Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â NĂŁo hĂĄ dor que nĂŁo sare com gratidĂŁo, assim como nĂŁo hĂĄ tristezas que se desfazem com um olhar mais cuidadoso pelo prĂłximo, pelas coisas belas que acontecem a todo instante ao nosso redor e coisas que passam despercebidas no nosso cotidiano. Tudo isto Ă© gratuito.
â A delicadeza nĂŁo exclui a força, assim como as luzes nĂŁo apagam as sombras; juntas, elas definem nossa resiliĂȘncia e carĂĄter.
â Ela me convida a perder-me na fragrĂąncia efĂȘmera, celebrando a beleza fugaz que a natureza gentilmente nos oferece.
â Encontro abrigo nĂŁo apenas sob o teto que me protege, mas tambĂ©m nos momentos em que a natureza se abre para me receber. Cada gota que cai Ă© um convite para me refugiar na serenidade do momento presente, como o meu chapel pendurado delicadamente em um galho dançando ao ritmo da chuva.
â HĂĄ uma beleza incontestĂĄvel no comum, pois ele Ă© polĂtico por essĂȘncia â acessĂvel a todos, florescendo em todos os cantos do mundo.
â O paradoxo estĂĄ no que Ă© distante e inspira sonhos, e no que estĂĄ ao alcance dos olhos, tocando a alma. Assim nascem os desejos.
â HĂĄ uma força que nĂŁo grita; apenas revela o que ainda permanece invisĂvel e transforma suas fases.
â O tempo Ă© absoluto, mas o instante Ă© soberano. Cada segundo carrega o peso de ser Ășnico, intenso e irrepetĂvel.
â Cada sopro da vida carrega um instante que se despede. Momentos que voam leves como sementes ao vento, frĂĄgeis, mas cheios de significados. O que parece partir, na verdade, semeia. Porque a vida, mesmo quando vai, deixa raĂzes em algum lugar.
â Mateus 25:31-46 ensina que, no fim dos tempos, Jesus separarĂĄ as pessoas como ovelhas e bodes, recompensando os que praticaram atos de bondade e misericĂłrdia, e condenando os que os ignoraram.
â â Antes, o enfrentamento de ambas, morte e vida, nĂŁo permitem fugas. Ă uma armadilha que supera as leis humanas, importando-se com a vaidade de levar o envelhecimento num ofĂcio de percepçÔes latentes nos esquecimentos dos tĂșmulos. A importĂąncia dos vivos para os que morrem, Ă© o fragmento do silĂȘncio em pĂł. Sob a terra ou no sopro do fogo, nada foge, pouco Ă© o abandono e intensa saudade. Distantes, o mĂĄrmore gĂ©lido e o abraço, a chama e o vento, as rosas sobre o artifĂcio da uniĂŁo, todo amor uma ambição de perseguir a vida.
