Indiretas de amor: demonstre interesse com sutileza đ
Que deselegante! Voltar achando que pode reabrir cicatrizes para depois desaparecer como bem entender.
Contemplem florais queimados, mas jamais olhem nos olhos dos falsos. Eu confio na serenidade de que um dia flores jĂĄ foram belas, mas suspeito das prĂĄticas ousadas daqueles que me manipulam.
Plante um bosque na alma, decore a vida com inteligĂȘncia, valorize o que vocĂȘ possui. Ă uma pena, certos pensamentos devem ser expostos Ă certas pessoas. Expressar-se nĂŁo deve ser nenhuma poesia, mas apenas o que vocĂȘ sente. Temos tanto medo de julgamentos, que acabamos esquecendo dos sorrisos que plantamos por ai.
A vida nĂŁo negligencia suas amizades ou expectativas, nĂŁo para tornĂĄ-lo fracassado ou rancoroso, mas para mostrar o melhor de dois lados que possam existir.
Todos gostarĂamos de ser cegos para os males deste mundo, embora ninguĂ©m possa desaprender a verdade.
- Siga em frente.
- Mas senhor, sĂł existe ĂĄgua, sequer uma pequena ilha Ă vista.
- Por isso mesmo, não procure alcançar um porto seguro sem antes lutar contra o medo que afoga a sua alma.
Se alguém quiser desaparecer da sua vida, deixe ir. Não adianta tentar fisgar peixe pequeno com anzol grande.
Certas pessoas precisam ser esquecidas. Em algum momento, vocĂȘ perceberĂĄ que Ă© melhor deixar a corda romper do que ser asfixiado por causa dela.
Não seja tão inocente. Também sei fingir que não sinto sua falta, iludir que possui belos olhos e que sempre amei mesmo sem isso possuir significado algum. Sei lançar pedras e desviar o assunto para algo nada a ver, consigo viver no vazio e do våcuo criar uma tempestade para te atormentar. Julgo, bato palmas por sarcasmo, porque aliås, eu não me importo, nunca me importei. Eu sou como a sua hipocrisia.
PossuĂa marcas no rosto e uma inteligĂȘncia de dar inveja. Talvez os tapas da vida tornaram-no forte.
Procuramos por espelhos inquebråveis que refletem muito por ai, mas nem precisamos de tanto, poderia ser até qualquer um trincado. Quanto mais perfeito for, mais os reflexos lhe cegam.
Pessoas sĂŁo complicadas e estranhas, desejam ser entretidas. Talvez o problema nem seja alguĂ©m, mas as palavras que vocĂȘ usa para chamar a atenção.
Nossa vida Ă© como um arquivo, daqueles que possuem gavetas. Nele, possuĂmos espaços que representam muitas pessoas, algumas que pouco incomodam, outras que ocupam um prĂ©dio inteiro. Bagunçadas ou nĂŁo, parecem ter um valor sentimental significativo. Consideramos isso tambĂ©m como coisas ou objetos, porque aliĂĄs, achamos que Ă© nossa propriedade, mas nĂŁo sĂŁo. Sabemos que as pessoas vem e vĂŁo, e teimamos em pensar que estarĂŁo conosco amanhĂŁ. Muitos espaços sempre estiveram vazios com teias de aranha aprisionadas no vĂŁo da alma. Ah e isso chega a ser atĂ© belo, parece nĂŁo haver maldade, mas chegam pessoas novas e elas passam a ser parte do arquivo e, em algum momento, elas tambĂ©m vĂŁo embora. Sentimos-nos tristes, meramente abatidos por isso. Esse lugar jĂĄ estava vazio antes, por que agora dĂłi tanto olhar para essa gaveta vazia? Pelo simples fato de, antes, nĂŁo haver vestĂgio algum dessa presença. Enquanto ela nĂŁo existia estava tudo bem. A verdade Ă© que vocĂȘ precisa escolher entre permitir que aranhas construam teias na sua alma por causa da solidĂŁo, ou fazer uma faxina depois que os entulhos foram arremessados para todos os lados.
VocĂȘ ama, começa a amar uma pessoa como se nĂŁo houvesse amanhĂŁ. De certa forma como um refĂ©m, um pĂĄssaro preso numa gaiola. Passa a depender de alguĂ©m, um sorriso, um bom dia, a mĂșsica agradĂĄvel que chega atĂ© si. Passa a ver o mundo de outra forma como se seu pequeno mundinho agora significasse muito. O Sol parece belo, o vento traz vida e os olhos enxergam o que nĂŁo deveriam ver. Mas em algum momento a pessoa some, e vocĂȘ na inocĂȘncia, acha que aquilo Ă© passageiro e que a nuvem sairĂĄ da frente do Sol, mas nĂŁo. Tudo continua sombrio, as nuvens sĂŁo densas e indiferentes. Ătimo. Acabou. SĂł Ă© preciso de um pouco de tempo, pois vocĂȘ acredita que o Sol irĂĄ brilhar novamente. E entĂŁo o Sol reaparece, talvez depois de alguns dias, semanas, meses ou anos. Os raios sĂŁo belos e vocĂȘ sabe que ainda estĂĄ vivo, mas dai olha para si, olha para si mesmo e aprende, aprende que agora vocĂȘ Ă© apenas um pĂĄssaro aprisionado que possui suas penas queimadas. Uma dor que nĂŁo irĂĄ passar, nem com o tempo, nem com nada, pois uma cicatriz nunca desaparece, sempre estarĂĄ ali para relembrĂĄ-lo da dor que um dia alguĂ©m semeou no seu coração.
Nem tudo me atinge, não sei mais o que pensar. Parece um mundo de ignorantes onde poucos conseguem entender e alguns se misturar. Faltam palavras, dizem que querem ser ouvidos, mas ninguém deseja ouvir.
