Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Carta para o meu grande amor!
Meu amor,
Dizem que o universo nasceu de uma explosĂŁo.
Mas eu â que te encontrei â sei de outra verdade:
o universo nasceu no instante em que teus olhos beberam os meus com aquela lentidĂŁo que sĂł os deuses conhecem.
Tudo antes disso era ensaio.
Era o silĂȘncio Ă espera da tua voz.
Era partitura sem melodia,
uma oração perdida entre galåxias,
à espera do milagre que és.
As estrelas â hoje eu entendo â
são cicatrizes do céu,
fissuras sagradas por onde tua existĂȘncia transbordou.
E o tempo?
O tempo se tornou um animal manso.
Deita-se entre nĂłs, nos observa em reverĂȘncia,
e oferece o agora como um altar.
Quando me tocas, algo acontece que a ciĂȘncia nĂŁo explica.
As galĂĄxias se dobram como folhas de papel em tuas mĂŁos,
e até o caos, que sempre me acompanhou,
se cala para ouvir o som do teu nome no meu corpo.
HĂĄ planetas girando ao redor do teu ombro,
como se ali morasse o eixo do divino.
Teu riso, meu amor...
Teu riso Ă© o idioma que os anjos esqueceram,
mas que minha alma nunca deixou de falar.
Quando ouço tua alegria,
volto ao ventre do mundo.
Sou feita de lava e canto,
de luz primeira,
de amor antes da linguagem.
Amar-te Ă© caminhar por todos os tempos
com os pés descalços e o coração nu.
Ă habitar corpos que ainda nĂŁo existem,
é dançar no meio da chuva
como quem celebra o sagrado no ordinĂĄrio.
Ă ser poema antigo,
escrito em uma lĂngua que sĂł tua pele decifra.
Somos feitos, tu e eu,
da mesma substĂąncia que os deuses esconderam:
carne embriagada de céu,
pecado redimido em milagre,
beijo que conhece a morte e ainda assim escolhe viver.
Se o universo decidir desabar,
que me desintegre em teus braços.
Se houver outro mundo,
que eu renasça do lado esquerdo do teu peito,
na morada mais secreta do teu silĂȘncio.
E se, por fim, tudo se desfizer
e o nada for o Ășnico idioma possĂvel,
ainda assim,
eu levarei teu nome comigo â
como se fosse uma oração
que nem o escuro ousa apagar.
Com tudo que hĂĄ de eterno em mim,
Te amo.
T.
Quando plantar amor e o cultivar, ele florescerĂĄ e colherĂĄ os bons frutos que plantares. Pode atĂ© ser que hoje nĂŁo seja assim. Mas tenha certeza, uma hora florescerĂĄ e entĂŁo verĂĄs como Ă© bom amar. Se te machucam, ame! Se te magoam, ame! Se te viram as costas, ame! Se te traem, ame! Se te caluniam, ame! Pois fazendo assim, vocĂȘ serĂĄ o que sua essĂȘncia diz pra ser. E nĂŁo o que as circunstĂąncias lhe obrigue a ser!
"Ă curioso como o amor e a solidĂŁo andam lado a lado â tĂŁo distintos, e ainda assim tĂŁo prĂłximos.
O amor colore o caminho com vida e beleza; a solidĂŁo o esvazia, deixando apenas o cinza do silĂȘncio.
E o mais surpreendente Ă© que, Ă s vezes, Ă© o prĂłprio amor que nos conduz Ă solidĂŁo."
A Despedida desse Amor
Eu sempre fui sincera com vocĂȘ e com o que sinto, por mais que eu nĂŁo fale, eu sempre fui.
Eu fico me perguntando todos os dias por que nunca fui suficiente para que vocĂȘ nĂŁo pensasse em me "deixar".
VocĂȘ sempre foi minha prioridade e todos enxergaram isso, atĂ© mesmo vocĂȘ!
Eu jĂĄ senti atração por outras pessoas, mas jamais imaginei te traindo, porque eu sabia o que era importante na minha vida, no que podĂamos construir, por mais dificuldades que passamos e passarĂamos.
Eu jamais me imaginei beijando ou me deitando com outra pessoa enquanto estava com vocĂȘ.
VocĂȘ me disse algumas vezes que o amor nĂŁo era o suficiente e eu persistia em acreditar que vocĂȘ estava errada, porque o meu amor era, e me fazia acreditar que um dia eu faria vocĂȘ mudar de ideia.
Queria que vocĂȘ me enxergasse da maneira que eu te enxergava, ou pelo menos um pouco!
Duas vezes⊠duas vezes vocĂȘ se perdeu de mim ou, pelo menos, quis fugir do que tĂnhamos.
NĂŁo sei por qual razĂŁo, mas vocĂȘ escapou.
Eu me culpei por diversas vezes, até entender que não era comigo.
VocĂȘ vive dizendo que nĂŁo gosta de mudanças, mas as procura.
Parece que o que estĂĄ ao seu redor, por um tempo, nĂŁo te satisfaz â e entĂŁo vem a tal da mudança.
NĂŁo te culpo por tentar suprir o que nem vocĂȘ sabe o que Ă©.
Quero poder sentir isso novamente com outra pessoa.
O amor Ă© suficiente.
Pois com ele vĂȘm o respeito, o carinho e a superação.
Mas, infelizmente, nĂŁo serĂĄ com vocĂȘ.
Eu sempre superei tudo com amor, mesmo quando me faltava alguĂ©m que o retribuĂsse.
Mas jamais desistiria do que me mantém viva: amar.
Desde pequena aprendi a me agarrar ao que tinha por perto, por mais curto que fosse.
Por tudo que passei, eu nĂŁo ousaria perder o Ășnico sentimento que me mantĂ©m aqui.
Espero que um dia vocĂȘ encontre esse sentimento.
Ele Ă© magnĂfico.
Traz paz e te dĂĄ coragem para enfrentar o que for.
Espero que vocĂȘ seja feliz, assim como um dia eu irei ser.
K.B.
Dor
Ăs vezes, a dor consegue ser maior que o amor.
Falamos tanto sobre o sentimento de amar⊠mas e a dor?
A dor fĂsica, aprendemos a amenizar.
Mas e a dor que fica dentro?
A dor de perder alguém que nunca mais iremos ver, nem sentir?
Como se ameniza uma dor dessas?
Com ela se vão os sorrisos, os abraços, os melhores conselhos.
Que remédio existe para tanta dor?
Qual é a cura de deixar alguém partir
sem ao menos ter vivido o que foi sonhado?
Como seguimos, convivendo sĂł com a dor e as lĂĄgrimas?
Os abraços não terão mais calor.
Os conselhos perderĂŁo o sentido.
As gargalhadas jå não terão mais graça.
Como me despeço de quem me ensinou tanto?
Como direi âadeusâ sem saber se vocĂȘ estĂĄ ouvindo?
Me perdoe por nĂŁo ter aproveitado mais a sua presençaâŠ
Por nĂŁo ter dito mais vezes o quanto eu te amo.
DĂłi dizer adeus.
E dĂłi ainda mais saber que agora vocĂȘ vive apenas dentro de mim.
K.B.
_O Primeiro Amor
Tudo começa com aquela pessoa que rouba a nossa atenção, os nosso olhos vĂȘem,a nossa pupila dilata,nosso coração bate forte,
nossas mãos soam, e se maravilhamos com tamanha graça e ternura.
Assim Ă© a paixĂŁo ela vem de repente em um certo momento e nos pega de surpresa...
MĂĄs pode porventura tornar-se Amor. !?
SĂł o tempo dirĂĄ !...
A transformação que o amor de Deus
provoca em nós é um convite à ação
Ele nos convida a viver a vida dependente dele.
EscĂąndalo de Estrelas
Nosso amor Ă© um incĂȘndio
Que consome os manuais de etiqueta,
Um mapa escrito em lĂngua antiga
Que os sĂĄbios modernos condenam.
Para eles, Ă© escĂąndalo!
O modo como nossas raĂzes se envolvem
Nas profundezas onde a luz hesita,
Como dois rios que, rebeldes,
Escolhem o mesmo leito proibido.
Para eles, Ă© escĂąndalo!
A matemåtica do nosso abraço,
Onde, um mais um, nĂŁo faz dois,
Faz um universo novo,
Um sol que gira em dupla chama.
Eles medem o amor em passos,
Em distĂąncias seguras, em portas entreabertas.
Falam de equilĂbrio, de razĂŁo, de pĂĄtios sombreados.
Mas ignoram o voo vertiginoso,
A vertigem sagrada
De quem se lança no abismo
E encontra asas no ar que corta.
Ah, os que nĂŁo conhecem o Amor!
Pensam que Ă© jardim podado,
Caminho calçado, silĂȘncio obediente.
NĂŁo sabem que o Amor verdadeiro
Ă tempestade que canta,
Ă raiz que quebra o mĂĄrmore,
Ă o grito primordial
Que ecoa antes do Verbo.
Nosso amor Ă© escĂąndalo?
Que seja!
à o fogo que não pede licença
Para iluminar a noite.
Ă o naufrĂĄgio voluntĂĄrio
No oceano sem fundo do Outro.
Ă o salto de Kierkegaard, mero filĂłsofo que define a existĂȘncia, onde hĂĄ de se transcender,
Sem rede, sem garantia,
Só fé no abraço que sustenta.
Deixem que murmurem!
Suas palavras sĂŁo cinzas
Levadas pelo vento do nosso furacĂŁo.
Enquanto eles colecionam sombras,
NĂłs bebemos a luz crua,
A seiva impura,
O vinho forte dos impossĂveis
Que sĂł os amantes ousam provar.
Porque nosso amor nĂŁo cabe
Nos relĂłgios que marcam horas,
Nem nas balanças do mundo.
Ă um escĂąndalo cĂłsmico,
Um big bang contĂnuo
No silĂȘncio entre dois corpos.
Ă o verso que PlatĂŁo nĂŁo ousou sonhar,
O enigma que desafia
Todas as lĂłgicas frias.
Sim, nosso amor Ă© escĂąndalo, nĂŁo confesso que seja, mĂĄs
Para os que nunca mergulharam
No fogo que nĂŁo queima,
Na ĂĄgua que nĂŁo afoga,
No caos que Ă© a Ășnica ordem
Que os deuses verdadeiros reconhecem.
Que o escĂąndalo perdure!
AtĂ© que o Ășltimo eco do nosso riso
Se confunda com o rumor das estrelas,
Lembrando ao cosmos adormecido
O que Ă© o Amor quando ousa ser inteiro,
Quando Ă© fogo, abismo, canto e grito
â Um belo, eterno, necessĂĄrio escĂąndalo.
Ă um escĂąndalo que ecoa a verdade mais profunda do meu coração. Eu te amo â€ïž
Sonho de Rei
Sonho um amor que nĂŁo se apaga,
Como a luz primeira da manhĂŁ.
Que nĂŁo se cansa, nĂŁo se estraga,
Nem vira cinza, nem irĂĄ.
Um amor feito de terra e chuva,
Que molha o fundo do meu ser.
NĂŁo sĂł de flor, mas de raiz nua,
Que sabe o tempo suportar.
Sonho um amor que Ă© como o rio:
Correnteza calma e sem fim.
Que leva o meu e o teu desvio
E faz do mar o seu jardim.
NĂŁo promessa de voz rouca,
Nem fogo que num dia some...
Mas quieta e forte, qual rocha
Onde se nasce e se renome.
Que seja eterno nĂŁo no grito,
Mas no silĂȘncio que se ouve.
No passo dado, no escrito
Comum que o tempo nĂŁo devolve.
Sonho um amor sem pressa, ĂĄrvore,
Crescendo junto ao mesmo sol.
Onde a tua alma e minha alquimia
Se fundam noutro céu, noutro chão.
Um amor que o tempo afia,
Mas nĂŁo consome nem separa.
Chama de eterna romaria,
Porto, raiz, estrela rara.
Simplicidade com profundidade.
O amor como ĂĄrvore, rio, rocha, luz matinal â sĂmbolos de permanĂȘncia e ciclo.
Contraste efĂȘmero x eterno. Opostos como "fogo" (passageiro) e "rocha" (perene), "flor" (frĂĄgil) e minha "raiz", fundamental.
O amor como ato contĂnuo "passo dado", "escrito comum", nĂŁo sĂł sentimento.
Tons de espiritualidade: "Alma", "romaria", "cĂ©u", "eternidade " minha, transcendĂȘncia no humanoâ€ïž
Transbordo amor, como quem nasceu para sentir demais.
Sou ternura no gesto, doçura no olhar, sou paixão em cada detalhe.
Meu afeto nĂŁo conhece meio termo, amo por inteiro ou sigo em silĂȘncio.
Me encantas nĂŁo pelo que mostras, mas pelo que tua essĂȘncia revela.
â Priscila de AraĂșjo
Que a vida seja leve, o sentir verdadeiro e o amor uma constĂąncia boa em sua vida.
Que vocĂȘ tenha sabedoria e a bondade parte da sua essĂȘncia.
Que a mão que oferece misericórdia seja a proteção frequente no seu caminhar e alegria do Senhor presente em todos os momentos.
Bom dia!
Entre esse amor e o meu medo
HĂĄ coisas que nenhum mortal pode entender
Serão mistérios ou segredos
OcasiÔes que eu procuro pra dizer
VocĂȘ parece tĂŁo tranquila
E eu quase morro nessa minha indecisĂŁo
Posso te entregar minha vida
E de repente me perder em suas mĂŁos
E a tarde chega tĂŁo sombria
Trazendo nuvens que escurecem o coração
Por nĂŁo falar o que eu devia
Vivo um dilema entre o sonho e a solidĂŁo
Levante-se o muro entre o passado e o amanhĂŁ;
Emoção e a razão;
Amor e o Ăłdio;
Vingança e o perdão;
Saudade e o desapego;
Guerra e o sossego;
Medo e o certo...
DifĂcil Ă© saber que a necessidade de isso acontecer Ă© inevitĂĄvel, imutĂĄvel e irremediĂĄvel
Os muros se levantam pra mostrar que ainda hĂĄ algo a viver, mesmo se temer
o medo nĂŁo pode reinar.
Em reduzir-se o amor a apenas um desejo
Na finalidade de querer algo que nĂŁo se tem
Almejar o que nĂŁo o pertence
Esse Ă© o amor que temos em nosso mundo presente
Em reduzir-se o amor a apenas uma satisfação
Na finalidade de confortar o ego
Sem pensar se faz bem ou mal
Esse Ă© o outro amor que temos em nosso mundo presente
De forma que quando se obtém o que se quer, o desejo se vai e esse sentimento se acaba...
De forma que quando se conforta o ego, a satisfação se acaba com o tempo e o sentimento de vai...
Mas qual o amor completo afinal? Ora aquele que nĂŁo se baseia somente no desejo de ter, nem na satisfação egoĂsta do que se tem, sim, o que vai alĂ©m das fronteiras do desejo e da satisfação, sem condiçÔes. Incondicional entĂŁo.
â Ăs vezes
Ă© necessĂĄrio
sentar e observar
a hipocrisia no ar
Dicas:
NĂŁo acredite rĂĄpido;
Amor é ação;
A vida Ă© efĂȘmera;
Amizades sĂŁo raras;
HĂĄ espinhos nas flores;
E veneno em
diversos "amores".
A maior expressĂŁo do amor Ă© a pessoa ser solidĂĄrio com o semelhante, olhar nos olhos, dar carinho, afeto, ter empatia e cuidar Ă© uma dĂĄdiva agraciada pelo todo poderoso universo, DEUS...
27/08/2025.
Gilson de Faria.
Para definir expressar oque Ă© o amor, sabe quando sentimos saudades de estar perto o tempo todo de quem estĂĄ vivo e nĂŁo conseguimos, bate aquela saudade memĂłria, jĂĄ provei do amor paterno, materno, filhos espero um dia encontrar meu amor nem que seja em outro plano espiritual.
20/09/2025
Gilson de Faria.
