Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza 😉

" Vivemos escrevendo vidas imortais. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

" Quem escreve desde cedo escreve vidas. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

"A liberdade começa onde termina a ilusão de controlar o que nunca nos pertenceu."

Inserida por marcelo_monteiro_4

"Quem distingue o que depende de si jå venceu metade da inquietação."

Inserida por marcelo_monteiro_4

NO INTERIOR DA FERIDA.
Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.
NĂŁo peço que a dor se retire. Ela jĂĄ nĂŁo Ă© estrangeira. Habita-me como uma presença inevitĂĄvel, tĂŁo Ă­ntima que sua ausĂȘncia seria mutilação. Acostumamo-nos um ao outro nesta estrada do mundo, onde o amor Ă© escasso nĂŁo por impossibilidade, mas por temor. Poucos ousam sustentar o peso da liberdade que amar exige.
Estou ajoelhado nela, e ela ajoelha-se em mim. NĂŁo hĂĄ hierarquia nesse pacto. HĂĄ cumplicidade. A dor nĂŁo me domina, tampouco eu a domino. Existimos no mesmo espaço, como duas consciĂȘncias que se reconhecem no silĂȘncio. DĂłi, mas Ă© minha. E justamente por ser minha, nĂŁo a repudio. Seria negar a prĂłpria textura do que sou.
O horizonte tornou-se cinza. NĂŁo o cinza da neutralidade, mas o da revelação. A alegria que ainda subsiste vem Ășmida, dissolvida nas lĂĄgrimas que nĂŁo pedem testemunhas. HĂĄ uma lucidez amarga na compreensĂŁo de que a felicidade fĂĄcil Ă© distração. O que permanece Ă© a densidade da experiĂȘncia.
Deixa tudo como estå. Não por resignação, mas por fidelidade à busca. Ainda procuro a verdade, e essa procura não admite adornos. A diferença, que antes feria como julgamento, perdeu importùncia. Diante do absoluto, as comparaçÔes são ruído. Cada ser estå ligado à própria travessia.
Se poucos amam, Ă© porque amar implica assumir o risco da prĂłpria exposição. Amar assim Ă© aceitar que nĂŁo hĂĄ garantias. É lançar-se ao outro sem a promessa de retorno. E, ainda assim, continuar.
Permaneço na linha fina do meu horizonte. NĂŁo por esperança ingĂȘnua, mas por decisĂŁo consciente. A dor nĂŁo me define, mas me revela aos poucos a mim mesmo. E enquanto a verdade nĂŁo se deixa capturar, sigo caminhando, mesmo que o caminho seja feito de sombra e silĂȘncio. É pura lição e essĂȘncia absoluta do absoluto. GratidĂŁo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

DA ESCRITA COMO DESTINO DA CONSCIÊNCIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
NĂŁo nascemos prontos.
Somos rascunho.
Somos folha ainda em branco
Ă  espera da coragem de ser escrita.
O mundo nĂŁo nos entrega sentido acabado.
Entrega-nos silĂȘncio.
E diante desse silĂȘncio
erguemos a palavra.
NĂŁo a palavra leve.
Mas a palavra que pesa.
A que nasce do conflito interior.
A que atravessa a noite da dĂșvida
e ainda assim decide existir.
O escritor nĂŁo sobe a um palco.
Desce ao abismo.
Ali onde a consciĂȘncia se fragmenta.
Ali onde as perguntas nĂŁo tĂȘm resposta imediata.
Ali onde o ser confronta sua prĂłpria nudez.
Escrever Ă© expor-se sem plateia.
É enfrentar a si mesmo
antes de enfrentar o mundo.
Cada frase Ă© um ato de responsabilidade.
Cada parĂĄgrafo Ă© escolha moral.
"Depois que eu partir."
A frase nĂŁo Ă© melancolia.
É exame de consciĂȘncia.
Que restarĂĄ de mim quando o corpo cessar.
Que ideia permanecerĂĄ.
Que inquietação continuarå a arder.
A tinta seca.
O papel envelhece.
Mas o pensamento, se verdadeiro,
migra para outras mentes.
O escritor nĂŁo busca aplauso.
Busca coerĂȘncia interior.
Busca traduzir o indizĂ­vel
e dar forma ao que inquieta o espĂ­rito humano desde sempre.
Escrever Ă© organizar o caos.
É impor estrutura Ă  angĂșstia.
É transformar dor em conceito.
É converter amor em reflexão.
NĂŁo se trata de ornamentar a realidade.
Trata-se de iluminĂĄ-la.
Mesmo quando essa luz revela fissuras.
HĂĄ coragem em quem escreve com lucidez.
Porque escrever com lucidez
Ă© admitir a prĂłpria finitude
e ainda assim escolher deixar vestĂ­gio.
O texto Ă© mais que linguagem.
É presença prolongada.
É consciĂȘncia que atravessa o tempo
e dialoga com quem ainda nĂŁo nasceu.
Eu sou o que escrevo.
Sou a soma das ideias que sustento.
Sou a responsabilidade de cada palavra que lanço ao mundo.
O corpo findarĂĄ.
O silĂȘncio retornarĂĄ.
Mas aquilo que foi pensado com verdade
continuarĂĄ a provocar,
a inquietar,
a despertar.
Porque a escrita nĂŁo Ă© som que se dispersa.
É pensamento que se fixa.
É chama intelectual que passa de mente em mente
e se recusa a apagar-se.
E no confronto inevitĂĄvel com o tempo,
descobrimos que viver
Ă© redigir a prĂłpria consciĂȘncia
com a dignidade de quem sabe
que cada linha escrita
Ă© uma escolha eterna diante da prĂłpria alma.

Inserida por marcelo_monteiro_4

HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silĂȘncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."

“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”

“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "

“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois Ă© quando o espĂ­rito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

" Pessoas hĂĄ que fogem de Deus como se pudessem fugir do ĂĄtomo. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

DA GÊNESE INVISÍVEL DO VERSO.
Antes do primeiro poeta, jĂĄ havia silĂȘncio.
E o silĂȘncio nĂŁo era vazio. Era potĂȘncia.
A palavra nĂŁo começou na boca humana. Ela começou na necessidade metafĂ­sica de significar o mundo. Quando o primeiro ser consciente contemplou o cĂ©u e sentiu a vertigem do infinito, ali germinou o germe do poema. O verso nasce no assombro. Nasce da insuficiĂȘncia da prosa diante do mistĂ©rio.
A linguagem ordinĂĄria organiza. A linguagem poĂ©tica revela. Por isso o poema nĂŁo Ă© invenção arbitrĂĄria, mas emergĂȘncia. Ele irrompe quando a realidade excede os limites do discurso comum. Surge quando o espĂ­rito percebe que hĂĄ algo que nĂŁo pode ser dito diretamente, mas apenas insinuado.
A tradição sempre intuiu que o poeta nĂŁo cria do nada. Ele participa de uma corrente anterior. Na Antiguidade, falava-se em inspiração. NĂŁo como superstição, mas como reconhecimento de que a consciĂȘncia individual Ă© atravessada por conteĂșdos que a ultrapassam. O poeta Ă© mĂ©dium da memĂłria cultural. É intĂ©rprete de uma herança invisĂ­vel.
O Ăștero simbĂłlico de onde procedem os poemas Ă© a prĂłpria histĂłria do espĂ­rito humano. Cada geração deposita ali seus temores, seus ĂȘxtases, suas quedas e suas redençÔes. O escritor que nasce em determinado sĂ©culo nĂŁo começa em branco. Ele herda mitos, ritmos, arquĂ©tipos, formas. Ao escrever, ele reorganiza esse patrimĂŽnio.
Sob a perspectiva psicolĂłgica, o verso Ă© condensação de experiĂȘncias arcaicas. Sob a perspectiva metafĂ­sica, Ă© atualização de princĂ­pios permanentes. A imagem do Ăștero mantĂ©m-se rigorosa. HĂĄ concepção, hĂĄ gestação, hĂĄ parto. O poema exige maturação interior. O precipitado Ă© apenas discurso ornamentado. O verdadeiro verso Ă© aquele que atravessou a noite da consciĂȘncia.
A continuidade entre escritores nĂŁo Ă© mera influĂȘncia externa. É consonĂąncia estrutural. Quando dois poetas separados por sĂ©culos expressam angĂșstias semelhantes, nĂŁo Ă© coincidĂȘncia. É a condição humana reiterando-se sob novas circunstĂąncias histĂłricas. O estro Ă© continuidade do humano diante do enigma.
NĂŁo hĂĄ criação autĂȘntica sem humildade diante da tradição. A ruptura que ignora o passado empobrece-se. A inovação legĂ­tima Ă© transformação, nĂŁo negação. O novo que possui densidade Ă© aquele que conhece suas raĂ­zes. A ĂĄrvore que despreza o solo seca-se.
Assim, o metapoema reconhece sua própria origem e ultrapassa-se pelas entranhas permissivas de quem é leitor e criador . Ele sabe que fala de si mesmo enquanto se produz. Ele assume que sua voz carrega ecos. Não reivindica isolamento. Reconhece-se como elo de uma cadeia que começou antes e continuarå depois.
O ponto final nĂŁo encerra o processo. Ele apenas delimita uma forma provisĂłria. O silĂȘncio que o sucede jĂĄ contĂ©m o germe do prĂłximo verso.
E Ă© nesse ciclo ininterrupto que a poesia se mantĂ©m como testemunho da grandeza e da fragilidade humanas, perpetuando-se como chama que nĂŁo consome apenas papel, mas ilumina consciĂȘncias atravĂ©s dos sĂ©culos.

Inserida por marcelo_monteiro_4

⁠Sonhei com peixes. Com esses peixes, a abundĂąncia estĂĄ lĂĄ, mas nĂŁo sei bem o porquĂȘ. O mundo Ă© justo ou estranho? JĂĄ nĂŁo sei o que pensar. A minha mente se perde nos laços que crio, nos pensamentos que emergem sem resposta. SerĂĄ que existe o vazio? Mas nĂŁo Ă© a fome que me atormenta. A noite, linda e escura, me abraça e acalma meu coração. Pois vocĂȘ Ă© como os peixes, um sonho etĂ©reo, assim como o mundo, que jĂĄ nĂŁo sei mais como compreender. SerĂĄ que o que estĂĄ por vir acontecerĂĄ, ou a incerteza serĂĄ nossa companhia? Olho a lua, as estrelas, o cĂ©u negro. E penso que, de alguma forma, estamos compartilhando os mesmos olhos, os mesmos destinos. Pois a mesma lua que vocĂȘ olha, Ă© a mesma que me espera. Espera por vocĂȘ.

Inserida por Piers

Uma espuma branca caio no meio da razĂŁo e germinou, vocĂȘ.

Inserida por EneioPereira

sempre fui um roteirista,até que a vida passou a escrever a sua própria história, dai passei a fazer parte do elenco.

Inserida por EneioPereira

I
Caiu do nada.
Do nada surgiu
Aquela luz que emergiu
TĂŁo branca como uma fada.
II
Os olhos contorceram que lhe ver
A mĂŁo esticou-se para poder a ter
Os pĂȘs sumiram em saltos para conter
E a alma abandonou o corpo para suster.
III
Mas nada, nada a impediu
Que ser trajeto fosse traçado,
Cedo ou tarde refletiu
Aquele desejo forçado.
IV
A vontade atou o desespero
Lambuzou com sabor do tempero
Aquele sobejo ĂĄspero
Como a granula do enterro.
V
Mas do outro lado, via torrentes
Com raĂ­zes de capilares
Com batimento apertado naquela estrada,
Onde a sua marca jamais serĂĄ sarada.
@epereira 06/12/16

Inserida por EneioPereira

A minha lĂĄgrima transformou-se em sorrisos

Inserida por EneioPereira

Se um dia viermos a separar, lembre-se que, antes de te conhecer estĂĄvamos separados, mas depois te de conhecer passei a te amar e te amarei mesmo se viermos a separar.

Inserida por EneioPereira

Os fios dos teus cabelos viraram atadura, e hoje estou preso em ti.

Inserida por EneioPereira

Amar nĂŁo Ă© opcional, mas, quando vocĂȘ ama, se torna escravo do seu prĂłprio sentimento.

Inserida por EneioPereira

⁠As ONGs, fazem a obra; não se escondem nas igrejas...

Inserida por beniciobrasil

⁠Curta!

A vida, Ă© curta...

Inserida por beniciobrasil

⁠É bom viver no exterior...
SĂł assim, valorizamos o nosso Brasil. đŸ‡§đŸ‡·

Inserida por beniciobrasil