Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
HĂĄ coisas que sĂł dĂĄ pra construir com o tempo, e sĂŁo estas trĂȘs: o TRABALHO, o RESPEITO e o AMOR.
Quando o amor fala atravĂ©s do olhar, palavras pra quĂȘ? Basta um gesto, um sorriso leve, e o coração entende. Ă conexĂŁo que dispensa explicação, Ă© sentir-se em casa mesmo longe de tudo. Amor que mora no silĂȘncio.
Olhe no espelho e vĂȘ
Que o amor mora em vocĂȘ
Quando sorri sem perceber
Eu me apaixono outra vez - Frase da mĂșsica Olhe no Espelho do dj gato amarelo
JĂĄ aceitei migalhas pensando ser amor
Me calei em noites frias com sabor de dor
Mas algo em mim começou a despertar
A voz que um dia se perdeu quer recomeçar - Frase da mĂșsica O Que Eu Mereço do dj gato amarelo
O coração jå se cansou
De esperar o amor chegar
Mas Deus escreve diferente
E sempre sabe onde ancorar - Frase da mĂșsica Tempo de Deus do dj gato amarelo
Confie no tempo de Deus
O que Ă© seu vem com paz e luz
Amor que acalma os vendavais
E faz morada onde conduz - Frase da mĂșsica Tempo de Deus do dj gato amarelo
InstruçÔes para Não Ser Måquina
NĂŁo nos ensinem
a fazer amor
como quem planta trigo
em solo fiscal.
NĂŁo nos paguem
para gerar corpos
como se o Ăștero fosse
fĂĄbrica de cidadĂŁos
e nĂŁo templo
de escolhas silenciosas.
VocĂȘs marcam nossas noites
com relĂłgios de Estado,
apagam nossas telas
para que façamos
o que vocĂȘs chamam
de âfuturoâ â
mas que Ă© sĂł
mais carne
para os canhÔes
dos seus mapas.
Dizem: âTenham filhos.
Ă seu dever.â
Mas onde estĂĄ o pĂŁo?
Onde estĂĄ o teto?
Onde estĂĄ o direito
de olhar nos olhos
de quem se ama
sem pensar
em bĂŽnus,
em certificados,
em perdĂŁo de dĂvidas
como moeda de afeto?
Amor não tem preço.
Tem territĂłrio:
o espaço entre dois corpos
que decidem,
livres,
sem medo,
sem decreto,
se querem
ou nĂŁo
criar mundo
juntos.
Enquanto isso,
vocĂȘs contam cadĂĄveres
e chamam de estatĂstica.
Contam berços
e chamam de vitĂłria.
Mas nĂŁo perguntam
se hĂĄ paz
na casa
onde a criança nasce.
NĂłs nĂŁo somos soldados
do vosso inverno demogrĂĄfico.
Nem peÔes
num tabuleiro
de naçÔes ansiosas.
Somos gente.
E gente
nĂŁo se programa
com isenção de impostos.
Deixem-nos
errar.
Deixem-nos
esperar.
Deixem-nos
ficar sĂłs
sem serem julgados
como desertores.
Porque o verdadeiro futuro
nĂŁo nasce
onde hĂĄ dinheiro.
Nasce
onde hĂĄ liberdade
para dizer:
"nĂŁo hoje",
"sim, mas com quem eu quiser",
"Jamais, e ainda assim sou inteiro".
Que nenhum governo
decida por nĂłs
quando o coração
deve bater
mais forte.
Que nenhuma lei
meça o valor
de um abraço
pelo nĂșmero
de berços
que ele produz.
E que, um dia,
as naçÔes entendam:
nĂŁo precisamos
de mais corpos.
Precisamos
de mais alma.
A bĂȘnção que vocĂȘ tanto pede jĂĄ foi ouvida por Deus. O tempo de espera tambĂ©m Ă© tempo de amor, amadurecimento e graça sendo derramada dia apĂłs dia.
Ohh doce empatia que aos ventos se espalha,
que ao tentar semear amor, abandona a energia de quem estende as mĂŁos.
Ohh doce gratidĂŁo, agraciada por muitos rostos conhecidos,
rostos que veem sem perceber o esvaziar do tempo, e simplesmente dizem: obrigado.
Obrigado simples palavra,
que, sem gratidĂŁo, Ă© a hipocrisia do mundo terreno,
um parasita que invade coraçÔes
que, decepcionados, dizem nĂŁo ao que poderia ser
um genuĂno âobrigadoâ;
um olhar que nem mil vidas poderiam abarcar
o sentimento entrelaçado que ninguĂ©m vĂȘ.
O amor multiplica, o Ăłdio subtrai.
O amor regenera, o rancor destrĂłi.
O perdĂŁo liberta. A alegria contagia.
Semeie as sementes do perdão, da alegria e do amor e permita que essas sementes sejam semeadas em seu coração!
SĂł assim viverĂĄ bem e feliz consigo mesmo e com os outros.
Uma flor em pessoa ornada de variadas flores. Muito amor envolvido. Ah se as flores falassem, sussurariam lindas poesias aos nossos ouvidos.
Nestas ideias, guiado pela energia crua e Ăntima de âAmor IncendiĂĄrioâ (Yago Oproprio) e atravessado pela filosofia de Camus: o Absurdo, a lucidez que queima, a beleza de continuar mesmo quando tudo parece torto
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"FaĂsca incerta."
HĂĄ dias em que tudo dentro de mim soa como um incĂȘndio lento â nĂŁo aquele fogo glorioso que ilumina, mas o que resta: brasas escondidas debaixo da pele, consumindo devagar, sem anunciar nada alĂ©m de um cansaço silencioso. Talvez seja isso que Camus chamava de lucidez: perceber o prĂłprio coração queimando enquanto o mundo segue indiferente, como se o meu caos fosse apenas um ruĂdo distante na paisagem.
E, ainda assim, eu continuo. Não porque faça sentido, mas porque desistir exige uma lógica que eu nunca tive.
HĂĄ um tipo estranho de dignidade em continuar existindo mesmo quando tudo parece desalinhado. Como se cada passo fosse uma pequena rebeldia contra o vazio. Eu acordo, respiro, e carrego esse amor incendiĂĄrio que um dia me atravessou â nĂŁo para reacender nada, mas para lembrar que eu fui capaz de sentir, mesmo quando sentir parecia uma falha.
Camus diria que o absurdo nasce desse choque: o coração querendo mais e o mundo oferecendo nada.
O amor, quando acaba ou se deforma, deixa um cheiro de fumaça nos cantos da memĂłria. E eu caminho entre esses restos como quem tateia um quarto escuro, procurando sentido nas ruĂnas. NĂŁo encontro. Nunca encontro. Mas Ă s vezes, no meio desse vazio, algo brilha: talvez uma lembrança, talvez a minha prĂłpria teimosia.
E isso basta. Por um momento, basta.
Eu carrego minhas dores como quem carrega um fĂłsforo aceso no bolso: perigoso, inĂștil, mas profundamente humano. HĂĄ quem diga que a cura vem com o tempo. Camus responderia que nĂŁo hĂĄ cura â hĂĄ apenas o trabalho contĂnuo de aprender a conviver com aquilo que nĂŁo tem resposta.
E é isso que faço: convivo. Não com esperança, mas com uma estranha espécie de fidelidade à minha própria história.
Continuo porque, no fundo, existir jĂĄ Ă© a forma mais silenciosa e bonita de resistĂȘncia.
E se o mundo nĂŁo responde, eu respondo por ele: com as minhas cicatrizes, com a minha lucidez ferida, com a chama pequena que ainda se recusa a apagar.
No fim das contas, talvez seja isso:
nĂŁo renascer das cinzas, mas aprender a caminhar com elas.
Y.C
