Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Um jantar a dois; dois toques de ternura e paciĂȘncia.
Nove taças de vinho apaixonado; dez... Nota dez para isso que pressinto.
â E se tudo nĂŁo der certo, recomece... Educação Ă© o ato de educar!
Se tudo nĂŁo der certo, conte atĂ© trĂȘs e vĂĄ olhar o pĂŽr do sol.
Se tudo nĂŁo der certo. Sei nĂŁo...
Sublime amor. Sei nĂŁo...
â Meio que penso que preciso de vocĂȘ, pra poder viver e parar de sobreviver. Aquela velha histĂłria de poder mostrar meu real ser e fazer valer cada hora, sem deixar o tempo se perder. No pior dos casos, utopia para toda a vida, sob nenhuma hipĂłtese, distopia.
â Fuja de pessoas que naturalmente te fazem se sentir criminado, quando na verdade elas tĂȘm culpa de tudo.
â Forte Penedo, rochedo: as margens da BaĂa de VitĂłria Ă© tenaz revelação e força!
Se o rochedo falasse, muita historia teria esse rochoso litorùneo maciço.
Poder-se-ia dizer que Ă© o guardiĂŁo dessa baia.
Conta-se que em dia de tempestade e de vazantes marés, horripilante gemidos dele saia.
â Vinho, CafĂ© e Licor⊠NĂŁo esqueça o sabor. Busco tanto amargor.
Que venha um Ser de papo faceiro, um leal cozinheiro, alguĂ©m que me dĂȘ ardor.
â CafĂ©, Licor e Vinho, por favor! Sou um tanto acolhedor nessa arte de brindar.
Traga tudo, toda orientação e o amor; e alguém com muito vigor...
Que venha, venha sim, com papo brejeiro, um leal tesoureiro, alguém para me transpor.
â Breve, semibreve, muito breve Ă© a vida.
Ăs vezes Ă© um concerto de sonhos na cabeça.
Outras vezes Ă© um descompasso de alegrias.
Muitas outras sĂŁo delĂrios, revelam edificação magnĂfica.
â Vida longa, vida breve... Muita arte marca a sina.
Queria que fosse grandeza, queria tivesse mais fantasia.
Pouco a pouco ela finda, num misterioso trajeto parte.
Pela tangente da lĂłgica ciĂȘncia, deflagra a sutil blindagem.
â Palavras! Quem as entende?
Ora doce, suave, meiga e terna.
Ora triste, agressiva, ĂĄspera e bruta.
Provocam saudades e tormentos.
Machucam e amarguram.
Afligem e alegram.
Torturam.
â Palavras! Quem as entende?
Ora doce e suave, ora ardil e bruta.
Queria possuir palavras-alvitres inclinando prudĂȘncia e resistĂȘncia.
Que a tĂȘnue linha da vida, haja extremos de lisa arquitetura e de bel-prazer
â Haja coragem, oh porto seguro! O ar Ă© elogio, a prudĂȘncia e a ira um atributo.
Escolhas hĂĄ na vida, veja qual Ă© o pano e o palcoâŠ
Ambos tecem longo fio na efĂȘmera arte, no tenaz territĂłrio de poder e das pantufas.
â Poesia reflete vida â e desta natureza provĂ©m imperfeiçÔes vĂĄrias.
Poesia é sina, e é certamente ir além dos reais limites da contextura e da mera moldura métrica.
