Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â O calor intenso toma conta do ar,
A baixa umidade resseca a pele e a flora,
E a seca castiga a natureza sem parar,
Enquanto o fogo se alastra pela aurora.
Em meio a esse cenĂĄrio tĂŁo desolador,
A saudade de um amor toma conta do peito,
Como um vazio que nĂŁo tem curador,
E deixa a alma em um estado imperfeito.
Mas mesmo diante de tanta aridez,
Hå ainda um brilho de esperança no olhar,
Uma chama que pode acender a vez,
E fazer a saudade do amor se dissipar.
A natureza pode se recuperar da seca,
Com a ajuda da chuva e do tempo a passar,
E o amor pode renascer como uma ave preta,
Voando livremente no céu a pairar.
O fogo pode ser contido e controlado,
E a saudade do amor pode ser amenizada,
Com o tempo e o coração bem cuidado,
E a certeza de que a vida sempre serĂĄ renovada.
°
VocĂȘ me dĂĄ tanta atenção
que isso chega a ser perigoso,
vocĂȘ me mima tanto
que me asfixia
mas, nĂŁo se incomode,
Morreria sem pensar duas vezes
entre o sufoco de seus beijos
e de seus abraços apertados
â Nunca tinha parado para pensar no real significado daquele pedaço dobrado de papel. Outrora era sĂł mais uma folha em branco, guardada junto a outras 500 iguais em um pacote.
Não entendia o que ele representava quando o ganhei de uma pessoa especial e continuei sem o entender quando o queimei junto a outras lembranças de um passado não tão distante que, apesar de sombrio, guardava em uma parte especial da mente.
Pedaço esse que tinha a forma de um coração, dobrado uma parte de cada vez, construĂdo assim como se constrĂłi o amor.
Hoje, escrevendo essa carta, me pego a imaginar no que pensava enquanto o dobrava, o que sentia? Ă um exercĂcio inĂștil de mais para me aprofundar, pois existem tantas possibilidades que nĂŁo caberiam em uma carta e nem se quer em um livro de mil pĂĄginas. Mas se eu fosse resumir, acho que amor.
Tu me deste em minhas mĂŁos o fruto de um sentimento, eu o guardei por tanto tempo, por tantos invernos onde podia sentir a gĂ©lida mĂŁo da solidĂŁo pesar sobre meu peito, guardei atĂ© mesmo depois de nĂŁo fazer mais sentido algum tĂȘ-lo em minha posse.
Nunca entendi o significado daquele papel dobrado.
Lembro-me que por cima de tantas dobras, havia ali uma flor que tambĂ©m nunca soube identificar, mas apesar disso, me pego pensando em como foi colher no jardim. Penso atĂ© no real propĂłsito disso! Poderia apenas ter me dado aquela dobradura que eu iria amar de todo modo, mas para vocĂȘ nĂŁo foi o suficiente, desceu as escadas de casa, andou por algum jardim e escolheu uma flor, uma Ășnica e especĂfica flor! Por que aquela? E nĂŁo outra qualquer?
Enfim, jå disse para mim mesmo que não posso pensar de mais nessas coisas, pois eu vou longe, tudo o que eu preciso agora é de manter os pés no chão e o mais importante: a cabeça no lugar.
Nunca entendi o significado daquele papel dobrado, mas se eu me permito imaginar, posso entĂŁo lembrar de todas Ă s vezes que me olhou e sem dizer nada eu sabia que tudo o que queria, era poder amar.
Amor⊠Esse que se foi com o vento, levado sem dó pelo tempo.
Amor era o que aquele pedaço de papel representava.
â VocĂȘ nĂŁo Ă© a camada de ozĂŽnio, mas Ă© aquela que sempre protege a superfĂcie do meu coração.
â Por que temer o julgamento? Se hei de morrer no final.
Ă no sufocamento de uma grande caixa que qualquer poder se finda. Tal caixa, consegue ser forte o bastante para suportar o peso dos pisos e da terra, mas fraca o suficiente para nĂŁo manter o corpo intacto. Hemos de morrer! E quĂŁo amarga precisa uma alma, para julgar no dia do sepultamento!? Se porventura julgar, qual poder terĂĄ sobre mim? Nenhum; um dia hĂĄ de estĂĄ no meu lugar.
Serdes ricos, influentes, pobres, frĂĄgeis, abatidos psicologicamente, serdes apenas um comum, no fim, chegaremos no mesmo lugar, alguns com um caixĂŁo mais bonito que outros, mas do que importa a mais beleza ilusĂŁo, se ela nĂŁo me pode trazer a vida de volta. Hemos de morrer. Isso jĂĄ nĂŁo Ă© suficiente? Porque, entĂŁo, deixar que as palavras alheias antecipem a minha morte!?
Em suma, seremos pó do mesmo chão, lama de um grande temporal, mas basta-me de minha alma, essa, sorrirå orgulhosa, chorando a alegria de lhe ter sido fiel até a morte. Que me tirem a vida, mas a alma alegre, não me poderão arrancar.
Quando vocĂȘ pode dizer por que ama uma mulher, vocĂȘ nĂŁo a ama de verdade.
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â Carta #3
Estou no carrossel de Gibran
Girando e vislumbrando as mais lindas, coloridas e brilhantes imagens, confortada pelo som da tua voz, meu `Gibran`
Tu me deste teu tempo
Tu me deste teu espaço interno e nele quero estar
Tu és aquele quem eu permito tocar minha pele, sem qualquer pudor
Aquele para quem eu tenho o prazer de me entregar (corpo e alma) e sinto falta do cheiro e do gosto
Aquele por quem eu abri meu mais precioso espaço, para que faças morada nele
Aquele que meus olhos se sentem seguros em olhar
Porque me deixastes partir assim?
Fale que permanecerâ em contato com vocĂȘ Ă© melhor pra mim!!!
P.s. Sinto falta de versua msg
Meu lindo, te conheci sem pedi
Pouco te conhecendo confiei em ti
"Implorei" pra ouvir sua voz, mesmo falando vocĂȘ que queria me ver bem, nĂŁo atendeu meu pedido, sabendo que me deixaria menos pior.
Parecia ser tĂŁo simples. Te pedi algo tĂŁo perto do seu alcance.
Suas palavras não foram condizentes com sua ação.
Eu pensei que gostasse um pouquinho, ainda que bem pouquinho mesmo, de mim.
VocĂȘ pediu para expor o que sinto, por isso esse texto...
EstĂĄ difĂcil aqui đ
Sem ter vocĂȘ pra conversar fica ainda pior đ
â Aquele que se alimenta da tragĂ©dia de outrem nĂŁo terĂĄ outro destino senĂŁo testemunhar a prĂłpria.
Sozinha e radiante, floresceu
Ă Flor singela, com cheiros sĂł teus
Ninguém hå de dizer que és ordinåria
Pois comum não és, como tantas vårias
A ti, PĂĄssaros cantam serenatas
Por ti, os Animais cuidam suas patas
O Sol e a Chuva te alimentam tanto
E a Noite te protege com seu manto
E então eis que na mata alguém te viu
Iluminando a Vida ao seu redor
E tĂŁo rĂĄpido foi, de zero a mil
O ĂȘxtase amor de quem viu a melhor.
â O que eu sinto? NĂŁo sei
A vdd Ă© que aconteceu tĂŁo rĂĄpido
Que eu nem sei onde eu errei
Me entreguei mt fĂĄcil
E assim se constituiu um laço
Q eu nunca daria bola
AnĂŁo ser nesse caso
Muita intensidade
E quase nenhuma verdade
Talvez seja mais um trauma p lista
A vdd Ă© q eu n tinha isso em vista.
Te conhecendo melhor fui me apaixonando
Eu lĂĄ ia saber no que eu estava entrando
Mas com eu faço pra passar essa dor?
Ă como pericles falou, sĂł eu senti amor.
â VocĂȘ pode ser ruiva, loira ou morena
A idade chegar e as rugas aparecerem
Perder um ou dois entes queridos,
Mas nada muda
o jeito seu
simpĂĄtico,
meigo
e
doce
de tratar as pessoas tĂŁo bem
mesmo estando cansada,
triste
e
sozinha;
essa é sua força
seu jeito de ser
de suportar,
de evoluir,
de se transformar em algo novo
Pode ser que ninguém veja o que eu vejo
pode ser que o seu sofrimento passe despercebido
mas nĂŁo importa,
desde que eu saiba
o que eles nĂŁo conseguem enxergar
do seu verdadeiro EU
â Em 1 semana vocĂȘ conseguiu "fazer parte de mim" TĂŽ pensando se Ă© porque vocĂȘ Ă© diferente ou se estou tĂŁo frĂĄgil assim.
P.s. TĂĄ ainda mais complicado sem o seu "bom dia". đ
â Lembrei agora que, meus motivos pra escrever aqui eram um outro ser.
Textos jĂĄ escritos para nĂŁo se perder.
"Hoje", expressar sentimentos e pensamentos, porĂ©m percebi que a maioria deles sĂŁo com base em vocĂȘ.
Que droga! Eu jĂĄ sinto saudades de nossas mensagens đąđ
â Sinto que preciso me distanciar
NĂŁo posso e nem estou pronta pra outro gostar
Como fazer se gosto de conversar com vocĂȘ?
Sei que preciso me conhecer...
NĂŁo quero te perder, mas receio ficar e padecer
P.s. NĂŁo quero replay dessa dor.
