Ilusão Imbecil
Tenho pena da ilusão deste mundo cheio de Marias,
Que pensam carregar um Rei na barriga,
E mal sabem que a única coisa que tem na barriga,
É o seu Ego, gases e um monte de lombrigas.
Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.
As coisas acontecem mais depressa quando não prestamos atenção no tempo. É uma ilusão achar que esta demorando, cada segundo é uma evolução, uma conquista, uma batalha vencida.
A maioria de nós não sabe o que está buscando.
A maioria de nós vive entorpecidamente na ilusão de ser apenas aquilo a que se está condicionado momentaneamente a ser.
A maioria de nós sente um vazio tremendo e mesmo tendo todos os indícios de que algo está errado, simplesmente ignora e continua agindo e existindo como um robô na configuração automática.
A maioria de nós nem sabe que está dormindo, a não ser que uma pane no sistema demonstre enfaticamente que as configurações atuais estão obsoletas e autodestrutivas.
Mesmo assim, muitas de nós ainda escolherão voltar às ilusões quando o processo de manutenção acabar.
poeta errante
como ventania desajeitada
alma pela estrada
ilusão encantada…
vivo eu a velhice
no silêncio, meninice
sem crendice...
apenas vivendo
pouco querendo
ou tendo...
afinal, a vida
de uma orquídea, adiante
bela e breve,
a cada instante...
diversa, em verso
assim vou, vibrante
[…] disperso
eterno poeta errante...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30/07/2020 – Triângulo Mineiro
A vida passa muito rápido.
Ela é uma espécie de ilusão, porque, na verdade, se não tivermos sonhos ou expectativas, a vida fica sem graça.
Sérgio Furquim
A ilusão é o mais doce entre os desenganos — embriaga a esperança antes de entregar o gosto amargo da realidade.
Quando não houver mais esperança,
Restará o verde.
Se não restar nem ilusão,
existirão as estrelas ainda.
Se já não existir a paixão,
restará o céu.
Se a alegria momentânea não mais vier,
Haverá ainda o vento.
Se não ver ninguém por perto,
Haverá Deus, fazendo tudo no seu tempo.
Se a água acabar,
Restará seu coração.
Se o coração estiver machucado,
em algum lugar existirá alguma flor.
Se já não houver música,
existirá algum pássaro para cantar...
Sim, algo pior não há,
mas enquanto houver sol, lua e estrelas,
procure no horizonte,
a felicidade que há de estar...
pois Deus ainda estará lá.
Muitos dias de decepção, muitos dias de ilusão, são esses dias que nos acaba, e é assim que o mundo hoje em dia está, um mundo de mentiras, ilusões e decepções
Do que adianta
A felicidade
Se sabes que tudo
É apenas ilusão
Que depois verás
Que tudo foi em vão
E que nada é pra sempre.
Gostaria de pensar
Que há coisas que serão eternas
Mas não consigo imaginar uma
E então a unica coisa
Em que acreditas ser
Cem por cento verdadeira
É contestada
Tudo que achavas ser concreto
Tem um porem
Que em toda sorte
Haverá um revés.
