Ilusão Imbecil
Houve um tempo que o relógio parou; tudo parou.
Houve um tempo que a bomba pulsou; pulsou como nunca antes.
Vez por outra, nesse tempo, o ponteiro dos segundos girava em sentido anti-horário como se fosse o ponteiro das horas.
Odiava! Queria execrar o tempo.
Aos poucos, tudo fez sentido. O ponteiro dos segundos começou a acompanhar o movimento do sol.
Não sabia qual energia foi usada neste tempo, neste relógio. De uma coisa eu sabia: me surpreendeu!
Hoje, volto a viver esta energia. Intransponível. Incrível. Vejo-me no tempo. No relógio. Vivo a estação que um dia pensei não viver mais. Reencontro-a. Porém, perco-me.
Onde estarás? Outrora, encontrar-se-ia no relógio, no esguicho de sentimentos pulsionados pela bomba propulsora. Esse tempo, perdeu-se no horizonte com as luzes do sol em um lindo poente. E o nascente está aí para provar que ele pode renascer e trazer a à tona tudo de volta...
Cadê tu? Encontro-te no horizonte, nesta estação, no ponteiro do segundo que novamente começou a funcionar. Está girando em sentido anti-horário. Mais uma vez, só para variar.
Prometo que desta vez será diferente. Sim. Será diferente. Você não só virará poema como também não será só mais uma linda e única estação.
Serei o tempo. O relógio. O ponteiro dos segundos. Simplesmente, serei. A energia que transcendeu. A estação que floresceu. O grito que emudeceu. O sentimento que nunca morreu. Serei eu.
Estamos no mesmo barco. E pelo visto está furado. Desejo que as velas caiam, a proa se rompa e que aconteça o naufrágio logo.
Toda religião, seita e doutrina tem sua origem na necessidade do homem de controlar (no sentido de aprisionar) o Fogo Sagrado para exercer domínio sobre os que sentem, no âmago porém atônitos, a necessidade do mesmo para a liberação do sofrimento do nascimento e da morte em contagem sem fim.
Nasce ali o meu sonho de tolo,
Com tanto vislumbre a verdade eu suplanto.
Mas a realidade é pedra e tijolo,
Míngua o sonho e se perde o encanto.
Navego incerto já em desconsolo,
Num mar enfadonho com gosto de pranto.
Santa Tereza de Ávila, disse: “Nada te inquiete... Só o amor basta.” Nós ainda não entendemos esta profunda verdade. Acreditamos que o que “basta” são os bens materiais. Grande ilusão.
Toda anomalia do ser humano é paga com um intelecto brilhante! Menos uma mente fraca que se completa com a ilusão da beleza.
Se fosse capaz...
Se você fosse capaz de entender...
A absurda loucura que irradia o meu ser quando olho nos teus olhos;
O doce calor que deixa minhas bochechas rosadas quando você se aproxima;
A confusão que me domina ao receber uma mensagem sua;
E a dor interminável da saudade, provocada pela distância de segundos.
Se você fosse capaz de entender...
A vontade do teu abraço e do teu cheiro grudado em minha roupa;
O desejo louco dos teus lábios roçando meu pescoço;
A necessidade do teu toque em meu corpo.
Ah, se você fosse capaz de entender...
A mistura de sentimentos que provoca em mim;
Alterações de humor diárias provocadas por um comportamento seu;
A bagunça de meu ser interior, em uma eterna busca pelo seu amor.
Ai sim, entenderia quanta dor e quanto calor provocas em uma pessoa;
Quanto sofrimento e quanta alegria tu faz em irradiar meu ser;
Como se a noite brilhasse como o dia e o brilho do sol fosse você.
Ai sim entenderias que esse amar é mais que desejar;
Mas sim precisar de sua companhia;
Para que assim se alcance a paz que minha existência almeja;
E o coração cansado possa se acalmar;
Que nem um órfão, quando encontra o lar.
Ninguém nesta vida tem o poder de iludir o outro. Nós é que nos deixamos iludir... Às vezes, por não sermos fortes o suficiente para administrar as nossas debilidades ou, simplesmente, porque nos tornamos reféns de nossas malogradas carências.
Nós, como espíritos, nascemos livres. Através do condicionamento imposto pelo mundo, tornamo-nos escravos. Vestimos a roupa da hipocrisia e se perdemos na ilusão de uma falsa vida.
É urgente hoje, a busca pela espiritualidade. Através dela, você entende que a materialidade é o caminho da ilusão. E, que a espiritualidade lhe dar a consciência da verdadeira realidade.
Quem você ama te ama? Não sei, mais topo descobri.... não tinha amor, ágora choro em uma mesa de um bar, roendo as unhas por um crime sem perdão.... "AMAR".
