Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Não costumo colocar minhas mãos no fogo por alguém, eu mesmo jå estou em chamas. à preciso significar muito para que eu faça isso.
Talvez eu seja egoĂsta, talvez eu seja mesmo. Mas me mostre alguĂ©m que nunca foi e eu aceito a sua imposição.
Ă cada curva da vida possuĂmos medo, medo nĂŁo sei do que, do desconhecido talvez. E isso Ă© o mais impressionante, temos pavor de coisas que nĂŁo existem e nunca aconteceram. Duvidamos da nossa sanidade e nos encolhemos num cantinho esperando que tudo fique bem. Um bem que nĂŁo faria mal, um mal que nĂŁo faria bem. Um pĂŽr do Sol que vocĂȘ perdeu, um abraço que se foi, aquele eu te amo que tanto esperou. Mas Ă© assim, nessas curvas da vida, cada um encontra seu meio de se perder e ser perdido.
Nenhuma montanha Ă© tĂŁo alta que nĂŁo possa ser escalada e nenhum de nĂłs Ă© sĂĄbio o suficiente que nada tenha a aprender.
Se vocĂȘ acha que nĂŁo Ă© bom o suficiente para alguĂ©m, estĂĄ enganado. As pessoas nunca sĂŁo aquilo que se dizem ser, falam por medo de serem rejeitadas, demonstram qualidades que nem elas possuem para impressionar pessoas que nĂŁo sĂŁo vocĂȘ.
Estar com a pessoa que nunca briga, que nunca sente ciĂșmes, que concorda com tudo Ă© estranho, pode atĂ© existir, mas duvido muito que alguĂ©m seja perfeito Ă nĂvel de ser idĂȘntico em pensamentos e ambiçÔes. Continuo acreditando naquela velha histĂłria onde dois corpos nĂŁo ocupam o mesmo espaço no mesmo momento. Existe uma diferença entre amar e gostar, concordar e respeitar, ser o que vocĂȘ deve ser ou aquilo que mais esperam de suas atitudes.
Tenho a leve sensação de que Ă s vezes, sou um peso para o mundo. Um peso que ajuda a equilibrar toda essa insanidade distribuĂda do pĂłlo norte atĂ© o polo sul.
Não fique cobrando das pessoas para que elas correspondam a seus atos, até porque, elas próprias jå são chatas.
Quem muito sabe se espanta. à preciso conhecer pouco e perguntar por desentendido. Ninguém suporta um sabe tudo, além do mais, saber de muito torna-se entediante às vezes, um grande nada. E ninguém quer ser um nada.
Mundo estranho, os inteligentes se calam e os tolos falam. E o fato de estar escrevendo agora faz de mim um possĂvel idiota, mas nunca se esqueça que Ă© sempre bom falar algumas idiotices com tom de ironia e verdade.
Afinal de contas, ninguĂ©m Ă© normal. E aqui eu estou, tentando, cruzando meus dedos para parecer um sujeito feliz, enquanto vocĂȘ ai, pensando que eu sou normal.
Um dia vocĂȘ entenderĂĄ, que um jardim nĂŁo Ă© mais florido porque as pessoas se cansaram de cuidar dele.
Cuidado, não se iluda com sonhos. Alguns até parecem palpåveis, mas na verdade, são palavras da boca para fora que significam coisa alguma. Mais vale correr atrås de algo que se ama do que mentir sobre uma coleção de cartazes, diplomas, livros ou medalhas que nunca existiram.
Olhei para o teto, estagnei a esperança, meus desejos, fiz vĂĄrios nadas. Pensei no medo, no remorso, na perda, em pessoas que achei significar a minha vida e momentos inesquecĂveis que nunca existiram. Mas assim Ă©, plantamos sementes, colhemos frutos de ilusĂ”es Ă s vezes. Escolhemos parcerias, as certas, as erradas, daquelas que dĂŁo dĂł de tantos erros que embolam e enrolam por ai. Fui enrolado, por uma vida, por cauda de serpentes, abastado pelas minhas crĂticas, crĂticas que tambĂ©m pareciam inocentes. CrĂticas que outros faziam de mim, rumores da minha imaginação, ingratidĂŁo, dor, sarcasmo. Acreditar que sabia de tudo, em como amar, amar os outros, Ă si mesmo, Ă ninguĂ©m. E no fim, tudo que me ensinavam era aplicado com uma boa dose de mĂĄ vontade. O teto me encarava, me consolava, parecia dizer para eu acordar. Mas ainda assim, nĂŁo o ouvia, deixava ele no silĂȘncio e por esta razĂŁo, perdi pessoas, perdi sonhos, embora acabei percebendo o que era certo ou errado. Ficar calado Ă© bom, Ă© uma virtude da alma, mas nĂŁo faça isso, nĂŁo sempre. Negligenciar palavras com pessoas Ă© pĂ©ssimo, perdĂȘ-las Ă© fĂĄcil. Palavras ferem, e palavras nĂŁo ditas ferem muito mais.
