Ilumina minha Vida
28 de Agosto Dia Do Voluntário
Ode ao Voluntário
És chama discreta,
que ilumina sem alarde,
és sopro de ternura
na aspereza dos dias...
Tuas mãos não buscam medalhas,
teu coração não exige aplausos.
Teu gesto é oferenda,
teu tempo, semente,
tua presença, esperança...
Voluntário
és quem se doa sem esperar retorno,
quem entende que a vida floresce
quando compartilhada...
És abrigo na tempestade,
és pão repartido,
és palavra que ergue,
és olhar que acolhe...
Na tua entrega silenciosa
há grandeza que não se mede.
E no teu caminhar humilde
a humanidade se reencontra
com a sua própria essência...
✍©️ @MiriamDaCosta
O amor é o sol
O amor é a lua
De dia me aquece
A noite me ilumina
O amor é o fogo
O amor é a agua
Consome minha dor
Inunda o meu ser
O amor é a terra
O amor é o ar
Produz os nossos frutos
Dependo pra respirar
O amor é o céu
O amor é o mar
Um bom lugar para morar
O lindo banho pra recordar
O amor é Deus
O amor é Jesus
Criou o ser humano
Salvou o homem na cruz
Toda honra e glória a Jesus
O sol da manhã ilumina minha alma, infundindo-a com calor e alegria. É essa luz radiante que me guia ao entardecer, mesmo quando a escuridão se aproxima. Pois carrego em mim a chama do sol, que queima em cada passo e me inspira a seguir em frente. Com determinação e esperança, sigo adiante, sabendo que a luz sempre prevalece, mesmo quando a noite se instala.
"A educação abre caminhos, o conhecimento ilumina a mente, mas a verdadeira sabedoria nasce quando o ser humano aprende a usar aquilo que sabe para transformar vidas com humildade e consciência.”
O perdão é um gesto de rara beleza, ilumina o que está ao redor e consome a amargura e o egoísmo assim como a chama de uma vela acesa
O olhar dela é um céu estrelado que ilumina o rosto, mas basta um segundo de atenção para perceber que aquele brilho é, na verdade, um grito por auxílio.
Seu rosto transmite uma pureza rara, mas é o brilho do seu sorriso que ilumina tudo ao meu redor. Ter você por perto é como viver em um sonho constante.
Aquele que ilumina o caminho deve cuidar para que, no meio do percurso, a chama não se apague ou acabe causando um incêndio!
silver lining
Dizem que existe uma estrada no interior da Inglaterra onde os postes de iluminação foram instalados próximos demais uns dos outros. À noite, quando um carro atravessa aquele trecho em alta velocidade, as sombras passam pelo para-brisa como os quadros de um filme antigo. Luz. Escuro. Luz. Escuro. Rápido o suficiente para enganar os olhos, lento o bastante para deixar a imaginação terminar o que não viu.
Foi ali que um velho frentista começou a notar um carro preto passando todas as madrugadas exatamente no mesmo horário.
Nunca abastecia.
Nunca diminuía a velocidade.
Nunca parava.
Apenas cruzava a estrada, desaparecia na curva e voltava quarenta minutos depois, percorrendo o caminho inverso como se procurasse alguma coisa que insistia em escapar.
Na décima segunda noite, a curiosidade venceu.
Quando o carro finalmente encostou, o motorista desceu sem desligar o motor. Não parecia cansado. Parecia perseguido. Os olhos não olhavam para o posto, nem para o velho, nem para a estrada. Permaneciam presos ao retrovisor, como quem espera que alguém apareça a qualquer instante.
O frentista perguntou se havia algum problema.
O homem demorou para responder.
Depois sorriu de um jeito estranho.
“Você já passou tanto tempo procurando uma pessoa que começou a esquecer o rosto dela?”
O velho riu, acreditando que fosse uma piada.
Mas o motorista continuou.
“No começo você procura porque sente falta. Depois procura porque precisa de respostas. Depois porque acredita que ainda existe alguma coisa esperando para ser resolvida. E, quando percebe, já não está procurando a pessoa. Está tentando encontrar a versão de si mesmo que existia quando ela ainda ocupava aquele lugar.”
O posto ficou silencioso.
Só o som do motor preenchia o espaço entre os dois.
O frentista olhou para a estrada vazia e perguntou por que ele simplesmente não desistia.
O homem encarou o asfalto iluminado pelos faróis.
“Porque a dúvida é muito mais resistente do que a ausência.”
Naquela noite, depois que o carro desapareceu outra vez, o velho não conseguiu esquecer aquelas palavras.
Dias depois, passou a reparar melhor nas pessoas que apareciam para abastecer.
Havia casais que conversavam sem escutar um ao outro.
Gente que desbloqueava o celular a cada poucos segundos, esperando uma mensagem específica entre centenas de notificações inúteis.
Pessoas que juravam ter seguido em frente, mas ainda sabiam de cor o caminho até a casa de alguém que não viam havia anos.
Foi então que compreendeu uma coisa curiosa.
O amor raramente termina quando a presença acaba.
Ele termina quando a possibilidade morre.
Enquanto existir uma única fresta por onde a imaginação consiga escapar, a mente fará dela uma porta.
Porque ela odeia finais.
Prefere inventar universos inteiros sustentados por uma única pergunta sem resposta.
“Será que…”
É impressionante a força dessas duas palavras.
Elas transformam desconhecidos em fantasmas.
Silêncios em promessas.
Coincidências em destino.
Fazem alguém dirigir centenas de quilômetros por uma estrada onde sabe que não encontrará ninguém, apenas porque uma parte da consciência se recusa a aceitar que algumas histórias não acabam com uma explicação, mas com um eco.
Anos depois, fecharam o posto.
Construíram uma rodovia mais moderna alguns quilômetros adiante, e a velha estrada foi lentamente esquecida. A vegetação tomou conta do acostamento, os postes enferrujaram e o asfalto começou a rachar como uma fotografia antiga.
Ainda assim, em certas madrugadas, moradores da região juram ouvir um motor atravessando a escuridão.
Não dizem que veem o carro.
Dizem apenas que escutam.
Como se algumas buscas sobrevivessem ao próprio viajante.
Talvez porque existam perguntas que nunca quiseram uma resposta.
Elas apenas precisavam de alguém disposto a continuar dirigindo.
E talvez seja esse o truque mais cruel da mente humana: convencer alguém de que está perseguindo outra pessoa, quando, na verdade, passou a vida inteira correndo atrás da única coisa que jamais conseguiu possuir completamente.
A certeza.
Gente que Ilumina os Caminhos
Precisamos de gente que nos faça rir. De fazer chorar, o mundo já está cheio.
As pessoas alegres quase sempre estão prontas para viver pequenas loucuras, muitas vezes sem perceber. Não costumam gastar a vida planejando cada passo, mas sabem viver o presente com uma leveza admirável. Enxergam beleza na simplicidade.
Sempre me lembro do melhor amigo do meu filho Victor Hugo: o Piolho. Conheço-o desde a época da escolinha. Passava horas lá em casa jogando videogame com o meu filho.
O Piolho é dessas pessoas de bem com a vida. Nunca perde a confiança nos amigos, não vive preso às preocupações e não se impressiona com discursos sobre ambição. Quando volta do exterior, onde mora numa cidade do litoral paulista, é sempre o primeiro amigo que o Victor Hugo faz questão de visitar.
Precisamos conviver mais com pessoas que, com gestos simples, alegram o nosso coração. Pessoas que enxergam o lado bom da vida, mesmo nos dias difíceis. Que transmitem paz, fazem o bem sem esperar reconhecimento, ouvem mais do que julgam e nos lembram que a verdadeira felicidade mora nas pequenas coisas.
No meu dia a dia converso com muita gente: no trabalho, na padaria, na academia, na escola das minhas netinhas e nas caminhadas. Não sei explicar, mas quase sempre percebo quando alguém não está feliz.
Lembro-me de um dia em que, trabalhando como motorista, fui buscar duas senhoras para levá-las à Igreja Nossa Senhora de Fátima. Eram muito elegantes e exalavam um perfume refinado.
Assim que entraram no carro, uma delas disse:
— O senhor já me pegou uma vez.
Respondi sorrindo:
— Quem me dera ter essa sorte!
Elas entenderam o galanteio e caíram na risada. Depois de alguns instantes, uma delas revelou:
— Hoje faz seis meses que meu marido faleceu. Desde então, esse foi o primeiro sorriso que dei.
Olhei para ela e disse:
— Celebre mais. Brinque mais. Leve a vida com mais leveza. Uma vida sem alegria é um longo caminho sem lugares para descansar.
A vida segue.
E eu quero continuar caminhando de bem com a vida.
Como dizia a saudosa Cora Coralina:
"A alegria é uma escolha, uma atitude diante da vida."
Peregrino Nino Carneiro
PALAVRA E SABER
Antes da palavra existe o saber, chama antiga e sagrada que ilumina o entendimento. As palavras não criam, apenas despertam o que já dorme em nós.
Ciência ilumina sombras onde deuses se escondem tremendo, revelando universos reais que ridicularizam mitos tecidos por mãos trêmulas.
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