Incompetência
Um cara que ganha dinheiro com a guerra não presta. Um cara que não ganha dinheiro como caçador de recompensas é incompetente.
As cobranças e as exigências por metas e melhores resultados fazem os fortes crescerem, os fracos chorarem e os incompetentes fugirem.
Quando um fazendeiro contrata um caseiro, espera, no mínimo, que ele saiba distinguir uma vaca de um vira-lata ou, ao menos, que não deixe o gado escapar por um portão escancarado. Afinal, confiança é algo sério: entregar as chaves da fazenda não é como emprestar seu celular pra criança do vizinho. É delegar responsabilidade. É dizer: “Eu confio que você vai cuidar disso como se fosse seu. Ou até mais, porque não é.”
Só que tem caseiro que parece ter entendido o cargo como “hóspede permanente com direito a salário”. Deixa o pasto virar selva, o gado desaparecer sem deixar rastro e ainda reclama do latido dos cães de guarda — aqueles mesmos cães cujos nomes ele nem sabe, mas que, coitados, continuam defendendo uma fazenda que ninguém mais parece querer proteger.
Ah, e quando algo dá errado? Bem, aí entra o toque final do profissionalismo: culpar o cachorro. “Foi ele que não latiu na hora certa.” “Devia estar dormindo.” “Talvez seja preguiçoso.” E lá vai ele, o grande estrategista rural, pegar uma pá e resolver o problema eliminando quem, pelo menos, tentava fazer o seu papel — sem férias, sem 13º, sem plano de carreira, apenas fiel ao dever.
Só que essa história não é sobre fazendeiros, caseiros nem mesmo sobre cachorros.
Devido ao crescimento frenético do mercado, muitas empresas promoveram profissionais tecnicamente bem qualificados, mas sem nenhuma habilidade para liderar. Alguns passaram décadas controlando máquinas e agora se deparam com uma equipe com profissionais de diferentes gerações.
Achas que custa caro um profissional? É porque você não faz ideia do prejuízo que causa um incompetente.
