
Lutei com meus sons, clamei por viver:
"Ainda estou aqui, nĂŁo quero morrer!"
Pelas mĂŁos da ciĂȘncia e o cuidado da alma,
A vida voltou a trazer minha calma.
Fisioterapia, carinho e luz,
Ao seio da minha segunda famĂ­lia, o destino me conduz.
dedicado aos meus cachorros e médicos
Dedicado Ă  Theodora (em vida) e ao Martin (em memĂłria).
Por: Roseli Ribeiro

Amor eterno


Nossa vida Ă© movida pelo teu amor,
Sem ti, seríamos sombra, inércia e dor.
Contigo, o mundo desperta e se move,
É tua presença que nos faz ir alĂ©m.
A motivação renasce a cada amanhecer,
No zelo de cuidar e em ti se reconhecer.
Saber que ainda precisas do nosso cais,
DĂĄ sentido aos dias e paz aos nossos ais.
O amor que sentimos não impÔe condição,
É entrega absoluta de alma e coração.
Pois, se um dia o teu brilho se apagar,
Tudo o que resta em cinzas irĂĄ se tornar.
— Roseli Ribeiro

MONARQUIA DO AMOR


No reino verde de Itaquitinga,
onde o vento espalha raiz,
floresceu um trono de afeto
sob um céu sereno e feliz.


Entre canaviais e memĂłrias,
entre o campo e a matriz,
Israel tomou por coroa
o sorriso da Beatriz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade Ă© Imperatriz.


NĂŁo governam com espadas,
nem decretos por um triz;
seu poder nasce do abraço,
da palavra que bendiz.


Quando o Rei estende a mĂŁo,
quando a Rainha a conduz,
o amor acende caminhos
como estrelas dando luz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade Ă© Imperatriz.


Israel, monarca do sonho,
cavaleiro aprendiz,
aprendeu que a maior riqueza
Ă© amar e ser feliz.


Beatriz, rainha das flores,
de coração sempre gentil,
transforma simples instantes
em tesouros do Brasil.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade Ă© Imperatriz.


As muralhas desse reino
nĂŁo sĂŁo feitas de verniz;
sĂŁo erguidas com respeito,
com ternura que nĂŁo diz.


Seu castelo tem alpendres,
tem varanda e tem raiz;
e a bandeira que tremula
é a esperança que reluz.


No reinado de Itaquitinga
a felicidade Ă© Imperatriz.


Quando o tempo passar ligeiro
e a juventude se for,
ficarĂĄ gravada na histĂłria
a grandeza desse amor.


Pois hĂĄ reinos que se acabam,
hå impérios por um triz;
mas o reino dos que amam
permanece e sempre existe.


E dirĂĄ o povo em festa,
cantando pela matriz:


No reinado de Itaquitinga
a felicidade Ă© Imperatriz.

⁠O amor não cresce em årvores, nem é comprado no mercado. Mas, se alguém quer ser amado, primeiro deve saber amar de modo incondicional.