Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Bronca
JĂĄ faz mais de um ano que nos conhecemos
E ainda escuto vocĂȘ falar o nome dele por engano
Nas horas mais improvĂĄveis, quando digo que te amo
VocĂȘ se esqueceu do bem que te fiz
Ou terĂĄ sido um mal te querer tĂŁo feliz
Quem ama cuida, estå perto no abraço e na dor
Mais vocĂȘ sĂł prefere as mentiras do amor
Se a escolha foi torta, se jĂĄ se arrependeu
Volte então para os braços do teu falso romeu
Eu sigo em frente sozinho, pois amor nĂŁo se compra
Me desculpa, querida, nĂŁo suporto esta bronca.
â â â O livro nĂŁo pode mudar o mundo
porque nĂŁo saber ler,
mas a pessoa que escolhe
o que ler pode tudo.
â "Eu vou persistir na luta contra a estupidez humana, nĂŁo removerei a minha integridade e meu bom senso. Caso nĂŁo consiga mudar alguma cabeça desviada, sigo dizendo que tentar valeu a pena...!
â
NA CANDĂNCIA DO SAMBA
Na candĂȘncia do samba
Eu conheci vocĂȘ
Dançando ciranda
E o maculelĂȘ.
VocĂȘ era a beleza
Em forma e nuance
Eu, um poeta comum
SĂł queria romance.
Viajamos na noite
Sob a lua de maio
Sem promessa partiste
Me deixando tĂŁo triste
Te olhando em soslaio.
â Hoje
Hoje tenho apenas a imagem de ontem.
Como arte impressionista
Indefinida, sem correção
Tenho as marcas do amor em mim
E em teu corpo as rugas do tempo
Elo perdido, um condenado sem redenção.
Ă tudo que temos do nosso desencontro
TĂŁo distante
Um simples rascunho de aprendiz
Uma sombra do que fomos um dia.
Amigo que se tornou amante.
As cançÔes que ouvimos juntos
Ainda ressoam em mim, trazendo-me calma
No mais recĂŽndito abismo da minha alma
Encontro, como um jarro quebrado,
Razão para ter esperança.
Sonho, quimera, ilusão de criança.
Lembro fortuitamente da chuva de verĂŁo
Das folhas de outono colorindo a tarde
Sobre nossos passos distraĂdos
Quando juntos caminhĂĄvamos sem propĂłsito
Em busca do paraĂso perdido.
que acalentava-me o coração.
â PRESSĂGIO
Quando vocĂȘ anda
Eu penso no mar
Na esquina da rua
Ă espera da lua
Eu me pego a sonhar.
A noite esfriou
A lua nĂŁo veio
O mar me avisou
Que virĂĄ tempestade
A luz da cidade se apagou.
Um canto ofegante
Soprou minha sorte
PressĂĄgio de morte
Num passado distante.
Quando vocĂȘ acordar
Se lembre de mim
Na esquina da rua
Ă espera da lua
Eu me pego a sonha
â ODE AO CIĂME
Quem pode resumir em um texto ou em um livro, ou num poema, as nuances do ciĂșme?
Ă preciso ser um gĂȘnio da ficção para compor uma ode ao ciĂșme, ou como eu, ser vĂtima dessa ĂĄspide venenosa e cruel.
O que Ă© o ciĂșme? NinguĂ©m ainda consegue explicar, como seres humanos, talvez nos seja permitido apenas experimentar suas mil e uma facetas ou manifestaçÔes. O ciumento nĂŁo sabe controlar seu ciĂșme, pois age com o instinto animal que ainda preserva nas veias, no sangue ancestral.
O desejo de dominar o outro Ă© mais severo entre os ciumentos, eles querem ter o controle total da relação. Qualquer distração do seu parceiro Ă© para ele causa de desconfiança, na verdade, segundo o ciumento, se a atenção folgar por horas ou dias, caso nĂŁo seja valorizada constantemente, lhe dĂĄ motivo, certeza de que estĂĄ sendo traĂdo, deixado de lado, os sentimentos dos outros nĂŁo tem importĂąncia.
Tempo perdido que nĂŁo volta mais.
Aqui sozinha no meu quarto e ninguém mais.
O clima lĂĄ fora estĂĄ frio.
Névoas a esvoaçar, mas não me importo com a neblina jå que é assim a me agradar.
Apesar da algidez do dia ouço cachorro latindo, crianças gracejando, gangorra da praça a ranger.
E eu aqui pensando o que poderia ser melhor sem meu aparecer.
Quando tenho que ir?
Eu nĂŁo quero, nĂŁo partir.
Quero viver a vida...
Viver o que nĂŁo vivi
pois, a muito tempo jĂĄ percebi que morri.
Quero banhar-me ao mar no verĂŁo.
Sentir minhas pernas trĂȘmulas no chĂŁo.
De ganhar um beijo roubado...
Pernoitar ouvindo o som na balada
Curtir a revoada da madrugada.
Ver felicitamente o raiar do dia
Ouvir a melodia de um bom dia...
Voltar para casa sem me lamentar
Fazer com que aqui se torne um lar doce lar.
Seria ele a culpa?
Seria ele minha amargura?
NĂŁo sei por exato...
Mas, ele Ă© uma pedra no meu sapato.
Ă minha reclusĂŁo, minha repressĂŁo.
Ă o motivo da minha depressĂŁo.
à ele o alguém a findar minha liberdade...
Sinto que estou sendo pisoteada, esmagada... Ăs vezes percebo que tento escapar, mas de tanto tentar vem o cansaço, e de nĂŁo conseguir vem a desmotivação. Eu nĂŁo sei para onde ir, porĂ©m a vontade de fugir Ă© imensa. Sinto falta de alguma coisa ou alguĂ©m. NĂŁo sei ao certo de quem ou do que. Percebo que esta sensação de saudade/carĂȘncia me causa melancolia, nostalgia a ponto de chorar sem saber o motivo.
O meu tempo presente Ă© a vida que vai passando...
A saudade que vai batendo...
A angĂșstia que vou vivendo.
Amar Ă© ver as cores do arco-Ăris mesmo quando o sol nĂŁo brilha sobre gotas de chuva.
Amar Ă© sentir borboletas no estĂŽmago.
Amar Ă© quando seu pior momento sobreleva-se aos seus momentos ruins.
Amar é enaltecer a alma. à sentir o coração eufórico.
Amar é a condição de encontrar-te satisfeito fisicamente e mentalmente, é sentir-se seguro e confortåvel... à aquela sensação de bem-estar.
Em suma, se amar virou "coisa" de gente corajosa, entĂŁo as pessoas tĂȘm medo de serem felizes, pois amar Ă© sentir a felicidade subitamente.
O começo é o final de uma história.
No fim de um fato começa uma trajetória.
Como posso encetar? O que posso narrar?
Sentada de baixo de uma årvore pensando em alguém para me inspirar.
Aquela vontade de estar perto de quem estĂĄ longe.
Ah!!! Isso Ă© sempre, isso Ă© constante...
Esse sentimento é uma iluminação.
Ao chegar em casa torna-se expiração.
A noite jĂĄ faz presente.
A noite um compromisso.
A vontade Ă© de nĂŁo presenciar. SĂł que lastimavelmente nĂŁo posso prevaricar.
Ah que dor pungente
Que afeta toda gente.
Que afeta minha alma.
Que tira minha calma.
Ah que nĂł na garganta...
A vontade de chorar Ă© tanta.
A indisposição faz adentrar.
E nada, nada pode me animar.
Olha que garota bacana,
Atenciosa, amigĂĄvel e humana.
HĂĄ dez anos mora sozinha,
Um longo trajeto, mantendo-se na linha.
No correr do dia nĂŁo se prende Ă s horas;
Deixando-as passar... Até o romper da aurora.
Mesmo com o relĂłgio no pulso
Se chegar atrasada improvisa um bom discurso.
Trilha sonora do repertorio MPB,
ViolĂŁo soando retro, nĂŁo demodĂȘ!
Se chover,
NĂŁo hĂĄ problema,
Isso nĂŁo lhe atormenta.
Ouve com calma o barulho que lhe acalenta.
Gosta do frio que aquece e acolhe; Paisagem interna como uma pintura de Van Gogh.
No crepĂșsculo frio das coisas da vida
Em momentos solenes de veraz alegria.
Com sua moto ao se locomover, Deixa seu percurso para o prĂłximo alvorecer.
O futuro Ă© a continuidade do agora
Cada instante constitui uma historia.
No final das contas
"A vida Ă© de se entregar..."
Nada de perder tempo,
Pois em algum momento, ela hĂĄ de se findar.
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