Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Nem tudo que eu falo Ă© totalmente diferente da realidade. Se vocĂȘ bugou nessa parte, apenas mude o sistema. De fato ou nĂŁo, Ă© meu delĂrio.
â As pessoas nĂŁo enxergam o verdadeiro sentido da vida e acham que tĂĄ tudo bem, mas nĂŁo estĂĄ. Digo isso em um simples suspiro e lĂĄ se vai o valor nĂŁo correspondido. Ăs vezes Ă© melhor esquecer, pois dialogar nĂŁo te faz bem, chorar talvez.
â Na minha primeira oportunidade, vou lhe fazer sorrir.
Mas quando for a sua, vocĂȘ vai me abandonar.
â â Um dia fui para um lugar,sozinho,fiquei conversando com Deus...
Sempre pedia que colocasse alguém especial em minha vida!
Muitas das vezes,eu tentava imaginar como essa pessoa seria...nunca obtive sucesso,nĂŁo tinha a mĂnima idĂ©ia do que realmente eu queria ou como queria!
Pedia uma pessoa carinhosa,que me respeitasse,uma pessoa companheira...
O engraçado é que Deus sempre nos surpreende...Ele me
trouxe vocĂȘ...
A mulher a qual eu sempre sonhei,sempre tentei imaginar,eu sempre pedia a Deus,uma pessoa maravilhosa...Ele me surpreendeu e me deu vocĂȘ,suas qualidades sĂŁo inexplicĂĄveis,vocĂȘ Ă© algo muito alĂ©m do que eu pedia!
â Cicatrizes em Verso
Na sombra do quarto, o silĂȘncio gritou,
Teu beijo traĂa o que o olhar negou.
Mentiras dançavam na ponta da lĂngua,
Enquanto meu peito, em pedaços, se extinguia.
Promessas lançadas ao vento, ao acaso,
Toque que feriu mais que o prĂłprio descaso.
Fui chĂŁo partido, fui lĂĄgrima fria,
Fui noite sem lua, perdida em agonia.
Mas da dor se ergueu minha voz em sussurro,
Juntei cada caco, fugi do escuro.
Descobri na queda a força esquecida,
A luz escondida no fundo da vida.
Renasci da decepção mais profunda,
Feita de aço, de alma fecunda.
Me refiz sem pressa, com calma e razĂŁo,
Deixando o passado virar solidĂŁo.
E entĂŁo, sem aviso, um novo calor,
Um toque sincero, um novo amor.
Sem promessas vazias, sĂł verdade nua,
Um brilho nos olhos que a alma flutua.
PaixĂŁo que nĂŁo fere, mas cura e acolhe,
Que beija as feridas, que afaga e recolhe.
Amor que nĂŁo prende, mas faz florescer,
Que nasce do recomeço, do saber viver.
E hoje eu caminho, firme e serena,
Com o coração leve, sem mais algema.
Pois sei que a dor me ensinou a lição:
Só ama de verdade quem ama com o coração.
â Recomeço a Dois
No silĂȘncio apĂłs a Ășltima estação,
floresceu um olhar sem pressa,
um sopro novo no coração,
como quem planta e não se esqueça.
Não era pressa, era presença,
nem ilusão, mas intenção.
Um gesto simples, sem defesa,
mas cheio de conexĂŁo.
O amor veio como brisa leve,
sem prometer eternidade,
mas com vontade que se atreve
a ser verdade, nĂŁo metade.
Te vi querer como se soubesse
que o querer precisa cuidar.
E eu, que jĂĄ duvidei do sim,
quis ficar sĂł pra te olhar.
Havia interesse, sim :nos dias,
nas histórias, no café,
no som da tua alegria,
no jeito que a alma Ă©.
E no teu toque, encontrei resposta.
Reciprocidade: doce abrigo.
NĂŁo mais um âtalvezâ na porta,
mas um âeu fico, se for contigoâ.
â đ” âLado a Ladoâ đ”
(letra original)
[Verso 1]
Comecei de novo, sem me apressar
Era sĂł um passo, mas jĂĄ dava pra sonhar
Teu silĂȘncio dizia
mais que mil palavras podiam falar
[Verso 2]
NĂŁo era fuga, nem era ilusĂŁo
Era o teu cuidado que fez sentido entĂŁo
VocĂȘ chegou devagar
e eu quis ficar
[Pré-Refrão]
Tinha algo no jeito que me ouvia
Como quem fica sem pedir guarida
[RefrĂŁo]
E eu vi amor no teu olhar
Interesse em me decifrar
Era sincero, era de verdade
NĂŁo tinha jogo, sĂł vontade
E quando eu dei a mĂŁo, vocĂȘ ficou
NĂŁo prometeu, sĂł mostrou quem sou
Era recomeço, mas parecia lar
Com vocĂȘ, Ă© fĂĄcil acreditar
[Verso 3]
Tudo tĂŁo simples, tĂŁo real
Nada ensaiado, nada igual
VocĂȘ lembrava atĂ© o que eu escondia
como se minha dor fosse tua poesia
[Pré-Refrão]
Foi leve, mas inteiro o que senti
E o mais bonito foi te ver em mim
[RefrĂŁo]
E eu vi amor no teu olhar
Interesse em me decifrar
Era sincero, era de verdade
NĂŁo tinha jogo, sĂł vontade
E quando eu dei a mĂŁo, vocĂȘ ficou
NĂŁo prometeu, sĂł mostrou quem sou
Era recomeço, mas parecia lar
Com vocĂȘ, Ă© fĂĄcil acreditar
[Ponte]
Agora andamos lado a lado
Sem mapa, mas com rumo exato
NĂŁo Ă© sorte, Ă© reciprocidade
Ă amar com liberdade
[Ăltimo refrĂŁo â suave]
E eu vi amor no teu olharâŠ
Um recomeço feito pra durarâŠ
â Desde o dia em que te vi, fiquei encantado,
Com teu jeito doce, fiquei interessado,
Meu coração só sabe te buscar,
E tudo o que eu quero Ă© te conquistar.
Em cada sonho, em cada batida,
SĂł penso em querer vocĂȘ em minha vida.
NĂŁo Ă© sĂł paixĂŁo, Ă© algo mais profundo,
Ă ter vocĂȘ pra sempre, no meu mundo.
â Encanto do Meu Destino
Fui encantado pelo brilho do teu olhar,
Como quem vĂȘ o sol nascendo sobre o mar.
Algo em ti tocou minha alma ferida,
E despertou em mim a vontade de ter outra vida.
Fiquei interessado, sem querer, sem notar,
Nas palavras que diz, no teu jeito de amar.
Cada gesto teu Ă© pura poesia,
Um convite doce Ă mais bela companhia.
Hoje sĂł penso em te conquistar,
Em fazer teu riso por mim se encantar.
Ser teu abrigo, teu porto seguro,
Construir ao teu lado um amor tĂŁo puro.
Pois o que mais desejo, com toda certeza,
Ă querer vocĂȘ em minha vida, com leveza.
NĂŁo por um dia, nĂŁo sĂł por paixĂŁo,
Mas pra caminhar contigo, de coração em coração.
â Quero VocĂȘ Aqui
Me peguei encantado sem aviso,
Tipo quando a vibe bate e tudo faz sentido.
VocĂȘ chegou e mudou meu dia,
Nem sei como, mas virou poesia.
Fiquei interessado no seu jeito real,
Sem filtro, sem pose, sĂł vocĂȘ â essencial.
Não é só atração, é conexão no olhar,
Ă vontade sincera de te conquistar.
NĂŁo tĂŽ falando de conto de fadas,
Mas de riso bobo, noites viradas.
De planos simples, café na medida,
De querer vocĂȘ em minha vida.
NĂŁo precisa prometer eternidade,
SĂł vem com verdade, vem com vontade.
Porque se for com vocĂȘ, atĂ© o incerto tem cor,
E o mundo inteiro cabe dentro do nosso amor.
â SĂł quero vocĂȘ no meu mundo
NĂŁo quero o sol se for sem teu brilho,
Nem céu azul sem tua cor.
O tempo Ă© frio, o riso Ă© trilho
Que sĂł conduz pra onde hĂĄ amor.
De tantos sonhos que jĂĄ vagaram,
SĂł um ficou mais que profundo:
Teus olhos, que me encontraram
SĂł quero vocĂȘ no meu mundo.
NĂŁo quero aplausos, fama, ouro,
Se tua ausĂȘncia Ă© o que herdei.
Prefiro o abrigo do teu colo
A qualquer reino que conquistei.
Se o mundo gira, gira em vĂŁo,
Se tua voz nĂŁo me responde.
Pois bate em mim, no coração:
SĂł quero vocĂȘ no meu mundo.
â Entre o SilĂȘncio e o Vento
Nasce a alvorada em olhos cansados,
sonhos que dançam nos céus apagados.
Cada lembrança é um fio de luz,
na teia do tempo que o destino conduz.
As palavras que o mundo calou,
guardam segredos que o peito escutou.
No eco dos passos, a alma se vĂȘ,
procurando um porquĂȘ sem saber o porquĂȘ.
O vento sussurra verdades antigas,
em lĂnguas que choram feridas amigas.
E mesmo que o mundo insista em cair,
hĂĄ um fogo em silĂȘncio querendo insistir.
Pois hĂĄ beleza no que se despede,
na flor que resiste, na folha que cede.
E o amor, esse instante que vive e desfaz,
Ă© um sopro eterno que nunca se faz.
â **âConquista Ă© semente que nasce do sonho,
regada em silĂȘncio por quem nĂŁo desiste.
à flor que desabrocha onde o medo se impÔe,
Ă© luz que persiste, mesmo quando tudo insiste.
Ă o passo trĂȘmulo rumo ao incerto,
a alma em chama, o coração desperto.
à o voo que rasga o céu da incerteza,
com asas de fé e vestes de beleza.
Conquistar nĂŁo Ă© ter, Ă© florescer,
Ă© crescer na dor, Ă© se reconhecer.
Ă saber que no fim da longa estrada,
a maior vitĂłria Ă© a alma alada.â**
Luz que Encanta
Em meio ao mundo que gira apressado,
Surge teu nome como flor no orvalho,
doce encanto traçado,
Teu riso acalma, teu olhar, atalho.
Ăs poesia que caminha em silĂȘncio,
Com alma leve e presença rara,
Tens o brilho sereno de um céu imenso,
E um coração que a ternura ampara.
Teu jeito Ă© vento que afaga e cura,
Sabedoria que a vida costura,
Tua essĂȘncia Ă© feita de ternura,
Teu valor, Aline, Ă© pura altura.
NĂŁo Ă© sĂł encanto â Ă©s inspiração,
No que dizes, no que sonhas, no que crĂȘs,
E ao te olhar, cresce a admiração,
Por tudo aquilo que Ă©s â e o que nĂŁo vĂȘs.
Se o mundo fosse justo em seu louvor,
Daria estrelas pra enfeitar teus dias,
Mas eu te dou, com sincero ardor,
Estes versos, em suaves poesias.
â Doce Luz
Teu nome jĂĄ soa ternura,
Ăs carinhosa, meiga, uma doçura.
Com olhos que brilham de tanta emoção,
Carregas amor no teu coração.
Em cada palavra, um toque de afeto,
No teu jeitinho, tudo fica mais quieto.
Tua lĂĄgrima fĂĄcil Ă© fonte sincera,
Mostra o quanto tua alma Ă© bela e inteira.
Batalhadora, és força e flor,
Mesmo cansada, dĂĄs sempre o melhor.
Com cada desafio, te fazes maior,
Ăs guerreira de alma, de fibra e de cor.
Teu carinho acolhe, como abraço no vento,
Teu sorriso acalma qualquer sofrimento.
Ser tua aluna Ă© bĂȘnção da vida,
Tua presença é cura, é doce partida.
Obrigado,por tanto ensinar,
Por nos mostrar que amar Ă© educar.
Que a emoção não é fraqueza, é flor,
E que ensinar, contigo, Ă© puro amor.
â âAlĂ©m do impossĂvelâ
Quando tudo parecer ruir,
e o chão sumir sob os pés cansados,
lembre-se: o escuro da noite
é o berço dos sonhos mais iluminados.
A dor que hoje aperta o peito,
nĂŁo veio pra te derrotar.
Ela te molda em silĂȘncio,
pra te ensinar a levantar.
Caminhar com feridas abertas
nĂŁo Ă© fraqueza, Ă© coragem crua.
Quem jĂĄ caiu mil vezes na estrada
sabe o valor de cada rua.
VocĂȘ Ă© mais do que o tropeço,
Ă© cada passo que insistiu em dar.
Mesmo com medo, com dĂșvida, com frioâŠ
decidiu nĂŁo parar.
Hå força em cada cicatriz,
hĂĄ vitĂłria onde antes foi choro.
O que hoje parece difĂcil,
amanhĂŁ serĂĄ seu tesouro.
EntĂŁo erga os olhos, respire fundo,
hå um novo dia pra recomeçar.
A vida nĂŁo pede perfeição â
sĂł coragem pra continuar.
â âQuando Deus Age no SilĂȘncioâ
Quando tudo em volta parece parado,
quando as portas se fecham,
e o cĂ©u parece caladoâŠ
nĂŁo pense que Deus te esqueceu.
Ele sĂł estĂĄ agindo de um jeito que vocĂȘ ainda nĂŁo vĂȘ.
A fé verdadeira não vive de sinais,
vive de confiança.
Ă acreditar mesmo quando os olhos nĂŁo enxergam,
Ă© seguir mesmo sem entender o caminho.
Deus nĂŁo abandona os Seus.
Ele trabalha no secreto,
lapida no processo,
e honra no tempo certo.
A dor que hoje pesa no peito
vai se transformar em testemunho.
As noites sem dormir?
VĂŁo virar resposta.
Cada lĂĄgrima sua foi colhida,
cada oração foi ouvida,
cada desabafo que sĂł Ele escutou â
jå estå em movimento no céu.
NĂŁo Ă© o fim.
à só uma curva no caminho que Ele traçou.
E mesmo que o plano tenha saĂdo do seu controle,
nunca saiu das mĂŁos de Deus.
Então respira com fé.
Descansa no cuidado Dele.
Porque no tempo certo,
Deus faz do impossĂvelâŠ
milagre.
â âLevanta-teâ
Quando o peso do mundo te curva o olhar,
E a estrada parece querer te parar,
Respira profundo, segura a emoção â
Teu sonho ainda pulsa no teu coração.
NĂŁo deixes que a dĂșvida roube o teu passo,
Nem que o medo te prenda num falso abraço.
Ăs mais forte do que hoje imaginas,
Carregas o sol nas tuas retinas.
Cada queda é lição, cada dor, semente,
Flores que brotam de alma valente.
Se a vida apertar, nĂŁo temas lutar,
à na dor que aprendemos a recomeçar.
EntĂŁo levanta-te, mesmo cansado,
Segue adiante, mesmo machucado.
A vitĂłria Ă© irmĂŁ da persistĂȘncia,
E a luz sempre nasce apĂłs a ausĂȘncia.
â A Vida e Suas Surpresasâ
A vida Ă©, por natureza, surpreendente. Ăs vezes, ela nos golpeia de forma tĂŁo inesperada que nos deixa em silĂȘncio, perplexos⊠HĂĄ momentos em que tudo desmorona, e nos vemos lançados num abismo tĂŁo profundo, que atĂ© o eco dos nossos prĂłprios gritos parece se perder no vazio.
VocĂȘ grita por socorro, luta com o pouco que ainda resta de força, tenta alcançar o topo⊠mas nĂŁo consegue. A esperança se apaga, o corpo se rende, a alma se cala. VocĂȘ apenas⊠existe.
E entĂŁo, de repente, alguĂ©m aparece. O coração, ainda machucado, se enche de esperança. âSerĂĄ que agora alguĂ©m vai me salvar?â â vocĂȘ pensa. A pessoa joga uma corda. VocĂȘ se agarra com toda a força, a ponto de ferir as mĂŁos, cega pela vontade de ser resgatada. A subida começa. E junto com ela, uma emoção silenciosa brota lĂĄ do fundo, como um sopro de vida. VocĂȘ começa a acreditar.
Mas, quando estĂĄ a poucos passos da saĂda, esperando aquela mĂŁo final para te puxar⊠ela te solta. Sem piedade. Sem explicação. E vocĂȘ despenca de volta pro fundo. E dessa vez, algo muda. Algo dentro de vocĂȘ esfria. Seu coração se fecha. A dor vira armadura. E vocĂȘ passa a desacreditar das pessoas.
VocĂȘ se pergunta: âO que fiz de errado? Por que me feriram tanto, se eu sĂł queria ser amada?â
A escuridĂŁo vira sua companhia. O tempo passa. VocĂȘ ouve barulhos, mas jĂĄ nĂŁo espera que algo bom aconteça. A dor endureceu sua fĂ©. Talvez seja o vento. Um animal. Ou nada. Os dias viram meses. Talvez anos. VocĂȘ se acostuma a viver no escuro.
E entĂŁo, um dia, vocĂȘ desperta. Os olhos ainda cansados enxergam algo diferente: uma rampa⊠um caminho para fora do buraco. Mas vocĂȘ nĂŁo acredita. Tenta se mover, mas o corpo nĂŁo obedece. JĂĄ sem forças, apenas espera o fim.
E entĂŁo, uma sombra se aproxima. O medo surge de novo. VocĂȘ nĂŁo quer ver mais ninguĂ©m. NĂŁo acredita mais em mĂŁos estendidas. Grita para que se afastem. Diz que nĂŁo precisa, que nĂŁo quer, que nĂŁo confia.
Mas essa pessoa nĂŁo reage com dureza. Apenas para. Suas mĂŁos estĂŁo cobertas de barro. E mesmo assim, hĂĄ uma serenidade no gesto. Sem insistir, ela se afasta e sobe a rampa. VocĂȘ nĂŁo entende. Qual era a intenção?
Outras pessoas aparecem. Algumas te ignoram. Outras te ferem com palavras e julgamentos. Mas ajuda verdadeira? Nenhuma. AtĂ© que alguĂ©m diferente se aproxima. Limpo, calmo, com mĂŁos tĂŁo suaves que quase brilham. Mais uma vez, vocĂȘ grita. Rejeita. Mas essa pessoa nĂŁo recua. Apenas se aproxima, em silĂȘncio.
Ela te olha com ternura. Sem dizer muito, apenas te estende as mĂŁos. VocĂȘ tenta caminhar, mas nĂŁo consegue. E entĂŁo, sem dizer uma palavra, essa pessoa te acolhe nos braços e começa a subir contigo.
No meio do silĂȘncio, ela diz algo que te toca profundamente:
â âEu estive aqui o tempo todo. Tentei te ajudar. Mas vocĂȘ, assustada, nĂŁo quis ser resgatada.â
VocĂȘ entĂŁo se lembra⊠daquela outra presença. Daquelas mĂŁos sujas de barro. E pergunta:
â âEra vocĂȘ aquele que veio antes? Aquele que fez tanto barulho por tanto tempo?â
A pessoa sorri com suavidade, mostra as mĂŁos ainda marcadas, e responde:
â âSim, era eu. Durante todo esse tempo. Fiz barulho, espantei os perigos, cavei com as prĂłprias mĂŁos essa rampa. NĂŁo joguei corda porque sabia que vocĂȘ nĂŁo estava pronta⊠ela poderia se enrolar no seu pescoço e te ferir ainda mais. Preferi cavar, pouco a pouco. Porque vocĂȘ vale esse esforço. VocĂȘ merece.â
E entĂŁo, vocĂȘ entende.
Nem todos que tĂȘm as mĂŁos sujas sĂŁo ruins. Ăs vezes, estĂŁo sujas por cavar caminhos para te salvar. Nem toda corda lançada Ă© para resgatar. Algumas servem sĂł para manipular, prender, machucar.
A vida nem sempre serĂĄ justa, e nem todos estarĂŁo ao seu lado por amor. Mas um dia, alguĂ©m vai aparecer e fazer o possĂvel â e atĂ© o impossĂvel â para te tirar do buraco. Em silĂȘncio, com paciĂȘncia, com amor verdadeiro.
E esse alguĂ©m vai te carregar no colo, quando vocĂȘ nĂŁo puder andar. Vai cuidar de vocĂȘ. E te mostrar, pouco a pouco, que ainda existe confiança, que ainda existe esperança.
Vai chegar a hora de vocĂȘ acreditar de novo. E, principalmente, vai chegar a sua vez de ser imensamente feliz.
Porque vocĂȘ merece. Merece mais do que pensa
