Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
â Perdir-me e me encontrei ao olhar minha imagem no espelho d'ĂĄgua... ĂĄgua que corre, levou minha juventude fĂsica, porĂ©m trouxe-me a sabedoria dos antigos e a eterna juventude dos que acreditam que o agora Ă© o suficiente para ser feliz!
De noite ou de dia
Como nos versos daquela canção
Tu me trazes alegria
EntĂŁo se vĂȘ quĂŁo forte bate o coração
Paz Ă© o que permanece
E ao cessar a garoa
Teus olhos de beleza se enaltece
Aprisionando o foco de qualquer pessoa
E quando penso em sorrir
O que me lembro Ă© de ti
E vem Ă mente a imagem do teu corpo quente
Que me faz como um cantador querer fazer um repente
â
â Como se fosse Eva
Dominou meu Ăden coração
Que jĂĄ foi como uma selva
Diverso porém sem habilitação
De longo seu cabelo cacheado
E olhar de se deixar extasiado
Teu sorriso de menina moça
Que não te deixa perder a força
Assim a vejo
De graciosidade arrebatadora
Porém eu,simples sertanejo
Apenas pude usĂĄ-la como musa inspiradora
â De longe eu jĂĄ a via
Descendo do trem bondinho
E trazendo com euforia
Aquele doce carinho
Sentamos num botiquĂm
De fundo talvez Anka ou Sinatra
Infelizmente noite que teve um fim
Mas antes do amor ir,ainda fomos a uma balada
Na tarde seguinte jĂĄ era Fevereiro
Todos jĂĄ excitados com o carnaval
Joguei fora meus Ășltimos cigarro e isqueiro
Pois me lembravam da tua partida
E que a mim criou um mal
Desde entĂŁo passo longe daquele bonde
Pois ele me me traz melancolia
O amor fugiu e nĂŁo sei para aonde
Saudades das tuas ruins piadas
Que sĂł contigo eu ria
â Coisas me afetaram
Mais do que imaginei
De dores somos forjados
E amores somos marcados
Um retorno que talvez
Jamais se faça presente
Tenha a dĂĄdiva da vida
Que ao atravessas a rua
E podes perder num momento
Seja vocĂȘ, seja feliz
Mesmo que no fundo
A felicidade seja fugaz
Pois momentos felizes
Ocorrem a todos
E danos permanentes
Não pedem licença
Seja seu melhor
NĂŁo como antes
Porque nĂŁo existe passado
Que nĂŁo haja mudado
No presente que persiste
Em mostrar quando
E o quanto custou
Tentar de novo Ă© para poucos
Viver diferente Ă© duro
Correr atrĂĄs de sonhos
NĂŁo Ă©, se nĂŁo
Apenas
Uma fuga solitĂĄria
Daquilo que projetamos
Com dificuldades que
Iremos conquistar.
â Te amo
NĂŁo sei porque te amo
E nĂŁo espero
Que me ame
Na mesma intensidade
Te amo assim
Convalescente
Te amo porque nĂŁo sei
Mais viver
Sem te amar
Te amo porque
NĂŁo sei
Como vivi
Ou pude sobreviver
Sem te amar
Te amo jĂĄ
Antes de adormecer
Te amo de forma
Que de tanto amor
NĂŁo posso mais
Te odiar
Te amo desse jeito
Te amo apenas
Porque
Te amo.
â Se por ti sofro, assim como fico brabo, ao certo eu sei que no fim acabarei por dizer mais uma vez te amo. E eu naome canso de dizer, nao me impressiono em falar, pois aquilo que de dentro vem, ao interior da alma pairarĂĄ. Mais um te amo, como se te amo for gastar, insensatez do periodo raro. Aceito tuas promessas e tuas reclamacoes, sou humano e falho sem querer. O querer que tenho por ti Ă© inefĂĄvel, sou de tua propriedade e assim perduraremos. Portanto apenas quero o carinho e o presente, quero tuas mĂŁos para segurar, teu carinho pra me confortar, teu coração para que seja meu, teus sonhos para compartilhar, os dias que virĂŁo e nossa construção firme do amor e respeito, que plantamos em conjunto e que, grudados, iremos colher amanhĂŁ
â O soneto da amargura
Do que nĂŁo tem nada
Vive apenas a agrura
De uma pessoa criada
Assim tenho tanto Ăłdio
Rancor como amarga fruta
NĂŁo cheguei no topo do pĂłdio
Que perfaz minha conduta
Singelo com o chinelo
Que sou e uso aos pés
Como um plebeu donzelo
Aflito como todo semita
A vida que tem outro viés
Que a donzela nĂŁo permita
â Vejo agora
Com claridade
Essa energia
No limiar de minha idade
NĂŁo virĂĄ mais
Cada dia uma nova vida
Todo dia minha vida se esvai
O jogo desconcertante da vida
Dizem que um dia ainda vai
Eu cético e pessimista
Sei que me doi
E por doer tanto
Sofro muito
Por ter que esperar
Algo que talvez
Nunca venha
â Nao receberei
Parabens
Nem mesmo a alegria
Daqueles que se foram
E me deixa aqui sozinho
Nunca presenciarei
Um abraço
Um aconchego
Jamais sentirei
O que sentistes
Nunca serei
O que sempre quis
Agora eu sei
Dentro de tudo isso
Que nada serei
Alem de uma sombra
Que jamais entenderei
â Tive medo
Mas muito medo
De pensar
Duma hora pra outra
Que fugirias de nosso mundo
Me apavorei
Por noites chorei
Escondido aos prantos
Lembrando o que sofri
Para estar aqui
Nao seria justo
Teu ventre nao guardar
O filho que chego
A sonhar
Nao seria justo
Nao merecer
Tua vida comigo
Me assustei
Confesso
Do que seria
Pois nao queria
Viver sem ti
Me apavorei
E isolei
Pedi pra que viesse
Para mim esses nĂłdulos
Pois alem de te perder
Perderia a gorda
Minha filha de alma
Se te falta razĂŁo pra viver
Digo estou aqui
E nossa filha também
Como poderia
Um pai como eu
Perder a filha
Pelo destino
De que jeito
Viveria
Sem meu ranço
Meu pedaço de gente
Que nĂŁo saiu de mim
Por tropeço
Mas conquistei assim
Sem interesse
Porque nem sabia
O pai que seria
E agora sou
Saiba
Que aqui estou
No tormento
Lamento
Na alegria
Eterna fantasia
De poder ser pai
Sem esconder trabalhos
Sem ocultar minha foto
Sei que Ă© preciso
NĂŁo sou pai
Tampouco sou menos
A ficha cai
Sou o que sou
Entregue estou
A ti e tua filha
Esta sendo assim
E me acostumo
Pai Ă© quem cria
E sou eu
Quem esta na companhia
De vocĂȘs
Posso ser padrasto
Isso nĂŁo Ă© defeito
Eu tiro proveito
De todo amor
Fique tranquila
NĂŁo te preocupes demais
Ovule mais
Me dĂȘ prazer
Essa noite
Te entrego em dobro
Somos brasa e fogo
E ser nenhum
Ira extinguir
Se posso chorar
Ou sorrir
Jamais pense
Que devo ir
Apenas saiba
Que se algo caiba
Dentro de mim
Ăs tu e cristal
NĂŁo chamo de lamento
Apenas um sinal
Q se tudo estiver mal
Eis aqui teu par
Por onde for
Vou me dispor
A ser aquilo
Que sempre imaginou
E querias
Te dou com alegria
O que nasci pra ser
Padrasto da tua filha
Ser que compartilha
O alho e orvalho
A panela e o céu
Um dedo com anel
A aliança eterna
Vida que alterna
O saber viver
E tentar crescer
Havia algo estranho
Te vi e nĂŁo parei
O arreganho inconveniente
Pensamento permanente
De te agarrar e beijar
Anos
Meses
Tentei controlar
Te proĂbo
De sair assim
Sem mim
Porque no fim
Acreditastes mais que eu
Aquele que prometeu
E mal sabia
Promessa nĂŁo Ă© juramento
Saiba meu lamento
Me sinto excremento
Sem vocĂȘs comigo
Sou luz, magia e escuridĂŁo
Sou terra, alegria e coração
Sou a lucidez
Também o torpor
Se um dia for
Destino traçado e
Selado
Teremos o suficiente
O que a mente
Descrente
Surpreendeu e fixou
Nada mais sou
Além
De vocĂȘs duas
Sou pai
Drasto
Sou marido
Sou o que sou
E quero dar
Pra vocĂȘs
O mĂĄximo
Que minha alma
Alcançar
Cansar não é opção
Amar é realização
Amor Ă© o que tenho
E essa
Ă nossa senda
Humilde oferenda
De quem Ă© capaz
De tudo
Por ela
Por ti
Por nos
FamĂlia
Que além de tudo
NĂŁo Ă© comum
Mas temos certeza
Que cabe
Mais um
Ou dois.
â Querer nĂŁo Ă© poder
E poder nĂŁo te dĂĄ a capacidade
De lidar com Ăąnsias
Vomitar sentimentos
Poder nĂŁo Ă© querer
Porque sĂł tem a vontade
Aquele que te vĂȘ
Através do espelho
Poder e querer
à uma simples presunção
De algo que desejas
Mas nĂŁo tens a prioridade
Querer e poder
Algo que mais anseio
Para ter tudo
Aquilo que outros
TĂȘm.
â As horas passam lentamente quando nĂŁo estou com vocĂȘ, a minha vida se torna um vazio, como se nada existisse, o que antes tinha sabor ficou amargo, nem o por do sol encanta-me mas. Como Ă© ruim sentir-se assim, serĂĄ que o amor de nada serve, neste mundo onde as pessoas, deixaram de ser compreensiva, e amorosas hoje tudo se resolve com brigas e discussĂ”es, cadĂȘ o amor. SerĂĄ que acabou?
â Eu sei que estou apaixonado por vocĂȘ, porque minha realidade Ă© finalmente melhor que meus sonhos.
VocĂȘ nĂŁo tem ideia de como Ă© assistir alguĂ©m que vocĂȘ ama tornar-se alguĂ©m que nĂŁo pode amar.
â SONETO DOMADO
Sou um soneto tĂșrbido no sentimento
Suspiro a todo o momento, duro verso
Perdido em sensaçÔes, tão controverso
Hora no agrado, hora emoção ao vento
Ter a poética em um acordo, como tento
Porém, o meu cùntico no acaso é imerso
DĂłi-me tanto por este valer tĂŁo disperso
E mesmo em lĂĄgrimas, o prazer invento
Um soneto alanceado, mas imutĂĄvel
Sigo em frente, sou insistente, afĂĄvel
Sempre a buscar e estar apaixonado
Persisto, sonho com um estĂmulo certo
Hei de deparar com o oĂĄsis no deserto
E, entĂŁo, ser aquele soneto domado...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28 junho, 2022, 11ÂŽ11â â Araguari, MG
â NĂŁo te sei decifrar
Estou perdida entre o antes e o "nĂłs"
E a minha vontade de voar
Faz-me voar é tudo o que te peço
Faz-me perder o medo das alturas
Faz-me sentir que nĂŁo vou cair
E då-me a segurança da tua mão se precisar de me levantar
Faz dessa serenidade que tens na voz uma constante
E ama-me
Ama-me como se fosse a Ășnica mulher que merecesse o teu amor
Permite-me o poder de te tirar o chĂŁo
E caminharemos juntos em caminhos infinitos
Porque se me souberes amar...
Onde nĂŁo houver chĂŁo... voaremos
