Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Nunca abrimos
o vinho que
estĂĄ guardado
na antiga cristaleira,
parei com besteira,
e aquele disco
repeti a noite inteira.
NĂŁo sou mais
a mesma ingĂȘnua
que chegou
cheia de sonhos.
O scarpin vermelho
estĂĄ no canto
do meu quarto,
e tenho apenas
que ter bom senso.
A nĂ©voa caĂda
na madrugada
nĂŁo atrapalhou
os meus olhos.
Nunca precisei ter
enfeites nas mĂŁos
para a antipatia
que a face precisa
esconder com
quem nada fez.
Na penumbra sem
desejar o quĂȘ
na vida me tornei:
a estrela solitĂĄria
em nostalgia.
Nenhuma cara feia
me intimida,
alguma dĂșvida
ou pouco caso
com a minha poesia.
Sentada no banco
da Avenida Rio Branco,
Descanso a agonia
e dialogo mentalmente
sobre a perplexidade
ante a covardia,
A beleza da bouganville
me faz companhia,
E logo recupero
a coragem e a alegria.
Faremos as prĂłprias
leis em busca da paz
neste mundo que
marcha rumo Ă guerra.
Em busca do paraĂso
de amor por nĂłs
ainda desconhecido
pela tal Lua-de-Mel
tĂŁo sonhada na Terra.
Calaremos aos beijos
todas as angĂșstias
do tempo que nĂŁo
nos conhecĂamos.
Em busca do aconchego
de amor por nĂłs
a ser vivenciado
na tal Lua-de-Mel
tão aguardada no céu.
Dançaremos colados
o ritmo dos séculos
porque almejamos sĂł
pelo amor ser lembrados.
Com toda a certeza
mesmo sem saber quem
tu és algo me diz
que jĂĄ somos namorados
e nem sequer sabemos.
No mundo em transe
celebrante do seu
prĂłprio final,
Dele desejo fugir
para o esconderijo
lĂĄ nas alturas
para alcançar o teu
abraço que é
a prĂłpria Lua-de-Mel,
E assim faremos
do amor o nosso céu.
Sem querer ouço
por antecipação
os doces solfejos
da canção do milĂȘnio
que fala de amor
paz e libertação:
imaculados desejos.
Os corpos selvagens
e a juras sob
a guarda das carĂcias
irão além das paragens
de delĂcias capazes
de abrigar o amor
em todas as primĂcias.
Ă um imperativo buscar
no profundo do
teu sublime olhar
a fonte da paixĂŁo
para os versos nĂŽmades
que irĂŁo atĂ© vocĂȘ
como todos os arco-Ăris
que se abrem apĂłs
as maiores tempestades.
Deste continente que
andam prometendo
ofertar a noite escura
mais longa da HistĂłria
para os nossos povos:
anuncio a minha Wiphala
sĂmbolo da paz universal
que estĂĄ hasteada
a luz da querida Lua.
O amor aqui na Terra
precisa virar notĂcia,
Ă© por isso que escrevo
como quem canta
e ao povo humilde
se entrega total
num acorde sideral.
Buscando o triunfo
em nome da vida
para reunir todos
que tĂȘm boa vontade
em nome da liberdade,
como o vento que
espalha a verdade,
as sete cores
e as sementes:
nas minhas veias
tenho a herança tribal,
trago vocĂȘ no meu
sonho de mil luares,
e de dia tens o meu peito
porque és amor perfeito.
Nas treze Superluas
todas elas previstas,
Celebraremos
todas as conquistas.
O vento soprou
na minha nuca,
Imagino um beijo
teu além da Lua.
Ăs o maior porque
Ă© todo meu,
Foi o meu coração
que te escolheu.
Nos dois eclipses
que estĂŁo porvir,
Ăs o maior porque
Ă© todo meu,
Foi o meu coração
que te escolheu.
O teu sorriso Ă©
órbita que enfeitiça,
Teu corpo convida
e nos sideriza.
Desde o dia que te vi
pela primeira vez:
NĂŁo consigo mais
colocar os pés na Terra,
Ăs delĂrio de paixĂŁo talvez,
mas que em mim constela.
O teu par de olhos
gravitando hipnĂłticos
ao redor do meu
corpo como dois
planetas misteriosos.
A tua pele de metal
raro me fascina
de maneira sensual
que invade malĂcia.
O teu jogo de sedução
me faz presa a vocĂȘ,
porque tens todo
o aroma do que Ă© paixĂŁo.
Os teus lindos lĂĄbios
fonte que quero beber,
nĂŁo me deixo esquecer:
nĂŁo paro de te querer.
A tua inteligĂȘncia fina
e silenciosa Ă© aditiva,
ela nĂŁo permite deixar
de te querer todo o dia.
Nos teus braços sem
explicação me vejo
em entrega total
como a Lua ao Sol.
A tua rebeldia me faz
preocupada, devota
e desejando te livrar
do perigo do mundo
porque és amor secreto amor.
Doce Lua-de-Mel Doce,
SĂł de pensar em vocĂȘ:
Ă deste jeito que fico.
Tu virĂĄ espontĂąneo,
E serei desembaraçada:
NĂŁo serĂĄ momentĂąneo.
Doce Lua-de-Mel Doce,
Ă deste jeito que fico:
SĂł de pensar em vocĂȘ.
O amor Ă© o da gente,
Protegido pelo aguayo
De estrelas do continente.
Doce Lua-de-Mel Doce,
Ă do teu jeito que quero
Ser toda para vocĂȘ.
NĂŁo hĂĄ de ser instantĂąneo,
E serei primavera:
SerĂĄ total e verdadeiro.
Doce Lua-de-Mel Doce,
Quanto mais vocĂȘ quiser
Assim serĂĄ o meu querer.
Desta PĂĄtria Grande
sou mais uma cidadĂŁ
dentre um continente
de mulheres profundas,
que sĂł se permitem
ser amadas se forem
para ser absolutas.
De uma vez por todas
peço que entenda:
a minha busca pelo
amor nĂŁo Ă© lenda.
Desta PĂĄtria Grande
exaustivamente
sou mais uma cidadĂŁ
feita para derrubar
totens e paradigmas
com a minha pluma
sob a luz da Lua.
De uma vez por todas
peço que entenda:
lĂĄbios nos meus
sĂł se colarĂŁo
quando eu tiver o dono
do meu coração.
Desta PĂĄtria Grande
cadencialmente
sou a espera silenciosa
de quem nĂŁo quer
amar em desespero:
vivo sem temer as estaçÔes,
o sabor das revoluçÔes,
e o atemporal das emoçÔes.
Celebro silenciosa
aquilo que creio
total e amorosa,
porque te quero
do teu Ăntegro jeito.
O mundo crĂȘ
ser impossĂvel:
viver de amor
nesta época
pouco possĂvel.
Na trilha da Lua
por ti em busca
de todas as cores,
Vejo-me entregue
aos teus amores.
O mundo crĂȘ
no pouco possĂvel:
viver deste desafio
nesta época
Ă© o combustĂvel.
Orgulho profundo
de provar que
invalidar o amor
Ă© total perda
de vida e tempo.
Na dança do astros
em busca do nosso
roçar em plena Lua,
para sobre ti ser
para sempre tua.
Dizem que
a Lua Negra
Ă© um prelĂșdio
de guerra
anunciado
pela Natureza:
A Humanidade
e as suas
desculpas
pelas fraquezas.
A Lua Negra
nĂŁo tem
culpa quando
os Homens
decidem pela
via da guerra:
A Humanidade
e as suas
ocultaçÔes
da realidade.
A Lua Negra
Ă© o poema
total que fala
deste olhar
sensual capaz
de arrebatar
o meu coração
mais do que
tropas inteiras.
Navegar pelo curso
das cheias das marés
na rota poética
que alcance oceanos
por onde NaçÔes
em tempos de guerra
e de paz navegaram,
resolvi me entregar
buscando trazer
o seu olhar
e as tuas emoçÔes
que hei de conquistar.
Em plenilĂșnio de amor
sem medir quaisquer
consequĂȘncias,
cĂąnticos de sereia
para quem sabe
virar mulher do pescador
na prĂłxima Lua Cheia.
Prevejo com grande
entusiasmo o quĂȘ
por nĂłs hĂĄ de ser
porque creio
na força do destino
que estĂĄ escrito
nas estrelas
e nelas sempre confio.
Sobrevoam
as borboletas
monarcas
nos campos
da América
profunda,
Ăs o ilustre
habitante
do meu peito,
Nascemos feitos
um para o outro:
para viver unidos
o amor perfeito.
Na minh'alma
estĂŁo os sinais
do amor, paixĂŁo
e liberdade:
que dão força
para resistir
a tempestade,
Dizer nĂŁo
ao totalitarismo
e espalhar
a paz pelo mundo.
Os ciclos da Lua
que o agricultor
Ă© o doutor
em excelĂȘncia
a reverenciar
e cultivar
a sobrevivĂȘncia,
Ă nele que
busco a mais
alta referĂȘncia;
Afinal, a vida
em geral
pede de nĂłs
muita paciĂȘncia:
E no campo
do amor
especialmente
para que nĂŁo
desocupe o meu
coração e a mente.
Na Lua Cheia que
ultrapassa a noite
e vai alcançando
o alvorecer do dia,
com as borboletas
noturnas no trajeto
rumo ao trabalho
a encantar sublime
operĂĄrios e artistas.
Para quem deseja
vencer a guerra
Ă© preciso ter entrega
e amor na Terra;
trazendo na pele
os poemas dos povos
sob a luz da Lua
em busca da profunda
e eterna Primavera.
Na Lua Cheia que
alinhada a poesia
que romĂąntica veio
me pegar pela mĂŁo,
devoto a amĂĄvel
e renovåvel devoção;
mesmo que em mim
vocĂȘ nĂŁo creia,
assumo que te quero
aqui colado comigo
e sem devolução.
O luar e a brisa
da noite inspiram
a conquistar
a tua companhia.
Pude ver a beleza
da gradação das cores
do amanhecer mesmo
ainda sem ter vocĂȘ.
Quero fazer parte
de vocĂȘ de um jeito
que vocĂȘ nĂŁo sabe:
ser a tua galĂĄxia.
Em mim carrego
os signos da imigração,
dos indĂgenas
e dos povos nĂŽmades.
Borboletas coloridas
voaram no caminho,
quem tem amor
nunca estarĂĄ sozinho.
Quando leio, escuto
e falo o nome teu,
tem me deixado flutuante:
algo diz que jå és meu.
Ver florescer
o meu jardim
de corais:
sonho contigo.
NĂŁo sei quem
se beija mais
se é o céu ou
se sĂŁo os bonsais.
O luar riscou
o destino
de um oceano
de amor:
junto contigo.
NĂŁo sei quem
se beija mais
se Ă© o mar ou
se sĂŁo os bonsais.
Ver resplandecer
com o infinito
nas marĂtimas
belezas totais:
quero contigo.
Com os nossos
desejos reunidos
aconchegados
nos mais doces
corais instintos
animais de flores
e de todos os amores.
No Universo foi
o sonho escrito
para as estrelas,
ele que Ă© feito
de humanidade
para se ver nos
corais e por todos
dar tudo de si;
e cantar o amor
para esquecer
as divergĂȘncias
e embalar
todos os povos.
NĂŁo sei se haverĂĄ
este encontro,
sĂł sei que hĂĄ
beleza na coragem,
e ela que faz
com que eu persista.
A Ășnica coisa certa
nesta vida sempre
hĂĄ de ser a poesia
que passa para
que eu possa,
e certamente fica.
Ă nas fases da Lua
que tenho saĂdo por aĂ
em busca tua
entre os bonsais
terrenos e marinhos;
e entre corais
para refazer paraĂsos
onde foram
garimpados minerais,
e quem sabe ser
a presença que
nem o tempo desfaz.
Lua amĂĄvel Lua,
Ă© para vocĂȘ essa
que um casal
de hippies canta
e dança à espera
de uma carona
em plena estrada.
Lua amĂĄvel Lua,
Ă© para a Terra
que este casal
canta e dança
a paz e o amor,
da minha janela
pude ver a flor
nos cabelos
dourados da moça.
Lua amĂĄvel Lua,
me diz quando
vai chegar a vez
de encontrar
o meu amado
mesmo que seja
no meio da rua.
Lua amĂĄvel Lua,
vocĂȘ que anima
as festas e orienta
a rota dos ciganos
pelas estepes,
sĂŁo com os teus
raios poemas
pelas minhas
mĂŁos tu escreves.
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